Como começar uma primeira data

Para entender como fazer isso, principalmente no Brasil, é importante se atentar a uma série de processos pelos quais você terá que passar, incluindo documentações e legislação. Abaixo, veja como começar a empreender com um guia com todas as informações principais para quem deseja abrir uma empresa. Uma delas é a inclusão, obrigatória, do nome da página consultada, o que deve ser feito entre parênteses. Quando falamos no nome da página queremos dizer o nome do website, como “EXAME” ou “UOL”, sempre em caixa alta. A data da publicação ou a data do acesso podem ser utilizadas para identificar o momento em que o clique foi feito. A introdução é a primeira etapa de uma boa redação. Por isso, é importante utilizar boas palavras e frases para chamar a atenção do leitor, pois é nesse momento que deve ser despertado o interesse em continuar a leitura. Redação Dissertativa Argumentativa: exemplos, como fazer, pronta Pensando nisso, preparamos um guia completo com palavras e […] Se você está empacado e não sabe como começar uma introdução para o seu conteúdo, precisa ler isso aqui antes de ficar dando murro em ponta de faca. Porque eu trouxe 6 táticas para você saber como criar uma introdução que convence o seu leitor a ficar com você até o final. Vem ver! Como Começar uma Carta. Uma carta com um bom começo tem mais chances de causar uma boa impressão no leitor. Se você estiver se preparando para escrever uma carta pessoal, comercial ou de apresentação, pode estar com dificuldades para saber... Inclua a data. Se vai enviar uma carta formal, é bom escrever a data em que o documento foi redigido na parte superior da página. No espanhol, assim como no português, essa data também pode ser precedida da cidade em que o autor está. Por exemplo: escreva Acapulco, 23 de diciembre de 2016.As datas em espanhol seguem o mesmo formato do português, com dia, mês e ano. Se o destinatário for uma mulher e você não tem certeza de como ela gosta de ser tratada, utilize o título formal de 'Senhora'. Apesar de as abreviaturas formais serem mais indicadas para e-mails formais, elas são aceitas na hora de redigir uma carta formal, mas o ideal é evitá-las. Vocativos para começar uma carta Kernel é uma exposição do seu código publicado na plataforma. Pense no kernel como uma versão do Jupyter Notebook. É apenas um jeito interativo de compartilhamento e visualização do seu ... Algumas pessoas, de diferentes círculos sociais e backgrounds já me pediram recomendações sobre como começar a estudar data science e/ou machine learning. Fico lisonjeado com este tipo de pedido, pois não me considero uma referência e o que não falta nesta área são dicas de onde começar. Carta de Reclamação Escolar. Uma carta de reclamação deve ser iniciada com a identificação do remetente, com dados como, nome completo, documentos como identidade e CPF, bem como endereço residencial.. Tanto faz ser uma carta de reclamação a uma empresa ou uma carta de reclamação a operadora telefônica. A sua identificação é o primeiro passo a ser informado no corpo da carta.

U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 1: Mudanças e chegadas]

2020.09.20 14:53 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 1: Mudanças e chegadas]

Olá amigos. No post anterior introduzi levemente o espírito desta série, e este é o primeiro capítulo "a sério" da série. Este capítulo versa sobre o processo de preparação para a mudança e o "primeiro embate" da chegada ao novo país; que assuntos tive que tratar imediatamente antes de me mudar, assim como assim que cheguei. Como tenho dito, esta experiência é pessoal, e é importante que entendam que não se aplicará certamente a todos. Riam-se, chorem, e deixem os vossos pensamentos na caixinha em baixo.
Ao longo do texto vão ver uns números entre parênteses rectos ([XXXX]). Isto são referências que estão por extenso perto do fim do post, na secção apropriadamente denominada "Referências".

Take-Aways Principais

Eu gosto de ter uns bullet points com as ideias principais que se devem reter de cada capítulo, uma espécie de "se não leres mais nada, lê isto" do capítulo. Os deste capítulo rezam assim:
Os detalhes estão no texto por aí abaixo.

A odisseia do trabalho científico em Portugal

Já alguma vez tiveram aquele sonho em que querem gritar e não conseguem? Aquela sensação quase infantil de impotência, do pavor da inacção e do pasmo em relação ao que quer que seja que se está a desenrolar à nossa frente? Ou aquele em que querem esmurrar alguém mas não acontece nada? A sensação de impotência é, pessoalmente, das piores que podemos ter; a de querermos fazer alguma coisa, acharmos que sabemos o que fazer e não conseguirmos.
Trabalhar no tecido académico e de micro-empresas português (vulgo technology transfer) é um bocadinho assim. Por mais que um gajo se esforce, é muito difícil escapar à subsidio-dependência, à chico-espertice, à mediocridade, à inexperiência, à falta de processo e, acima de tudo, à falta de recursos. Por bom que seja o sonho, por interessante que seja o projecto, por positivo que seja o ambiente de trabalho, por porreiros que sejam os colegas, há uma sensação latente de "isto não vai dar para construir uma carreira". Isto torna-se particularmente agudo quando se trabalha numa área de tecnologia de ponta, para a qual inevitavelmente o mercado português está pouco desenvolvido. Não havendo mercado, a empresa vira papa-projectos e passa a viver de fundos comunitários, QRENs, COMPETEs, H2020s e coisas que tal. O tempo que se devia gastar em desenvolvimento é gasto a tentar convencer revisores de projectos a darem-nos mais uma esmola, e todos os projectos são uma corrida ao fundo: como é que conseguimos fazer esta omelete bonita com muito poucos ovos? Será que precisamos mesmo de duas pessoas para fazer isto, não dará só uma? Certamente o equipamento X também dá para este projecto.
Um aspecto particularmente doloroso neste ambiente é a altíssima rotatividade dos colegas. Quando se trabalha nestas condições tende-se a depender de recursos precários: bolseiros de investigação, estágios IEFP, estágios profissionais, estágios académicos, e por aí fora. Isto torna imediatamente impossível treinar alguém para fazer alguma coisa de jeito, e dei por mim a ensinar 3 ou 4 pessoas a fazer a mesma coisa em ocasiões diferentes ao longo dos anos. Nunca ninguém fica e toda a gente parte para outra, seja porque a empresa não lhes pode pagar, ou porque são incompetentes demais para nos darmos ao trabalho de lhes tentar arranjar financiamento. As caras e os nomes confundem-se numa espécie de groundhog day tecnológico em que cada ano que passa temos as mesmas conversas. Um tipo que vá ficando, ora porque é bom ou porque é teimoso, vai dando por si a avançar na idade ao mesmo tempo que os colegas não. A certo ponto, todos os meus colegas eram pelo menos uns 4 ou 5 anos mais novos que eu; ora se até eu quase nem tinha barba (hipérbole), então eles estavam mais verdes que as bananas da Costa Rica quando chegam ao Continente.
Quando me perguntam porque é que os portugueses têm tendência a se dar bem lá fora, aponto-os sempre para as condições em que somos habituados a fazer trabalho world-class. As publicações a que submetemos artigos não querem saber das nossas dificuldades; querem papers de qualidade. As agências de financiamento não querem saber de rotatividade, querem saber de know-how, track record e orçamentos. O trabalho que temos que entregar para sobreviver tem que ser de topo, ao mesmo tempo que as condições são de fundo. Pega-se num tipo habituado a isto, senta-lo numa cadeira de 300€, dá-se-lhe 3 monitores e um portátil que dava para comprar um carro, e é natural que o desempenho seja incrível.
Eu não me considero um perfeccionista (e acho que quem se considera perfeccionista pensa demais de si próprio) mas procuro estar numa constante curva ascendente no que toca à qualidade do meu trabalho. Umas vezes a curva é mais inclinada, outras vezes é menos inclinada, mas a cada dia estar um bocadinho melhor que no dia anterior. Aliás, quem me conhece sabe que esse é um traço que aplico em quase tudo: no trabalho, na vida, no desporto, etc. Antes de me mudar sentia que tinha batido no tecto da qualidade do que podia entregar. O meu esforço era máximo e o factor limitador da qualidade da entrega era a forma como o trabalho que eu tinha para fazer era entregue. Não havia tempo suficiente para inovação, era preciso planear de forma irrealista (e entregar de forma irrealista) para se conseguir fazer o malabarismo de todos os projectos. A constante mudança de contexto comia horas todos os dias.
A ética de trabalho portuguesa é, geralmente, horrível. Se eu trabalhei as minhas 8h, entreguei o que tinha para entregar e não tenho horário de trabalho, então vou sair às 16h. Ou chegar às 10h. Geralmente, fazer menos que 9-19 é mal visto, e eu fui sempre muito vocal (se calhar de forma prejudicial para mim próprio) acerca do quão estúpido isso me parece. Cheguei a ouvir algo semelhante a "tu és daqueles gajos que vão de férias desaparecem do mapa". Não é esse o objectivo das férias?

Um dia destes decidi mudar-me para o UK

Então um dia desatei a mandar CVs por esse mundo fora, a ver o que colava. Inevitavelmente, apareceram-me várias ofertas interessantes, a melhor das quais no UK. Contas feitas, a oferta praticamente multiplicou o meu salário bruto por 5 (talvez um bocadinho mais), empurrando-me de um salário mediano em Portugal para um salário bastante acima da média no UK. Esta é daquelas particularidades a que me refiro quando digo que a minha experiência é extremamente pessoal: eu tive a sorte de gostar e ter talento para trabalhar nesta área, e a dupla sorte de ser uma área em que simultaneamente há muita oferta e pouca procura de trabalho. Meio ao calhas cultivei um skillset muito valioso, ou que consegui vender bem. Infelizmente, para manter esta conta dissociada da minha identidade não vos posso especificar qual é; somos poucos, tornava-se muito fácil encontrar-me pelas publicações.
Curiosamente, está agora (à data da escrita) a fazer um ano que me decidi mudar. Nessa altura, a maior preocupação de quem se mudava para o UK era o Brexit, mas houve uma série de factores que me acalmaram:
Acerca deste último: ser estrangeiro no UK ou ser em qualquer outra parte é, para mim, semelhante. Então, se o Brexit por alguma razão resultasse numa perseguição aos estrangeiros, ou numa forte desvalorização da libra, etc, a minha situação ainda assim seria melhor que antes. Teria um CV mais rico, experiência adicional na indústria, e dinheiro no banco, tudo factores que facilitariam a mudança para um país terceiro.
Portanto com os factores políticos resolvidos por ora, e com a família a apoiar, lá me decidi.
Lá vim eu.

Preparação

A preparação para a mudança dividiu-se em:
Para benefício máximo meu e das duas empresas envolvidas, decidi reservar apenas umas 3 semanas sem trabalhar para tratar de tudo. Arrependi-me profundamente: devia ter fodido uma das empresas (a velha, potencialmente) e tido mais tempo para mim e para os meus. Naturalmente, houve muito que pude fazer enquanto trabalhava, como tratar da documentação. A logística foi um pesadelo; tive que esvaziar o apartamento em 2 dias e encontrar forma de arrumar tudo o que tinha na minha casa de família. Uma boa parte ficou por fazer pois queria passar tempo com a família em vez de arrumar merda. Tive que denunciar o contrato de arrendamento, da energia, da água e das telecomunicações. Obviamente, a Vodafone foi a mais merdosa no meio disto tudo, primeiro porque queriam que pagasse a fidelização (tive que demonstrar que vinha para o estrangeiro), e depois porque queriam cobrar o equipamento apesar de o ter entregue a horas e em boas condições. Típica escumalhice de telecom portuguesa, nada de novo.
A preparação legal foi mais cuidada. Para referência, a documentação que preparei foi:
Também nomeei (por procuração) um representante legal em Portugal. Inicialmente pareceu-me overkill, e apenas o recomendaria se tiverem alguém que seja de muita, muita confiança. Mas para mim tem sido muito útil, pois essa pessoa pode-me substituir em qualquer todos os compromissos, requerer a emissão de documentação em meu nome, transaccionar os meus bens (tipo vender o carro velho) e negociar em meu nome com as telecoms quando se armam em parvas (ver Vodafone acima). A pessoa que ficou com esta responsabilidade é da minha absoluta confiança, mas mesmo assim é um compromisso que deve ser mantido debaixo de olho e apenas pelo tempo necessário.
Às tantas perguntei-me "sua besta, já pensaste em quanto dinheiro vais gastar?" Bom, através de uma combinação de salário baixo e escolhas financeiras pouco saudáveis (que reconheço mas não quero detalhar), as minhas poupanças resumiam-se a uns míseros 2000€. Amigos, 2000€ não é dinheiro nenhum. Precisava de mais. Pelas minhas contas, e porque não vinha sozinho, precisaria de cerca de 15000€ para fazer isto com algum descanso, ainda que não conforto.
Lembram-se de quando tivemos uma crise "once in a lifetime" em 2008? Aquela da qual vamos ter saudades agora em 2021? Essa mesmo. Uma consequência engraçada dessa crise foi que as pessoas se habituaram a fazer crédito ao consumo, e os bancos habituaram-se a emprestar dinheiro como quem dá cá aquela palha, já que o Estado depois os resgata e ninguém vai preso. Como sempre trabalhei, paguei os meus impostos e nunca tive dívidas, pude pedir um crédito pessoal para pagar a mudança inicial. 15k no banco, check.
Obviamente não o gastei todo, e a empresa para onde fui trabalhar devolveu-me uma esmagadora parte do que gastei através de um fundo de "relocation expenses". A empresa pagou (mas eu tive que adiantar):
Em cima disso, paguei eu:
Admito que fiz algumas escolhas controversas, e houve muito dinheiro perdido em conversão de moeda. Podia ter ficado fora da cidade enquanto procurava apartamento, podia ter comprado mobília mais barata, podia ter dormido no chão, podia ter comprado malas mais baratas, podia ter andado de comboio em vez de alugar carros quando precisei. Mudei-me de uma forma que considero "medianamente confortável": não o fiz luxuosamente, mas dei-me ao luxo de trazer a Maria, de não ter que partilhar casa e de evitar largamente transportes públicos. Com o dinheiro que a empresa me devolveu constituí um fundo de emergência. Não liquidei logo a dívida porque entendo que é mais importante ter um fundo de emergência do que estar debt-free (mais sobre isso daqui a um post ou dois).
São escolhas. Emigrar é caro, amigos. Conheço quem o tenha feito com 200€ no bolso, mas não é confortável e não quero isso para mim.
Praticamente foi tudo pago através do Revolut. Criei uma conta pouco antes de vir, comprei o premium para não ter limites de conversões, e usei. Inclusivamente recebi lá o primeiro salário enquanto não criei a conta no banco.
A preparação emocional foi a menos complicada. O meu núcleo duro é relativamente pequeno, e toda a gente estava preparada há muito tempo para que eu "fugisse"; era conhecido praticamente desde que tinha começado o PhD que a minha área não era viável em Portugal, e que estava revoltado com a ética de trabalho merdosa. Naturalmente a minha mãe não gostou da ideia, mas são coisas da vida. Ainda assim, um conselho: não se armem em fortes e não descuidem a preparação psicológica/emocional que é necessária para este tipo de viagem. Eu sei que pessoas diferentes têm níveis de resiliência diferentes, mas o português tem muito a mania de achar que é o maior; cuidado com isso. Além disso, não deixem que estas preparações vos tomem todo o tempo que têm; guardem tempo para estar com a família, para lazer, e para descansar. Eu deixei-me consumir um pouco e não foi bom.

Como não ser sem-abrigo

Aterrei em meados de Setembro num dia nublado com duas malas de 30kg, uma mochila para mim e outra para a Maria, e a convicta certeza de que me estava a foder. Tinha cerca de 2.5 semanas até começar a trabalhar, e até lá a missão era só uma: encontrar um apartamento. Há muito para dizer acerca da habitação no UK, vou escrever um post só para isso e por isso aqui vou focar apenas na experiência do recém-chegado.
Eu decidi que não estava disposto a arrendar pelo privado; iria sempre através de uma agência imobiliária. Como não tinha tanta familiaridade com o mercado nem com a legislação, achei que seria mais seguro ir por essa via mais cara e minimizar a possibilidade de ser ludibriado. Recomendo vivamente. Então comecei a encetar contactos por telefone para marcar visitas a apartamentos.
E aí bateu-me.
Eu não conseguia perceber nada do que estes caralhos diziam ao telefone. NADA. "Ahka hrask apfiasdafsd duja sudn" diziam eles, e eu "sorry, I have a really bad connection, could you repeat that?" e eles lá repetiam mais calmamente "G'mornin, how can I help you today?". Muita vez disse eu que tinha pouca rede, a ver se eles abrandavam um bocadinho. E funciona! Top tip: se estiverem a tentar perceber o que eles dizem por telefone, queixem-se da ligação; o serviço móvel no UK é tão mau que eles vão na conversa.
Agora, eu sei falar inglês, ok? Naveguei perfeitamente bem as entrevistas, tenho dúzias de publicações em inglês "impecável", e trabalho em inglês há anos e anos. O problema é o seguinte: falar inglês enquanto se trabalha e escrever coisas em inglês são ambos experiências muito diferentes da de tentar falar com um nativo com sotaque, que assume maneirismos e expressões que não conhecemos, sobre locais que não conhecemos e dentro de um sistema (de arrendamento) que não conhecemos, tudo isto por telefone e sem poder ler nos lábios nem ler expressões corporais.
Com algum desenrascanço tipicamente português fui enchendo os dias de visitas a apartamentos na zona. Num dos dias aluguei um carro para ir ver apartamentos numa cidade vizinha (onde até acabei por ficar), algo que recomendo vivamente. Durante essas semanas vimos facilmente uns 25 apartamentos, talvez mais. As primeiras impressões foram:
(Um aparte acerca da alcatifa: se tiverem uma casa toda alcatifada comprem um robot aspirador de qualidade e aspirem todos os dias, até mais do que uma vez. A vossa qualidade de vida vai aumentar 1000 vezes.)
Escolhido o apartamento, fizemos uma oferta/candidatura. Oferecemos o valor que o senhorio pedia e, já tendo falado com muitos agentes, ofereci-me para pagar o contrato inteiro de 6 meses no dia da entrada. O que se seguiu foi um processo que, para mim, era completamente estrangeiro: o de "referencing" do potencial arrendatário. Pediram-me as moradas anteriores até 3 anos e os contactos dos senhorios, assim como a minha morada de família permanente e (muitos) dados pessoais. Essa informação foi usada para verificar que eu não era um impostor, e para verificar que tinha o hábito de pagar a renda. Ligaram para a minha antiga senhoria portuguesa, uma senhora de 82 anos, a perguntar se eu pagava a renda. Por mero acaso ela fala inglês (foi investigadora) e soube-lhes dar resposta, mas achei a atitude absolutamente desnecessária. Lembro-me de me sentir ofendido; "mas estes filhos da puta acham que pagar 6 meses à cabeça não chega?"
Seguiu-se um contrato de arrendamento para uma Assured Shorthold Tenancy [1], que é a modalidade "normal" de arrendamento para habitação por aqui. O agente imobiliário tratou de toda a papelada, mas eu tirei um dia para ler todo o contrato e verificar se batia certo com o que conhecia da lei daqui, o que recomendo vivamente. Atenção que a partir de meados de 2019 as taxas cobradas pelos agentes imobiliários passaram a ser limitadas por lei [2], por isso se vos pedirem alguma taxa administrativa mandem-nos sugar no pénis mais próximo. Na altura disseram-me que o normal, antes dessa mudança, seria o arrendatário pagar uma taxa de 700 libras à imobiliária pelo serviço. Era matá-los.
Assinado o contrato, ficou fixada uma data para entrada no apartamento. O valor a pagar é esperado nesta altura, no momento imediatamente precedente à entrega das chaves, o que significa que é preciso ter esse dinheiro disponível num cartão aceite pela imobiliária. Obviamente que é possível pagar por transferência, mas isso pode atrasar a data de entrada, e eu estava a pagar hotel por isso tinha interesse em me despachar.
Este processo foi, para mim, extremamente stressante. Até ao momento em que temos a chave na mão, o nível de incerteza é altíssimo: vou precisar de estender a estadia no hotel? Vou ter dinheiro que chegue caso o senhorio recuse o arrendamento? Será que vou ter que procurar noutra zona? Será que vou conseguir fazer isso enquanto trabalho? Para mim, encontrar a primeira casa foi facilmente a parte enervante da mudança. Agora já tenho uma posição muito mais sólida: conheço a zona, conheço o mercado, tenho um pé de meia e transporte próprio. O início custa muito mais.

Burocracias adicionais a tratar no início

Além da casa, que era a minha primeira preocupação, há um outro conjunto de coisas que têm que ser tratadas quanto antes:

Referências

[1] https://england.shelter.org.uk/housing_advice/private_renting/assured_shorthold_tenancies_with_private_landlords [2] https://www.gov.uk/government/collections/tenant-fees-act [3] https://www.gov.uk/council-tax [4] https://www.gov.uk/tax-codes [5] https://www.gov.uk/income-tax/how-you-pay-income-tax

Capítulos Anteriores

O próximo capítulo deve ser mais sobre habitação ou sobre compramanter carro e conduzir. Depende de qual o capítulo que acabar por ficar pronto mais cedo. Às tantas calha ser outro qualquer ¯\_(ツ)_/¯
Se este post gerar uma resposta tão forte como os outros, é possível que eu não consiga responder a todos os comments. Se for esse o caso, peço desculpa; vou dar o meu melhor.
No outro post alguém (um mod?) colocou o flair "Conteúdo Original". Não encontrei esse por isso pus "discussão".
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
submitted by UninformedImmigrant to portugal [link] [comments]


2020.09.19 16:41 HanSolo100 Vale E Azevedo - A ascensão e a queda de um Anti-Herói

Começo este post para falar de uma personagem que não é capaz de deixar ninguém indiferente pelos adeptos do nosso clube, falamos pois claro de João Vale E Azevedo (JVA).
Antes de começar o post permitam-me começar por apresentar-vos a definição de um anti-herói.
"Anti-heróis são personagens não inerentemente maus que, às vezes, praticam atos moralmente questionáveis. Contudo, algumas vezes é difícil traçar a linha que separa o anti-herói do vilão. No entanto, note-se que o anti-herói, diferente do vilão, costuma obter aprovação, seja através de seu carisma, seja por meio de seus objetivos muitas vezes justos ou ao menos compreensíveis, o que jamais os torna lícitos. A malandragem, por exemplo, é uma ferramenta tipicamente anti-heroica."
Esta descrição acaba de certa forma por demonstrar na perfeição aquilo que Vale E Azevedo foi enquanto presidente do Benfica.
Ao contrário daquilo que a cartilha do sistema Vieirista hoje pretende fazer-se passar o antigo presidente do Benfica não era o vilão, mas sim um anti-herói que apesar dos seus imensos defeitos era alguém a quem lhe gabo a virtude da coragem, de olhar de frente para os inimigos e que jamais baixava a cabeça na altura de os enfrentar. Alguém que apesar de tudo queria singrar e vencer mesmo face a uma herança miserável deixada por Manuel Damásio, o principal destruidor do Benfica que todos nós conhecemos.
Eleito em 31 de Outubro de 1997 com 51,5% dos votos Vale E Azevedo prometeu uma revolução gigante no mundo do Benfica, com várias promessas que chegaram a ser cumpridas e outras que nem tanto. A primeira delas todas foi o rompimento do contrato com a OliveiraDesportos, também conhecida por ser a empresa central do sistema.
Vale E Azevedo foi alguém que lutou arduamente contra os poderes de gente ligada a Joaquim Oliveira e à sua empresa que como todos sabemos, tinham intenções duvidosas para com o Benfica, o único presidente dos 3 que defendeu com todas as forças os interesses do Benfica para com aquele que foi um dos dinamizadores da década de domínio para o Porto.
E realidade é que este homem conseguiu meter a existência do sistema em perigo, sendo que esta luta acabou entre ameaças que acabaram por estender até à sua própria família onde a própria mulher e filhos se incluem.
Mas desengane-se quem pensa que as virtudes de João Vale E Azevedo apenas se limitavam à vida política. Em Janeiro de 1998 contra todas as expectativas e em pleno Vietname eis que consegue sacar um craque internacionalmente conhecido e consagrado, um jogador que esteve na alta roda do futebol mundial e que jogava numa das melhores equipas do mundo, um jogador que ficou em 10º lugar para a bota de ouro mundial uns anos antes. Falamos claramente de Karel Poborsky.
Eis que uns meses após a eleição Vale E Azevedo dá uma cartada de génio, apenas e só meses após ter sido reeleito. A sua contratação é algo que com Damásio nunca teria sido possível e apenas foi através de uma cartada de um visionário como Vale E Azevedo.
Nos seus 3 primeiros anos os resultados infelizmente escasseavam e a realidade é que enquanto o clube sofria as derrotas a realidade é que JVA se viu numa situação pouco agradável face aos anos em que o clube tendia em não vencer, pois os vestígios deixados por Manuel Damásio eram demasiado notórios face à situação que o clube passava. A acrescentar a isto também o facto de as competições europeias não terem o mesmo tipo de prémios que existem hoje em dia para saldar as dividas que na altura eram imensas. O que também acabou por não ajudar foram as várias artimanhas que o levaram a tirar dinheiro do clube para investimentos duvidosos, um pouco à semelhança daquilo que acontece com o atual presimente, Luís Filipe Vieira.
Entre 1999 e 2000 dois pontos altos na presidência de JVA sendo o primeiro a constituição de uma SAD que foi unanimemente aprovada pela larga maioria dos sócios e a segunda outra que perdura ainda hoje que marca o inicio das obras do centro de estágios do seixal no qual lançou a primeira pedra. Dois pontos que partiram da visão de um presidente hoje visto como um bicho papão.
Também surgem os planos para uma nova catedral mais moderna e mais à imagem daquela que vemos hoje em dia.
https://em-defesa-do-benfica.blogspot.com/2017/10/ja-fui-infiel.html
Mas avancemos até Setembro de 2000.Após a saída atribulada de João Vieira Pinto que foi uma das más decisões do seu reinado e a resignação de Jupp Heyckes, Vale E Azevedo decide fortemente apostar num nome que viria a mudar o futebol daquela década.
Falamos naturalmente de José Mourinho, o treinador escolhido pela direção benfiquista naquela altura.
Mourinho viria não só a conquistar o seio da equipa como os seus jogadores após imensos anos e a realidade é que pela luz já se sonhava um futuro risonho que se avizinhava sob comando do "Special One" que empolgava as bancadas e que conseguia fazer já muito com as peças limitadas que tinha.
A guerra nos tribunais com a Oliveira se avizinhava até ao fim e em desespero recorre a dois homens para tirar de lá aquele que estava até à data a ser o maior inimigo.
Vilarinho surge na linha da frente para fazer parte da cabala e Luís Filipe Vieira surge numa segunda para depois tomar controlo do clube.
E quando todos pensavam que a coisa iria finalmente endireitar-se, eis que Vilarinho vence contra todas as expectativas enganando tudo e todos. Após 3 anos, o sistema finalmente voltou a tomar as rédeas do maior clube português.
Vilarinho não apenas sabota a época em andamento do Benfica ao aproveitar-se do ultimato de Mourinho para o despedir e ir buscar Toni como quebra por completo a promessa de trazer Mário Jardel, que acabara mais tarde no Sporting.
Os planos para remodelação do estádio saem gorados por força de vontade do sistema que queria a todo o custo a implementação de novos estádios dos 3 grandes para o Euro 2004.
E como se não bastasse traz aquele que era até à data o homem de confiança de Pinto Da Costa, o homem que desviou Deco e Ovchinikov do Benfica para o Porto e titulou o Benfica como "clube de merda" anos antes.
Vilarinho sai sem qualquer título conquistado e cede a presidência a Vieira em 2003 e a escuridão finalmente apodera-se do clube. A dragartização do Benfica estava completa sendo o Benfica invadido por dragartos.
Em 17 anos o Benfica conquistou um total de 7 campeonatos enquanto que o Porto nos mesmos 17 conquistou 10, a acrescentar a isto os 5 troféus europeus dos quais 2 deles foram conquistados com aquele treinador que foi um dia uma aposta pessoal de Vale E Azevedo.
No meio de tantas humilhações sofridas pelas mãos do Porto seja na luz ou no dragão, Vieira consegue também perder 2 campeonatos em 3 para um clube falido e intervencionado pela UEFA, algo inédito em toda a história do clube.
Vieira consegue mais uma vez consolidar o seu lugar na história do Sport Lisboa E Benfica como o pior presidente de sempre e aquele que mais prejudicou o Benfica.
E é para terminar este post que volto a repetir.
Vale E Azevedo ao contrário daquilo que as pessoas dizem não foi um vilão, mas sim um anti-herói, alguém que tentou meter a justiça nas próprias mãos com a intenção de uma certa forma vir a singrar nas suas funções.
Vilarinho e Vieira foram os verdadeiros vilões desta história que hoje em dia saem pelos pingos da chuva, duas personagens vilanescas e malfeitoras que destruíram por completo aquilo que o Benfica podia ter sido e foram alimentando ao longo destes anos todos a corja do Norte.
Vieira é sem sombra de dúvidas o pior presidente da história do clube.
E fazendo jus às palavras de JVA meses antes de perder as eleições em 2000:
"Vale e Azevedo: «Se saísse agora, era o caos»"
E foi...
submitted by HanSolo100 to benfica [link] [comments]


2020.09.12 08:44 Spamurayy Eu não sei se tenho mais forças, hoje foi horrível

Eu não sei nem por onde começar, acabei de baixar o Reddit e a primeira comunidade que procurei era algo relacionado a essa. Então, ao mesmo tempo que sinto que tem acontecido coisas demais pra mim, não acontece nada, vou explicar; eu tenho ansiedade e depressão, fui diagnosticado quando eu ainda era criança(acredito que por conta de diversas cenas e situações traumatizantes na minha infância), apesar de "tentativas" de suicídio graças a Deus não consegui. Sobre a depressão na minha vida, eu na maioria dos dias por anos só penso pelo menos uma vez em tirar minha própria vida, eu queria tanto mais tanto conseguir fazer isso, mas tenho tanto medo de morrer..."Mas cara você quer morrer, tem depressão mas tem medo????", Sim, minha mãe perdeu minha irmã mais velha pro câncer quando ela ainda era um criança todos anos ela chora na data da morte e no aniversário dela, e eu não me perdoaria por fazer minha mãe sentir tanta coisa duas vezes mais. E sobre a minha ansiedade, raramente tenho crises e ansiedade é aquilo né quase morro por coisa bobas, normal, eu constantemente tô preocupado e ao mesmo tempo sem vontade, não sei explicar, mas seguindo o porque eu precisar dessa comunidade agora. Hoje eu tive paralisia do sono pela primeira vez onde eu me sentia completamente indefeso, com medo e como se em qualquer momento alguém fosse aproveitar da minha vulnerabilidade...(fui abusado sexualmente quando criança, e é nesse sentido que eu senti medo, foi desesperador), então pra relaxar decidi tomar um banho e então tive uma crise de pânico, também pela primeira vez, meu coração bateu forte eu fica sussurrando "para" foi horrível, me senti um louco kkkk, talvez eu seja né. E o porque de eu estar tão ruim?Ninguém teria paciência pra ver contando tudo, mas são várias coisas, várias pequenas coisas que tem me matado por dentro, e a cada dia eu sinto que tô chegando ao meu limite. Obrigado a todos que tiveram paciência pra ler até aqui, dei uma olhada rápida nas regras da comunidade, espero não ter desobedecido nenhuma.
E fiquem tranquilos, não espero nenhum conselho milagroso, eu realmente só precisava tirar isso de mim.
submitted by Spamurayy to desabafos [link] [comments]


2020.08.27 16:02 Scabello More about Belarus color "revolution"

Text from a amazing marxist virtual magazine from Brazil.

https://revistaopera.com.b2020/08/26/belarus-nacionalismo-e-oposicao/

Belarus: nacionalismo e oposição


As manifestações em Belarus estão recebendo uma grande cobertura nos meios ocidentais, o que se reflete na imprensa brasileira, que se contenta em traduzir e repetir aquilo que é dito em grandes veículos europeus. A amplitude e até a paixão dessa cobertura gera, por efeito de contraste, uma sensação de falta de profundidade, já que em meio de tantas notícias, carecemos até mesmo de uma introdução sobre aspectos específicos do conflito e dos atores que participam dele. O que a cobertura nos oferece, no entanto, é uma narrativa sobre manifestantes lutando contra um ditador em nome da liberdade, discurso fortalecido por uma certa abundância de imagens. Na frente desta luta, a candidata derrotada – alegadamente vítima de fraude – Sviatlana Tsikhanouskaya, uma “mulher simples”, “apenas uma dona de casa”, o símbolo da mudança. Em alguns dos meios de esquerda e alternativos, este posicionamento da grande mídia já gera uma certa desconfiança. Imediatamente surgem perguntas sobre quem forma essa oposição e se podemos fazer comparações com a Ucrânia em 2014, onde uma “revolução democrática” foi acompanhada por grupos neofascistas, ultranacionalismo e chauvinismo anti-russo. Outros já se revoltam contra o reflexo condicionado e declaram que não podemos julgar os eventos de Belarus pela ótica dos eventos ucranianos, e que avaliações não deveriam ser feitas na função inversa da grande mídia. Me deparando com a diversidade de problemas que podem ser desenvolvidos a partir do problema de Belarus, decidi começar com um problema simples de imagem e simbologia, mas que nos traz muitas informações. As imagens que estampam os jornais são dominadas por duas cores: branco e vermelho.

Uma disputa pela história

Uma faixa branca em cima, uma faixa vermelha no meio e outra faixa branca embaixo – esta bandeira domina as manifestações oposicionistas em Belarus. Ela surgiu primeiro em 1919, em uma breve experiência política chamada de República Popular Bielorrussa, órgão liderado por nacionalistas mas criado pela ocupação alemã no contexto do pós-Primeira Guerra, Guerra Civil na Rússia e intervenção estrangeira que ocorreu naquele período. Uma bandeira diferente do símbolo oficial de Belarus: do lado esquerdo, uma faixa vertical reproduz um padrão tradicional bielorrusso, como na costura, em vermelho e branco, do lado duas faixas horizontais, vermelho sobre verde (somente um terço em verde). Bandeira muito similar à velha bandeira da República Socialista Soviética de Belarus, com a diferença que na antiga o padrão tradicional estava com as cores invertidas e na massa vermelha horizontal brilhava a foice-e-martelo amarela com uma estrela vermelha em cima. Os manifestantes também usam um brasão de armas histórico do Grão Ducado da Lituânia, a Pahonia, onde vemos um cavaleiro branco, brandindo sua espada e segurando um escudo adornado por uma cruz jaguelônica. O emblema oficial de Belarus, no entanto, é diferente, correspondendo à simbologia soviética, onde um sol que se levanta sobre o globo ilumina o mapa de Belarus, com bagos de trigo nos flancos e uma estrela vermelha coroando a imagem. Essa diferença entre símbolos do governo e da oposição não é só uma diferença política momentânea, mas remete a uma disputa pela identidade nacional de Belarus, a processos divergentes de formação de consciência nacional, conforme exemplificados por Grigory Ioffe. Quando Belarus se tornou independente da União Soviética nos anos 90, isto aconteceu apesar da vontade popular, sem movimentos separatistas como os que ocorreram vigorosamente nas repúblicas soviéticas bálticas, vizinhas de Belarus pelo norte, ou na parte ocidental da Ucrânia, país que faz fronteira com Belarus pelo sul. Pelo menos até pouco tempo atrás, a maioria dos cidadãos se identificava com a Rússia e concebia a história de Belarus no marco de uma história soviética. Para a maioria da população, o evento mais importante da história de Belarus foi a Grande Guerra Patriótica, isto é, a resistência contra os invasores nazistas, o movimento partisan como primeiro ato de vontade coletiva. É depois da guerra que os bielorrussos se tornam maioria nas cidades do país (antes de maioria judaica, polaca e russa), bem como dirigentes da república soviética – líderes partisans se tornaram líderes do partido. Esse discurso filo-soviético também é acompanhado pela ideia de proximidade com a cultura russa, inclusive a constatação de que é difícil fazer uma diferenciação nacional entre as duas culturas. Em termos de narrativa histórica, isso é acompanhado por afirmações como a de que a Rússia salvou o povo das “terras de Belarus” da opressão nacional e religiosa dos poloneses. Então, figuras históricas da Rússia são lembradas, como por exemplo o general Alexander Suvorov (1730 – 1800), que é celebrado como um herói da luta contra a invasão polonesa das “terras de Belarus” e da Rússia em geral. Essa ideia de união entre Rússia e Belarus é fundamental para o pan-eslavismo. A revolução em 1917 também é considerada um episódio nacional, o começo da criação nacional de Belarus dentro da União Soviética, com sua própria seção bolchevique e adesão dos camponeses à utopia comunista, mas nem isso e nem a história nacional russa superam a Segunda Guerra Mundial como fator de consciência nacional. Contra esta visão surgiu uma alternativa ocidentalizante, que propõe que Belarus é um país completamente diferente da Rússia, que foi dominado pela Rússia e que precisa romper com Moscou para ser um país europeu. Essa tendência tenta afirmar a existência de um componente bielorrusso específico na Comunidade Polaco-Lituana, identificando a elite pré-nacional com nobres locais. Atribuem a “falta de consciência nacional” no país à intrigas externas. Seus heróis de forma geral são heróis poloneses, e celebram quando os poloneses invadiram a Rússia. Se esforçam por fazer uma revisão histórica que justifique a existência de uma nacionalidade bielorrussa atacando a narrativa ligada à Segunda Guerra Mundial, renegando a luta dos partisans e enquadrando sua nação como uma “vítima do estalinismo”, que passa ser comparado com o nazismo como uma força externa. Suas preocupações centrais, além de tentar construir uma história de Belarus antes do século XX, está a preservação da língua bielorrussa em particular, com suas diferenças em relação ao russo. Nessa visão, as repressões do período Stálin deixam de ser uma realidade compartilhada com os russos e outras nacionalidades soviéticas, para ser entendida como uma repressão contra a nação de Belarus, exemplificada principalmente pela repressão de intelectuais nacionalistas. Na tentativa de desconstruir o “estalinismo” e os partisans, os nacionalistas defenderam a Rada Central de Belarus, um órgão colaboracionista criado pela ocupação alemã, que não pode ser chamado sequer de governo títere, mas que adotava a visão histórica dos nacionalistas e fez escolas de língua exclusivamente bielorrussa em Minsk. A Rada foi liderada por Radasłaŭ Astroŭski, que foi para o exílio norte-americano e dissolveu órgão depois da guerra para evitar responsabilização por crimes de guerra. A versão nacionalista não só defende a “posição complicada” dos colaboradores nos anos 40, como revisa positivamente o papel do oficial nazista Wilhelm Kobe, Comissário Geral para Belarus entre 1941 e 1943 (até ser assassinado pela partisan Yelena Mazanik). Argumenta-se que Kobe seria um homem interessado nas coisas bielorrussas e seu domínio permitiu o florescimento nacionalista. Do lado colaboracionista existiu uma Polícia Auxiliar e a Guarda Territorial Bielorrusa, as duas ligadas aos massacres nazistas e associadas a uma das unidades mais infames da SS, a 36ª Divisão de Granadeiros da SS “Dirlewanger”. Depois, foi formada por uma brigada bielorrussa na 30ª da SS. A colaboração usava as bandeiras vermelha e branca, com a Guarda Territorial usando braçadeiras nessa cor. Essas cores seriam retomadas na independência do país em 1991, mas foram muito atacadas por sua associação com a colaboração. Por isso ela foi rechaçada por uma maioria esmagadora em um referendo realizado em 1995, que definiu os símbolos nacionais de hoje e mudou o “Dia da Independência” para 3 de Julho, dia em que Minsk foi libertada das forças de ocupação nazista, em 1944. A visão nacionalista e ocidentalizante é minoritária, compartilhada por algo entre 8% e 10% da população; número que é consistente com o número de católicos do país – um pouco maior, na verdade, o que serve para contemplar uma minoria de jovens de Minsk, que proporcionalmente tendem a ser mais adeptos de uma visão distinta da história soviética. Em 1991, o nacionalismo se reuniu na Frente Popular Bielorrussa, em torno da figura do arqueólogo Zianon Pazniak, que representava uma militância radical, anti-russa, europeísta e guardiã dessa simbologia nacional. O movimento fracassou e parte disso provavelmente se deve à liderança de Pazniak, tido como intolerante. Havia também um movimento paramilitar chamado Legião Branca, que se confrontaria com Lukashenko no final dos anos 90. Estes seriam “os nazis bielorrussos dos anos 90”, pecha que é disputada por seus defensores, que os retratam até mesmo como democratas, mas que é justificada por seus detratores baseada em seu separatismo étnico e intolerância dirigida aos russos apesar de viverem no mesmo espaço e a maioria do seu próprio país falar a língua russa. Ainda assim, o alvo-rubro vem sendo reivindicado como um símbolo de liberdade, democracia e independência: seus defensores vêm tentando firmar a identidade dessa bandeira mais em 1991 do que em 1941. Para todos os efeitos, se tornou um símbolo de oposição Lukashenko, símbolo de “outra Belarus”, com boa parte dos jovens mantendo uma atitude receptiva em relação a ela – um símbolo carregado de controvérsia, mesmo assim. Essas divergências simbólicas escondem diferentes histórias e questões políticas radicais. Além disso, é possível constatar que Belarus tem dois componentes nacionais externos em sua formação: os poloneses e os russos. No plano religioso, o catolicismo associado com Polônia e a ortodoxia associada à Rússia (segundo dados de 2011, 7,1% da população católica, 48,3% ortodoxa e 41,1% diz não ter religião, 3,5% se identificam com outras). Na disputa histórica, existe uma narrativa filo-soviética e outra ocidentalizante. Nesta última década, o próprio governo Lukashenko presidiu sobre uma política de aproximação e conciliação dessas narrativas históricas sobre Belarus, tentando ocupar uma posição mais nacionalista, mesmo que mantendo o núcleo soviético como fundamental. Esta aproximação foi muito criticada por um núcleo duro de patriotas e irredentistas russos. Por outro lado, dentre os manifestantes não necessariamente há uma ruptura total com a narrativa histórica partisan e motivos antifascistas, pelo menos não se buscarmos casos individuais – nesse caso, o uso histórico da bandeira seria ignorado ou superado por outra proposta. Apesar de existir uma oposição que busca lavar a bandeira alvirrubra, é possível identificar nacionalistas radicais na oposição?

Belarus não é Ucrânia – mas pode ser ucranizada?

Pelo menos em meios ocidentais, se afirmou muito que “a crise de Belarus não é geopolítica”. Muitos textos publicados no Carnegie Moscow Center elaboraram em torno dessa afirmação. A declaração da Comissão Europeia afirmou isso. O professor e colunista Thimothy Garton Ash escreveu no The Guardian que sequer se pode esperar um regime democrático liberal depois da saída de Lukashenko, e relata contatos com bielorrussos que dão a impressão de um sentimento ao mesmo tempo oposicionista e pró-russo. Por esse argumento, Belarus é diferente da Ucrânia, as manifestações não têm relação com geopolítica, os bielorrussos até gostam da Rússia e a lógica extrapola ao ponto de dizer que, portanto, Putin tende a apoiá-las. Mais de um texto fala de como a identificação entre bielorrussos e russos, como povos irmãos ou até iguais, “anula” essas questões – isto é, estes textos têm como pressuposto uma solidariedade nacional, uma continuidade entre os dois povos, algo distinto do radicalismo nacionalista. Até parecem acreditar que isto tiraria de Putin o interesse de ajudar Lukashenko ou da Rússia enquadrar esses eventos na sua visão estratégica como algo equivalente ao problema ucraniano. De fato, Belarus não é a Ucrânia. A divisão sobre a identidade nacional não é tão polarizada em Belarus como é na Ucrânia. A divisão regional e linguística, bem como as diferentes orientações geopolíticas, não é tão radical. A marca da colaboração e suas consequências políticas não é tão forte em Belarus como é na Ucrânia – não acredito que o nacionalismo em Belarus está no mesmo patamar do ultranacionalismo ucraniano. No plano da operação política, a comparação com a Ucrânia é feita em função do Maidan de 2014, onde também existem diferenças. O Maidan teve a participação decisiva de partidos políticos consolidados e posicionados dentro do Parlamento, que no momento final tomaram o poder do presidente Yanukovich usando seu poder parlamentar. Partidos ligados a oligarcas multimilionários, com políticos que enriqueceram em negócios de gás, e nas ruas uma tropa de choque de manifestantes formada por nacionalistas bem organizados. Dito isso, devemos olhar para o posicionamento da oposição bielorrussa e não aceitar de forma acrítica as narrativas de que a manifestação não tem nada a ver com geopolítica e que não possuí liderança. Alegam que questões como adesão à OTAN e integração europeia não são primárias na política de Belarus – será mesmo? E essas questões nacionais, não têm relação alguma com as manifestações? Primeiro, um dos movimentos que protagoniza enfrentamentos de rua em Belarus desde outros anos (especialmente nos enfrentamentos de rua de 2010) e se destaca nos meios oposicionistas, inclusive com reconhecimento ocidental, é a Frente Jovem, que é um movimento nacional radical, acusado de filo-fascista e ligado aos neofascistas ucranianos. Este movimento também é ligado ao partido Democracia Cristã Bielorrusa (DCB), o qual ajudou a fundar. Ambos são contra o status oficial da língua russa e querem retirar o russo das escolas. Pavel Sevyarynets, um dos fundadores da Frente Jovem e liderança da DCB, é frequentemente referido como dissidente e “prisioneiro de consciência” foi organizador da campanha “Belarus à Europa”. Ele foi preso antes das eleições como um organizador de distúrbios. A Revista Opera teve acesso ao material de um jornalista internacional que entrevistou um professor de artes bielorrusso, autoproclamado anarquista e defensor das manifestações, que se referiu à prisão de Sevyarynets como um ato preventivo do governo e respondeu a uma pergunta sobre as reivindicações do movimento dizendo que as pessoas tem em sua maior parte bandeiras nacionalistas. Em segundo lugar, cabe ressaltar que um dos principais partidos de oposição e representante das declarações atuais é o Partido da Frente Popular Bielorussa (PFPB), descendente da Frente Popular dos anos 90, um partido de direita, adepto da interpretação nacionalista, hostil à Rússia e pró-europeu. O PFPB, a Democracia Cristã, a Frente Jovem e o partido “Pela Liberdade” são parte de um “Bloco pela Independência de Belarus”. Estes movimentos tiveram vários contatos com grupos neofascistas ucranianos, com a Frente Jovem em específico mantendo relações de longa data e tomando parte em marchas em homenagem a colaboradores como Stepan Bandera e Roman Shukeyvich (que na SS Natchigall foi um carrasco dos habitantes e partisans do sul de Belarus) – diga-se, entretanto, que não necessariamente funcionam da mesma forma que as organizações extremistas. Mesmo movimentos que se organizam como ONGs, com aparência de ativismo genérico e recebendo dinheiro de programas para promover a democracia a partir da Lituânia (que por sua vez direciona dinheiro do Departamento de Estado dos Estados Unidos), servem como organizações nacionalistas, como é o caso da ONG BNR100. Em terceiro lugar, podemos olhar para algumas lideranças de oposição presentes no Conselho de Coordenação formado para derrubar Lukashenko. Foi proclamado que o Conselho de Coordenação é composto por “pessoas destacadas, profissionais, verdadeiros bielorrussos”, por aqueles que “representam o povo bielorrusso da melhor maneira, que nestes dias estão escrevendo uma nova página da história bielorrussa”. Olga Kovalkova, peça importante da campanha de Sviatlana Tsikhanouskaya, que já havia listado pessoas do conselho antes dele ser anunciado oficialmente, em sua página do Facebook. Ela mesma é um dos membros. É graduada pela Transparency International School on Integrity e pela Eastern European School of Political Studies (registrada em Kiev, patrocinada pela USAID, National Endowment for Democracy, Open Society Foundation, Rockefeller Foundation, Ministério das Relações Exteriores da Polônia, União Europeia e estruturas da OTAN). Kovalkova é co-presidente da Democracia Cristã Bielorrussa; defende a saída de Belarus da Organização Tratado de Segurança Coletiva (OTSC; Tratado de Takshent), a separação do Estado da União com a Rússia e a retirada do russo da vida pública. O outro co-presidente da DCB, Vitaly Rymashevsky, também está no conselho. Ales Bialiatski, famoso como defensor dos direitos humanos e que foi preso sob acusação de enganar o fisco a respeito da extensão de sua fortuna, também fez parte do movimento nacionalista da Frente Popular de Belarus, do qual foi secretário entre 1996 e 1999 e vice-presidente entre 1999 e 2001. Também é fundador da organização Comunidade Católica Bielorrussa. É presidente do Viasna Human Rights Centre (financiado por Eurasia Foundation, USAID e OpenSociety) e recebeu o prêmio liberdade do Atlantic Council, além de prêmios e financiamentos na Polônia. Sua prisão em 2011 foi baseada em dados financeiros fornecidos por promotores poloneses e lituanos, enquadrado por um artigo de sonegação da lei bielorrussa.
Na hoste dos nacionalistas mais comprometidos representados no Comitê de Coordenação temos também Yuras Gubarevich, fundador do partido “Pela Liberdade”, antes um dos fundadores da “Frente Jovem” e foi durante anos liderança do Partido Popular; uma das grandes lideranças oposicionistas.
📷
Pavel Belaus é ligado à Frente Jovem, um dos líderes da ONG Hodna e dono da loja de símbolos nacionalistas Symbal. Ele também é ligado ao movimento neofascista ucraniano Pravy Sektor e esteve envolvido na rede de voluntários bielorrussos para a Ucrânia. Andriy Stryzhak, do BNR100, ligado ao Partido da Frente Popular, coordenador da iniciativa BYCOVID19. Participou do Euromaidan, de campanhas de solidariedade com a “Operação Antiterrorista” de Kiev no leste da Ucrânia e de articulação com voluntários bielorrussos. Andrey Egorov promove a integração europeia. Alexander Dobrovolsky, líder liberal ligado ao velho eixo de aliados de Boris Yeltsin no parlamento soviético, é pró-ocidente. Sergei Chaly trabalhou em campanhas de Lukashenko no passado, é um especialista do mundo financeiro, ligado a oposição liberal russa e pro ocidente. Sim, também existem elementos de esquerda liberal ligados ao Partido Social Democrata de Belarus (Hromada), uma dissidência do PSD oficial, que é a favor da adesão à União Europeia e da OTAN. Dito isso, não falamos o suficiente da influência nacionalista. Tomemos por exemplo o grupo Charter 97, apoiado pelo ocidente, principalmente pela Radio Free Europe, que se estiliza como um movimento demo-liberal. Dão espaço para a Frente Jovem, onde naturalmente seu líder pode chamar os bielorrussos que combatem na Ucrânia de “heróis” pois combatem a “horda” (se referindo a Rússia da mesma maneira que o Pravy Sektor). Voluntários bielorrussos combateram ao lado de unidades do Pravy Sektor e do Batalhão Azov. Durante as manifestações, o Charter 97 publicou, no dia 15 de agosto, um texto comemorando o “Milagre sobre o Vistula: no dia 15 de agosto o exército polonês salvou a Europa dos bolcheviques” e “Dez Vitórias de Belarus”, em que a Rússia é retratada como “inimigo secular” dos bielorrussos. Ações de ocupação de poloneses contra a Rússia são celebradas como “vitórias bielorrussas”. É importante também observar o papel que padres católicos vêm cumprindo nas manifestações, inclusive se colocando à frente de algumas delas. O bispo católico Oleg Butkevich questionou as eleições no dia 12 de agosto. Pelo menos em Lida, em Vitebetsk, Maladzyechna e em Polotsk, clérigos organizaram manifestações. Em Minsk, tomou parte o secretário de imprensa da Conferência de Bispos de Belarus, Yury Sanko. Em Polotsk, sobre a justificativa de ser uma procissão, o padre Vyacheslav Barok falou do momento político como uma “luta do bem contra o mal”. É claro que padres católicos podem participar de movimentos políticos de massa, eles também são parte da sociedade, mas este dado não deixa de ter uma significação política específica, visto que os radicais do nacionalismo bielorrusso se organizam no seio da comunidade católica. Ao mesmo tempo, isso gera ansiedade em um “outro lado”, no que seria um lado “pró-russo”, não só por conta de conspirações sobre “catolicização” do país, mas por ter visto na experiência ucraniana a associação de clérigos do catolicismo grego a neofascistas e eventualmente o Estado bancando uma ofensiva contra a Igreja Ortodoxa russa, o que inclui tomada de terras e expropriação de templos. O mesmo problema está ocorrendo neste ano com os ortodoxos sérvios em Montenegro; existem dois precedentes recentes no mundo religioso cristão ortodoxo que podem servir para uma mobilização contra as manifestações.

Programa de oposição: em busca do elo perdido

A candidatura de Tikhanovskaya não tinha um programa muito claro fora a oposição a Lukashenko. Porém, um programa de plataforma comum da oposição, envolvendo o Partido da Frente Popular, o Partido Verde, o Hramada, a Democracia Cristã e o “Pela Liberdade” chegou a ser formulado em uma “iniciativa civil” envolvendo estes partidos e ONGs que estava no site ZaBelarus. Depois, parte deste programa foi transferido para o portal ReformBy. Quando o programa passou a ser exposto no contexto das manifestações (por volta do dia 16), a oposição tirou o site do ar, mas ele ainda pode ser acessado com a ferramenta Wayback Machine. O programa quer anular todas as reformas e referendos desde 1994, retornando à Constituição daquele ano (e conforme escrita pelo Soviete Supremo). Se compromete a retirar da língua russa seus status oficial, além de substituir a atual bandeira por uma vermelho e branca. Existe uma proposta de reforma total de todas as instituições: bancárias, centrais, locais, judiciais, policiais, militares.
O programa também tem uma sessão dedicada à previdência, criticando o sistema de repartição solidária de Belarus como “falido” e responsável por uma “alta carga tributária sobre os negócios”. Propõem “simplificação”, “desburocratização” e “alfabetização financeira da população” para que esta assuma sua parcela de responsabilidade pela aposentadoria. O sistema seria “insustentável” no ano de 2050 por razões demográficas. Também criticam o “monopólio” da previdência pública, “sem alternativas no mercado”. A proposta oposicionista é de contas individuais de pensão com contribuição obrigatória, mas sem eliminar o sistema solidário, tornando o sistema “baseado em dois pilares”; elevar a idade de aposentadoria das mulheres (57) para igual a dos homens (62); “desburocratização” através da eliminação e fusão de órgãos públicos de seguridade social; eliminar diversos tipos de benefício e igualar os valores para todos os cidadãos (independente da ocupação). Essas propostas previdenciárias em específico são assinadas por Olga Kovalkova. Na seção de economia, o programa fala de um “problema do emprego” criticando as empresas estatais e demandando flexibilização da legislação, “incentivos para os investidores”, “uma política macroeconômica de alta qualidade, i.e. inflação baixa, política fiscal disciplinada, escopo amplo para a iniciativa privada”; “o mercado de trabalho é super-regulado”, diz o documento. “Melhorar o ambiente de negócios e o clima de investimentos”, “tomar todas as medidas necessárias para atrair corporações transnacionais”, “privatização em larga escala”, “criação de um mercado de terras pleno”, “desburocratização e desmonopolização da economia”, “adoção das normas básicas de mercado e padrão de mercadorias da União Europeia”, enumera o programa dentre as diversas propostas, que incluem privatização de serviços públicos e criação de um mercado de moradia competitivo. Até aqui, com exceção da referência à língua russa, estamos falando mais de neoliberais do que nacionalistas propriamente. Podemos dizer também que pontos como adoção de padrões europeus e reformas econômicas influenciam a questão geopolítica. Ainda assim, boa parte dessas reformas econômicas também são defendidas por Viktor Barbaryka, empresário bielorrusso que era tido como principal candidato de oposição a Lukashenko que está preso por crimes financeiros; Barbaryka é considerado um “amigo do Kremlin”, pró-russo. Existe uma seção perdida, a seção de “Reforma da Segurança Nacional”. Na primeira semana de protestos, surgiu na rede uma suposta reprodução do conteúdo dessa seção¹. O conteúdo é uma análise ocidentalista que enquadra o Kremlin como uma ameaça, propondo a saída do Tratado de Takshent, da União com a Rússia e medidas para fortalecer o país com “educação patriótica”. Muitos temas que já foram vistos na Ucrânia, com a identificação do Kremlin como uma ameaça tendo como consequência a proposição de medidas contra “agentes do Kremlin” dentro do país, na mídia e na sociedade civil (e, dentre elas, uma proposta de “bielorrussificação” das igrejas). Tão logo isso passou a ser denunciado na primeira semana depois das eleições, o site inteiro foi tirado do ar. A oposição, tendo entrado em um confronto prolongado que pelo visto não esperava (contando com a queda rápida de Lukashenko) sabe que esse tipo de coisa favorece o governo e cria um campo favorável para ele, por isso agora tentam se dissociar, falando deste programa como produto de uma iniciativa privada, apesar de ser uma articulação política envolvendo líderes da oposição. Tanto seus elementos de reforma econômica combinam com o que diziam políticos de oposição liberal em junho, como as supostas posições geopolíticas casam com os nacionalistas que tomam parte da coalizão (e na verdade, é um tanto óbvio que pelo menos uma parte considerável dos liberais é pró-OTAN). No mesmo dia que tal documento foi exposto na mídia estatal bielorrussa – e mais tarde, comentado por Lukashenko em reunião do Comitê Nacional de Defesa – o Conselho de Coordenação declarou oficialmente que desejam cooperar com “todos os parceiros, incluindo a Federação Russa”. Desinformação? Por mais provocativas que sejam as posições do suposto trecho do programa, é fundamentalmente o discurso normal de nacionalistas e liberais atlantistas em Belarus; agora que os dados foram lançados, é natural que a direção oposicionista que não reconhece os resultados das eleições procure se desvencilhar desses posicionamentos estranhos aos seu objetivo mais imediato, que é derrubar Lukashenko.² Ainda que os manifestantes possam ter motivações diversas, a situação atual está longe de ser livre do peso da geopolítica e das narrativas históricas que sustentam o caminhar de um país.
Notas:¹ – Procurando o trecho em russo no Google com um intervalo de tempo entre o primeiro dia de janeiro de 2020 até o primeiro dia de agosto (isto é, antes disso virar uma febre na rede russa), o próprio mecanismo de pesquisa oferece uma página do “Za Belarus” que contém o trecho, mas com um link quebrado – sinal de que há algum registro no cache do Google. A data é dia 25 de junho.
² – O Partido da Frente Popular da Bielorrússia acusou Lukashenko de “fake news” ao divulgar o que seria o seu programa como se fosse de Tikhanovskaya, tratando as medidas como “inevitáveis para Belarus” porém “fora de questão” no momento. O programa, naturalmente, é marcado pela retórica nacionalista e defende adesão de Belarus na OTAN, mas não usa o mesmo palavreado. Da mesma forma o programa do PFPB também tem princípios liberais-conservadores na economia.
submitted by Scabello to fullstalinism [link] [comments]


2020.08.27 01:34 XxolivertwistxX Hoje eu provavelmente perdi uma oportunidade de vida

E ai, como estamos? Achei que ia ficar curto, mas acabei me alongando, sorry.

Pois bem. Até dia 08 de Setembro estão rolando inscrições para um processo seletivo de Trainee da Ambev. Dentre todos os requisitos, o mais rígido era conclusão da graduação entre Dez/2018 e Dez/2020, no qual, com uma pequena ressalva, eu me encaixo, mas nesse assunto eu volto daqui a pouco.
A informação do processo seletivo chegou pra mim através de um amiga de infância, da mesma idade que eu (20 e poucos anos) que é casada com um cara que trampa lá dentro. Iniciei minha inscrição pela plataforma disponibilizada pela empresa e ontem, quando fui finalizá-la, topei com uma caixa em que eu deveria apontar como tinha descoberto o processo seletivo, sendo uma das opções a "indicação", bastando colocar o nome e email da pessoa que havia me indicado. Voltei a falar com essa amiga, perguntei se poderia utilizar o nome e email do cônjuge dela e a resposta foi positiva. Já deu aquele gás. Finalizei as respostas e foi isso.
Hoje de manhã, acordei com mensagens dela, me mandando alguns prints de que o cara havia recebido uma notificação a respeito da minha menção, pedindo uma confirmação de que ele realmente teria me indicado. O cara confirmou E AINDA FOI ALÉM. Falou direto com uma das pessoas responsáveis dentro do RH, falando da minha inscrição. Em resposta, essa pessoa mandou um áudio, dizendo com todas as palavras que eu deveria enviar meu currículo, para que caso eu fosse barrado em alguma das fases do processo seletivo, ELA ME CONSEGUIRIA UMA ENTREVISTA. Na hora, eu quase não acreditei. Fiquei a manhã toda conversando com essa amiga, ela me deu várias dicas e eu já ia começar JANTAR qualquer coisa que encontrasse sobre a Ambev pela internet. Tava empolgadasso.
O baque veio na hora do almoço. Abri meu email pra dar aquela checada padrão antes de começar a trabalhar e a primeira mensagem era uma resposta, da plataforma, indicando que eu não havia preenchido os requisitos da vaga e INSTANTANEAMENTE eu desabei. Aqui entra a ressalva da minha graduação.
Formalmente, encerro minha graduação em Dez/2020, mas to com o andamento do meu TCC um pouco atrasado. Na hora em que fui preencher o cadastro, a última etapa era composta por algumas perguntas, uma delas a respeito da data de término do curso. Na hora me ocorreu esse detalhe do TCC e NA INOCÊNCIA, encarei aquele questionário de maneira informal indicando o término da graduação pós Dezembro de 2020, sendo provavelmente o que me desqualificou. Essa informação já havia sido requerida em uma etapa de preenchimento anterior, me fugiu completamente o caráter classificatório dessa informação e eu perdi a chance de participar do processo. Não é possível realizar nova inscrição através do meu cadastro existente na plataforma, que também não aceita um cadastro novo em meu nome.
Enfim, de tudo, não sei o que é pior: 1) O fato de provavelmente ter perdido uma oportunidade que eu NUNCA MAIS VOU TER, 2) Ter perdido por COMPLETA INOCÊNCIA ou 3) Não ter qualquer noção de como crescer a partir de uma experiência dessas.
No fundo, me sinto merecedor da desqualificação. Na posição da empresa, jamais contrataria alguém que cometesse um erro desse nível, o que provavelmente vai me fechar a porta da entrevista a parte também. To me sentindo um completo lixo e vim gastar com vocês, porque só tive coragem de conversar sobre isso com a minha mina, mas nem tanto, para não brochá-la demais.
Hoje, recebo 500 conto por um estágio em um escritório de advocacia que caga pra mim. Era uma vaga que literalmente ia mudar minha vida, mas eu perdi.
submitted by XxolivertwistxX to desabafos [link] [comments]


2020.08.20 05:16 ThiagoM3sk uma estória inacabada...

há um tempo eu comecei a criar uma história fictícia que aconteceu comigo enquanto eu cursava o ensino médio. mas se é fictícia como aconteceu?
bom, na verdade é baseada parcialmente no que aconteceu, não houve quase nada do que na estória é mencionado, eu apenas peguei o que o período como base pra começar a escrever a estória. porém, eu ainda não acabei por motivos de... bem, voltamos ao início para entender melhor como começou. eu escrevi, ou melhor, comecei a escrever durante uma viagem e foi pra treinar a escrita, tendo em mente uma "fanfic", uma espécie de romance entre artistas feito por fãs, mas no caso não era de artista e sim só uma história que nunca aconteceu. tendo já os personagens em mente e uma base de como seria a história, comecei a escrever sem nomes certos a eles, o critério era não ser os nomes verdadeiros das pessoas, para que não comprometesse e também não interferisse a história, mantendo a privacidade de todos, já que nenhum deles foram informados de que estariam em uma história escrita, obviamente não colocaria meu nome na, sendo todos criados ou inventados sem nenhum compromisso com a realidade. tendo isso em vista, eu comecei a criar e escrever de uma forma muito rápida, os acontecimentos não tinham emoções, então comecei a reescrever.
após esse reinício a estória teve 7 páginas no Microsoft Word, onde eu estava escrevendo. passei a cópia dessa estória para um site de histórias fictícias ou reais, mas dias depois eu retirei do ar, no site a estória ficou com apenas um capítulo (sim, de 7 páginas no Word eu fiz capítulo único).
eu removi do site pois, ainda que tivesse melhor do que quando comecei a escrever, ela não estava boa, então comecei a reescreve-la mais uma vez, mas ao invés da primeira vez, eu não fiz no Word, fiz em outro site, postando capítulos pequenos, alguns com mais ou menos 400 palavras, aumentando esse número a cada novo capítulo. nesse novo site de histórias tem atualmente quatro capítulos postados, sendo o quinto em desenvolvimento sem data para recomeçar a reescrevê-lo. fazendo isso, eu postei dois capítulos no primeiro site, ou seja, eu mesclei os dois primeiro fazendo um só, e os outro dois para um segundo, sendo assim a estória terá mais ou menos quatro ou cinco capítulos no primeiro site e seis ou mais no segundo site.
eu estendi porque era algo que, por mais que tivesse 7 páginas no programa do Word, não ficou bem claro os acontecimentos e não teve muitos detalhes sobre o que acontecia, nisso eu removi com o intuito de enriquecer mais a estória com alguns detalhes e estender com mais acontecimentos.
finalizando, ela ainda não está terminada e eu nem sei quando eu voltarei a escrever de novo, estou me ocupando muito com coisas desnecessárias e agora terei que me ocupar com coisas realmente importantes e infelizmente terminar de escrever não é uma delas.
atenciosamente, eu, autor desconhecido da estória. (não vou publicar o nome da estória porque, mesmo que eu saiba que ninguém lerá isso, eu não posso vincular meu perfil com a estória, afinal lá diz autor desconhecido, mas tem uma alcunha diferente da minha, que ninguém saberá qual é).
submitted by ThiagoM3sk to u/ThiagoM3sk [link] [comments]


2020.08.02 19:42 _No_Game_No_Life_ SOU BABACA POR NÃO QUERER ME REAPROXIMAR DO FILHO DO MEU PADRASTO Q SOFREU UM ACIDENTE?

Ola Luba, Papelões sobreviventes misty e galadriel e não vou dizer convidado porque nunca tem, essa é basicamente uma historia que eu estou postando aqui por que quero saber se minha opinião me torna babaca, (OBS: tenho uma memoria horrivel pra datas, não tenho certeza se as datas q eu vou meniconar estão certas)
Pois bem: a mais ou menos 4 anos minha mãe começou a sair com meu padrasto, ele sempre mencionou q tinha um filho q era um ano mais velho q eu, e alguns anos depois eu o conheci, eu lembro q eu tava jogando Resident Evil 4 quando a gente interagiu da primeira vez, vou chama-lo de Robson, bom, só de olhar na cara dele eu ja sabia exatamente como ele era, garoto de roça, e tipico "Hetero Top", totalmente o contrario da minha pessoa, um Gay no armario (não mais) que fica o dia inteiro trancado em casa vagabundando no twitter, e sinceramente, tava estampado na cara dele que ele era homofobico bolsominion, eu conversava com ele as vezes, a gente no maximo jogava videogame e andava de bicicleta, além da implicancia nata que ele tinha comigo apenas porque eu gostava de Naruto.
Eu fui criado por mulheres, e graças a isso eu possuo um grande respeito e consideração por elas, eu ABOMINO qualquer tipo de assédio ou algo relacionado, e sinceramente, Robson ficava encarando a bunda de toda mulher que passava na rua, bom até ai tudo bem né, bom tava tudo ok até ele começar a me taxar de gay, viado e mais alguns apelidos desse nivel por eu não ficar babando em toda mulher que passava, e tambem criticava meus gostos pra musica, (Rock no caso e um pouco de kpop tbm), teve ate um dia que eu disse, "Cara tu quer criticar minhas musicas sendo que tu escuta funk? pelo menos minhas musicas tem uma Letra decente e não precisa apelar pra sexo e promiscuidade pra ter fans né?, depois disso ele ficou com um leve ranço da minha pessoa? talvez.
Vou contar um fato que aconteceu tambem nessa convivencia com ele, os pais do meu padrasto tem uma casa numa cidadezinha perto da onde eu moro, e eles deixam meu padrasto e minha familia passarem uns dias lá as vezes, e um dia estava eu e minha familia nessa casa, e minha mae mandou eu e o Robson comprar umas coisas num mercadinho q tinha lá, chegando la, eu comecei a pedir as coisas pra comprar, e o Robson tava falando com o antendente, (esse mercado era tipo um bar, porque tinha um cara q ficava atras dum balcão e servia as pessoas) ai começou o Robson disse pro dono o seguinte, "sabia que esse cara que ta comigo é gay" MANO, EU NEM ERA ASSUMIDO AINDA, ELE NEM FAZIA IDEIA QUE EU ERA GAY MESMO, ELE FALOU ISSO PELO SIMPLES MOTIVO DE "VOU SACANEAR ESSE OTARIO", e se não bastasse o dono juntou com ele pra me zoar, mano eu fiquei tão puto com ele, que eu deixei pra ele comprar as coisas e voltei pra casa, e eu como sou retardado, não contei oque tinha acontecido pra ninguem, agora antes de contar a razão de eu estar aqui, só devo ressaltar que antes do acontecimento a seguir, eu e Robson tivemos uma discussão, e ficamos brigados
Mais que vem a razão por eu ter publicado essa historia, no ano passado Robson foi andar de moto com um dos amigos dele, so que a moto bateu e o Robson teve um acidente horrivel, pelo que eu sei ele bateu a cabeça e o peito no chão, e graças a isso vieram varias sequelas, ele não conseguia falar, e nem andar, e mais coisas do tipo, bom, eu claramente fiquei bem mal por ele, eu estava com medo de ele "ir dessa pra melhor" e a ultima coisa que eu ter tido com ele foi uma briga, eu realmente fiquei preucupado, passado os meses ele foi melhorando, a fala dele esta voltando aos poucos, e ele ja consegue andar com muletas sozinho, bom toda vez que ele vem aqui pra minha casa, eu me sinto desconfortavel, porque, não foi só ele que era meio babaca no passado, eu era bem arrogante e meio indiferente com as pessoas mais felizmente não sou mais daquela forma, quando ele vem, no maximo eu dou um oi pra ele e pronto, minha mãe reclama que eu não falo com ele direito e quer que eu passe tempo com ele, mais eu não me sinto bem com isso, eu me sinto mal pelo jeito arrogante q eu era com ele e ao mesmo tempo, lembro do jeito que ele era comigo.
E agora faço denovo a pergunta:
Sou babaca por não querer me reaproximar dele?
OBS-PÓS-HISTORIA: minha familia não sabe o porque de eu evitar o Robson até hoje, mais como minha irmã Larls assiste o Luba, se essa historia for pra video ela provavelmente vai descobrir
submitted by _No_Game_No_Life_ to TurmaFeira [link] [comments]


2020.07.30 05:40 altovaliriano Um Julgamento de Sete para Cersei Lannister

Ao final de A Dança dos Dragões, Kevan Lannister nos conta que Cersei finalmente conseguiu nomear à guarda real o campeão invocado por Qyburn (Sor Robert Forte) e requisitou à Fé que, ao invés de ser julgada por sete juízes como ocorreu a Margaery, lhe seja conferido a provar sua inocência via julgamento por combate:
Temos duas rainhas para julgar por alta traição, como devem se lembrar. Minha sobrinha escolheu julgamento por combate, segundo me informou. Sor Robert Forte será seu campeão.
(ADWD, Epílogo)
A rainha vinha lutando para arranjar um campeão decente, haja vista que sua guarda real estava desfalcada, algo que Cersei pensava justamente em usar contra Margaery Tyrell.
Como rainha, sua honra tem de ser defendida por um cavaleiro da Guarda Real. Ora, qualquer criança em Westeros sabe como o Príncipe Aemon, o Cavaleiro do Dragão, foi o campeão de sua irmã, a Rainha Naerys, contra as acusações de Sor Morghil. Mas com Sor Loras tão gravemente ferido, temo que o papel de Príncipe Aemon tenha de cair sobre um de seus Irmãos Juramentados – encolheu os ombros. – Mas quem? Sor Arys e Sor Balon andam longe, em Dorne, Jaime está em Correrrio, e Sor Osmund é irmão do homem que a acusa, o que deixa apenas... Oh, puxa…
Boros Blount e Meryn Trant – Senhora Taena soltou uma gargalhada.
(AFFC, Cersei X)
Afinal, Blont e Trant eram considerados ambos péssimas opções.
Margaery não respondeu de imediato, mas seus olhos castanhos estreitaram-se com suspeita.
Blount ou Trant – disse por fim. – Teria de ser um deles. Gostaria disso, não? Osney Kettleblack faria qualquer um deles em pedaços.
(AFFC, Cersei X)
Entretanto, com Sor Robert a seu lado as chances de Cersei vencer seu julgamento por combate aumentam significativamente, de forma que ela poderia passar a perna na Fé e no Alto Septão. Alguém poderia arguir que a Fé gostaria de inspecionar o campeão de Cersei antes de permitir que ele entre no julgamento, porém isso seria completamente fora das regras que conhecemos até agora.
Portanto, qualquer inovação neste sentido poderia dar argumentos aos apoiadores do regime Lannister contra a transparência e legalidade do julgamento, especialmente quando se têm em mente que Cersei será julgada antes de Margaery (no epílogo, a data de Cersei foi marcada, mas não há menção sobre a de Margaery). A invenção de novas regras para Cersei poderia deixar os Tyrell e seus vassalos (e seus exércitos) pouco à vontade sobre o que esperar no julgamento de Margaery, para dizer o mínimo.
Entretanto, existe uma coisa que está no direito da Fé fazer para minar as chances de Cersei vencer com escolha de um campeão que não pode morrer, ao mesmo tempo em que aumenta-se a legitimidade e sacralidade do julgamento por combate, ao invés de reduzi-la.
Dunk estava perdido.
Vossa Graça, meus senhores – disse, dirigindo-se para o estrado. – Não entendo. O que é esse julgamento de sete?
O Príncipe Baelor se mexeu com desconforto em seu assento.
É outra forma de julgamento por combate. Antigo, raramente invocado. Veio do Mar Estreito com os ândalos e os sete deuses. Em qualquer julgamento por combate, o acusado e o acusador pedem aos deuses que decidam a questão entre eles. Os ândalos acreditavam que se sete campeões lutassem de cada lado, os deuses, sendo assim honrados, ficariam mais dispostos a intervir e garantir que o resultado justo fosse alcançado.
(O Cavaleiro Andante)
Os eventos descritos no conto ‘O Cavaleiro Andante’ ocorrem aproximadamente cem anos antes de ‘As Crônicas de Gelo e Fogo’ e já nessa época é dito que um julgamento dos Sete não ocorria “há mais de cem anos”. Porém, o conto foi lançado em 1998, antes mesmo do lançamento de A Fúria dos Reis, o que fortalece a impressão de que Martin apenas estava ensaiando o acontecimento para lança-lo em algum momento nas ‘Crônicas’.
Entretanto, quatro livros foram lançados e Martin nunca trasladou o evento dos Contos de Dunk e Egg para a saga principal. O que nos leva a crer que ele o fará agora? Bem, aparentemente, por que o novo Alto Septão gosta de honrar o número sagrados dos ândalos:
A delegação da Fé era liderada por seu velho amigo, Septão Raynard. Seis dos Filhos do Guerreiro escoltaram-no pela cidade; juntos faziam sete, um número sagrado e favorável. O novo Alto Septão, ou Alto Pardal, como o Rapaz Lua o apelidara, fazia tudo em grupos de sete.
(AFFC, Cersei VIII)
E de fato, o Alto Pardal já inovou no julgamento de Margaery Tyrell, que será julgada por sete juízes, não por coincidência, mas em referência explícita ao número sagrado dos ândalos:
Tommen ama tanto sua pequena rainha, Vossa Santidade, que temo possa ser difícil para ele ou seus senhores julgá-la com justiça. Talvez o julgamento deva ser conduzido pela Fé?
O Alto Pardal uniu suas mãos magras.
Tive essa mesma ideia, Vossa Graça. Tal como Maegor, o Cruel, tirou um dia as espadas da Fé, assim Jaehaerys, o Conciliador, nos privou das balanças da justiça. E, no entanto, quem é verdadeiramente digno de julgar uma rainha, além dos Sete no Céu e dos devotos na terra? Um número sagrado de sete juízes presidirá este caso. Três serão do seu sexo, feminino. Uma donzela, uma mãe e uma velha. Quem poderia estar mais preparado para julgar a imoralidade das mulheres?
Assim, não seria fora do personagem do Alto Pardal poderia invocar um Julgamento de Sete caso sentisse que Cersei estaria de alguma forma tentando trapacear na escolha do campeão. Afinal, quando Cersei ordenou que Osney Kettleblack confessasse ter se deitado com Margaery, o Alto Pardal foi rápido em perceber que havia algo de errado e tomar as rédeas da situação, dentro de suas competências:
Ele lhe disse a verdade. Veio ter com você de livre e espontânea vontade e confessou seus pecados.
Sim. Ele fez isso. Já ouvi muitos homens confessarem, Vossa Graça, mas raramente ouvi um homem tão contente por ser tão culpado.
(AFFC, Cersei X)
O que é mais marcante neste caso é a forma com a qual o Alto Pardal vinha conduzindo a conversa com Cersei. Ao ficarmos sabendo momentos depois que ele ouvia Cersei pedir clemência por Margaery enquanto já havia obtido a confissão de Kettleblack, percebemos a natureza perniciosa e astuta do novo Alto Septão. E a escolha de um Julgamento de Sete tem diversos desdobramentos que poderiam complicar ainda mais a absolvição de Cersei sem que ninguém pudesse dizer que o Alto Pardal a estava perseguindo ou encurralando maliciosamente.
Terei que lutar contra sete homens, então? – Dunk perguntou, desesperado.
Não sozinho, sor – o Príncipe Maekar respondeu, impaciente. – Não banque o tolo, não vai adiantar. Deve ser sete contra sete. Precisa encontrar mais seis cavaleiros para lutar ao seu lado.
(O Cavaleiro Andante)
Dessa forma, Sor Robert não poderia defender sozinho a honra da Rainha. Haveria de ter mais cavaleiros. E como Rainha, Cersei somente poderia lançar mão dos homens da Guarda Real, como ela e o Alto Pardal estavam em consenso.
[Cersei] – Isto será o melhor. Com certeza, Margaery tem o direito de exigir que sua culpa ou inocência seja provada por combate judiciário. Se assim for, seu campeão deve ser um dos Sete de Tommen.
[Alto Pardal] – Os Cavaleiros da Guarda Real serviram como os legítimos campeões do rei e da rainha desde o tempo de Aegon, o Conquistador. A Coroa e a Fé falam a uma só voz quanto a isto.
(AFFC, Cersei X)
Porém, fazer com que os Sete Cavaleiros da Guarda Real compareçam a Porto Real não será possível. Jaime e Balon Swann estarão em missões próprias sem comunicação direta com Porto Real. Loras está mortalmente ferido em Pedra do Dragão. Dessa forma, só restariam a Cersei 4 cavaleiros: Robert Forte, Meryn Trant, Boros Blount e Osmund Kettleblack.
Só que a situação de Sor Osmund também é complexa, haja vista que “Sor Kevan jogara Osmund Kettleblack (e seu irmão Osfryd) nos calabouços na mesma hora em que Cersei confessara que tomara os dois homens como amantes” e o plano é que eles sejam enviados “a Muralha, se admitirem sua culpa. Se a negarem, podem encarar Sor Robert.” (ADWD, Epílogo).
Assim, mesmo que por alguma ventura Sor Osmund venha a lutar no julgamento de Cersei seria difícil de acreditar que ele lutaria até a morte para defender a rainha. E as regras do julgamento de Sete permitem que um cavaleiro se renda ao invés de lutar até a morte.
Se Sor Duncan for morto, significará que os deuses o julgaram culpado, e a disputa estará acabada. Se ambos os acusadores forem mortos ou retirarem as acusações, significará o mesmo. De outro modo, todos os sete de um lado ou do outro deverão perecer ou se render para que o julgamento termine.
(O Cavaleiro Andante)
De todo modo, a questão é que Cersei teria que destituir Jaime, Balon e Loras (e talvez Osmund) e arranjar 3 (ou 4) novos guardas reais para entrar no julgamento, o que parece especialmente difícil no momento atual.
Especialmente se Mace Tyrell se tornar regente de Tommen com a morte de Kevan Lannister, pois aí a seleção dos guardas reais necessariamente passaria por seu crivo. Isso dificultaria que Cersei arranjasse mercenários (como Bronn), ávidos para ganhar o favor da Rainha. Sem falar que Mace dificilmente aceitaria a destituição de seu filho da guarda real (mas a depender das compensações oferecidas pode pensar melhor).
A questão é que estas dificuldades seriam extremamente convenientes para a Fé, uma vez que o não preenchimento destes requisitos poderia acabar com o julgamento antes mesmo de ele começar, o que tornaria a nomeação de Sor Robert completamente inútil.
Ou seja, se Cersei não conseguir que a guarda real inteira compareça a seu julgamento, ou não consiga formar uma nova guarda, será considerada culpada de todos os crimes, antes mesmo que qualquer combate se realize.
Vossa Graça, meus senhores – ele disse –, e se ninguém quiser ficar ao meu lado?
Maekar Targaryen olhou para ele friamente.
Se a causa é justa, bons homens lutarão por ela. Se não conseguir encontrar campeões, sor, significa que é culpado. Pode algo ser mais claro?
(O Cavaleiro Andante)
Aqui me parece haver duas possibilidades.
A primeira é que Cersei não consiga suprir a regra, seja condenada, tenha sua execução agendada para depois do julgamento de Margaery, mas durante este evento a Rainha Mãe execute a Conspiração do Fogovivo 2.0. Dessa forma, não veríamos Sor Robert em ação no julgamento, mas ele seria poupado para posteriores atos de grande violência.
A segunda é que Cersei consiga arranjar os guardas reais reminiscentes entre homens de lealdade duvidosa e Mace Tyrell os aprove tanto por pressão, quanto por acreditar que eles não sobreviverão ao julgamento, ou mesmo que se renderão ao primeiro sinal de dificuldade. Entretanto, Sor Robert será capaz de vencer praticamente sozinho todos os sete campeões da Fé, em um feito sobrehumano de combate. E assim a Rainha estará livre, mas ainda assim executaria a Conspiração do Fogovivo 2.0.
.
O que vocês acham? Acham que poderá acontecer assim?
Pensam que Sor Osmund será permitido a lutar? Cersei conseguiria achar os guardas reais restantes? Quem seriam possíveis candidatos à nova guarda de Cersei?
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.07.27 16:53 spetsnatz [Anúncio AMA] Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças

Caros amigos, dado o período de férias e de verão que atravessamos, é verdade que temos trabalhado bastante para o bronze, mas também nos mantemos focados em trazer mais conteúdo para o nosso sub e contamos anunciar mais novidades nas próximas semanas.
A primeira surpresa que temos para vocês é o próximo AMA e será um que nos enche de orgulho, uma vez que teremos um convidado muito especial e um dos grandes nomes da literacia financeira em Portugal: Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças.
O Doutor Finanças dispensa apresentações sendo que, desde a sua criação em 2014, dezenas de milhares de famílias puderam contar com a ajuda de Rui Bairrada e a sua equipa para equilibrarem a sua situação económico-financeira.
Actuando na área da literacia financeira, na negociação de crédito habitação, novo crédito habitação, consolidação de créditos, seguros de vida e não vida, crédito automóvel e formação em finanças pessoais, o Doutor Finanças presta serviços de consultoria especializados com a missão de assegurar a saúde financeira das famílias portuguesas.
O Rui Bairrada tem uma visão alinhada com a nossa e defende a literacia financeira através da partilha de artigos, videos, formações e, mais recentemente, de um novo formato de entrevista chamado Conversas sem Preço com convidados famosos.
Como tal, consideramos que se trata de um convidado excepcional para partilhar um pouco da sua vasta experiência connosco no âmbito da poupança, créditos, bancos, seguros, investimentos, a literacia das famílias portugueses, entre outros tópicos.
Será uma oportunidade única para todos nós e esperamos que tenham boas questões para colocar ao nosso convidado.
A estrutura deste AMA será semelhante às anteriores, no entanto a thread do AMA será aberta com maior antecedência, conforme foi acordado com o nosso convidado, uma vez que certamente terá muita procura e bastantes questões. A estrutura será a seguinte:
Por fim, gostaria de agradecer ao Rui Bairrada pela sua disponibilidade em ceder o seu tempo para partilhar um pouco da sua experiência connosco, à Rita Amaral pela amabilidade que demonstrou no planeamento deste AMA e a toda a equipa do Doutor Finanças pelo excelente trabalho que têm feito com a saúde financeira das famílias portuguesas.
Data do AMA: Sexta, 31 de Julho entre as 14h00 e 15h30
Local: /literaciafinanceira
NOTA: Este post é apenas o anúncio, por favor coloquem as questões na thread do AMA de acordo com as regras acima descritas.
Contamos convosco!
submitted by spetsnatz to literaciafinanceira [link] [comments]


2020.07.23 10:48 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte IV - SUGESTÕES DE LEITURAS pt4 HBR

HISTÓRIA DO BRASIL16
16 Sugiro estudar ao menos um pouco História do Brasil e História Mundial antes de começar a estudar Política Internacional, por motivos óbvios. Vale dizer que boa parte da bibliografia de História Mundial pode, também, ser válida para os estudos de política internacional (vide Guia de Estudos).
- Apostilas “Anglo Vestibulares” (para História do Brasil, ler as duas apostilas da matéria na íntegra, com menos ênfase no período colonial): peguei as apostilas do 3º ano do ensino médio do sistema de ensino Anglo (série Alfa) de meu irmão. São quatro apostilas finas (no total, devem ter umas 300 páginas de Brasil e 100 de Mundial, se contar apenas após o Iluminismo). Inicialmente, peguei as apostilas para uma revisão inicial da matéria, mas devo dizer que fiquei impressionado com a qualidade e com a quantidade de informações que eu não havia achado em nenhum outro lugar. Acho que ninguém gosta de ler livros de História que divagam e que, embora bons em algumas partes, também têm alguns capítulos chatos e nem sempre muito interessantes. Inicialmente, achei que as apostilas fossem ser bem gerais (como são, geralmente, os estudos de ensino médio), mas elas me surpreenderam pelo poder de concisão e, ao mesmo tempo, por possuírem muitas informações boas. O mais interessante é que, por se tratar de apostilas voltadas para a revisão de vestibulandos, elas não incluem coisas mais gerais e de que toda pessoa ensinada tem conhecimento; são concisas e informativas. Eu grifava quase tudo dos capítulos. Em História do Brasil, fiz o teste e li determinadas matérias (Colônia e I Reinado) nas apostilas e comparei com a leitura do Boris Fausto (descrição a seguir). Para minha surpresa, a apostila, nessas partes, tinha mais informações e era mais interessante para o que CACD pede que o Boris Fausto. Resultado: fiz o que, para muitos, seria considerado um crime e abandonei o Boris Fausto. Não sei se dei sorte, porque não se cobrou História pura na terceira fase, apenas história da política externa. Possivelmente, os conhecimentos que deveriam haver sido apenas introdutórios foram suficientes, justamente, porque foram introdutórios à matéria de História da política externa, que estudei por outras obras (indicadas a seguir). De todo modo, eu não poderia deixar de fazer a indicação. As apostilas est~o disponíveis para download no “REL UnB”.
- História do Brasil (Boris Fausto): Cuidado! Não é História Concisa do Brasil, é só História do Brasil. Lançaram essa concisa (até constava na bibliografia dos Guias de Estudo, quando ela ainda existia), mas, segundo informações de professores de cursinho, não é boa, há cortes mal feitos e muita coisa fica de fora. O História do Brasil é, dizem, melhor. Para ser bem sincero, li só até meados do Império, que foi o tempo de descobrir as apostilas do Anglo. Depois disso, não toquei mais no livro do Boris Fausto. De qualquer modo, é bastante importante e bem recomendado.
- História da Política Exterior do Brasil (Amado Cervo e Clodoaldo Bueno): leitura completa obrigatória, um dos mais importantes de toda a bibliografia. Leia atentamente, faça resumos, fichamentos, mapas mentais, o que puder ajudar a gravar o máximo de informação possível. Ajuda em Política Internacional também. Na prova da terceira fase de História do Brasil de 2011, as quatro questões foram sobre história da política externa brasileira.
- Manual do Candidato: História do Brasil (Flávio de Campos e Míriam Dolhnikoff): já ouvi falarem muito mal dele, mas achei interessante, principalmente por duas razões. Em primeiro lugar, os capítulos são divididos por temas de maneira bastante útil (economia; sociedade e cultura; política externa etc.), o que facilita na complementação de estudos em temáticas que você não encontrou muito bem trabalhadas em outras fontes. Em segundo lugar, relacionado ao primeiro, só no manual achei itens mais pontuais referentes aos tópicos “sociedade e cultura”, que eu n~o havia encontrado, de maneira mais simples e sistematizada, em outras obras. Recomendo o possível uso desse manual como complemento a seus estudos de História do Brasil, especialmente das partes que você n~o encontrar em outras bibliografias (como “sociedade e cultura”, em meu caso). Além disso, há boas sugestões de leituras (tanto de bibliografia básica quanto de bibliografia complementar) ao final de cada capítulo do manual. Apesar de ser um manual massacrado por alguns, eu não o dispensaria. Não aconselho, entretanto, que se faça uso desse manual como leitura introdutória. Acho válido ler outras bibliografias de caráter mais geral primeiramente.
- Navegantes, Bandeirantes, Diplomatas (Synesio Sampaio Goes Filho): eu havia lido na Universidade e tinha um resumo muito bom dele (encontrado na internet), então só estudei pelo resumo mesmo. De todo modo, é bem curto e excelente livro sobre a formação territorial do Brasil, assunto recorrente do CACD. Vale a pena a leitura atenta, tomando notas acerca dos principais tratados de limites (nomes, datas, negociadores e o que mudou para o Brasil com cada um). Cobre praticamente todo o primeiro tópico de História do Brasil (só n~o digo “todo” porque, embora eu não saiba o quê, alguma coisa deve ter ficado de fora, nada na vida é tão fácil assim) e é fundamental para o concurso (matéria frequente da primeira e da terceira fases). Um resumo que encontrei na internet est disponível para download no “REL UnB”.
- Formação da Diplomacia Econômica do Brasil (Paulo Roberto de Almeida): o livro é bem grande, com muitos detalhes, então o que interessa são aspectos mais gerais. Usei apenas algumas poucas páginas, para suprir alguns pontos de política econômica no século XIX (tratado de 1827 com a Inglaterra, leis tarifárias pós-Alves Branco e tratado Blaine-Mendonça), mas pude ver que há muita coisa interessante para o estudo de História do Brasil de uma maneira geral também (para isso, atenção aos quadros das páginas: 54-56; 547-550; 579-591; 605-611; 627-628 – podem ser bons resumos não só para temáticas econômicas). Sugiro dar uma folheada, se você tiver tempo.
- Formação do Brasil Contemporâneo (Caio Prado Jr.), História Econômica do Brasil (Caio Prado Jr.) e Formação Econômica do Brasil (Celso Furtado): também estão na leitura recomendada para Economia e já caíram como leitura obrigatória de Português na segunda fase. São livros importantes sobre história econômica brasileira, e, mesmo que não leia os livros (só os li na universidade; para o concurso, li apenas resumos), pode ser interessante saber o argumento principal do autor e algumas características mais gerais. Acho que um resumo bom pode ser a solução, uma vez que colônia não é a temática principal nem da prova de História do Brasil, nem da de Economia.
- Raízes do Brasil (Sérgio Buarque de Holanda): também recomendado para a segunda fase, embora o cerne da atenção seja outro. É um livro curto e tranquilo de ler, mas nada que um resumo bom não possa ajudar com os principais argumentos. Acho que a relevância, em História do Brasil, talvez esteja mais em fornecer eventuais ilustrações e argumentos de autoridade para a terceira fase que na história presente no livro (com a ressalva de que, nos últimos anos, a possibilidade de usar qualquer coisa de História na terceira fase que não envolva política externa ter sido progressivamente reduzida). O prefácio da 26ª edição, de autoria de Antonio Candido, já serve como bom fundamento nesse sentido (“O Significado de ‘Raízes do Brasil’”, disponível para download no “REL UnB”).
- Casa-Grande & Senzala (Gilberto Freyre): acho que não vale a pena a leitura, principalmente por questões de tempo e de possíveis benefícios em termos de aproveitamento no concurso. Um resumo bom das principais ideias do livro pode ser suficiente (mesmo assim, acho que não vale muito a pena para a terceira fase, pode ser mais útil na segunda).
- Os Donos do Poder (Raymundo Faoro): também n~o li. H resumo no “REL UnB”.
- Introdução ao Brasil: um Banquete nos Trópicos – 2 volumes (Lourenço Dantas Mota): essa obra será, também, útil para seus estudos de Literatura. Não li para a primeira fase, e não me fez falta. Para a terceira, talvez possa ser importante, mas não li. Para a prova discursiva de História do Brasil, destacaria os capítulos:
· Volume 1: “Formaç~o do Brasil Contempor}neo”, “Formaç~o Econômica do Brasil”, “Os Donos do Poder”, “Conciliaç~o e Reforma no Brasil” e “A Revoluç~o Burguesa no Brasil”.
· Volume 2: “D. Jo~o VI no Brasil”, “A América Latina: Males de Origem”.
- A Construção da Ordem/Teatro das Sombras (José Murilo de Carvalho): juntamente com Os Donos de Poder, são importantes obras para o concurso, mas, como não tive tempo de ler, peguei resumos e acredito que foram suficientes. Acho que o principal desses autores é pegar alguns argumentos centrais que podem ser usados como argumento de autoridade na prova da terceira fase. Os resumos est~o no “REL UnB”.
- A Formação das Almas (José Murilo de Carvalho): a recomendação que recebi é que um resumo poderia substituí-lo, e foi isso o que fiz. Resumo no “REL UnB”.
- Maldita Guerra (Francisco Doratioto): além de o Doratioto ser membro da banca corretora da terceira fase (e professor do Curso de Formação do IRBr), é um livro sobre temáticas muito importantes. Como não tinha tempo, estudei os tópicos referentes a esse livro em outras obras mais sucintas. Li apenas o capítulo 1 (“Tempestade no Prata”) para a terceira fase, como recomendação do professor do cursinho, mas nem é muito bom. Muito melhor que esse capítulo é o artigo “O Império do Brasil e a Argentina (1822-1889)”, do próprio Doratioto [Revista do Programa de Pós- Graduação em História da UnB, Vol. 16, No 2 (2008)]. Aproveitando a temática das relações Brasil- Argentina, sugiro o artigo “Relações Brasil-Argentina: uma anlise dos avanços e recuos”, de Alessandro Warley Candeas [Revista Brasileira de Relações Internacionais 48 (I): 178-213 (2005)]. Esses dois artigos est~o disponíveis no “REL UnB”.
Podcast sobre a Guerra do Paraguai: http://www.radioponto.ufsc.bindex.php?option=com_content&view=article&id=903:tempestade
-no-prata&catid=6:radiojornalismo&Itemid=31
Os livros a seguir são recomendações que recebi e recolhi na Internet, embora eu não tenha feito uso de nenhum deles em minha preparação.
- A História do Brasil no Século 20 (Oscar Pilagallo/Folha de São Paulo) - cinco pequenos livros. Já vi recomendações de que é boa (e curta) fonte de revisão, especialmente para a primeira fase.
- A Idade de Ouro do Brasil (Charles Boxer): sobre Brasil colônia. Não sei se vale muito a pena, o que se tem cobrado do assunto é bem superficial, e um livro geral e básico pode resolver o problema.

- A Identidade Nacional do Brasil e a Política Externa Brasileira (Celso Lafer)

- Autonomia na Dependência (Gerson Moura)
- Cronologia das Relações Internacionais do Brasil (Eugênio Vargas Garcia)
- Da Monarquia à República (Emília Viotti da Costa)
- Dicionário de História do Brasil (Moacyr Flores)
- Diplomacia Brasileira (Lampreia)
- História do Brasil: uma interpretação (Carlos Guilherme Mota)
- História Geral do Brasil (org. Maria Yedda Linhares): ler apenas o capítulo sobre o Império.
- Os Sucessores do Barão (Mello Barreto)

- Relações Internacionais do Brasil: de Vargas a Lula (Vizentini)

- República Brasileira (Lincoln de Abreu Penna): apenas até o fim da Era Vargas.
- Rio Branco: o Brasil no mundo (Rubens Ricupero): pequeno livro sobre o Barão do Rio Branco. Não li, mas acho que pode ser interessante (é bem curto também). Esqueça a biografia do Álvaro Lins, sem utilidade prática para o concurso. Não li nada sobre o Barão que não estivesse no livro de Amado Cervo/Clodoaldo Bueno.
- Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990) (orgs.: José A. G. Albuquerque, Sérgio
H. N. de Castro e Ricardo A. A. Seitenfus)
- Trajetória Política do Brasil (Francisco Iglesias): segundo recomendações, é um resumo bom de todo o assunto de História do Brasil e pode servir como revisão antes da primeira fase.
- Uma História do Brasil (Thomas Skidmore)
HISTÓRIA MUNDIAL
- Apostilas “Anglo Vestibulares” – já descritas acima. As apostilas estão disponíveis para download no “REL UnB”. Para História Mundial, ler a partir de “Iluminismo”.
- História das Relações Internacionais Contemporâneas (José Flávio Sombra Saraiva): li na Universidade e para o concurso. O engraçado é que, quando o li na Universidade, tendo aula com o próprio Saraiva, não gostei do livro e não cheguei sequer a ler os últimos capítulos. Quando fui ler para o concurso, achei bom. Apesar de não ser completo, acredito ser boa introdução para quem está meio enferrujado no assunto ou, ainda, boa revisão de tópicos gerais para quem já estudou alguma coisa. Recomendo.
- O Mundo Contemporâneo (Demétrio Magnoli): é de Ensino Médio, mas é sensacional. Ótima introdução ao tema. Tanto para PI quanto para HM, é um dos melhores e mais importantes para o concurso. Leia a partir do capítulo 3. Sugiro que você, à medida que ler o livro, faça anotações de tópicos e de datas mais importantes (podem ser muito úteis para a revisão às vésperas da primeira fase). É mais voltado para o período após o início da guerra fria, mas há alguma coisa sobre o período anterior a esse também. De qualquer forma, isso significa que outras leituras em temas não contemplados aqui, como Revolução Francesa e Revolução Industrial, por exemplo, são fundamentais. Para cobrir essa parte da matéria, sugiro o volume 2 do História da Civilização Ocidental, do Burns (citado abaixo).
- História da Civilização Ocidental (Burns, volume 2): não li por falta de tempo, mas já ouvi comentários de que é melhor e mais didático que os livros do Hobsbawm (descritos abaixo). Como é um livro antigo, é necessário complementar com outras leituras. O Mundo Contemporâneo pode fazer isso muito bem. Se tiver tempo, é uma leitura bastante recomendada.
- Manual do Candidato: Política Internacional (Demétrio Magnoli): é bem geral e não passa nem perto de falar sobre todos os temas. Incluí o Manual do Candidato: Política Internacional aqui na lista de livros de História Mundial pela simples razão de o livro ser quase todo igual (ou, para não dizer “igual”, ao menos muito semelhante) ao O Mundo Contemporâneo. Há partes que são simplesmente idênticas (apesar de o autor mudar os nomes dos capítulos). A dica, portanto, é comparar os conteúdos, para ver o que é novidade e o que não é. Preferi O Mundo Contemporâneo (ler apenas do capítulo 3 em diante). O manual possui alguns erros (especialmente, de datas), mas nada que não possa ser facilmente detectado por um leitor atento (e que saiba um pouco de História, obviamente) ou que comprometa o livro como um todo. Se não tiver acesso ao O Mundo Contemporâneo, o manual não é de todo ruim.
Obs.: não confundir! Há outro manual mais novo, de autoria de Cristina Pecequilo, que está descrito abaixo, na parte de Política Internacional.
- Manual do Candidato: História Mundial (Vizentini): sabe aqueles livros que dão vontade de chorar e de abrir o Word, para fazer todas as doze milhões e quatrocentas mil correções de Português necessárias? Então, aqui está um prato cheio. Tenho amigos que começaram a ler e não conseguiram terminar. Não sei como eu resisti até o final, mas devo dizer que está longe de ser uma leitura prazerosa ou primordial. Passe adiante!
- História da Paz e História da Guerra (org. Demétrio Magnoli): os livros são, de maneira geral, bons e rendem boas anotações, embora não sejam imprescindíveis. O História da Guerra está disponível para download no “REL UnB”.
- As “Eras” de Hobsbawm: não li nada do Hobsbawm. Para falar a verdade, só para não dizer que não li nada, li dois trechos curtos de capítulos, sobre Revolução Mexicana e sobre a Revolução Russa de 1905. Foi o suficiente para decidir não ler mais nada. Mil desculpas aos amantes da História e do Hobsbawm, mas cheguei à conclusão de que não tinha tempo para gastar com capítulos longos e, muitas vezes, com informações desnecessárias (ou até mesmo sem as informações que, para o concurso, realmente importam, haja vista a parte de Revolução Mexicana, que não fala nada com nada). Aí alguém diz “mas havia um item em 2011 que era praticamente cópia do Hobsbawm”, e respondo: 1) acho pouco provvel que alguém consiga decorar detalhes como os que foram pedidos; 2) a questão foi tão mal feita que, apesar de ser quase a cópia do livro, copiou errado, e o gabarito ficou errado (ou seja, se a prova fosse de consulta, é provável que eu errasse a questão – pode ser que eu seja muito burro para entender o Hobsbawm também, mas não consegui entender de onde a banca tirou o gabarito louco a questão). Se você fizer muita questão de ler o Hobsbawm, mas muita questão mesmo, sugiro que leia apenas a Era dos Extremos. Se, ainda assim, você quiser ler e fichar todos os quatro livros, saiba que estará perdendo tempo. Todas as “Eras” est~o disponíveis para download no “REL UnB”. Reproduzo, a seguir, uma indicação de leituras que achei na internet, para aqueles que querem ler o Hobsbawm de qualquer maneira. Não sei se a seleção de capítulos é boa, se é muita leitura (provavelmente, sim) etc. De qualquer forma, aí vão os capítulos recomendados no blog “Estudos Diplomticos”:
- Era das Revoluções: cap. 1 a 3, 6, 7, 16;
- Era do Capital: cap. 1, 5, 6, 9, 12 a 16;
- Era dos Impérios: cap. 3 a 6, 9 a 13;
- Era dos extremos: cap. 1 a 8, 11 a 13 e toda a parte III.
- O Longo Século XX (Giovani Arrighi): Só li na universidade, não para o concurso. A recomendação é ler apenas os capítulos 1 e 4 (obviamente, ponderando, de acordo com o edital, o que é realmente importante nesses capítulos). Não acredito que seja indispensável.
- Ascensão e Queda das Grandes Potências (Kennedy): Só li na universidade, não para o concurso. A recomendação é ler apenas os capítulos 4 a 8. Não acredito que seja indispensável.
- Diplomacia (Kissinger): Só li algumas partes na universidade, não para o concurso. Um professor de História Contemporânea da UnB, ex-professor de cursinho preparatório para o IRBr, recomendou a um amigo a leitura dos capítulos 9, 10, 16, 19, 24 a 30. Não acredito que seja indispensável.
- “Wikipédia”: como tudo na vida, é necessário usar com consciência, mas pode ajudar bastante, especialmente para coisas pontuais. Ainda que, como todo mundo não se cansa de repetir, haja muitos erros (nisso ela não inovou: quantos milhares de erros também achamos nos livros da bibliografia?), acho que, desde que não seja sua única ou principal fonte de conhecimento, pode ajudar bastante em História Mundial.
Outras sugestões que recebi (mas não li nem as obras, nem comentários a respeito delas): História da América Latina (Donghi), História do Capitalismo de 1500 a Nossos Dias (Michel Beaud), Introdução à História Contemporânea (G. Barraclough), The Penguin History of the Twentieth Century: The History of the World, 1901 to the Present (J. M. Roberts), O Século XX (org. Daniel Aarão, 3 vol).
submitted by diplohora to brasilCACD [link] [comments]


2020.07.23 10:24 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 6 Quantas horas devo estudar por dia?

Quantas horas devo estudar por dia? Quantos meses/anos são necessários para a aprovação? Acho que todo mundo já deveria saber isso, mas sempre vejo essa pergunta em fóruns na internet. É óbvio que não existe “receita de bolo”. Se alguém falar “estudei duas horas por dia” ou “estudei quinze horas por dia”, isso n~o quer dizer nada. Se você estudar o que n~o deve, pode ficar um ano inteiro com quinze horas ininterruptas diárias de estudos que não adiantará muita coisa. Eu, mesmo, nunca cronometrei e nunca parei para pensar direito sobre quantas horas eu estudava por dia. O que importava, de fato, era ter conseguido render bastante, e isso não se mede em horas de estudo, em páginas lidas, em exercícios feitos ou em livros resumidos. Para quem tem problemas de concentração ou mora com a família, por exemplo, pode ser aconselhável estudar em uma biblioteca ou em uma sala de estudos (de cursinhos preparatórios, por exemplo). Como morava sozinho em Brasília e consigo me concentrar facilmente, estudei em casa mesmo (apesar da maldita reforma do revestimento externo do bloco exatamente em frente à minha sacada, que começou semanas antes da primeira fase e durou até depois do fim do concurso, com barulho de furadeira, com rádio ligado no volume máximo e com pedreiro gritando o dia todo).
Não vou fazer propaganda contra ou a favor de nenhum cursinho. Em vários sites e blogs e nos grupos do Facebook e do Orkut informados acima, há bastante informação sobre dinâmica de cursinho, professores recomendados etc. Falando da utilidade dos cursinhos de maneira geral, é, obviamente, tudo muito relativo. Depende de sua familiaridade com a matéria e de sua facilidade de aprendizado. Muitas vezes, se você estudar sozinho, aprenderá mais e ganhará mais tempo que fazendo cursinho, especialmente para a primeira fase (além de economizar dinheiro, já que os preços dos cursinhos não são, em geral, muito camaradas). Nada como sentar na cadeira e estudar, observando, sempre, alguns pontos mais importantes, como: temas de maior recorrência nos últimos concursos, temas contemplados no Guia de Estudos etc. Cuidado apenas com a segunda fase (para Redação, sugiro que todos façam, sim, curso preparatório).
A gente tende a achar que há algumas coisas que só aprenderemos no cursinho (macetes de prova, orientação teórica que a banca prefere), mas, por incrível que pareça, há alguns professores que, por mais que (às vezes) saibam a matéria, não conhecem bem as provas do concurso. Tive, por exemplo, um professor (bem recomendado por alguns) que falou tanta coisa errada, mas tanta coisa errada, que, quando fui revisar as anotações, acho que perdi mais tempo conferindo tudo e corrigindo todos os erros do que se houvesse apenas estudado sozinho. No fim das contas, desisti das anotações e ignorei-as por completo. Outro professor (também muito bem recomendado por algumas pessoas) dava a matéria muito superficialmente e mostrava desconhecer completamente o concurso, a banca e a própria matéria. No fim das contas, acabei abandonando a matéria no meio. É frustrante, principalmente, porque os cursinhos são, em geral, bastante caros.
Não adianta um professor saber bem a matéria (a propósito, nem todos sabem), é necessário conhecer as provas a fundo. Isso significa não apenas saber todas as questões da primeira e da terceira fases dos últimos concursos ou todos os Guias de Estudos de cor, mas também, especialmente para a segunda e para a terceira fases, experiência tanto com relação às preferências acadêmicas da banca quanto com relaç~o { “jurisprudência” das correções. Esta última habilidade só se adquire vendo muitos espelhos de prova e recursos (deferidos e indeferidos). Como os espelhos de prova não têm vindo com marcações (você recebe apenas a nota nas questões, sem nenhuma marcação ou comentário), acho que, pelo menos, o estudo detido dos Guias de Estudos anteriores já é um passo importante.
Há, sim, alguns professores muito bons que valem cada um dos muitos centavos que você paga pela aula, mas meu alerta é: não se deixe levar por preço (já vi gente fazendo matérias em alguns cursinhos, sem sequer saber se os professores eram bons ou não, apenas porque era mais barato), por aulas experimentais (em um dos casos que eu citei acima, eu achava as primeiras aulas excelentes; só depois fui perceber o tanto de “abobrinha” que ele falava e o tanto de datas, de informações e de argumentos errados que ele passou) ou por fama do cursinho. Procure, sempre, onde quer que seja, informações sobre o professor (e, de preferência, com mais de uma indicação). Não vou falar de quais gostei e de quais não gostei porque acho que este não é o meio adequado para isso, mas, caso você não conheça alguém que já tenha feito algum cursinho, procure em fóruns na internet e nos grupos do Facebook e do Orkut indicados acima, sempre há alguma coisa útil (encontrei várias informações que estava procurando de professores em diversos cursinhos).
Para quem pensa em mudar-se para Brasília, por exemplo, para fazer um curso preparatório, as maiores dúvidas são, frequentemente, relativas ao custo de vida e à relação custo-benefício de morar na capital. O aluguel de imóveis em Brasília não é dos mais baratos (consulte, por exemplo, http://www.wimoveis.com.bdf), o que, somado aos preços um pouco “salgados” de alguns cursos preparatórios, pode implicar altos gastos. Como eu já morava na cidade antes de iniciar a preparação para o CACD, não sei se há alternativas de moradia mais próxima a algum dos cursinhos (são quase todos bem distantes um do outro). Sei que o curso O Diplomata oferece aluguel de apartamentos, mas não sei como funciona direito [informações: (61)3349-0311]. Acho que boa parte das pessoas que optam por mudar-se para Brasília tem diversos objetivos: concentrar-se mais nos estudos (o que pode ser difícil em uma casa com os familiares, por exemplo), ter acesso aos cursos preparatórios, conhecer outras pessoas que estão estudando para o CACD etc. Não foi meu caso, pois já morava em Brasília anteriormente, portanto não posso dizer se acho que, realmente, vale a pena por esses motivos. De todo modo, na comunidade “Coisas da Diplomacia”, no Orkut, j vi diversos comentários a respeito. H, também, o grupo do Facebook “Moradia – IRBr”, voltado para a discussão desses assuntos: http://www.facebook.com/groups/168135273239644/.
Principalmente para aqueles que não conhecem muita gente que também está se preparando para o concurso, o ambiente de cursinho pode ser interessante, para conhecer outras pessoas que estão na mesma situação que você e que podem contribuir com algumas dicas e sugestões úteis para a preparação. De todo modo, se você for daqueles que preferem estudar sozinhos a gastar tempo e dinheiro indo para o cursinho, ótimo! Para a primeira fase, eu diria que o cursinho pode ser, se você tiver boas orientações, disciplina de estudos e/ou boa bagagem de conhecimentos, dispensável.
Quanto à segunda fase, considero quase indispensáveis os cursos de Redação Português. Acho muito difícil alguém conseguir passar na segunda fase, se não houver feito cursinho preparatório. Há, obviamente, alguns casos de que já ouvi falar, mas são a minoria. Não vou falar sobre o já batido tema das idiossincrasias da banca da segunda fase, mas, mesmo quanto a coisas que não são “frescuras” da banca, achei muito bom o tanto de coisas (sobre Português de uma maneira geral) que aprendi no cursinho preparatório para a segunda fase. Desde os anos de colégio, sempre fui cético quanto à eficácia das aulas de Redação, mas devo admitir que valeu a pena: é inegável que a escrita melhora muito (nos padrões requeridos pela banca) com o cursinho. Se é necessário fazer um curso regular, que dura vários meses, ou se basta só o intensivo, às vésperas da segunda fase, depende de cada um. Acho desnecessário dizer que fazer cursinho também não é garantia de nada. Fiz tanto o curso regular quanto o curso intensivo e não me arrependi.
Com relação à terceira fase, também acho o cursinho muito importante. Em primeiro lugar, porque alguns professores realmente levam o trabalho a sério e ficam alucinados, procurando tudo o que os membros da banca têm estudado, escrito etc., e isso rende bons frutos, como alguns professores que acertam algumas questões que serão cobradas nas provas da terceira fase. Em segundo lugar, ainda que alguns professores não acertem muitas questões (o que não é uma tarefa muito fácil), a oportunidade de treinar a resolução de questões é fundamental por dois motivos: aprender a escrever na forma requerida pela banca e conseguir controlar o tempo de resolução das questões. Muitas pessoas têm problemas com o tempo para algumas provas da terceira fase (especialmente, para as provas de História do Brasil, de Geografia e de Política Internacional, que são as mais extensas). Não tive grandes problemas com isso e consegui escrever e revisar todas as questões de todas as provas, mas sei que muitos mal têm tempo de terminar de escrever.
Dito isso, já adianto: para essas três provas, é impossível fazer rascunho. Se você fizer, é muito provável que não conseguirá passar a limpo no tempo estabelecido. Para as provas de Direito e de Economia, não diria que é impossível (o número de linhas é menor, logo há tempo de sobra, pelo menos foi assim comigo), mas também considero desnecessário. No CACD, fiz rascunho apenas das provas de Português, de Inglês, de Francês e de Espanhol (em todas, sobrou algum tempo, mas não muito, após as revisões), pois são provas que eu alterava muito depois da redação inicial, trocava frases, palavras etc. Eu já sabia disso por causa de minha experiência com a resolução de questões no cursinho preparatório para a terceira fase, razão pela qual estive, sempre, atento ao relógio, para não perder tempo. Para todas as demais provas, o que se recomenda é, no máximo, um esquema inicial dos principais tópicos a ser discutidos nas questões, como um “brainstorming”. N~o fiz esse esquema em quase nenhuma questão, porque funciono melhor escrevendo direto, mas reconheço que nem todo mundo consegue fazer isso. Alguns podem preferir, ao menos, um momento de reflexão inicial, para fazer um esquema mental dos tópicos que serão desenvolvidos na questão, mas também não consigo fazer isso. A vida inteira, escrevi sem pensar, e deu certo. Não tive grandes problemas com isso no CACD, mas já alerto que não aconselho isso a todos. Muitos não conseguem manter o raciocínio, se não houver um planejamento a ser seguido, e acabam perdendo- se no meio da questão. Cuidado!
Conhecer os concursos anteriores é fundamental por várias razões. Não apenas para saber o que já foi objeto de cobrança, o que mais se repete, o que está ausente há algum tempo (e pode ser, eventualmente, trazido de volta), mas também para entender a lógica de formulação das questões em função dos contextos internacionais recentes, por exemplo. Isso é mais útil para a prova de Política Internacional, as demais não são tão influenciadas por acontecimentos recentes dessa maneira (Geografia e Economia também podem levantar alguns tópicos mais ou menos em voga, em face do que aconteceu em suas respectivas áreas nos meses anteriores ao concurso, mas não é uma regra tão forte quanto em Política Internacional).
Com relação aos conteúdos a ser estudados, atenção especial aos aniversários (10, 20, 30, 40... anos) dos principais tratados, organizações internacionais, acontecimentos marcantes etc., que costumam ser objetos de questões de Direito e de Política Internacional na primeira fase (na terceira fase, também podem ser cobrados, mas com menos frequência; em 2011, os cinquenta anos da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas foram lembrados em uma das questões). Visitas presidenciais a países mais importantes e visitas de chefes de Estado de outros países ao Brasil (destaque para EUA, China, Índia, Argentina...) no ano da prova, por exemplo, podem ser indícios de que poderá haver alguma questão nesse sentido. Obviamente, tudo isso não é regra (a pedra mais cantada de 2011, que foram os 20 anos do MERCOSUL, não apareceu em nenhuma questão da terceira fase; de todo modo, as relações com a Argentina, destino da primeira viagem presidencial de Dilma Rousseff, foram tema de questão da prova de Política Internacional).
Para a quarta fase, não há muito mistério. A cobrança de Francês e de Espanhol é bem básica, e conhecimentos de nível intermediário nos dois idiomas podem garantir uma nota razoável. De todo modo, vale observar que, nos últimos concursos, a quarta fase tem tido um peso enorme para a colocação final (especialmente, para as últimas vagas). Dessa maneira, confiar nos aprendizados de última hora de Francês e no Portunhol pode custar-lhe caro. Não recomendo deixar para estudar as duas línguas apenas após a segunda fase (como já vi que muita gente faz). Se você nunca estudou Francês e/ou Espanhol, recomendo começar um pouco antes (professores particulares podem ser mais úteis nesse caso, uma vez que você não precisará de atenção excessiva à conversação e à compreensão auditiva, como ocorre em muitos cursos em grupo). É difícil dizer quantas aulas ou meses são necessários, pois isso, obviamente, depende do rendimento e da facilidade de cada um.
De qualquer maneira, as provas não têm nada de complicado: não é necessário dominar os dois idiomas perfeitamente, as provas são instrumentais (leitura e compreensão de textos). Na prova de Espanhol, tive certo problema com algumas questões pontuais sobre o texto que poderiam ser respondidas em menos de uma linha (há previsão de mínimo de três linhas, máximo de cinco, sem copiar do texto), ou que não estavam, diretamente, no texto. Optei pelo tradicional método da “enrolaç~o”. Adicionei informações que não estavam sendo pedidas, só para conseguir escrever todas as cinco linhas. Em Francês, não tive grandes problemas com isso, a prova estava mais tranquila nesse aspecto. As duas correções foram pesadas, e notas acima de 40/50 foram raridade.
submitted by diplohora to brasilCACD [link] [comments]


2020.07.23 04:46 paulamilanez Tomei calote e plagio

(Vi a ultima quartas reddit pedindo historia de artistas, ou seja, meu momento de brilhar)
Para contexto: Desenho desde que me conheço por gente, mas fazem apenas 7 anos que comecei a realmente levar a arte a sério e a comercializa-la. Já trabalhei na área de design mas agora estou 100% focada em ilustração e no trabalho como freelancer.
Ao longo desses anos acabei aprendendo muitas coisas relacionadas a arte digital e sei bem como é entrar nesse meio e se sentir totalmente perdido, não entender bem a dinâmica dos programas e tudo mais. Além disso muita gente me pergunta sobre como começar, programas, equipamentos, brushes e tudo relacionado, então peguei todas essas informações para iniciantes e montei um e-book com ajuda de um amigo, com um precinho bem acessível para conseguir ajudar o maior número de pessoas possível.
Antes de lança-lo eu fiz varias propagandas dele nos stories, twitter e enfim todas as redes pra avisar meus seguimores, respondia todas as DMs do pessoal me perguntando sobre ele, porém eu sou péssima de memoria e não lembrava todo mundo que ia falar comigo. Até ai ok. Assim que lancei uma dessas pessoas (que depois eu vi que ja tinha falado comigo outras vezes em DM dizendo que eu era uma inspiração, que gostava muito do meu trabalho e tal) me mandou uma mensagem dizendo que havia comprado o e-book e estava empolgada. 20 minutos depois recebi mais uma, falando que teve problema com a plataforma que hospeda o e-book e que havia pedido reembolso, mas que ia comprar novamente depois que resolvesse as pendencias com o site. Ela não chegou a explicar muito bem esse "problema", mas ok. Eu, bem bobinha, pensei "poxa, todo mundo ta comprando normal mas pode ser que dê mesmo esse tipo de problema, ela ja falou comigo outras vezes então vou aceitar devolver a grana". A plataforma da 7 dias de garantia e nesse período se você não curtir o conteúdo você tem esse tempo para reivindicar a grana de volta MAS você continua com o arquivo do e-book... Então você já sabe o que rolou né? A pessoa nunca mais comprou.
Só fui me dar conta de que fui passada a perna um tempo depois mas relevei pq recebi feedbacks muito bons em relação ao conteúdo vendido, muita gente mandando os resultados que estavam tendo então eu estava muito empolgada com tudo isso então NADA iria me abalar.
Mas seguimos com muita cara de pau aqui: Estava eu seguindo minha vida, meses depois e nem bola pra isso, até que recebo umas mensagens no whats falando que tinha alguém copiando meus desenhos. Isso é normal acontecer, infelizmente, não é a primeira vez e não vai ser a ultima, sempre que rola eu entro em contato com a pessoa e peço pra ela ao menos me creditar como inspiração (é o mínimo). Pra contextualizar melhor: Meu estilo de desenho é meio que um cartoon mas mais detalhado, mas para conseguir fazer um precinho melhor para datas comemorativas eu criei um modelinho mais simples, pq sei que muita gente (muita muita mesmo, graças a deus) gosta de presentear as pessoas que gostam com desenhos exclusivos, mas nem sempre tem a grana pra pagar um mais "completo", digamos. Enfim, entrei no perfil da pessoa e vi a cópia logo de cara: Literalmente passou por cima das minhas linhas, e pra piorar estava COMISSIONANDO esse tipo de desenho. Eu como uma boa pessoa esquecida fui logo mandar dm e vi que era a mesma pessoa do role do e-book... Tenho muita paciência pra muita coisa, mas pra mim isso é inaceitável. Assim que chamei a pessoa já começou a se explicar, mas sinceramente, não consigo acreditar em uma palavra do que foi dito, só pedi pra não vender por conta de... ÉTICA?!?!? Obviamente??!! Foda é que dava muito de ver que estava passado por cima e só mudado uma cor ou outra. De qualquer forma, me fiz de doida pq não gosto de conflito só comecei a ignorar mesmo.
Pior parte é que: a pessoa em questão nem me segue, ou seja, ela tem que entrar todos os dias no meu perfil e ver os stories no manual. Eu me pergunto a quanto tempo que isso rola, até paguei um daqueles apps que dizem quem entra no teu perfil e la tava a cara do @. Não me dou ao trabalho de dar block, mas aos meus stories ja ta sem acesso pq tive a sensação de estar sendo stalkeada e achei meio bizarro demais.
Acho legal ser inspiração pra muita gente, principalmente quem ta no comecinho, troco bastante ideia com essas pessoas, mas cópia é uma coisa que não da pra deixar passar. Não é certo, não é justo. Então pra você que gosta de um artista: Use-o como INSPIRAÇÃO de verdade, não tente replicar algo que já esta sendo feito, mostre sua personalidade, sua vivencia. A parte mais legal de trabalhar com arte é ver a quantidade de trabalhos diferentes e incríveis sendo feitos por ai, cada um do seu jeito <3
Enfim, essa é a historia espero que curtam ai kkk (E o e-book ta disponível ainda pra quem quiser........ pRoPaGanDa) <3
submitted by paulamilanez to TurmaFeira [link] [comments]


2020.07.20 20:25 hccamello Progresso Semanal - Warland Idle journey

Progresso Semanal - Warland Idle journey
Progresso até o dia 19/07/2020

Novas funcionalidades:

Seleção de servidores:

  • Criamos uma infraestrutura de servidores e possibilitamos que o jogador possa escolher o servidor de jogo ao realizar seu primeiro login.
  • Os servidores serão criados automaticamente assim que o último servidor criado atinja uma determinada quantidade de contas criadas.
  • Planejamos no futuro adicionar um marcador de data prevista para abertura de novos servidores, assim os jogadores poderão se preparar para criarem suas contas no momento certo.

https://preview.redd.it/l31gil5702c51.jpg?width=440&format=pjpg&auto=webp&s=360c0d01cf036c3bcdb5a74ec76948259479779d

Possibilidade de escolher a posição inicial do Campeão antes da Batalha:

  • As batalhas vão ocorrer em um tabuleiro de 6x6.
  • Antes da batalha começar, o jogador pode escolher a posição inicial dos seus Campeões no seu lado do tabuleiro, e como os Campeões lutam automaticamente, a posição inicial será muito importante para determinar o resultado da batalha.

https://preview.redd.it/ofd9fpx802c51.jpg?width=440&format=pjpg&auto=webp&s=033fd6dbdbf7783182c41b3253eb3f2fd7fbe737

Design da Arquitetura de Cliente e Servidor

Antes de por a mão na massa e sair programando feito louco, é muito importante separar um tempo para planejar a arquitetura do sistema e o que deverá ser programado.
Já dizia Abraham Lincoln:
Dê-me seis horas para derrubar uma árvore e passarei as quatro primeiras afiando o machado.
Nessa semana nós fizemos vários desenhos e especificações para guiar a programação dos nossos servidores de jogo. Essas especificações incluem a organização do nosso Banco de Dados, a interface de comunicação entre o Cliente e o Servidor e também a organização dos arquivos de código fonte do jogo.

Refatoração do código do Cliente de jogo

A medida que vamos programando prototipos e fazendo testes com o que temos programado, novas ideias vão surgindo, bugs vão aparecendo e coisas precisam mudar.
Por causa dessa frequência de mudanças que é muito natural em projetos de progrmação, de vez em quando precisamos separar um tempo para refatorar o código fonte, ou seja, reorganiza-lo e adapta-lo aos novos requisitos que emergiram dos nossos testes.
Nessa semana nós também separamos um tempo para reorganizar os arquivos de código fonte do nosso cliente para seguir programando sem acumular muitas pendências.

Bastidores do desenvolvimento: O que é uma arquitetura “Cliente e Servidor”?

Segundo a Wikipedia:
O modelo cliente-servidor, em computação, é uma estrutura de aplicação distribuída que distribui as tarefas e cargas de trabalho entre os fornecedores de um recurso ou serviço, designados como servidores, e os requerentes dos serviços, designados como clientes.
Traduzindo:
  • Existe um aplicativo que roda no seu celular que é o Cliente do jogo.
  • Quando você joga, você quer que suas informações, como o seu nível, suas moedas e seus campeões fiquem salvos para que quando você fechar o aplicativo e entrar novamente, esteja tudo do jeito que você deixou.
  • Além disso, você quer conversar com seus amigos, ver o nível deles, entrar em guildas e interagir com outras pessoas.
  • Todos esses recursos que listei funcionam graças ao servidor.
  • O seu celular se conecta ao servidor pela internet, o servidor tem um programa responsável por toda a lógica do jogo, determinar quantas moedas você ganha no farm AFK, quais a recompensas por cada batalha dentre várias outras coisas.
  • Sempre que você executa alguma coisa no jogo, esse programa que roda no servidor salva o progresso do seu jogo em um Banco de Dados, e sempre que você voltar a jogar, o servidor irá carregar as suas informações que foram salvas no Banco de Dados para que você continue o jogo de onde parou.

https://preview.redd.it/jwmy398a02c51.jpg?width=1126&format=pjpg&auto=webp&s=8769cabbd2ab015fc2dcb77681f68a565e7a89bc
Para que a nossa equipe consiga fazer o jogo funcionar bem e ficar bem otimizado, é muito importante que toda essa arquitetura seja planejada e esteja bem organizada para melhorar a qualidade do produto final!
submitted by hccamello to warlandidle [link] [comments]


2020.07.16 16:29 fobygrassman ESPOSAS INSATISFEITAS SÃO MELHORES QUE GAROTAS DE PROGRAMA

ESPOSAS INSATISFEITAS SÃO MELHORES QUE GAROTAS DE PROGRAMA
Esposas infiéis são mais duradouras, limpas e autênticas do que garotas de programa
Esqueça garotas de programa transando nunca foi tão fácil! De uma dona de casa traidora real.
As mulheres casadas NÃO estão procurando relacionamentos, elas já estão nelas, estão procurando parceiros discretos e divertidos para reacender e explorar sua sexualidade.
As garotas de programa estão sempre procurando extrair mais dinheiro de você. Você nunca sabe com quem eles acabaram de fazer sexo e isso torna impossível também fazer sexo apaixonado com eles.
Quantas vezes você ficou com tesão e decidiu pedir uma garota de programa? Então, depois de ter um encontro decepcionante, lamento totalmente gastar tanto em ganhar pouco!
Sempre que você liga para uma garota de programa, está jogando. Jogando com sua saúde e com sua experiência.
Ela será parecida com as fotos dela?
A mesma garota das fotos vai aparecer?
Ela será anti-higiênica?
Ela será hostil?
Ela vai tratá-lo com um mau atendimento ao cliente?
Eu sei o que você está pensando,Eu sei o que você está pensando,
MAS AS MENINAS DE CHAMADA SÃO MUITO MAIS SIMPLES!
Não é verdade!
Sim, uma garota de programa fica a apenas uma ligação, mas toda vez que você a vê, paga. Você paga com dinheiro suado. Pense em quanto tempo você precisa trabalhar para pagar por uma garota de programa.
10 horas?
20 horas?
Portanto, nenhuma garota de programa não está a um telefonema de distância, elas têm +10 horas de trabalho E uma ligação de distância.
Além disso, as garotas de programa não se importam com você ou precisam de você.
Depois de conhecer uma esposa realmente insatisfeita e dar a ela a atenção que lhe falta, você experimentará a diferença entre uma garota de programa e uma mulher de verdade.
Esposas insatisfeitas são gratas por encontrar um homem que possa agradá-las!
As esposas infiéis têm todos os benefícios e nenhum dos problemas das garotas de programa:
Conhecer as preferências sexuais do seu parceiro = melhores experiências sexuais
O envio de mensagens maliciosas acelera sua semana de trabalho;)
Verdadeira paixão e emoção de ambos os parceiros!
Limpo, Seguro e Legal.
Não constantemente tentando manipular você.
A verdade é que as mulheres ficam excitadas quando estão se escondendo e tendo encontros secretos. Esposas insatisfeitas querem ser suas garotas de programa pessoais, mas elas precisam de um pouco de incentivo e você precisa incentivá-las de uma maneira elegante e elegante.
Você não pode tratar mal as esposas infiéis da maneira que pode com uma garota de programa, mas elas também não o tratam mal como uma garota de programa. Eles não vão contar o relógio quando estão com você.
Se você acha que encontrar uma mulher casada sozinha é ainda mais difícil, pense novamente.
Você não pode ser um idiota e acha que atrairá uma mulher casada para ser sua garota de programa pessoal.
De fato, existem dicas e truques para encontrar um o mais facilmente possível aqui >>
Siga estas etapas simples e você encontrará uma esposa insatisfeita e fará dela sua garota de programa pessoal em menos de uma semana.
VOCÊ PRECISA SE INSCREVER NO ASHLEY MADISON SE QUER ENCONTRAR MULHERES INFELIDAS
E lembre-se de que você pode repetir essas etapas e encontrar uma nova esposa traidora sempre que quiser!
  1. Tire uma boa foto de si mesmo. Não precisa incluir seu rosto, pode ser discreto. Muitos perfis em ashley madison não têm fotos de rosto públicas (geralmente em sua galeria de fotos particular). Esta imagem pode ser do seu corpo ou você de fato bem ajustado (sem o rosto).
  2. Escolha um nome de usuário atraente! Esta é a primeira coisa que as mulheres veem depois da sua foto. Escolha algo descritivo ou divertido.
  3. Destaque sua necessidade de discrição. Isso aliviará as preocupações das mulheres sobre sua própria discrição.
  4. Crie uma mensagem de introdução bem pensada que você possa enviar para muitas mulheres.
  5. Torne sua galeria privada irresistível. É aqui que você inclui suas melhores fotos.
  6. Configure uma data discreta!
Traindo esposas vs garotas de programa Todos nós procuramos garotas de programa no google. Mas existe uma enorme lacuna entre ponderar e pesquisar na web a sua garota de programa mais próxima. Existem vários, mas eles são extremamente estigmatizados - por razões óbvias. Garotas de programa não são para todos, mas o sexo certamente é. Por isso, seria melhor encontrar uma alternativa para garotas de programa. Criamos um substituto para as garotas de programa, para aquelas que estão interessadas em saber como a alternativa funciona. Espero que minha experiência e discernimento possam lhe dar uma ou duas coisas para questionar, e talvez até abrir você para garotas dispostas a dormir com você gratuitamente! Por que você deve procurar alternativas para escoltar serviços? Se você ouvir alguém se gabar de uma escolta, precisará sentar esse homem e ter um momento de clareza. Mas deixe esse argumento de lado, posso escrever um romance inteiro para você. Deixe-me começar com algumas dicas. As acompanhantes são desassociadas Não é incomum pagar por sexo, mas é ilegal na maioria dos países e ajuda uma indústria bastante cruel a tirar vantagem de membros da sociedade desprovidos de frustração. Acompanhantes NÃO GOSTAM DE VOCÊ Este é o meu argumento número um por não dormir com acompanhantes. Eles não teriam dormido com você se você não pagasse. Eles não gostam necessariamente do sexo ou querem vê-lo ligado. Geralmente é por isso que gosto de sexo - porque me excita vê-la gostosa e gostosa quando ela olha para mim. Acompanhantes não são higiênicos Os acompanhantes dormiram com toneladas de homens. Pense em quantos homens a garota de programa que você está vendo dormiu naquele DIA! Se você vir uma garota de programa ou uma acompanhante às 20h, provavelmente já dormiu com pelo menos dois homens antes daquele dia. Imagens falsas As acompanhantes raramente aparecem em suas fotos. Você tem sorte se a mesma mulher aparecer. Você pode dizer que isso também pode acontecer em um site de namoro ou em uma sala de bate-papo para adultos, mas eu diria que a probabilidade de ser "pescada" por uma mulher em um site de namoro é menor do que por uma garota de programa. A maioria das acompanhantes encontra-se com suas imagens. Com segurança Eles afirmam ser seguros e testados todos os dias, mas você nunca pode ter certeza. Isso significa que qualquer homem que não seja estúpido usará camisinha 100% das vezes que dorme com uma garota de programa ... e todos sabemos que preservativos não são divertidos.
submitted by fobygrassman to garotas_de_programa [link] [comments]


2020.07.14 00:18 Bell_13 Plano que acabou com um triângulo amoroso

Olá Luba, editores, falecidos papelões, Pekeaunu Reaves, possível convidado virtual- coronga irus gente tem que ser virtual-, gatas e um adeus para o sexto andar. Bem essa história que vou contar pode parecer muito absurda inicialmente mas com o contexto não ficará tanto assim ( ela é gigante então peguem uma mascara e álcool em gel, quer dizer... Pipoca e suco de uva).
Um ano atrás mais ou menos, eu e meus -até no momento- melhores amigos (vou chama-los de M e T) começamos a contar os segundos pro final da aula juntos e assim que terminou a danada da aula o T me pegou no colo e eu sendo uma boa amiga aceitei, mais conhecida como preguiça.
Porém, entretanto, todavia existem pessoas que tiram tudo do contexto e uma colega (vou chama-la de N) tirou uma foto de quando nos três estávamos saindo da quadra suados e eu vestindo a blusa do M por cima do meu uniforme -estávamos tendo aula de edução física e eu não tinha levado troca de roupa- e postou com seguinte legenda " quando descobrimos duas traições com a mesma pessoa" mesmo que eles não tivessem namoradas -Não será importante então não será necessário guardar.
Duas horas depois da postagem ser feita, o M e o T vieram falar comigo pelo whatsapp- a gente tem um grupo onde conversamos sobre a vida- criando um plano talvez esquisito ou no mínimo malicioso pra apagar aquela foto da memória de todos, a gente fingiria namorar e logo aquilo cairia no esquecimento da escola e a chantagem daria certo- sei que não fez sentido nenhum mas tá- eu por não ter a menor ideia do que eu faria caso aquela foto chegasse aos meus pais aceitei aquela ideia maluca.
No dia seguinte na hora que eu cheguei na escola fui bem calminha pra sala de aula evitando todo e qualquer ser humano que poderia me fazer perguntas sobre o post que a N tinha feito, maaaass como felicidade de pessoa do interior dura pouco quando cheguei na sala estavam o M e o T me roubaram um beijo na frente de metade da sala - cada um roubou um beijo por eu estar distraída, ok?- deixando todo mundo estático e a mim também.
Isso aconteceu por dois dias mais ou menos até eu começar a retribuir os beijos dos dois, só que cada semana que passava o plano dava mais certo já que o blog da escola tava sendo esquecido e a postagem já tava meio morta -no processo do esquecimento- até que em um dia aleatório mais especificamente na primeira segunda feira depois do dia das crianças os meninos que estavam no terceiro A iam passar trote nas meninas do primeiro ano A- onde eu estava- e as meninas do terceiro B - onde a N estava -iam passar trote nos meninos do primeiro ano A- onde o T e o M estavam.
A gente havia tido uma conversa no dia anterior pra parar de se falar naquela semana para as pessoas entenderem como se a gente tivesse terminado, só que tínhamos esquecido daquele trote.
Resultado: dois meninos, o G e o F, jogaram leite em mim e a camiseta por ser branca e de linho ficou quase transparente, o M e o T ficaram com farinha no cabelo, o M ficou sem camisa por ter me emprestado e ainda tiveram que explicar pro diretor, que era pai do M, do porque ele tinha ficado literalmente sem camisa no meio do primeiro ano e do ensino fundamental 1.
Duas semanas depois daquele acontecimento na data do meu aniversário eu convidei os dois pra ir na minha casa e vi meus pais conversando com eles, horas depois eles me propuseram o triangulo amoroso e eu aceitei.
Essa foi minha história que eu deveria criar uma fanfic sobre. до свидания (tchau)
submitted by Bell_13 to TurmaFeira [link] [comments]


2020.06.06 07:18 ThorDansLaCroix O que é Fascismo (2da Edição: 2020)

Editado 1 As referencias nos textos e comentarios sao citadas para serem conferidas. Se suspeitarem de algo no texto confira as referencias. Uma pessoa quer refurtar o texto nos comentarios e indicou um livro que nunca leu. Aqui uma pagina desse livro que nao refurta mas eh uma das referencias do texto: https://pasteboard.co/Jc23Z4E.jpg
Editado 2 salientando aqui, que em geral historiadores quando falam de fascismo tocam no aspecto mitologico idealista da nacao original ideal. Mas raros sao os que investigam e falam de onde vem tal mitologia e anceios. Ao qual eu uso a historiografia politica de Hannah Arendt, antropologia psicologica de Otto Rank e psicanalise de Donald Winnicott para explicar, e que em resumo se baseia em uma inseguranca social (e existencial mas esse aspecto existencial eu nao vou tocar).
Antes o papo era que Nazismo é de esquerda e agora o papo é que antifascistas são fascistas pq fazem protestos violentos. Ou socialismo em geral é fascista. E nunca vejo ninguem dizendo de forma clara o que é fascismo, mesmo os que se dizem anti-fascistas.
E eu vejo que as campanhas populistas nunca falam do socialismo clássico fazendo correlações falsas com as ideologias de esquerda de hoje. E o desconhecimento desse socialismo classico, que eh uma raiz historica do fascismo, faz com que as pessoas nao entendem de forma clara o que eh fascismo.
Para começar eu vou falar de Socialismo. Mas nao do socialismo Marxista. Tenha em mente que Socialismo é uma palavra que descreve duas coisas distintas, igual a palavra Manga que descreve uma fruta e uma parte de uma roupa. E vc vai entender isso agora.
Vamos falar desse socialismo para buscar entender de onde vem e o que é fascismo.
O termo "socialismo" existe desde a Grécia antiga. É citado tanto por Platão em seu livro "A República" como também por Cícero na Roma Antiga. Oswald Spengler em seu livro "Prussianismo e Socialismo" publicado na década de '20, fala do Socialismo Prussiano (ou socialismo Teutonico/Germanico que data desde a epoca da queda do Imperio Romano). Esse socialismo que eles citam é o socialismo conservador.
As características do socialismo conservador (socialismo de direita) varia depende da época e povo, mas em geral se caracteriza por um estado paternalista, privilégio hierárquico social, preservação das instituições como religião e estatais (que ditam a vida das pessoas), o governo em controle da economia, preservação do capitalismo corporativista, nacionalismo, entre outras coisas. Algumas vertentes do socialismo conservador vão preferir a ditadura presidencial ou monarquia, enquanto outras vertentes vão preferir a democracia parlamentar ou presidencialismo.
Algumas vertentes, como o socialismo Prussiano/Germânico/Teutônico, tendem a hegemonia etinica e cultural. Tem vertentes que abolem a propriedade privada. Mas nenhuma das vertentes é contra o capitalismo, mas o contrário, são defensores do capitalismo corporativista pq acreditam que a prosperidade da elite reflete na prosperidade em sociedade.
Eu sei que muitos defensores do capitalismo dizem que capitalismo é somente quando ha estado minimo e nao intervenção na economia. Mas na verdade, tal descrição é do liberalismo e não do capitalismo (nem todo capitalismo é liberal). Mas eu explico isso melhor mais a frente.
Continuando... O termo socialismo vem da ideia do que o cidadão toma conta um do outro (hierarquia social), se foca em suas aptidões e trabalho visando a grandeza da nação (nacionalismo), abre mão da competição individualista liberal de enriquecimento e ascensão/prestígio pessoal (considerado liberalismo) e aceita sua posição social, não havendo assim conflito entre classes e todos focados no trabalho e grandeza da nação.
Independente da vertente, o princípio é que a nação deva ser regida como uma orquestra, ou como uma sociedade de formigas e abelhas. Ou como no caso da Prússia, como uma hierarquia militar. Não tentar ser o que vc nao eh. Como em uma orquestra o objetivo é ter a sociedade funcionando em harmonia. O solista não compete com o regente para ser regente, os demais da banda não competem com o solista. E assim buscam ter a estabilidade social como havia na idade média e demais épocas passadas.
O primeiro grande conflito contra o Socialismo Conservador (A princípio monárquico absolutista e feudal) eh o Liberalismo, que surge no meados de 1600' com o Inglês John Locke, conhecido como o pai do liberalismo. Surgiu como briga pela liberdade individual. Tal liberdade individual significa participação no poder (democracia), liberdade de expressão (poder questionar a sociedade e poder vigente), liberdade religiosa em que você pode escolher sua religião e não ser obrigado a seguir uma religião imposta pelo estado ou sociedade, livre comércio que é a liberdade individual em comercializar sem as oligarquias das guildas feudais (e depois estado) limitando a competição, igualdade de gênero que se opõem a hierarquia e determinismo social, e propriedade privada (o que para o liberalismo clássico significa o fim do domínio oligárquico dos grandes proprietários de terras, os senhores feudais).
Em resumo, o liberalismo significa a emancipação do camponês, podendo assim ser proprietário de terra e consequentemente competir individualmente para a prosperidade individual. Ou seja, o fim dos privilégios socioeconômicos de uma elite oligárquica. Thomas Paine, um dos fundadores dos EUA e filósofo, defendia a renda básica em 1797, em um panfleto que ele escreveu chamado Justica Agraria: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Agrarian_Justice
O conflito entre Socialistas Conservadores, que buscavam a volta dos princípios do feudalismo na época, e Iluministas liberais (Republicanos liberais) culminou na grande primeira revolução política, a Revolução Francesa em 1789-1799.
Uma curiosidade: O primeiro movimento feminista começou junto com o movimento de independência dos EUA em 1776. A própria declaração de independência dos EUA cita que todos os cidadãos, homens e mulheres, são criados iguais e livre. Uma das primeira obras do movimento feminista foi escrito por Mary Wollstonecraft, chamado "Vindication of the Rights of Women" publicado em 1796. As feministas esquerdistas vão surgir bem depois (após o surgimento do movimento operário de esquerda, Marxismo, na segunda metade de 1800).
Historicamente a direita é o que busca preservar ou conservar os princípios e tradições políticas, econômicas e sociais passadas (conservadorismo) enquanto a esquerda eh o que busca mudar os princípios tradicionais com novos princípios e ideias. Sendo assim, historicamente o Socialismo original (Conservador) defendia a monarquia, engessamento social e feudalismo, e sentavam à direita do rei (por isso chamados de direita). Os liberais (o que inclui os jacobinos citado por Max Weber em "A ética protestante e o espírito do capitalismo") sentavam à esquerda do rei (assim chamados de esquerdistas). Logo, os principios iluministas liberais tepublicano capitalista eh originalmente um movimento de esquerda.
O termo socialismo em si começou a ficar mais em voga a partir do monarca austríaco Klemens von Metternich em 1847, que junto com demais monarquistas, começaram suas campanhas contra o liberalismo.
O socialismo marxista (socialismo de esquerda) surge apenas a partir da segunda metade de 1800', quando Karl Marx, que inicialmente era liberal capitalista, chegou a conclusão que o problema das sociedades se resumem em conflitos de classes e que por isso, o ideal seria haver uma sociedade sem classes sociais, e consequentemente sem capitalismo.
Veja que tanto o socialismo/comunismo (socialismo limeral) quanto o socialismo classico buscam a estabilidade social. A diferenca eh que o primeiro busca pelo fim das classes sociais/capitalistas e o segundo pelo engessamento das classes sociais.
O socialismo liberal (Socialismo Marxista) eh irmao do Liberalismo capitalista. Ambos são frutos do Iluminismo Britânico e seu princípio no "contrato social" que surgiu com Thomas Hobbes (1651) e em seguida deu fruto ao Liberalismo com John Locke (1689). Ambos sao contra o socialismo conservador, que se opoem a liberdade individual e social tanto do republicano capitalista quanto do anti-estado comunista, socialista e anarquista,
O socialismo, comunismo e anarquismo surge como um novo movimento dentro do liberalismo iluminista, pq foi observado que após a implantação do estado republicano, políticos, classe econômica e capitalistas industriais usavam a máquina pública visando interesses próprios. O exemplo mais claro disso foi com a primeira república instaurada pela Revolução Francesa. O classe capitalista que servia a corte com seus produtos, e que por isso estavam mais próximo dos nobres, foram os que obtiveram o poder e influência no estado após a revolução. O resto da população continuava na miséria sem emancipação econômica e conflitos armados mataram muita gente nessa briga pelo poder. Já países onde houve mais emancipação dos camponeses que viraram proprietários de terras, os movimentos anticapitalista e anti-estado não foram tão fortes e o capitalismo foi melhor aceito pela população em geral (Inglaterra e EUA).
Em resumo, o socialismo original que existe desde os principios da obra "A Republica" de Platao, eh um socialismo conservador e que por isso de direita. Contra tal conservadorismo que na época era Monárquico absolutista e feudal, surgiu o Liberalismo Republicano (esquerda). Mas o primeiro passou a ser a terceira via quando os liberais republicanos se tornaram os conservadores, e então direita, e os opositores esquerda.
Os monarcas e antigos senhores feudais faziam campanhas políticas para conseguir suas terras e poder económico de volta. E em geral eles tiveram muito apoio da classe média (que eram os artesãos na idade média). Era um movimento que buscava voltar ao feudalismo ou da monarquia absolutista (ou ambos) para obter o socialismo conservador de volta (classe social engessada). Pq o iluminismo que culminou no liberalismo, fez com que os donos de terras e artesãos (que se tornaram classe média no capitalismo) perdessem seus privilégios e estabilidade social. Principalmente os artesãos que no feudalismo tinham o mercado protegido pelas guildas mas no capitalismo passaram a ter que competir para não virar classe trabalhadora (pobre). Além de se verem obrigados a fazer dívidas com bancos para conseguir competir, etc… e nessas campanhas surgem movimentos como o pan-europeu, defendendo privilégios sobre terras, poder, mercado e posição social como sendo um direito natural étnico, nacionalista, sanguíneo, etc. E eh dia que comeca a formar o fascismo.
Os estadistas e capitalistas que estão no topo da cadeia social, no capitalismo republicano, começam a fazer campanhas e políticas contra o socialismo clássico que visa o fim da competição individual social liberal.
E para obter o apoio da classe média, começam a oferecer alternativas de estabilidade social como o estado assistencialista ou segregação social (quando não ambos). Essa segregação social é uma forma de garantir a estabilidade social reduzindo a competição social, dando privilégios a certos grupos e segregando outros ao acesso de emergir a tais classes privilegiadas.
O Imperador Prussiano Bismarck que tentou modernizar a Alemanha acabando com o poder dos antigos senhores de terras e as tendência de preferência pelo socialismo clássico da população em geral, implementou o estado de bem estar social em 1883, para obter o apoio da população pelo estado liberal.
A classe média também fazia campanhas para obter apoio da classe operária contra os capitalistas (donos de fábricas) classe econômica (donos de bancos e demais instituições financeiras), pq a classe média (artesãos ou pequenos empresários) não conseguem competir com grandes empresários capitalistas, e viam os bancos (em que os judeus tinham a fama de serem os donos) como parasitas que vivem dos juros das dívidas da classe média.
Essa união entre classe média e operários tende tanto para o estado de bem estar social (democracia social) quanto para o lado que ainda busca a estabilidade social através da segregação social (limitando minorias na competição social). Esse segundo eh de onde vem o fascismo. A carteira de trabalho implementada pelo Mussolini foi a forma de dar maior garantia de estabilidade social aos trabalhadores nacionais e assim aceitarem suas funções/posições operárias.
Em resumo, o fascismo busca a estabilidade social, através da segregação social limitando a competição social (engessando as classes sociais em dificultando minorias em emergir socialmente, gerando então menos competitividade e estabilidade social para as classes privilegiadas). Essas minorias podem ser desempregados, estrangeiros, negros, judeus, etc.
A questão do estado é uma forma de garantir tal estabilidade social através do nacionalismo (limitando direitos e acesso a estrangeiros ao mercado de trabalho) por exemplo. Como também usando a máquina burocrática para beneficiar alguns (militares, políticos, latifundiários, algumas classes de empresários) e limitar outros grupos a competição social com os privilegiados.
Logo, estado inchado e burocratico por si so nao eh fascismo. Isso seria uma falsa correlacao. O estado é só uma ferramenta. O fascismo é a segregação socioeconômica em busca de estabilidad social.
Todo discurso sobre supremacia étnica, nacional, racial, etc, são discursos populistas para ganhar a massa com simplismo, medo, pseudo ciência e mitologias. Por trás de tudo isso está o controle da massa pelo medo da falta de estabilidade social, então transformada em medo social (ao estrangeiro, pobre, negro, judeu, mulheres, movimentos como o feminismo, etc).
O Nazismo em si eh o socialismo prussiano (conservador) em sua forma altamente populista (tentar ganhar apoio popular culpando Judeus e demais estrangeiros pelo desastre econômico pós primeira guerra).
Eu entendo que muita gente associa o comunismo com ditaduras e falta de liberdade, e consequentemente com Nazismo. Como tambem associam capitalismo sendo sinonimo de liberalismo. Mas como a maioria do conhecimento popular, isso eh apenas um emaranhado de correlações falsas populistas.
O liberalismo clássico em si eh contra o "pro business". Adam Smith já dizia que grandes empresários eram uma ameaça ao Liberalismo e democracia, já que quando empresas obtêm grande poder elas passam a ser como um estado ou a manipular o estado. Eh ai que o liberalismo clássico se difere do Neo-Liberalismo ao qual eh "pro-business" com a filosofia de que quanto mais grandes empresários ganham dinheiro mais dinheiro é escoado na sociedade, levando prosperidade econômica a todos..
Por mais que muitos hoje dizem que o capitalismo só funciona quando não tem intervenção governamental, os liberais clássicos viam que governo é importante para que haja capitalismo (diferente dos anarquistas capitalistas). Max Weber mesmo escreveu sobre a teoria do Iron Cage que diz que o crescimento do estado é uma demanda do próprio capitalismo para que o capitalismo possa crescer.
Entao vou repetir a conclusao para ficar claro. Fascismo é: A busca da estabilidade social com a da reducao de competicao social, attavez da segregacao social (engessamento das classes sociais).
Essa estabilide eh principalmente para a elite. Mas a classe trabalhadora pode tambem acreditar que sera privilegiado excluindo/segregando imigrantes e demais minorias. E assim a classe media e trabalhadora podem acabar dando suporte ao fascismo.
Para aqueles que leram até aqui eu agradeco pela atencao e tolerância em buscar conhecer ou entender uma outra perspectiva (Entender um ponto de vista nao eh sinonimo de concordar, e por isso eu não estou esperando que haja concordância).
Eu por exemplo nao gosto e nao concordo com o socialismo conservador, mas eu busquei as obras de Spengler quanto a de Platão para entender melhor o que de fato eh o conservadorismo, socialismo e nazismo. Da mesma forma que eu não concordo com o comunismo, mas eu busquei entender o que é comunismo lendo Marx entre outros (ao qual também existem inúmeras vertentes em que discordam uns dos outros).
Para finalizar com uma última curiosidade. Algo que todos esses sistemas têm em comum, independente de eh contra ou afavor de estado, contra ou a favor da liberdade individual, contra ou a favor do capitalismo, é que todos eles tem como engrenagem a questão do trabalho. Max Weber explica a implicância da "doutrina do trabalho" que vem da ética religiosa que passa a fazer parte do espírito do capitalismo (e seu princípio meritocrático). O socialismo conservador, principalmente em fascismo (e nazismo) tem como princípios o trabalho como forma de liberdade do interesse individual (considerado corrupção social) visando o grandeur da nação. O Comunismo tem como princípio o poder da mão de obra dos trabalhadores como a geração de riquezas ao qual o capitalista extrai riqueza e desejam que os trabalhadores fiquem com tal riqueza.
Mas tem uma vertente comunista chamada comunista autônomo que surgiu na itália, que é contra tal "doutrina do trabalho". Segundo eles, a engrenagem do capitalismo é a doutrina do trabalho e que por isso, o comunismo está fadado a falhar e retornar ao capitalismo pq eles mantêm tal engrenagem.
Diante disso surge o movimento anti-trabalho (ou anti-trabalhista), ao qual eu não conheço muito mas estou em busca em aprender (e compreender mesmo que se não concordar).
Eu não sou historiador, acadêmico, youtuber e nem intelectual. Por isso, eu espero que esse thread desperte a curiosidade para que vcs continuem interessado e pesquisando para buscar mais compreensão e correção do que eu possa ter mal interpretado ou compreendido (mesmo não concordando).
submitted by ThorDansLaCroix to brasil [link] [comments]


2020.05.13 22:42 AdamSC1 [Portuguese] Community Points FAQ

Nota importante:
A versão beta do programa Community Points está na rede Rinkeby. Se você não souber o que isso significa - não remova os tokens de pontos da comunidade do Reddit do Reddit Vault tentando integrar outras carteiras da Ethereum ou enviando-os para contratos inteligentes.
O que são pontos da comunidade
Os pontos da comunidade são uma nova iniciativa do Reddit. São pontos que representam a propriedade de um subreddit.
Cada comunidade receberá seus próprios pontos de comunidade que eles obterão como nome e design.
Onde os pontos da comunidade são armazenados?
Os pontos da comunidade são um tipo de "token" "Ethereum" que é armazenado em uma "blockchain" - assim como o Bitcoin!
Isso significa que, depois de ganhar os tokens, você os possui.
Você pode armazená-los em seu "Reddit Vault" ou em uma carteira tradicional do Ethereum.
Quantos pontos comunitários existem?
Há um total de 250 milhões de cada tipo de ponto da comunidade.
Portanto, o subreddit / r / Cryptocurrency terá no máximo 250M de tokens "$ MOON", mas outro subreddit terá no máximo 250M de seu próprio token.
Todos os 250M tokens / pontos são liberados imediatamente?
Não. Para começar, haverá apenas 50M de cada token. Eles serão concedidos aos usuários com base nas postagens que eles fizeram anteriormente no subreddit.
Os outros 250 milhões de tokens serão concedidos lentamente semanalmente.
O valor concedido a cada semana é o mesmo?
Não. A quantidade de tokens concedidos ficará menor a cada semana, e durará até que os 250M tokens sejam criados. A data estimada para isso é em algum momento de 2050.
Como ganho Pontos / Tokens da Comunidade?
Você ganhará os tokens com base em suas contribuições para o subreddit.
Quando você faz uma postagem ou um comentário que é votado, você ganha uma parte dos tokens que são distribuídos pelo sistema naquela semana.
Outros usuários também podem "dar gorjeta" a você. Isso significa que eles fornecerão alguns dos tokens que ganharam.
Para que posso usar pontos / tokens da comunidade?
Você pode usar os tokens para comprar "Associações Especiais" para cada subreddit individual.
Essas associações oferecem recursos especiais no subreddit. Esses incluem:
Quanto custa a associação especial?
A "Associação Especial" para um subreddit varia de custo entre diferentes tokens.
No subreddit / r / Cryptocurrency, a associação custa 1000 MOONS por mês.
O que acontece com os pontos / tokens da comunidade que eu uso para a associação especial?
Quando você usa seus tokens para a "Associação Especial", esses tokens serão "queimados" - que é uma gíria de criptomoeda destruída.
Isso significa que sempre haverá menos de 250 milhões de tokens, pois eles continuarão a ser usados ​​horas extras.
Posso usar pontos / tokens da comunidade para mais alguma coisa?
Sim.
Você também poderá usar os tokens que ganhou para votar em pesquisas ponderadas ou enviar uma dica para outros usuários.
Por fim, por ser um token ERC-20 Ethereum, você pode transferi-lo para outros sites e integrá-lo a outros produtos. Isso permite que você compre, venda, negocie e use o token onde quiser.
O que é o Reddit Vault?
O "Reddit Vault" é uma seção especial do aplicativo móvel do Reddit que permite conectar-se a uma carteira com Ethereum. Nesta seção, você poderá reivindicar seus tokens, ver seus saldos de tokens e resgatar os tokens.
Às vezes, seu Reddit Vault também pode ser chamado de "carteira", pois essa é a terminologia comum na indústria de blockchain.
Como criar um Reddit Vault?
Você pode criar seu Reddit Vault no aplicativo Reddit no iOS e Android.
Você clicará no seu perfil e selecionará "Vault" e ele o guiará pelas etapas.
Se precisar de instruções mais detalhadas, consulte as instruções detalhadas
Preciso usar o Reddit Vault como minha carteira?
Não. Você não precisa usar o Reddit Vault como sua carteira - mas isso permite que você faça o backup da sua carteira no Reddit.
Se você deseja usar uma carteira Ethereum diferente, como o MetaMask ou o Brave Browser, pode importar sua 'frase inicial' da criação dessa carteira.
Isso é recomendado apenas para usuários experientes de criptomoedas.
Você pode encontrar as instruções para importar sua carteira existente para o Reddit Vault aqui
Se eu criar uma carteira usando o Reddit Vault, posso usá-la em outro lugar?
Sim.
Se você estiver criando sua primeira carteira de criptomoeda usando o Reddit Vault, convém importar essa carteira para um software diferente, como MetaMask ou 'Brave Browser'.
Você pode seguir estas instruções:
Certifique-se de definir sua carteira MetaMask ou Brave Browser Wallet para usar a rede de teste Rinkeby.
O que é a "Frase semente"?
Uma frase inicial é um conjunto de 12 palavras aleatórias usadas pelo software da carteira para ajudar a gerar nossa "chave pública" e "chave privada" que compõem sua carteira.
A frase inicial é a única maneira de recuperar uma carteira de criptomoeda se você perder nossa chave privada.
Onde devo guardar minha frase inicial?
Sua frase inicial deve ser armazenada em um local seguro. Idealmente, você não deve manter a frase inicial em uma imagem (no telefone) ou em um arquivo baixado ou em um bloco de notas digital.
É melhor anotar sua frase inicial ou usar um gerenciador de senhas como o LastPass para armazená-la com segurança.
Se eu perder minha frase inicial, o Reddit pode recuperar meus pontos de comunidade?
Não.
Se você perder sua frase inicial e não possuir sua chave privada, ninguém poderá ajudá-lo a recuperar sua carteira ou seus tokens. Eles estão perdidos para sempre.
Posso perder pontos do meu saldo?
Não.
Depois de reivindicar, você reivindicou seus pontos que estão na sua carteira na blockchain Ethereum. Ninguém pode tirar esses pontos de você. Nem mesmo a equipe do Reddit.
Você não perderá pontos por votos negativos em seus comentários ou em suas postagens. Você aprenderá apenas uma porcentagem menor de tokens na distribuição da próxima semana.
O que é uma chave pública?
Sua chave pública (também chamada de "endereço da carteira") é o seu endereço na blockchain. É semelhante a um endereço postal, pois identifica você e permite que as pessoas lhe enviem transações blockchain, semelhante à maneira como alguém pode enviar e-mail para o seu endereço residencial.
Assim como um endereço residencial, as informações não são particulares, mas são confidenciais. Você provavelmente não quer que todos tenham o endereço.
Sua chave pública será uma grande quantidade de números e letras, mas no Ethereum sempre começará com "0x"
O que é uma chave privada?
Uma chave privada é como sua senha. São informações privadas que devem ser mantidas em segurança.
Você nunca pode alterar sua chave privada. Portanto, se ficar comprometido, mesmo que você precise fazer uma nova carteira.
Nunca compartilhe sua chave privada com ninguém. Sempre.
A equipe do Reddit precisará conhecer minha frase inicial ou minha chave privada?
Não nunca.
Posso comprar / vender Community Points / Tokens?
Não há trocas por esses tokens, pois eles estão atualmente na rede de teste de Rinkeby.
submitted by AdamSC1 to CommunityPointsHelp [link] [comments]


2020.04.06 04:03 dianatschay Solidão

Eu nem sei por onde começar isso aqui. Tenho 20 anos e tenho depressão clínica diagnosticada desde os 11. Tomo medicação desde os 12, hoje tomo cerca 10 comprimidos por dia só de antidepressivo e ansiolítico, devido a esse tratamento a longa data, sou quimicamente dependente de clonazepan. Como isso se apresentou na minha vida desde novinha (eu não tinha nem tido a primeira menstruação), não consegui “aprender” como me socializar, desenvolver e manter qualquer tipo de relacionamento (amigável ou amoroso), sempre tive a autoestima muito baixa, sempre foi eu por mim. Creio que na adolescência (a partir dos 13) foi o período mais difícil, além da autoestima baixa, tive problemas com acne e o meu biotipo não se encaixa nos padrões estéticos. E lá veio o bullying... Tive muita dificuldade em fazer amizades em detrimento de tudo isso... Na época eu gostaria de ser igual as outras meninas, gostaria da aprovação delxs. Mas os momentos em que eu mais me lembro foram os de automutilação, choro escondido, pensamentos suicidas e autodestrutivos. Minhas experiências adolescentes foram tardias. Hoje estou na faculdade, pouco disso mudou... Ainda tenho a dificuldade em me relacionar com as pessoas, sei fazer amizades mas o difícil é desenvolvê-las e mantê-las, continuo com a minha autoestima praticamente inexistente e a sensação de impotência e substituição lá no alto. Já lidei com tanta rejeição no campo afetivo que sinto que não mereço ser amada, nunca me pedem pra ficar, nunca me pedem pra voltar. Sempre vai ter uma pessoa melhor do que eu... E essa quarentena está sendo um inferno porque eu simplesmente não tenho contato com praticamente ninguém (a não ser pais). Se tive uma conversa, foram com duas pessoas no máximo e fui eu quem iniciei, porque se eu dependesse de iniciativa delas, não haveria conversa. Sou filha única, estou me sentindo muito sozinha e percebo que a minha presença na vida de algumas pessoas é indiferente porque ninguém quer saber como eu estou. Se estou bem, o que estou fazendo. É como se eu tivesse morrido. Meus pensamentos autodestrutivos estão a mil em minha mente e eu acho que vou fazer alguma besteira.
É isso, só queria que alguém soubesse como estou me sentindo. Alguém que tenha depressão clínica tem tido alguma crise por conta dessa quarentena?
submitted by dianatschay to desabafos [link] [comments]


2020.02.09 15:57 tamy-oliveira licença maternidade acabou e agora rotina de trabalho

Acabou a licença-maternidade e agora rotina de trabalho
produtos direto da fabrica Electrolux com desconto.
www.quemindicaamigoe.net
Ser mãe é uma explosão de sentimentos. Nove meses de gestação, o nascimento e a dedicação em tempo integral ao recém-nascido fazem parte deste momento da vida.
No caso das mulheres que trabalham, esta atenção exclusiva tem dia para acabar. Passados quatro ou seis meses chega a hora de voltar ao trabalho.
Mas, como cortar este “cordão umbilical” sem traumatizar nenhum dos dois lados? “O processo de ser mãe não é nada fácil” No começo, a sensação é de encantamento, mas com o passar do tempo e a proximidade do término da licença-maternidade, a situação parece desesperadora.
Isso porque a maioria das mulheres tem dificuldade de delegar e dividir tarefas.
Não saber com quem o filho ficará e achar que ninguém é tão capacitado quanto ela para cuidar da criança deixa a mãe ainda mais sensível, por isso algumas mulheres acabam vendo como única saída abandonar o emprego.
“O mais difícil era encontrar alguém para cuidar dele Mas largar o emprego nem sempre é a solução mais adequada.
Uma mulher profissionalmente realizada pode ser uma mãe muito melhor. Evitar a dor da separação é possível se o processo começar meses antes.
Coração preparado A mãe precisa procurar quem vai cuidar do pequeno cerca de dois meses antes de voltar, para que sejam estabelecidos laços de confiança.
O afastamento não deve ocorrer do dia para a noite. Converse muito com a pessoa que vai cuidar do bebê. Se preferir uma escolinha, acompanhe alguns meses antes, fique junto com o bebê e acompanhe toda sua adaptação.
De início deixe-o por duas horas, depois três, até completar o período normal. “Esse processo prepara o coração da mãe e ensina o bebê que ela vai trabalhar, mas volta”. O filho ficou com o pai, na própria casa, e ela adequou o trabalho para meio período.
“O fato de estar com alguém que meu pequeno já conhece é mais seguro. Separar para desenvolver O desmame é um dos pontos que as mães levam em conta antes de voltar ao trabalho. Segundo especialistas, não há uma data específica para que isso aconteça. Há mulheres que negociam horários flexíveis com a empresa para amamentar, e outras que tiram o leite materno e deixam em casa.
“Acho que a amamentação tem a ver com o vínculo, a relação entre a mãe e o bebê”. O desmame deve ser feito de uma forma carinhosa. “A amamentação é a busca do aconchego. A criança precisa saber que independentemente de mamar ou não, o carinho sempre vai existir”, finaliza. E como o tempo passa rápido, largar o emprego não é o caminho para as mulheres apaixonadas pela profissão, isso porque logo vem a escola.
“Faz parte do desenvolvimento humano essa separação. Mães realizadas criam filhos felizes e seguros”, completa. Valorizar o tempo ao lado do pequeno e dedicar-se integralmente a ele quando voltar para casa pode ser bem mais produtivo para ambos os lados.

tag.
licença maternidade acabou e agora rotina de trabalho,licença maternidade acabou e agora,licença maternidade,licença maternidade 2019,licença maternidade inss,licença maternidade 2018,licença maternidade quem paga,licença maternidade lei,rotina trabalho,licença maternidade legislação,rotina de trabalho de uma empresarotina no trabalho,rotina de trabalho,rotina do trabalho,gerenciamento de rotina de trabalho, gerenciamento da rotina do trabalho,acabou a licença maternidade texto,volta da licença maternidade direitos,frases de volta ao trabalho depois da licença maternidade,nao quero voltar a trabalhar depois da licença maternidade,voltar ou não ao trabalho após licença-maternidade,mudança de horario após licença maternidade,volta ao trabalho depois da licença maternidade amamentação,multa por demissão após licença maternidade, licença maternidade,maternidade,fim da licença maternidade,volta ao trabalho,maternidade real,trabalho,acabou a licença maternidade,acabou a licenca maternidade e agora,volta da licença maternidade e novo trabalho,de volta ao trabalho,mãe que trabalha fora,licença maternidade acabou,licença maternidade acabou! o que fazer?,mãe de primeira viagem,maternidade coisas e tal,retorno ao trabalho
submitted by tamy-oliveira to u/tamy-oliveira [link] [comments]


2020.01.23 17:23 azer200 Titan Gel Portugal

Titan Gel Portugal

Titan Gel Portugal - Preço, Commentarios, Onde Comprar Titan Gel Gold (2020)


https://preview.redd.it/scv3pyhuujc41.jpg?width=224&format=pjpg&auto=webp&s=ca7357456d24ea59ddcb3386ca2fe75a4a4cd43b

Onde comprar o Titan Gel em Portugal?

Para comprar Titan Gel em Portugal, tem de o comprar directamente no site dos fabricantes, com opções de entrega disponíveis em todo o país.
Existem muitos comentários e opiniões positivas dos utilizadores de Titan Gel.
Para saber o último preço de venda e onde comprar Titan Gel Gold em Portugal, visite o site:

Titan Gel Portugal Onde Comprar

www.titan-gel.com/portugal

Titan Gel Preço

O preço do Titan Gel Gold está listado em euros, como indicado no seu site
1 Tubo = 49,0 €

Titan Gel Comentarios Portugal

Há muitos comentários de usuários reais do Titan Gel nos fóruns

Raúl Lopes
"Tenho 55 anos e já receava ter de enterrar a minha vida sexual. Ainda bem que encomendei Titan Gel Gold. Sinto-me como se estivesse a começar uma segunda juventude! Faço sexo praticamente todos os dias. Agora estou sempre em modo standby, pronto para a ação!"


Jorge Borges
"Sempre quis tornar o meu pénis mais comprido. Tinha vergonha dos meus 12 cm. Agora tenho quase 17 e sinto-me 100% confiante comigo mesmo!"


Joaquim Rebelo
"O resultado excedeu todas as minhas expetativas! Recomendo-o a toda a gente!"

Titan Gel Gold em Portugal

Comprar Titan Gel Gold em Portugal, visite o link abaixo
www.titan-gel.com/portugal

O que você precisa saber sobre o Titan Gel Gold?

O objectivo de fazer Titan Gel Gold é aumentar o pénis. Os utilizadores usam o remédio de forma breve e permanente - o sucesso e o efeito dependem das suas intenções e da respectiva potência.

Ouvindo as experiências relevantes dos usuários na rede, todos concordam que esta droga é imbatível nesta área. Mas o que mais se deve saber sobre o remédio? Este produto é baseado em muitos anos de experiência do fabricante dentro desta área.

Você deve usar essa experiência para ajudá-lo a alcançar seu objetivo de forma mais eficaz. Isto pode ser dito enfaticamente: este produto é um produto naturalmente eficaz e, ao mesmo tempo, cem por cento livre de problemas.

Com Titan Gel Gold, a empresa produz um produto que foi desenvolvido exclusivamente para enfrentar o desafio do aumento do pénis. O foco perfeito no que é importante para si - nunca o vê, porque a maioria dos fornecedores está a desenvolver produtos que visam tudo, para que possam ser vendidos como uma solução patenteada.

O resultado infeliz disto é que os ingredientes eficazes são usados com parcimónia ou não são usados de todo, e é por isso que tais preparações são supérfluas. A propósito, o produtor de Titan Gel Gold vende os produtos online. Isso significa um preço excepcionalmente baixo.

Benefícios do Titan Gel Gold
O efeito fenomenal do Titan Gel Gold foi conseguido precisamente porque a combinação dos ingredientes individuais encaixa tão bem. Beneficia da biologia muito engenhosa do nosso corpo, na forma como utiliza os mecanismos de acção de longa data. Milhares de anos de desenvolvimento significaram que, na verdade, todos os processos necessários para um pénis maior já estão disponíveis e devem ser desencadeados.

Por isso, os efeitos são pronunciados:

  • Os vasos do pénis são cada vez mais fluidos com sangue - a longo prazo e especialmente na erecção.
  • Por causa disso, o pénis torna-se mais forte e maior.

  • Os vasos celulares são, portanto, esticados, por um lado, e, por outro, enriquecidos de forma mais eficaz com complexo de nutrientes, o que não só resulta rapidamente num membro mais longo, como também o aumenta a longo prazo

  • Ao mesmo tempo, a capacidade de endurecimento é aumentada: o pénis endurece mais rapidamente, o endurecimento é mais poderoso e mais duradouro do que antes.

O objetivo é aumentar o tamanho do pênis, com um forte foco em melhorar a habilidade geral masculina do Titan Gel Gold em primeiro lugar. Os relatórios de teste não relatam frequentemente um crescimento astronómico, mas na maioria das vezes cada cliente foi capaz de alcançar ganhos de + 3,5 cm ou mais. Desta forma, o produto pode aparecer à primeira vista - mas não necessariamente. Deve ficar claro para si que os efeitos estão sujeitos a irregularidades individuais, para que os resultados possam ser tão suaves quanto mais fortes.

Titan Gel Efeitos Secundários
Como já mencionado, o produto é baseado unicamente em ingredientes naturais, cuidadosamente escolhidos e bem tolerados.

Isto torna-o disponível sem receita médica. A resposta global é clara: o produto não causa quaisquer efeitos secundários indesejáveis de acordo com o fabricante, dezenas de revisões e a rede.

É obviamente mais forte do que o Idol Lips. Em qualquer caso, é importante que a informação do produtor sobre a dose, uso e Co. obedeceu, porque Titan Gel Gold trabalhou em estudos aparentemente excepcionalmente fortes, uma explicação lógica para o imenso sucesso dos clientes.

Por esta razão, você deve garantir que você encomende Titan Gel Gold somente de vendedores verificados - siga nossos conselhos de compra para este fim - para evitar falsificações. Um produto falsificado, mesmo que um preço baixo à primeira vista possa atraí-lo, geralmente não tem efeito e pode ser perigoso em casos extremos.
A nossa equipa encontrou o

Comentários finais Titan Gel Gold


Titan Gel Gold é um bom produto feito por uma empresa sólida e nós acreditamos que é uma boa escolha para experimentar.
Para preços de venda e onde comprar Titan Gel Gold em Portugal, visite o site:
www.titan-gel.com/portugal
submitted by azer200 to u/azer200 [link] [comments]


2020.01.11 19:42 ORoxo Como investir Keep it simple, Stupid!

Olá,
Se chegaste até aqui é porque estás preocupado com as tuas finanças, por isso, parabéns!
De facto, é uma preocupação fundamentada, uma vez que, de acordo com Relatório sobre a Sustentabilidade Financeira da Segurança Social publicado em Outubro de 2018 como anexo do Orçamento de Estado de 2019, a Segurança Social como a conhecemos hoje esgotar-se-á no final da segunda metade da década de 2040.
O FEFSS (Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social), a ser utilizado perante saldos negativos do sistema previdencial a partir do final da segunda metade da década de 2020, teria com a atual projeção, um esgotamento no final da segunda metade da década de 2040, representando uma melhoria face à projeção do relatório de sustentabilidade anexo ao Relatório do OE de 2017, em cinco anos.
Assim, se, tal como eu, estás a iniciar a tua vida adulta, provavelmente serás responsável pelo teu próprio sustento durante a idade da reforma. Como tal, temos de arranjar uma forma de garantir que o nosso dinheiro rende, para garantir esse conforto futuro.
A melhor forma que conheço para o fazer é através de investimentos, algo que começa agora a ser falado no nosso país, mas sobre o qual a generalidade das pessoas ainda sabe muito pouco.
Ao contrário de subs de outros países relacionadas com finanças pessoais onde existem vários tópicos Guide, em Portugal, tal não acontece.
Para colmatar essa lacuna, decidi escrever este post que espero ajudar aqueles que buscam conselhos financeiros e que se deparam com esta comunidade pela primeira vez.
Infelizmente (ou felizmente) não venho de famílias abastadas. Como tal, há cerca de 2/3 anos quando comecei a ganhar alguma autonomia financeira coincidente com a minha entrada no mercado de trabalho, comecei a pensar como viria a fazer face às minhas despesas - casa, carro, alimentação, etc.
Desta reflexão resultaram muitas horas de leitura e lições que agora partilho aqui convosco:
Lição 1: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês.
Começo por partilhar convosco que uma das coisas que mais me irrita na indústria financeira - e no qual tenho a minha quota-parte de culpa, dado que é a minha área de formação - é da necessidade de complicar. Alguém que esteja de fora, ficará intimidado pela complexidade de palavras que usamos como asset alocation, derivatives, bonds, stocks, optimal portfolio allocation, options, warrants e futuros. Como se isso não bastasse, não educamos os jovens em finanças - em muitos casos temos dificuldade em poupar e noutros tantos em perceber como investir.
Claro que toda esta iliteracia financeira é um paraíso para portfolio managers e outros agentes dispostos a investir o vosso dinheiro por vocês. Porquê, perguntam vocês?
Existem três formas através das quais um porfolio manager consegue fazer dinheiro para a empresa:
  1. Comissões sobre produtos;
  2. Assets Under Management;
  3. Aconselhamento 1-on-1.
Em primeiro lugar, parte do salário de um portfolio manager, é variável. Por outras palavras, está dependente do lucro que trouxer para a empresa. Como tal, não é de admirar que vos sugerirão aqueles produtos que lhes dêem maior retorno, independentemente do retorno que vos trouxerem para vocês. Como tal, aqueles produtos que vos tentarão enfiar pela garganta abaixo são precisamente aqueles que vão de acordo com os objectivos deles (maximizar lucro) e não necessariamente os vossos (maximizar o retorno).
Para além disso, existe também o modelo AUM (Assets Under Management) que na práctica é 1-2% que vos cobrados pelo valor de activos na vossa carteiro. A título de exemplo, suponham que eu tenho 100.000€ investidos na institução A cuja taxa AUM é de 2%. Todos os anos terei de pagar 2.000€ à instituição financeira que faz a gestão dos meus activos, independentemente de ter, ou não lucro. Imaginem que num dado ano tive 6% de retorno, a inflação foi de 3% e a AUM é de 2%. Resta-me 1% de um retorno que deveria ter sido 3%. De repente, um ano que até teria sido bastante positivo transformou-se num mísero 1%. (Parece-vos justo? Nem a mim...)
Por último, alguns advisors estão ainda disponíveis para vos aconselha por uma módica quantia de X, sendo X um valor absolutamente ridículo para o qual não existe qualquer justificação lógica. Como se tal não bastasse, muitas vezes esse aconselhamento não se traduz em qualquer valor acrescentado para nós. Com sorte, vai de encontro ao ponto 1 e comem-nos por parvos duas vezes: no aconselhamento que roçou o medíocre e na venda de um produto com comissões altíssimas e retornos pelas ruas da amargura.
Dito isto, aqui fica a primeira lição: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês!
No entanto, identificar um problema sem o tentar resolver soa-me um pouco hipócrita. Por isso, deixem-me introduzir-vos à segunda lição: é mais fácil do que parece.
Dado que, como já partilhei convosco acima, a minha formação base é finanças, comecei a pensar "como é que se investe?". Esta questão levou-me a ler vários livros sobre investimento e apercebi-me que, ao contrário do que todos os profissionais da área faziam parecer crer, investir, era bastante simples.
Tão simples, de facto, que alguém com zero experiência como investidor conseguirá obter um retorno melhor do que 80% dos ditos portfolio managers utilizando apenas as ferramentas que partilharei convosco neste thread.
O quê?! 80%?! Mas investir não é difícil?!
Não.
O quê?! Melhores retornos que portfolio managers que vivem, respiram e comem informação financeira?
Sim.
Afinal eu não preciso de pagar fees ao meu banco para investir por mim?!
Não.
Contudo, antes de partilhar convosco quais são essas ferramentas há três questões que são imperativas que saibam responder:
  1. Em que fase da vossa vida é que estão? Acumulação ou Preservação de riqueza?;
  2. Que níveis de risco é que estão disponíveis a aceitar?;
  3. O vosso horizonte temporal a nível de investimentos é longo ou curto prazo?.
Certamente repararam que as três questões estão intrinsecamente ligadas e que existe um tema comum a todas elas, risco. Pelo que gostava de começar por abordá-lo em primeiro lugar.
Ao contrário do que vos possam dizer ou vocês próprios possam pensar, não existe nenhum investimento 100% seguro.
Experimentem colocar o vosso dinheiro debaixo do colchão durante 20 anos e depois contem-me como os 20k€ que com tanto esforço, suor e lágrimas amealharam valem agora apenas 5k€ em bens e/ou serviços. Ou talvez vocês seja pessoas conservadoras e decidam comprar títulos do tesouro, mas nesse caso apresentar-vos-ei a minha inflação ou então são completamente o oposto e decidem que acções is the way to go, caso em que opto por vos dar a conhecer a minha outra amiga, deflação.
Estes exemplos não servem para vos desincentivar de investir. Queria apenas de uma forma, mais ou menos, lúdica demonstrar-vos que, qualquer que seja a nossa opção, nunca estamos 100% seguros. Consequentemente, a única opção que nos resta é fazer as escolhas que julgamos serem as mais correctas com a informação que temos disponível de momento - e atenção que não fazer escolha é, em si, uma escolha.
Dito isto, existem apenas outras três ferramentas que necessitam para construir o vosso portfolio:
(já repararam que eu gosto de manter as coisas simples?)
  1. Acções
E se invés de apostarmos numa única equipa e rezássemos para que essa equipa vencesse, pudéssemos apostar que uma qualquer equipa entre todas as que estão na competição poderia ganhar? As nossas odds seriam bem melhores, verdade?
É isso que constitui um index fund - um cabaz de acções de várias empresas. Regra geral, cada index fund tem um benchmark que segue o que acaba por definir as ações nas quais esse index fund invest. Tudo o que precisam de saber são três siglas muito simples, IWDA:NA, VUSA e VWRL.
Quais as diferenças?
Dentro dos fundos cotados (aka ETFs), existem duas sub-classes no que toca à distribuição dos dividendos consoante o fundo reeinvista autmaticamente os dividendos ou caso os distribua aos investidores, chamados accumulation ou distribution, respectivamente*.*
Isto é relevante principalmente para efeitos fiscais. No que toca a investimentos desta natureza, existem dois momentos nos quais estás sujeito a imposto.
Na altura de receberes os dividendos e no momento da venda propriamente dito.
Aquando da distribuição dos dividendos, o teu broker transferirá para a conta bancária associada o valor dos dividendos retirados os 28% de imposto. No momento da venda, analisar-se-á qual a mais ou menos valia que há a realizar. Isto é, se vendeste o investimento a um preço superior ao que compraste, o valor de imposto a pagar será de 28% sobre essa diferença. Se o valor de venda for inferior ao valor de compra, não terás qualquer imposto a pagar.
Logo, salvo raras excepções, é aconselhável que se invista num ETF que seja cumulativo (IWDA:NA). Desta forma, tiraremos proveito da capitalização composta dos juros ao mesmo tempo que adiamos o pagamento de impostos desnecessários.
  1. Obrigações
As obrigações proporcionam uma viagem ao longo do percurso de investidor um pouco mais suave. Pessoalmente, dada a minha idade, não creio que tenha muito interesse para mim. No entanto, para investidores mais conservadores, BND e AGGG-fund?switchLocale=y&siteEntryPassthrough=true) são as única sigla que precisam de conhecer neste sub-universo.
  1. Dinheiro
Um fundo de emergência é algo que devemos sempre ter. Ninguém sabe o que acontecerá no dia de amanhã e enquanto investidores de longo-prazo não queremos ter de liquidar os nossos activos devido a uma emergência. Por isso, três a seis meses de despesas fixas é um bom objectivo para se ter em dinheiro numa conta a ordem ou conta poupança que possa ser movimentada sem incorrer em custos.
Lição 2: Todos os portfolio managers acreditam que conseguem bater o mercado. Por sua vez, nós, investidores, acreditamos que conseguimos escolher aqueles que o fazem. Estamos todos enganados.
Imaginem uma sala cheia de crânios financeiros, vestidos nos seus fatos com tecidos italianos. Estes profissionais contam com anos de experiência nos mercados de capitais, para não falar das décadas passadas a estudar em grandes Business Schools.
Para além disso, têm à sua disposição inúmeras ferramentas da Bloomberg, Reuters e outros grandes players que lhes permitem ter acesso a toda a informação, constantemente actualizada, a qualquer instante.
Apesar de trabalharem noite e dia, estes guerreiros também descansam para um ocasional café, cigarro e almoço de negócios. Nesses raros e curtos momentos, encontram-se com outros analistas, experts, insiders das empresas nas quais investem e outra panóplia de gente importante.
Ao conviverem tão próximos com a realidade na qual investem, de certeza que eles sabem o que andam a fazer, certo?
Ahhhhh...think again.
Está comprovado impericamente (clicar irá fazer o download de um pdf) que os vários fundos de investimento não são capazes de dar rendibilidade superior ao seus investidores, quando comparado com o mercado.
Num horizonte temporal de 5 anos, 84,15% dos fundos de investimento tiveram uma performance pior do que o S&P500.
Logo, para terem um retorno superior ao mercado, vocês teriam de escolher o melhor fundo de investimentos possível, de um conjunto de 10! Como se isso não bastasse - e supondo que escolhiam o fundo vencedor -, ser-vos-ia cobra entre 1 a 2% em comissões. Não é muito? Para ilustrar a diferença que isto pode fazer, sigam o meu raciocínio:
Suponham que investiram 10.000€ há 30 anos num dado activo. A rentabilidade média desse mesmo activo foi de 7%, já tida a inflação em conta. Se tivessem investido vocês mesmos esse valor num index fund, teriam aproximadamente 66.000€. Por sua vez, se tivessem escolhido o fundo vencedor teriam apenas 43.000€. Uma diferença de 23.000€ tendo por base apenas 2%. Funny, right?
(aqui estou a supor que o fundo vencedor vos proporcionava apenas a mesma rentabilidade dada pelo mercado, mas dado que assumi, de 10 fundos de investimento, vocês escolhiam o único cuja rentabilidade não era pior que a do mercado, parece-me justo para balançar o cenário)
Este exemplo introduz-nos à próxima lição.
Lição 3: Controlem o que conseguem controlar
Esta conversa é toda muito bonita, mas o que raio é essa coisa da Vanguard e porque é que todos os EFTs que sugeres são geridos por eles? Afinal, também és um vendedor?!
Bom ponto, tens estado atento!
Um mercado de capitais é um sítio feio, se não soubermos gerir as emoções provavelmente perderemos muito dinheiro - mais sobre isto numa edição futura do post. A verdade é que os nossos investimentos irão desvalorizar e valorizar várias vezes ao longo do tempo. Como tal, uns anos serão positivos e outros nem tanto. Isto para dizer algo que ninguém gosta de ouvir: não podemos controlar o retorno que o mercado nos dá. Felizmente, há algo que nos cabe a nós controlar: o custo do nosso investimento.
Uma vez que o lucro do nosso investimento será nada mais do que retorno - custo, minimizando o custo estamos a optimizar esta equação.
É aqui que entra a Vanguard, fundada por um grande senhor, John Bogle, em 1975.
O que a torna tão especial é que, no momento da sua fundação, John Bogle estruturou-a de forma a que fosse customer-owned e cujo objetivo fosse o breakeven (i.e., não é suposto ter lucro, mas sim apenas ser capaz de fazer face às suas despesas).
Para compreenderem a diferença, uma empresa de investimento pode ter duas formas:
  1. É uma empresa privada. Funciona da mesma forma que um negócio familiar e o objectivo é gerar valor para os donos - a Fidelity Investments é um exemplo;
  2. É uma empresa cotada em bolsa, detida por accionistas.
Em qualquer um destes casos, o objectivo da empresa é gerar lucro. Apenas deste modo serão capazes de pagar as suas despesas e remunerar os seus donos, sejam eles privados ou accionistas. Não é difícil perceber que quanto maior for o lucro, maior será a fatia dada a cada um destes agentes. Logo, há todo um incentivo para a maximizar tanto quanto possível. E imaginem de quem virá essa fatia...nós, investidores, claro!
Por outras palavras, quando investimos com uma destas empresas, estamos a pagar pelo investimento financeiro propriamente dito e mais alguns pózinhos para os seus donos/accionistas.
Logo, é claro que há aqui um conflito de interesses - o mesmo se passa com portfolio managers, mas isso fica para uma outra versão do post. O dono de uma empresa de investimento quer que os fees sejam tão altos quanto possível. Eu, enquanto investidor, quero pagar o mínimo.
Ainda que este modelo de negócio seja perfeitamente digno. Nós, investidores, temos uma solução melhor! Acontece que John Bogle quando fundou a Vanguard, fê-lo de modo a que a mesma fosse detida pelos fundos que esta opera. Ora, uma vez que são os investidores que detêm os fundos, na práctica, os investidores detêm a própria Vanguard.
Logo, qualquer lucro que a empresa tivesse entraria directamente para a nossa carteira. No entanto, dado que este circulo Investidor - Vnaguard Mutual Funds - Vanguard - Investidor seria um pouco non-sense, a Vanguard opera no breakeven, cobrando os custos mínimos para garantir a sua operação.
No que é isto se traduz, na práctica? No facto de que o expense ratio (ou seja, a taxa de encargos correntes) média dos fundos da Vanguard seja 0.2% contra 1,20% da indústria. Pode não parecer muito, mas considerando este valor sobre vários anos e sobre um capital considerável, dá uns bons mlhares de euros poupados no final de uma vida de investidor.
Lição 4: Fazer para crer
Dito isto, como é que se compra essas coisas estranhas, ETFs? Para o fazer, precisam de uma correctora ou broker. Cada correctora practica o seu próprio preço. Por isso, é importante compararem-nos antes de abrirem conta numa delas. Deixo-vos aqui e aqui e aqui imagens de tabelas comparativas das várias correctoras a operar em Portugal (obrigado, Bárbara Barroso). Para além dos custos de aquisição de títulos, algumas delas cobram ainda custos de manuntenção e/ou outros.
Muitas destas correctoras permitem criar contas demo. Caso estejam indecisos. criem uma e experimentem a plataforma de negociação.
Feito este passo, é uma questão de acederem à dita plataforma, procurar os títulos indicados acima e adquiri-los.
Frequently Asked Questions
Os mercados estão em máximos históricos. Por isso, uma recessão está para breve. Será que devo esperar que a dita recessão chegue e que os mercados acalmem?
Ninguém sabe ao certo quando - e sequer se - estaremos perante uma recessão. A pesquisa feita em torno dos retornos históricos demonstra que se tiveres X€ para investir, a melhor solução é colocá-los de uma só vez no mercado.
Mas ainda ontem ouvi o Miguel Sousa Tavares a dizer que estaria para breve!
Não.
Ah, mas a minha tia, que é economista, disse no jantar de Natal que a guerra comercial da China e dos EUA...
Não.
Ah, mas o meu piriquito...
Não.
Ninguém consegue fazer timing ao mercado e quem vos disser o contrário está a tentar enganar-vos. No caso de serem vocês próprios, sentem-se à espera que a vontade passe, 99.9% das vezes estarão enganados.
Devo investir com a Degiro?
Antes de usarem a DeGiro como vossa correctora leiam este thread e pesquisem Amsterdamtrader Degiro no Google.
Com este tópico pretendo apenas informar-vos. Como tal, ainda que vos possa partilhar convosco como giro os meus investimentos, tento ser o mais imparcial possível. No entanto, sou defensor que devemos fazer escolhas conscientes. Não digo que não seja uma boa opção, estejam apenas consciente do que se passa no background.
Qual é a correctora que usas, u/ORoxo**?**
Comecei por usar o Banco Invest porque me dava uma segurança adicional fazê-lo através de um banco no qual confio. No entanto, os custos eram demasiado elevados e agora faço-o pela DeGiro, apesar do indiquei no ponto imediatamente acima. O importante é termos consciência dos riscos, lembrem-se.
O que acontece se a correctora que uso for à falência?
Regra geral, as correctoras mantêm os nossos activos numa entidade legal separada. Na práctica, isto significa que a correctora teria uma entidades para o negócio de corretagem propriamente dito através da qual realiza todas as actividades inerentes à operação (i.e., pagar os salários dos empregados, receber os fees dos clientes, etc, etc) e outra entidade à qual os nossos activos estariam alocados (dinheiro que temos em conta e os nossos produtos financeiros). A vantagem deste tipo de estrutura é que, em caso de falência do negócio, os ativos dos investidores não poderiam ser usados para pagar aos credores da correctora.
Não vos posso dizer se na práctica é 100% assim mas, pelo menos em teoria, isto acontece (ver e ver). Usando a DeGiro como exemplo:
DEGIRO holds Financial Instruments for you in such a way that they cannot be accessed by creditors of DEGIRO, even if DEGIRO would be bankrupt.
Ainda assim, supondo que a DeGiro ia à falência, dado que está sediada na Holanda, estaria ao abrigo do Investor Compensation Scheme que fará face às obrigações da correctora até um limite de 20k€ por investidor.
Para vos dar outro exemplo, caso investissem através da Interactive Brokers, o limite seria 500k€, uma vez que estariamos ao abrigo da SIPC (Securities Investor Protection Corporation).
Estes valores/regras dependerão do país no qual a correctora está sediada. Caso queiram optar por outra, as preocupações deverão rondar as seguintes questões:
Qual é a rentabilidade anual que posso esperar do meu portfólio, se seguir as estratégias deste post?
Tendo em consideração os dados do último século, o retorno médio anual do mercado de capitais foi de 10%. Na práctica, isto quer dizer que se adquirires um ETF cujo benchmark seja o S&P500 ou um índice global (muitas vezes os ETF deste tipo têm WLR ou World no nome), no longo prazo (20+ anos), podes esperar um retorno anual de 10% nos teus investimentos. Atenta, por favor, que isto não quer dizer que terás todos os anos 10% - poderão haver anos que ganhas 30% e noutros perdes 15%, por exemplo. Ainda assim, no longo-prazo, em média, poderás esperar um retorno de 10%/ano.
O importante é que não faças o que a maior parte das pessoas faz: vender quando o mercado está a cair e comprar quanto o mercado está em alta. O nosso objectivo enquanto investidores de longo prazo deve ser comprar sempre o mesmo em valor absoluto (supõe que defines como objetivo uma taxa de poupança de 30%/mês; deverás investir sempre esses 30% quer o ETF custe 10€ ou 80€). Uns anos essa poupança de 30% comprará mais unidades do dito ETF, outras menos. Ainda assim, no final da nossa vida de investidor, poderemos esperar um retorno de 10%/ano, em média.
Para aqueles que são conservadores, usem 6% como referência.
O ETF xpto é uma boa alternativa aos que mencionas no teu post?
Quando consideramos investir num ETF há algumas questões que devemos colocar:
  1. Qual é o activo subjacente ao ETF?
  2. Qual o custo de gestão do ETF?
  3. O ETF é cumulativo ou distribuí dividendos?
  4. Em que praça é cotado?
  5. Em que moeda está denominado o ETF?
Em primeiro lugar, importa perceber qual é o activo que está subjacente ao ETF.
Em segundo lugar, importa analisar os custos.
Eu posso pensar "epah estar exposto ao mundo todo é melhor do que estar apenas exposto ao mercado dos EUA." Certíssimo. No entanto, o retorno que irei ter ao estar exposto a empresas de diferentes geografias vai compensar a diferença de custos de gestão anuais que terei de pagar? Para além disso, supondo que estou a investir em empresas do S&P500, a maior parte delas operam em vários mercados. Será que faz sentido optar por um ETF que diversifica ainda mais, incorrendo em custos superiores, quando as grandes empresas são, hoje em dia, na sua grande maioria, globais?".
O ponto 3, ainda para mais em Portugal, é fulcral. Cada vez que te forem pagos dividendos, pagarás 28% de imposto. Logo, supondo que recebes 1.000€ de dividendos, só receberás à cabeça 720€. Num ano, pode não parecer muito, capitaliza isto pela tua vida de investidor, no meu caso 50 ou 60€ e tens uma valente fortuna paga ao Estado, sem motivo para isso.
Qual é então a solução? Fácil! Investir num ETF que invés de te dar os 1.000€ todos os anos, os investe automaticamente no ETF. Não só poupaste 28% em imposto como o poder do juro composto vai multiplicar este valor inúmeras vezes. Lembra-te, sempre que possível, accumulating.
O próximo ponto também é essencial uma vez que se o EFT for cotado nos EUA não está sequer acessível para nós. Infelizmente, as normas europeias exigem que os issuers forneçam uma série de informação, sem a qual os ETF não poderão ser transacionados em bolsa Europeias. Consequentemente, não são sequer solução para nós porque simplesmente não estão disponíveis.
Por último, há pessoas que consideram que seja bastante importante a moeda na qual o ETF está cotado devido ao currency risk (i.e., supõe que tens um activo em USD e gastas o teu dinheiro em EUR. O risco é que o USD desvalorize face ao EUR e que, consequentemente, percas poder de compra).
Pessoalmente, não é algo que me faça perder o sono, mas é uma questão a considerar.
O que acontecerá às minhas poupanças daqui a 20 anos se conseguir investir mais 50€/mês?
De acordo com esta calculadora, daqui a 20 anos terás mais 36.199,34€ ou 22.782,29€, consoante a tua perspectiva face à taxa de juro seja optimista ou pessimista, respectivamente.
Quero aprender mais sobre o tópico. O que me aconselhas?
Infelizmente, muito do conteúdo que existe está extremamente vocacionado para o mercado Norte-americano, em particular os EUA - surprise, surprise, han?
De qualquer modo, existem muitas (e boas!) lições que podemos adaptar à nossa realidade. Por isso, caso se sintam à vontade a ler inglês aconselho os seguintes livros:
Creio que para a maior parte deles poderão encontrar a versão em PT. No entanto, caso considerem que há interesse posso fazer um breve resumo de cada um deles e incluí-lo no âmbito do thread.
Para aqueles cujas versões de inglês forem suficientes, mas cujo valor dos livros faça diferença no orçamento familiar, mandem-me dm.
Tenho mais de 100.000€ disponível para investir, devo seguir o mesmo processo?
Não.
Nesse caso, por favor, abre uma garrafa de champanhe. Para além de estares entre os 20% mais ricos de Portugal e dinheiro não ser uma preocupação para ti, podes investir directamente com a Vanguard.
Para o fazeres, envia um e-mail para [email protected] com a indicação de que pretendes investir no index fund cujo ISIN é IE0002639668. Infelizmente, a partir daqui não te consigo ajudar mais, uma vez que ainda não estou neste patamar. Contudo, para questões particulares, estou sempre disponível por dm, se necessitares.
Caso pretendas consultar os restantes fundos disponíveis para investidores portugueses podes fazê-lo aqui.
Creio que já deu para entender que adoro este temas. Por isso, caso tenham alguma questão, estejam completamente à vontade para a colocar nos comentários ou enviar-me dm. Terei todo o gosto em ajudar cada um de vocês em tudo o que me for possível.
Como qualquer pessoa, sou humano e, como tal, não sei tudo. Ainda assim, se for esse o caso, estou disponível para ir aprender de modo a ser capaz de vos explicar e partilhar convosco.
Provavelmente editarei este tópico várias vezes à medida que me for lembrando de mais informação. Até lá, espero que vos seja útil!
submitted by ORoxo to literaciafinanceira [link] [comments]


2019.12.28 13:24 ORoxo Como investir Keep it simple, Stupid!

Olá,
Se chegaste até aqui é porque estás preocupado com as tuas finanças, por isso, parabéns!
De facto, é uma preocupação fundamentada, uma vez que, de acordo com Relatório sobre a Sustentabilidade Financeira da Segurança Social publicado em Outubro de 2018 como anexo do Orçamento de Estado de 2019, a Segurança Social como a conhecemos hoje esgotar-se-á no final da segunda metade da década de 2040.

O FEFSS (Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social), a ser utilizado perante saldos negativos do sistema previdencial a partir do final da segunda metade da década de 2020, teria com a atual projeção, um esgotamento no final da segunda metade da década de 2040, representando uma melhoria face à projeção do relatório de sustentabilidade anexo ao Relatório do OE de 2017, em cinco anos.

Assim, se, tal como eu, estás a iniciar a tua vida adulta, provavelmente será responsável pelo teu próprio sustento durante a idade da reforma. Como tal, temos de arranjar uma forma de garantir que o nosso dinheiro rende, para garantir esse conforto futuro.
A melhor forma que conheço para o fazer é através de investimentos, algo que começa agora a ser falado no nosso país, mas sobre o qual a generalidade das pessoas ainda sabe muito pouco.

Ao contrário de subs de outros países relacionadas com finanças pessoais onde existem vários tópicos Guide, em Portugal, tal não acontece.
Para colmatar essa lacuna, decidi escrever este post que espero ajudar aqueles que buscam conselhos financeiros e que se deparam com esta comunidade pela primeira vez.
Infelizmente (ou felizmente) não venho de famílias abastadas. Como tal, há cerca de 2/3 anos quando comecei a ganhar alguma autonomia financeira coincidente com a minha entrada no mercado de trabalho, comecei a pensar como é viria a fazer face às minhas despesas - casa, carro, alimentação, etc.
Desta reflexão resultaram muitas horas de leitura e lições que agora partilho aqui convosco:

Lição 1: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês.
Começo por partilhar convosco que uma das coisas que mais me irrita na indústria financeira - e no qual tenho a minha quota-parte de culpa, dado que é a minha área de formação - é da necessidade de complicar. Alguém que esteja de fora, ficará intimidado pela complexidade de palavras que usamos como asset alocation, derivatives, bonds, stocks, optimal portfolio allocation, options, warrants e futuros. Como se isso não bastasse, não educamos os jovens em finanças - em muitos casos temos dificuldade em poupar e noutros tantos em perceber como investir.
Claro que toda esta iliteracia financeira é um paraíso para portfolio managers e outros agentes dispostos a investir o vosso dinheiro por vocês. Porquê, perguntam vocês?
Existem três formas através das quais um porfolio manager consegue fazer dinheiro para a empresa:
  1. Comissões sobre produtos;
  2. Assets Under Management;
  3. Aconselhamento 1-on-1.

Em primeiro lugar, parte do salário de um portfolio manager, é variável. Por outras palavras, está dependente do lucro que trouxer para a empresa. Como tal, não é de admirar que vos sugerirão aqueles produtos que lhes dêem maior retorno, independentemente do retorno que vos trouxerem para vocês. Como tal, aqueles produtos que vos tentarão enfiar pela garganta abaixo são precisamente aqueles que vão de acordo com os objectivos deles (maximizar lucro) e não necessariamente os vossos (maximizar o retorno).
Para além disso, existe também o modelo AUM (Assets Under Management) que na práctica é 1-2% que vos cobrados pelo valor de activos na vossa carteiro. A título de exemplo, suponham que eu tenho 100.000€ investidos na institução A cuja taxa AUM é de 2%. Todos os anos terei de pagar 2.000€ à instituição financeira que faz a gestão dos meus activos, independentemente de ter, ou não lucro. Imaginem que num dado ano tive 6% de retorno, a inflação foi de 3% e a AUM é de 2%. Resta-me 1% de um retorno que deveria ter sido 3%. De repente, um ano que até teria sido bastante positivo transformou-se num mísero 1%. (Parece-vos justo? Nem a mim...)
Por último, alguns advisors estão ainda disponíveis para vos aconselha por uma módica quantia de X, sendo X um valor absolutamente ridículo para o qual não existe qualquer justificação lógica. Como se tal não bastasse, muitas vezes esse aconselhamento não se traduz em qualquer valor acrescentado para nós. Com sorte, vai de encontro ao ponto 1 e comem-nos por parvos duas vezes: no aconselhamento que roçou o medíocre e na venda de um produto com comissões altíssimas e retornos pelas ruas da amargura.

Dito isto, aqui fica a primeira lição: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês!

No entanto, identificar um problema sem o tentar resolver soa-me um pouco hipócrita. Por isso, deixem-me introduzir-vos à segunda lição: é mais fácil do que parece.

Dado que, como já partilhei convosco acima, a minha formação base é finanças, comecei a pensar "como é que se investe?". Esta questão levou-me a ler vários livros sobre investimento e apercebi-me que, ao contrário do que todos os profissionais da área faziam parecer crer, investir, era bastante simples.
Tão simples, de facto, que alguém com zero experiência como investidor conseguirá obter um retorno melhor do que 80% dos ditos portfolio managers utilizando apenas as ferramentas que partilharei convosco neste thread.

O quê?! 80%?! Mas investir não é difícil?!
Não.

O quê?! Melhores retornos que portfolio managers que vivem, respiram e comem informação financeira?
Sim.

Afinal eu não preciso de pagar fees ao meu banco para investir por mim?!
Não.

Contudo, antes de partilhar convosco quais são essas ferramentas há três questões que são imperativas que saibam responder:

  1. Em que fase da vossa vida é que estão? Acumulação ou Preservação de riqueza?;
  2. Que níveis de risco é que estão disponíveis a aceitar?;
  3. O vosso horizonte temporal a nível de investimentos é longo ou curto prazo?.

Certamente repararam que as três questões estão intrinsecamente ligadas e que existe um tema comum a todas elas, risco. Pelo que gostava de começar por abordá-lo em primeiro lugar.
Ao contrário do que vos possam dizer ou vocês próprios possam pensar, não existe nenhum investimento 100% seguro.
Experimentem colocar o vosso dinheiro debaixo do colchão durante 20 anos e depois contem-me como os 20k€ que com tanto esforço, suor e lágrimas amealharam valem agora apenas 5k€ em bens e/ou serviços. Ou talvez vocês seja pessoas conservadoras e decidam comprar títulos do tesouro, mas nesse caso apresentar-vos-ei a minha inflação ou então são completamente o oposto e decidem que acções is the way to go, caso em que opto por vos dar a conhecer a minha outra amiga, deflação.
Estes exemplos não servem para vos desincentivar de investir. Queria apenas de uma forma, mais ou menos, lúdica demonstrar-vos que, qualquer que seja a nossa opção, nunca estamos 100% seguros. Consequentemente, a única opção que nos resta é fazer as escolhas que julgamos serem as mais correctas com a informação que temos disponível de momento - e atenção que não fazer escolha é, em si, uma escolha.
Dito isto, existem apenas outras três ferramentas que necessitam para construir o vosso portfolio:
(já repararam que eu gosto de manter as coisas simples?)

  1. Acções
E se invés de apostarmos numa única equipa e rezássemos para que essa equipa vencesse, pudéssemos apostar que uma qualquer equipa entre todas as que estão na competição poderia ganhar? As nossas odds seriam bem melhores, verdade?
É isso que constitui um index fund - um cabaz de acções de várias empresas. Regra geral, cada index fund tem um benchmark que segue o que acaba por definir as ações nas quais esse index fund invest. Tudo o que precisam de saber são três siglas muito simples, IWDA:NA, VUSA e VWRL.

Quais as diferenças?
Dentro dos fundos cotados (aka ETFs), existem duas sub-classes no que toca à distribuição dos dividendos consoante o fundo reeinvista autmaticamente os dividendos ou caso os distribua aos investidores, chamados accumulation ou distribution, respectivamente*.*
Isto é relevante principalmente para efeitos fiscais. No que toca a investimentos desta natureza, existem dois momentos nos quais estás sujeito a imposto.
Na altura de receberes os dividendos e no momento da venda propriamente dito.
Aquando da distribuição dos dividendos, o teu broker transferirá para a conta bancária associada o valor dos dividendos retirados os 28% de imposto. No momento da venda, analisar-se-á qual a mais ou menos valia que há a realizar. Isto é, se vendeste o investimento a um preço superior ao que compraste, o valor de imposto a pagar será de 28% sobre essa diferença. Se o valor de venda for inferior ao valor de compra, não terás qualquer imposto a pagar.
Logo, salvo raras excepções, é aconselhável que se invista num ETF que seja cumulativo (IWDA:NA). Desta forma, tiraremos proveito da capitalização composta dos juros ao mesmo tempo que adiamos o pagamento de impostos desnecessários.

  1. Obrigações
As obrigações proporcionam uma viagem ao longo do percurso de investidor um pouco mais suave. Pessoalmente, dada a minha idade, não creio que tenha muito interesse para mim. No entanto, para investidores mais conservadores, BND e AGGG-fund?switchLocale=y&siteEntryPassthrough=true) são as única sigla que precisam de conhecer neste sub-universo.

  1. Dinheiro
Um fundo de emergência é algo que devemos sempre ter. Ninguém sabe o que acontecerá no dia de amanhã e enquanto investidores de longo-prazo não queremos ter de liquidar os nossos activos devido a uma emergência. Por isso, três a seis meses de despesas fixas é um bom objectivo para se ter em dinheiro numa conta a ordem ou conta poupança que possa ser movimentada sem incorrer em custos.

Lição 2: Todos os portfolio managers acreditam que conseguem bater o mercado. Por sua vez, nós, investidores, acreditamos que conseguimos escolher aqueles que o fazem. Estamos todos enganados.

Imaginem uma sala cheia de crânios financeiros, vestidos nos seus fatos com tecidos italianos. Estes profissionais contam com anos de experiência nos mercados de capitais, para não falar das décadas passadas a estudar em grandes Business Schools.
Para além disso, têm à sua disposição inúmeras ferramentas da Bloomberg, Reuters e outros grandes players que lhes permitem ter acesso a toda a informação, constantemente actualizada, a qualquer instante.
Apesar de trabalharem noite e dia, estes guerreiros também descansam para um ocasional café, cigarro e almoço de negócios. Nesses raros e curtos momentos, encontram-se com outros analistas, experts, insiders das empresas nas quais investem e outra panóplia de gente importante.
Ao conviverem tão próximos com a realidade na qual investem, de certeza que eles sabem o que andam a fazer, certo?
Ahhhhh...think again.
Está comprovado impericamente (clicar irá fazer o download de um pdf) que os vários fundos de investimento não são capazes de dar rendibilidade superior ao seus investidores, quando comparado com o mercado.
Num horizonte temporal de 5 anos, 84,15% dos fundos de investimento tiveram uma performance pior do que o S&P500.
Logo, para terem um retorno superior ao mercado, vocês teriam de escolher o melhor fundo de investimentos possível, de um conjunto de 10! Como se isso não bastasse - e supondo que escolhiam o fundo vencedor -, ser-vos-ia cobra entre 1 a 2% em comissões. Não é muito? Para ilustrar a diferença que isto pode fazer, sigam o meu raciocínio:

Suponham que investiram 10.000€ há 30 anos num dado activo. A rentabilidade média desse mesmo activo foi de 7%, já tida a inflação em conta. Se tivessem investido vocês mesmos esse valor num index fund, teriam aproximadamente 66.000€. Por sua vez, se tivessem escolhido o fundo vencedor teriam apenas 43.000€. Uma diferença de 23.000€ tendo por base apenas 2%. Funny, right?

(aqui estou a supor que o fundo vencedor vos proporcionava apenas a mesma rentabilidade dada pelo mercado, mas dado que assumi, de 10 fundos de investimento, vocês escolhiam o único cuja rentabilidade não era pior que a do mercado, parece-me justo para balançar o cenário)

Este exemplo introduz-nos à próxima lição.

Lição 3: Controlem o que conseguem controlar

Esta conversa é toda muito bonita, mas o que raio é essa coisa da Vanguard e porque é que todos os EFTs que sugeres são geridos por eles? Afinal, também és um vendedor?!

Bom ponto, tens estado atento!
Um mercado de capitais é um sítio feio, se não soubermos gerir as emoções provavelmente perderemos muito dinheiro - mais sobre isto numa edição futura do post. A verdade é que os nossos investimentos irão desvalorizar e valorizar várias vezes ao longo do tempo. Como tal, uns anos serão positivos e outros nem tanto. Isto para dizer algo que ninguém gosta de ouvir: não podemos controlar o retorno que o mercado nos dá. Felizmente, há algo que nos cabe a nós controlar: o custo do nosso investimento.
Uma vez que o lucro do nosso investimento será nada mais do que retorno - custo, minimizando o custo estamos a optimizar esta equação.
É aqui que entra a Vanguard, fundada por um grande senhor, John Bogle, em 1975.
O que a torna tão especial é que, no momento da sua fundação, John Bogle estruturou-a de forma a que fosse customer-owned e cujo objetivo fosse o breakeven (i.e., não é suposto ter lucro, mas sim apenas ser capaz de fazer face às suas despesas).
Para compreenderem a diferença, uma empresa de investimento pode ter duas formas:

  1. É uma empresa privada. Funciona da mesma forma que um negócio familiar e o objectivo é gerar valor para os donos - a Fidelity Investments é um exemplo;
  2. É uma empresa cotada em bolsa, detida por accionistas.

Em qualquer um destes casos, o objectivo da empresa é gerar lucro. Apenas deste modo serão capazes de pagar as suas despesas e remunerar os seus donos, sejam eles privados ou accionistas. Não é difícil perceber que quanto maior for o lucro, maior será a fatia dada a cada um destes agentes. Logo, há todo um incentivo para a maximizar tanto quanto possível. E imaginem de quem virá essa fatia...nós, investidores, claro!
Por outras palavras, quando investimos com uma destas empresas, estamos a pagar pelo investimento financeiro propriamente dito e mais alguns pózinhos para os seus donos/accionistas.
Logo, é claro que há aqui um conflito de interesses - o mesmo se passa com portfolio managers, mas isso fica para uma outra versão do post. O dono de uma empresa de investimento quer que os fees sejam tão altos quanto possível. Eu, enquanto investidor, quero pagar o mínimo.
Ainda que este modelo de negócio seja perfeitamente digno. Nós, investidores, temos uma solução melhor! Acontece que John Bogle quando fundou a Vanguard, fê-lo de modo a que a mesma fosse detida pelos fundos que esta opera. Ora, uma vez que são os investidores que detêm os fundos, na práctica, os investidores detêm a própria Vanguard.
Logo, qualquer lucro que a empresa tivesse entraria directamente para a nossa carteira. No entanto, dado que este circulo Investidor - Vnaguard Mutual Funds - Vanguard - Investidor seria um pouco non-sense, a Vanguard opera no breakeven, cobrando os custos mínimos para garantir a sua operação.

No que é isto se traduz, na práctica? No facto de que o expense ratio (ou seja, a taxa de encargos correntes) média dos fundos da Vanguard seja 0.2% contra 1,20% da indústria. Pode não parecer muito, mas considerando este valor sobre vários anos e sobre um capital considerável, dá uns bons mlhares de euros poupados no final de uma vida de investidor.

Lição 4: Fazer para crer
Dito isto, como é que se compra essas coisas estranhas, ETFs? Para o fazer, precisam de uma correctora ou broker. Cada correctora practica o seu próprio preço. Por isso, é importante compararem-nos antes de abrirem conta numa delas. Deixo-vos aqui e aqui e aqui imagens de tabelas comparativas das várias correctoras a operar em Portugal (obrigado, Bárbara Barroso). Para além dos custos de aquisição de títulos, algumas delas cobram ainda custos de manuntenção e/ou outros.
Muitas destas correctoras permitem criar contas demo. Caso estejam indecisos. criem uma e experimentem a plataforma de negociação.
Feito este passo, é uma questão de acederem à dita plataforma, procurar os títulos indicados acima e adquiri-los.


Frequently Asked Questions

Os mercados estão em máximos históricos. Por isso, uma recessão está para breve. Será que devo esperar que a dita recessão chegue e que os mercados acalmem?
Ninguém sabe ao certo quando - e sequer se - estaremos perante uma recessão. A pesquisa feita em torno dos retornos históricos demonstra que se tiveres X€ para investir, a melhor solução é colocá-los de uma só vez no mercado.

Mas ainda ontem ouvi o Miguel Sousa Tavares a dizer que estaria para breve!
Não.
Ah, mas a minha tia, que é economista, disse no jantar de Natal que a guerra comercial da China e dos EUA...
Não.
Ah, mas o meu piriquito...
Não.

Ninguém consegue fazer timing ao mercado e quem vos disser o contrário está a tentar enganar-vos. No caso de serem vocês próprios, sentem-se à espera que a vontade passe, 99.9% das vezes estarão enganados.

Devo investir com a Degiro?
Antes de usarem a DeGiro como vossa correctora leiam este thread e pesquisem Amsterdamtrader Degiro no Google.
Com este tópico pretendo apenas informar-vos. Como tal, ainda que vos possa partilhar convosco como giro os meus investimentos, tento ser o mais imparcial possível. No entanto, sou defensor que devemos fazer escolhas conscientes. Não digo que não seja uma boa opção, estejam apenas consciente do que se passa no background.

Qual é a correctora que usas, u/ORoxo**?**
Comecei por usar o Banco Invest porque me dava uma segurança adicional fazê-lo através de um banco no qual confio. No entanto, os custos eram demasiado elevados e agora faço-o pela DeGiro, apesar do indiquei no ponto imediatamente acima. O importante é termos consciência dos riscos, lembrem-se.

O que acontece se a correctora que uso for à falência?
Regra geral, as correctoras mantêm os nossos activos numa entidade legal separada. Na práctica, isto significa que a correctora teria uma entidades para o negócio de corretagem propriamente dito através da qual realiza todas as actividades inerentes à operação (i.e., pagar os salários dos empregados, receber os fees dos clientes, etc, etc) e outra entidade à qual os nossos activos estariam alocados (dinheiro que temos em conta e os nossos produtos financeiros). A vantagem deste tipo de estrutura é que, em caso de falência do negócio, os ativos dos investidores não poderiam ser usados para pagar aos credores da correctora.
Não vos posso dizer se na práctica é 100% assim mas, pelo menos em teoria, isto acontece (ver e ver). Usando a DeGiro como exemplo:

DEGIRO holds Financial Instruments for you in such a way that they cannot be accessed by creditors of DEGIRO, even if DEGIRO would be bankrupt.

Ainda assim, supondo que a DeGiro ia à falência, dado que está sediada na Holanda, estaria ao abrigo do Investor Compensation Scheme que fará face às obrigações da correctora até um limite de 20k€ por investidor.
Para vos dar outro exemplo, caso investissem através da Interactive Brokers, o limite seria 500k€, uma vez que estariamos ao abrigo da SIPC (Securities Investor Protection Corporation).
Estes valores/regras dependerão do país no qual a correctora está sediada. Caso queiram optar por outra, as preocupações deverão rondar as seguintes questões:


Qual é a rentabilidade anual que posso esperar do meu portfólio, se seguir as estratégias deste post?
Tendo em consideração os dados do último século, o retorno médio anual do mercado de capitais foi de 10%. Na práctica, isto quer dizer que se adquirires um ETF cujo benchmark seja o S&P500 ou um índice global (muitas vezes os ETF deste tipo têm WLR ou World no nome), no longo prazo (20+ anos), podes esperar um retorno anual de 10% nos teus investimentos. Atenta, por favor, que isto não quer dizer que terás todos os anos 10% - poderão haver anos que ganhas 30% e noutros perdes 15%, por exemplo. Ainda assim, no longo-prazo, em média, poderás esperar um retorno de 10%/ano.
O importante é que não faças o que a maior parte das pessoas faz: vender quando o mercado está a cair e comprar quanto o mercado está em alta. O nosso objectivo enquanto investidores de longo prazo deve ser comprar sempre o mesmo em valor absoluto (supõe que defines como objetivo uma taxa de poupança de 30%/mês; deverás investir sempre esses 30% quer o ETF custe 10€ ou 80€). Uns anos essa poupança de 30% comprará mais unidades do dito ETF, outras menos. Ainda assim, no final da nossa vida de investidor, poderemos esperar um retorno de 10%/ano, em média.

Para aqueles que são conservadores, usem 6% como referência.

O ETF xpto é uma boa alternativa aos que mencionas no teu post?
Quando consideramos investir num ETF há algumas questões que devemos colocar:
  1. Qual é o activo subjacente ao ETF?
  2. Qual o custo de gestão do ETF?
  3. O ETF é cumulativo ou distribuí dividendos?
  4. Em que praça é cotado?
  5. Em que moeda está denominado o ETF?
Em primeiro lugar, importa perceber qual é o activo que está subjacente ao ETF.
Em segundo lugar, importa analisar os custos.
Eu posso pensar "epah estar exposto ao mundo todo é melhor do que estar apenas exposto ao mercado dos EUA." Certíssimo. No entanto, o retorno que irei ter ao estar exposto a empresas de diferentes geografias vai compensar a diferença de custos de gestão anuais que terei de pagar? Para além disso, supondo que estou a investir em empresas do S&P500, a maior parte delas operam em vários mercados. Será que faz sentido optar por um ETF que diversifica ainda mais, incorrendo em custos superiores, quando as grandes empresas são, hoje em dia, na sua grande maioria, globais?".
O ponto 3, ainda para mais em Portugal, é fulcral. Cada vez que te forem pagos dividendos, pagarás 28% de imposto. Logo, supondo que recebes 1.000€ de dividendos, só receberás à cabeça 720€. Num ano, pode não parecer muito, capitaliza isto pela tua vida de investidor, no meu caso 50 ou 60€ e tens uma valente fortuna paga ao Estado, sem motivo para isso.
Qual é então a solução? Fácil! Investir num ETF que invés de te dar os 1.000€ todos os anos, os investe automaticamente no ETF. Não só poupaste 28% em imposto como o poder do juro composto vai multiplicar este valor inúmeras vezes. Lembra-te, sempre que possível, accumulating.
O próximo ponto também é essencial uma vez que se o EFT for cotado nos EUA não está sequer acessível para nós. Infelizmente, as normas europeias exigem que os issuers forneçam uma série de informação, sem a qual os ETF não poderão ser transacionados em bolsa Europeias. Consequentemente, não são sequer solução para nós porque simplesmente não estão disponíveis.
Por último, há pessoas que consideram que seja bastante importante a moeda na qual o ETF está cotado devido ao currency risk (i.e., supõe que tens um activo em USD e gastas o teu dinheiro em EUR. O risco é que o USD desvalorize face ao EUR e que, consequentemente, percas poder de compra).
Pessoalmente, não é algo que me faça perder o sono, mas é uma questão a considerar.

O que acontecerá às minhas poupanças daqui a 20 anos se conseguir investir mais 50€/mês?
De acordo com esta calculadora, daqui a 20 anos terás mais 36.199,34€ ou 22.782,29€, consoante a tua perspectiva face à taxa de juro seja optimista ou pessimista, respectivamente.

Terás tido um proveito líquido de 19% com esta simples operação, excluído eventuais comissões de resgate e subscrição. Daí que o passo 1 seja importante.
De nada :)

Quero aprender mais sobre o tópico. O que me aconselhas?
Infelizmente, muito do conteúdo que existe está extremamente vocacionado para o mercado Norte-americano, em particular os EUA - surprise, surprise, han?
De qualquer modo, existem muitas (e boas!) lições que podemos adaptar à nossa realidade. Por isso, caso se sintam à vontade a ler inglês aconselho os seguintes livros:


Creio que para a maior parte deles poderão encontrar a versão em PT. No entanto, caso considerem que há interesse posso fazer um breve resumo de cada um deles e incluí-lo no âmbito do thread.
Para aqueles cujas versões de inglês forem suficientes, mas cujo valor dos livros faça diferença no orçamento familiar, mandem-me dm.

Tenho mais de 100.000€ disponível para investir, devo seguir o mesmo processo?
Não.
Nesse caso, por favor, abre uma garrafa de champanhe. Para além de estares entre os 20% mais ricos de Portugal e dinheiro não ser uma preocupação para ti, podes investir directamente com a Vanguard.
Para o fazeres, envia um e-mail para [[email protected]](mailto:[email protected]) com a indicação de que pretendes investir no index fund cujo ISIN é IE0002639668. Infelizmente, a partir daqui não te consigo ajudar mais, uma vez que ainda não estou neste patamar. Contudo, para questões particulares, estou sempre disponível por dm, se necessitares.
Caso pretendas consultar os restantes fundos disponíveis para investidores portugueses podes fazê-lo aqui.


Creio que já deu para entender que adoro este temas. Por isso, caso tenham alguma questão, estejam completamente à vontade para a colocar nos comentários ou enviar-me dm. Terei todo o gosto em ajudar cada um de vocês em tudo o que me for possível.
Como qualquer pessoa, sou humano e, como tal, não sei tudo. Ainda assim, se for esse o caso, estou disponível para ir aprender de modo a ser capaz de vos explicar e partilhar convosco.

Provavelmente editarei este tópico várias vezes à medida que me for lembrando de mais informação. Até lá, espero que vos seja útil!
submitted by ORoxo to financaspessoaispt [link] [comments]


Tutorial: Como começar uma horta - Minha Horta - ISLA ... DATA SCIENCE - POR ONDE COMEÇAR Kombucha!!! Como começar seu proprio Scoby /Kombucha How ... Plataformas - Como começar a operar Day Trade  Tutorial ... Como fazer a primeira submissão em rankings de programação? Cities Skylines DICAS Para Começar Sua PRIMEIRA Cidade ... GUITARRA PARA INICIANTES 1 - COMO COMEÇAR? - YouTube COMO COMEÇAR DO ZERO AOS 50 ANOS - YouTube Quero começar minha primeira criação de cavalos - YouTube Como marcar uma casa do zero - YouTube

Como começar uma Redação: palavras e frases, passo a passo ...

  1. Tutorial: Como começar uma horta - Minha Horta - ISLA ...
  2. DATA SCIENCE - POR ONDE COMEÇAR
  3. Kombucha!!! Como começar seu proprio Scoby /Kombucha How ...
  4. Plataformas - Como começar a operar Day Trade Tutorial ...
  5. Como fazer a primeira submissão em rankings de programação?
  6. Cities Skylines DICAS Para Começar Sua PRIMEIRA Cidade ...
  7. GUITARRA PARA INICIANTES 1 - COMO COMEÇAR? - YouTube
  8. COMO COMEÇAR DO ZERO AOS 50 ANOS - YouTube
  9. Quero começar minha primeira criação de cavalos - YouTube
  10. Como marcar uma casa do zero - YouTube

Como ingressar no universo de Data Science ? Por onde começar ? Quais cursos fazer ? Nesse videos apresento dicas para quem está começando ou para quem deseja começar. Cities Skylines - DICAS para começar sua PRIMEIRA cidade! Tá começando uma cidade e não sai do vermelho? Então assista ao vídeo para um TUTORIAL ensinando os... Nesta aula abordamos noções básicas pra quem está começando nesse universo da guitarra: Partes principais do instrumento, nomes das cordas, dois 'power chord... email; ola meus amigos esse é o segundo vídeo da série obra do zero aqui eu ensino como fazer as marcações para fazer o baldrame ou seja dar inicio a sua cas... Saiba tudo que você precisa fazer antes de começar a operar Day Trade por uma Plataforma terceira na Clear Vídeo Deságio: https://www.youtube.com/watch?v=D-P... Como começar? Qual raça escolher? Ola pessoal, Bem-Vindos à Batistenha Homestead. Kambucha é conhecido há mais 5000 anos por suas propriedades terapêuticas, é uma colônia composta de micro-or... Como fazer a primeira submissão em rankings de programação? ... Escolhi Python por ser uma linguagem mais fácil para começarmos nesse mundo de competições e rankings. ... Como começar a ... A terceira temporada da websérie #MinhaHorta chegou! Durante toda essa semana, iremos lançar um vídeo por dia para que você aprenda todas as dicas básicas pa... COMO COMEÇAR DO ZERO AOS 50 ANOS Olá! Nesse vídeo eu vou contar pra você um pouquinho da minha história. Como foi chegar a alguns milhões de reais, depois de...