Montanhas príncipe

Património histórico - Roças de São Tomé e Príncipe Nas montanhas: a Roça Agostinho Neto. A roça organiza-se através da artéria principal que é fortemente marcada pelo imponente ... Existem duas passagens principais pelas Montanhas Vermelhas, ligando Dorne à Campina e às Terras da Tempestade. O Passo do Príncipe, ligando Alcanceleste em Dorne até Nocticantiga nas Terras da Tempestade; e o Caminho do Espinhaço, ligando Paloferro até as ruínas de Solarestival. Lugares importantes Montanhas em São Tomé e Príncipe: confira avaliações e fotos de montanhas em São Tomé e Príncipe, África no Tripadvisor. Um Príncipe nas minhas Montanhas Lindas. Luiz Franqueira. Sempre com o passado! Caminharmos de mãos dadas com o passado é continuarmos a viver! Não é saudosismo, não! Perguntei a uma amiga romena se os romenos não têm o instrumento da palavra 'saudade'! Restos mortais - transladados por duas vezes - Sepultados na Capela de S. João -propriedade de Ana de Chaves e seu marido - Mais tarde, em 1880, devido a violação e vandalização do jazigo, transladados para a Igreja da Misericórdia (era então a igreja matriz), a qual, tendo também tendo ficado em ruínas. são colocados num caixão de amoreira, no altar-mor da atual Sé Catedral - Mas ... Montanhas em Ilha de São Tomé e Príncipe: Veja avaliações e fotos de 10 montanhas em Ilha de São Tomé e Príncipe, São Tomé e Príncipe no Tripadvisor. África tem montanhas gigantescas, que contrastam com as florestas tropicais e savanas do continente. A DW fez uma lista com as cinco montanhas mais altas. Apocalipse 6 … 14 E, assim, o céu foi recolhido como um pergaminho quando se enrola. Então, todas as montanhas e ilhas foram removidas de seus lugares. 15 E aconteceu que os reis da terra, os príncipes, os generais, os ricos, os poderosos; todos enfim, escravos e livres, buscaram refugiar-se em cavernas e entre as rochas das montanhas. 16 Então, passaram a berrar para as montanhas e ... A Sociedade Aetherius organiza várias peregrinações anuais a montanhas sagradas que contêm energias espirituais especiais que podem ser irradiadas para os que delas necessitem através da oração, do mantra e da visualização.Tomar parte numa peregrinação é um acontecimento inspirador – e, por vezes, que muda a vida – para qualquer buscador espiritual que tenha a mente aberta. Moradores de áreas costeiras baixas do estado norte-americano de Louisiana e de Cuba foram retirados neste domingo (22), enquanto vias se transformavam em rios em Porto Príncipe, capital do Haiti, enquanto dois furacões ameaçavam o Caribe e a Costa do Golfo dos Estados Unidos. Marco, que ...

Fate/Gensokyo #46.5 Vlad III (Fate/Grand Order)

2020.07.23 04:57 YatoToshiro Fate/Gensokyo #46.5 Vlad III (Fate/Grand Order)


Fate/Extra - Fate Grand Order
Fate/Extra
O nome verdadeiro de Lancer é Vlad III, o príncipe da Valáquia. Ele é um herói famoso da história romena. Um nobre guerreiro que mantinha a independência da Valáquia era tão longe quanto descrito como o escudo do mundo cristão. Ele também é conhecido como Drácula (Drácula), Drácula não era nada além do nome popular mais habitualmente usado para se referir ao senhor da Valáquia, Vlad III. A rigor, era Wladislaus Drakwlya. Em termos de pontos de vista, por ser um duque nomeado pelo Império Romano do Oriente, ele assinou com o estilo romano. Isso deriva do fato de que seu pai, Vlad II, era membro da Ordem do Dragão (entre um total de 24 membros), que foi estabelecido pelo Sacro Imperador Romano Sigismund, que se chamava Dracul (senhor do dragão). Em outras palavras, porque ele era filho de Dracul, a pronúncia que contém o significado de "criança" foi adicionada no final, tornando-se Drácula. Aliás, o objetivo da Ordem do Dragão era proteger o mundo cristão da influência islâmica. Existe a possibilidade de Vlad III ter adotado o nome de Drácula como uma forma de declaração da intenção de suceder à vontade de seu pai e salvaguardar o mundo cristão do Império Otomano Islâmico.
Durante o tempo de seu reinado como monarca da Valáquia, Vlad instituiu uma série de políticas opressivas e punitivas destinadas aos níveis mais baixos da nobreza que Vlad considerava ter minado seriamente e desestabilizado seu país com a corrupção excessiva e manobras políticas. Além de leis destinadas a reduzir seus excessos, ele também realizou um número sem precedentes de empalamentos entre as classes nobres. Enquanto muitos acreditavam que ele estava simplesmente tentando reduzir o número de rivais e oponentes ao seu domínio, Vlad era chocantemente cruel em sua abordagem à justiça, tendo como alvo os plebeus e a classe alta com a mesma crueldade. Seu reino se tornou uma terra de horrores, culminando com o empalamento de 1459 de um emissário do Império Otomano, que sobreviveu na estaca por vários dias antes de finalmente sucumbir.
Em 1462 dC, Vlad estava em uma guerra defensiva contra a invasão turca. Como ele teve que se opor a 150.000 tropas turcas que eram como ondas furiosas com um exército de apenas 10.000, ele instruiu o uso de táticas terrestres arrasadas e da guerra de guerrilha. A fim de proteger a Valáquia do exército turco, ele impôs disciplina aos nobres que arruinaram o reino e condenou 20.000 soldados encarcerados do exército oponente turco ao empalamento, mais tarde conhecido como seu maior empalador. Depois de fazer a população escapar para as montanhas dos Cárpatos, chegando a esvaziar a capital, ele emboscou as forças turcas. Naquela época, o que ficava nos arredores da cidade capital de Bucareste eram as figuras empaladas de mais de 20.000 soldados turcos capturados. Um enxame de incontáveis ​​cadáveres empalados cercou a cidadela de Bucareste. Diante de tal visão e do cheiro ofensivo, os soldados turcos - elogiados por sua bravura - tiveram seu moral completamente esmagado. Mesmo o valoroso Mehmed II, chamado "O Conquistador", teria se retirado depois de testemunhar a cena.
"Não tenho medo de ninguém, mas um diabo é uma exceção"
(Mehmed II, o Conquistador)
O campo de soldados empalados naquela época tinha três quilômetros de comprimento e um quilômetro de largura. Mesmo durante a ocupação da Valáquia pelo Império Otomano, anos depois, a autonomia da região continuou a ser reconhecida por causa desse trauma. Vlad III não escolheu os meios para defender a independência da Valáquia e foi odiado pelos turcos como demônio. Racionalidade transformada em brutalidade. Um guerreiro com uma extensão de visão acima dos humanos. No entanto, ele não foi abençoado com simpatizantes e terminou sua vida em desespero devido à traição. Ele foi traído pelos nobres devido à implementação de uma doutrina de medidas rigorosas. Sua morte veio na forma de assassinato pelos nobres da Valáquia que eram seus subordinados aos 46 anos.
O nome Drácula agora está associado como um vampiro. Um demônio que suga sangue. Sob a suposição de que não é um ser vivo criado pelo Senhor, foi pintado como um antagonista fácil de entender por uma certa visão religiosa. Descrito como beber o sangue de seres humanos, não envelhecer, ser imortal e acompanhado por muitos animais. Essa pessoa que se tornou um dos monstros mais famosos do mundo atual. Pode-se dizer que é o maior exemplo de obra literária que distorce a realidade, mas também é fato que nem todas podem ser categorizadas como insolência da escrita.
Run Ru convoca Lancer em Fate/Extra, mas Run Ru convoca Elizabeth Bathory em vez de Vlad III em Fate/Extra CCC.
No Drama Sonoro, Lancer lutou contra Gawain e foi derrotado por ele com um único golpe de espada, Excalibur Galatine.
Na adaptação de mangá de Fate/Extra, ele entrou em um frenesi mortal nos NPCs e nos participantes nas preliminares. Ele tentou matar Hakuno Kishinami e Shinji Matou até Rin Tohsaka convocar Lancer para lutar com ele, mas ambos sobreviveram. Ele lutou brevemente contra Atalanta até Saber intervir.
No jogo, o jogador enfrentará ele e seu mestre na 4ª rodada se o jogador escolher salvar Rin durante sua batalha de eliminação com Rani.

Fate/Grand Order
Retorno de Halloween! Super Ultra ☆ Aldeia da Abóbora Gigante ~ Para Aventura Vamos ... ~

Vlad III Berserker
Orleans: O Dragão Maligno Guerra dos Cem Anos
Vlad III aparece como um inimigo na singularidade em que é conhecido como Berserk-Lancer. Ele foi convocado junto com Carmilla, d'Eon, Saint Martha e Atalanta por Gilles de Rais para serem os servos de Jeanne Alter em sua campanha para destruir a França. Mais tarde, ele e o resto dos servos de Jeanne Alter viajaram para Lyon, que foi protegido por Siegfried. Juntamente com seus camaradas, Vlad III derrotou Siegfried, deixando a cidade para ser facilmente destruída.
Quando Ritsuka, Mash e Jeanne chegam a La Charite para reunir informações sobre Orleans, eles logo encontram Vlad III junto com Jeanne Alter e seus outros servos. Ele junto a Carmilla é então ordenado por Jeanne Alter para matar Jeanne, mas o grupo consegue repelir os dois vampiros. No entanto, antes que o resto dos servos de Jeanne Alter pudesse atacar o grupo, Marie aparece de repente para ajudar o grupo. Ela então chama Mozart, que usa seu Noble Phantasm para repelir Vlad III e os outros, permitindo que o grupo escape. Depois que Jeanne Alter envia Saint Martha para encontrar o grupo, Vlad III pergunta se Saint Martha pode lidar com eles sozinha. Embora ela afirme que o Noble Phantasm de Santa Marta pode destruir o grupo, Jeanne Alter admite que Vlad III está certo em que ela deve ser cautelosa. Ele então é instruído por ela a continuar destruindo a França e a matar o grupo se ele os encontrar antes que ela vá embora. Depois que Jeanne Alter sai, d'Eon pergunta se a mulher do grupo da Caldéia era a verdadeira Jeanne d'Arc, para a qual Vlad III responde que a Jeanne também é real. Vlad III sai com Carmilla em busca de pessoas para drenar o sangue. Vlad III depois luta contra o grupo junto com d'Eon durante a batalha final entre o partido de Ritsuka e o exército de Jeanne Alter, mas ambos são derrotados pelo grupo. Ele pensa na ironia dele encontrar um "Dragon Slayer" novamente; observando que, como mal, deve ser seu destino ser abatido na presença de um matador do mal. Aceitando sua morte, Vlad III pede que Ritsuka o convoque antes de finalmente desaparecer.
Aventura no Castelo da Abóbora Cantando ~ Mad Party 2015 ~
Convocado por Elizabeth Báthory usando um fragmento do Graal que encontrou em Orleans, Vlad III recebe Ritsuka Fujimaru, Mash Kyrielight e Kiyohime quando o encontram. Depois que Kiyohime declara que nenhum Berserker pode superá-la em elegância e criação, ele comenta que nem ele nem ela podem voltar dos caminhos perversos que trilharam. Depois, ele diz que é hora de entreter o grupo, dizendo que entende a importância de um festival como governante de uma nação. Um pouco insultado por Romani Archaman, chamando-o de única pessoa sã do evento, Vlad III decide "entreter" o grupo com uma "dança de sangue". No entanto, ele afirma que seu talento reside mais no bordado e oferece uma lição a Mash para que ela possa decorar o uniforme de Ritsuka. Depois que o grupo derrota os monstros que ele enviou para eles, Vlad III agradece Elizabeth por criar o evento, chamando-a de uma das poucas Servas que podem descaradamente espalhar essas delusões doces. Ele então revela que Elizabeth possui um fragmento do Graal que ela encontrou em Orleans e chama uma bênção que ela o encontrou porque, para ele, ela era a Serva mais inofensiva lá. Depois que Kiyohime chama Elizabeth de inofensiva, Vlad III comenta que Elizabeth tem a mente de uma criança, simplesmente buscando seu próprio entretenimento. Ele então luta contra o grupo, mas é derrotado por eles. Embora ele saia da luta sem um arranhão, Vlad III diz que seu papel está concluído e diz ao grupo para continuar em direção a Elizabeth.
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2020.07.23 04:48 YatoToshiro Fate/Gensokyo #46 Lancer of Black (Fate/Apocrypha)


Fate/Apocrypha - Fate/Grand Order

O nome verdadeiro de Lancer é Vlad III, O lorde Impaler (1431-1476), o maior herói da Valáquia, cujos feitos na guerra o fizeram ser conhecido temerosamente como o "Príncipe empalador" para os turcos. Devido às lendas associadas a ele, outro nome foi espalhado pelo mundo, The Little Dragon, mais conhecido como o vampiro Conde Drácula. Enquanto a nação era pequena, ele era um herói que ascendeu ao trono e conseguiu retroceder as numerosas invasões do Império Otomano que haviam pisoteado todos os outros países. Embora o modelo de Drácula, ele não era um vampiro, mas um homem de devoção e grande herói.
A terra natal de Vlad, o Principado da Valáquia, era um pequeno país preso entre as grandes nações da Turquia e Hungria. Ele levou uma vida trágica, durante a qual seu pai, Vlad II Dracul, foi assassinado e seu irmão mais velho, Mircea, foi enterrado vivo, ambos por boiares rebeldes, e o próprio Vlad entrou em guerra contra seu irmão mais novo, Radu, o Bonito. Ele foi motivado pelo amor de sua nação e pelo dever de manter sua soberania e poder, e expurgou todos os que se opunham a seus interesses. Embora ele tivesse um senso muito claro de justiça, ele era brutal em seus métodos, tendo executado cerca de um quinto da população de seu país ao longo de sua vida.
A guerra de Vlad contra a Turquia foi uma batalha desesperada, incluindo guerra de guerrilha e táticas de terra arrasadas. Várias vezes, Vlad deixou montanhas de soldados inimigos turcos que empalou. Vlad foi capturado pelo rei Matthias da Hungria em 1462, alegando que ele era um colaborador dos turcos e ficou confinado por doze anos na prisão. Suas proezas realizadas em defesa de seu país durante o tempo foram contaminadas, e tudo o que restou foi uma lenda transmitida por um demônio humilhante e faminto de sangue. Ele deu as costas à Igreja Ortodoxa em 1476 e converteu seu país ao catolicismo; no mesmo ano, ele morreu em uma batalha contra o exército turco com seu irmão mais novo Radu. Vlad tinha 45 anos
Fate/Grand Order
Após a morte de Lancer e ao entrar no Grande Graal, a vontade de Darnic ainda é infundida em Lancer. Isso se manifestará depois que Sieg levar o Grande Graal para o lado reverso do mundo, e Darnic tentar dominar o Graal. Ele recria todos os servos, exceto os governantes, forçando-os a lutar como cascas irracionais repetidamente por milhares de iterações. Embora a intervenção de Sieg permita que os Servos adquiram um senso de si, Darnic propositalmente suprime Lancer, mas Lancer é capaz de manifestar sua personalidade e ferir Fatalmente. Ele expressa para Darnic que ele não o odeia por sua traição, fazendo com que o mago aceite seu fim. Lancer desaparece junto com os outros Servos
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2020.07.08 18:56 YatoToshiro Fate/Gensokyo #7 (Curiosidade)


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Em Fate/Grand Order, 4 Servos de Fate/Zero tem outras versões.
Lancelot of the Lake (Berserker) = Lancelot of the Lake (Saber) Gilles de Rais, (Caster) = Gilles de Rais, (Saber) Diarmuid Ua Duibhne (Lancer) = Diarmuid Ua Duibhne (Saber) Iskandar tem uma outra forma em Rider onde a diferença é que ele é magro e tá com o nome de Alexander the Great,
___________________________________________________________ Lancelot of the Lake (Saber)
O nome verdadeiro de Saber é Lancelot, também conhecido como o Cavaleiro do Lago, A pessoa que serve como símbolo negativo da lenda arturiana. O "Cavaleiro do Lago", admirado como o mais forte, mesmo entre os Cavaleiros da Távola Redonda. Ele era extremamente leal ao rei Arthur como um dos cavaleiros da Távola Redonda. A queda de Lancelot começou quando ele se apaixonou pela rainha de Artoria, Guinevere. Dizem que a trágica história de amor de Diarmuid Ua Duibhne e Grainne mais tarde se tornou o modelo de história de Guinevere e Lancelot
Gilles de Rais, (Saber) O Nome Verdadeiro do Saber é Gilles de Rais, O aspecto heróico que normalmente não é chamado devido ao aspecto corrompido ter mais notoriedade como "Barba Azul". Ele era um nobre francês, classificado como barão e membro das forças armadas durante o século 15. Ele tinha uma vasta fortuna, comprando muitas obras de arte, e parecia para muitos que nunca se esgotaria. Suas terras de ponta acabaram excedendo as do duque da Bretanha e poderiam ser consideradas uma ameaça ao rei. Ele se tornou um herói nacional durante a Guerra dos Cem Anos, enquanto servia sob a Jeanne d'Arc depois de ajudar a recapturar Orleans, e recebeu a mais alta honra com o título de Marechal da França. Ambos estavam presentes na cerimônia de coroação do rei Carlos, decorada como salvadores e heróis nacionais, e tornou-se uma lembrança que encapsulou para sempre sua glória de que nem mesmo sua corrupção poderia dominar. Gilles viu Jeanne como a base de tudo para ele, sua única salvação e a prova de que Deus existia, de modo que seu coração piedoso se desesperou depois que Joana foi executada como herege.
Diarmuid Ua Duibhne (Saber) O nome verdadeiro de Saber é Diarmuid Ua Duibhne.
Um cavaleiro forte que faz pleno uso das duas lanças demoníacas e duas espadas demoníacas. Como os reis das fadas, o deus do amor Aengus e o deus do mar Manannán o criaram, ele é um homem bonito e inigualável. Sob o líder Fionn mac Cumhaill, ele foi o maior cavaleiro dos Cavaleiros de Fianna e seus grandes esforços na frente comum dos Cavaleiros contra o Rei das Fadas Abarta são mencionados.
De acordo com uma anedota, ao entrar em aventuras com risco de vida, Diarmuid carregava a espada demoníaca Moralltach e a lança demoníaca Gáe Dearg, quando o perigo era escasso, diz-se que ele decidiu naquela época segurar a espada demoníaca Beagalltach e a lança demoníaca Gáe Buidhe em as mãos dele. No momento da morte, Diarmuid o equipamento que ele carregava era o último. Se ele tivesse entrado na montanha com o equipamento anterior, para derrubar um javali demoníaco, o cavaleiro mais forte dos Cavaleiros de Fianna poderia ter tido uma vida longa.
Por enquanto, ele existe no Saint Graph do Sabre no mundo atual. O outro ele apenas utilizou a lança, agora ele se orgulha também da espada, mas ... Este Saint Graph enfatiza mais seus aspectos como um "herói de lendas e mitos", e, talvez porque ele possua vários nobres fantasmas que são os mãos de Deus, sua dificuldade / custo para convocar é maior do que quando ele é um Lancer.
Alexander the Great (Rider) O Nome Verdadeiro do Cavaleiro é Alexandre, o Grande, o Rei dos Conquistadores. Convocado como o aspecto infantil conhecido pelo nome Alexandre, Em vez do aspecto adulto conhecido como Iskandar. Conhecido por muitos nomes, Alexandre, Iskandar e Alexandros, ele era o jovem príncipe do pequeno reino da Macedônia no século IV aC, que se diz ter sido filho de Zeus em muitas histórias, apesar da ausência de evidências claras. Ele era conhecido como um "garoto bonito inigualável", que foi visto por muitos sábios, como Aristóteles, como um prodígio. Durante esse período de sua vida, ele passou boa parte do tempo treinando como soldado, estudando filosofia e ciências políticas e lendo grandes lendas. Enquanto ele floresceu com muitos talentos, ele aprovou todas as possibilidades, capazes de ser chamado de "personificação das possibilidades". Ele possuía um amigo íntimo, um "homem incrível" que realmente começou a mostrar seus talentos após a morte de Alexander, que muitas vezes o arrastava de maneira descontrolada, de maneira a seu encontro posterior com Taiga Fujimura, expandindo os horizontes de Alexander graças a suas ações. Embora considerado bonito, seu auto-reconhecimento por ser filho de Zeus lhe concedeu força, reduzindo sua aparência juvenil ao longo do tempo. Mais tarde, ele encontrou o nó górdio, cortando a corda com a espada e levando os touros divinos oferecidos a Zeus pelo rei Gordius como seu para uso em sua biga.
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2020.06.29 19:27 Vl4dimirPudim Essa é a missão barba ruiva (Leia tudo André essa missão vai mudar o rumo da guerra)

Após pesadas baixas no campo de batalha dos russos e os gnomos terem conquistado Rasputown, o príncipe regente russo 2 Vladimir Pudim decide reunir o melhor esquadrão de piratas de todos, ele contatar com ex membros da KGB; amigos de guerra de Vladimir Pudim e o próprio Vladimir Pudim. A missão sigilosa consiste em localizar e invadir uma base gnomistica localizada aos arredores de PC do André, lá supostamente terá uma máquina que transforma alma vagante em corpo físico, a ideia é trazer Renatinho de volta a vida, para ele usar todo seu poder na guerra e assim nos venceremos.
Fase 1
Vamos fazer um túnel até PC do André partindo da recém conquista Coxinopolis. Utilizado uma tunenadora pra cavar o solo e não seremos percebidos, aproveitando as altas cadeias de montanhas que há entre as duas cidades. Mas para isso nos precisamos da localização exata da base dos gnomos
Faze 2
Essa fase será feita por uma equipe terrestre, vamos invadir uma base militar de radares, fazendo o mínimo de barulho possível, lá deve haver um mapa de todas as bases militares dos gnomos, essa é a parte mais crucial é perigosa da missão.
Fase 3
Após a localização da base, vamos cavar até ela, vamos invadir a base por baixo, provavelmente no andar -14, vamos decer até o andar -17, aonde deve estar a máquina, vamos suprimir ao máximo toda a região com bombardeios aéreos pesado, para que não sobre reforços inimigos.
Fase 4
Após conseguimos entrar em contato com Renatinho, vamos extrair-lo de lá usando um helicóptero, vamos levá-lo de volta a uma base russa 2 totalmente secreta e segura.
ESSA MISSÃO COMTEM A CARTA BARREIRA DE CÓDIGO É NÃO PODE SER DESCOBERTA POR GNOMOS
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2020.06.20 04:53 altovaliriano As visões na Casa dos Imortais

Como forma de preparação para o lançamento do fascículo da HQ de A Fúria dos Reis com as visões na Casa dos Imortais, resolvi explorar as interpretações que o fandom dá às visões que Daenerys vê no local.
A parte sobre as três fogueiras, três montarias e três traições não constam aqui, pois não são visões.
Numa sala, uma bela mulher estendia-se nua no chão enquanto quatro homenzinhos rastejavam por cima dela. Tinham caras pontiagudas de ratazana e mãozinhas cor-de-rosa, como o criado que lhe tinha trazido o copo de sombra da tarde. Um deles subia e descia entre as suas coxas. Outro atacava seus seios, mordendo seus mamilos com a boca úmida e vermelha, rasgando e mastigando.
A interpretação desta visão tem muito consenso entre os leitores. É muito aceita a explicação de que a mulher representaria Westeros, enquanto os homenzinhos seriam os reis disputando o poder após a morte de Robert Baratheon.
Aonde as leituras diferem é quando tentam explicar porque há 4 homenzinhos, quando a guerra teve cinco pretendentes a rei. Alguns dizem que é porque Renly já estava morto, enquanto outros dizem que é porque Balon ainda não havia sido coroado.
Mais à frente, viu um festim de cadáveres. Massacrados de forma selvagem, os convivas jaziam espalhados por cima de cadeiras viradas e mesas de montar estilhaçadas, estatelados em poças de sangue coagulando. Alguns tinham perdido membros, ou até a cabeça. Mãos cortadas seguravam taças ensanguentadas, colheres de pau, aves assadas, nacos de pão. Num trono acima deles, estava sentado um morto com cabeça de lobo. Usava uma coroa de ferro e segurava numa mão uma perna de cordeiro como um rei seguraria um cetro, e seus olhos seguiram Dany com um apelo mudo.
Sem dúvida, a primeira premonição do Casamento Vermelho.
Ela fugiu dele, mas só até a próxima porta aberta. Conheço esta sala, pensou. Lembrava-se daquelas grandes vigas de madeira e das faces de animais esculpidas que as adornavam. E ali, do lado de fora da janela, um limoeiro! Vê-lo fez o coração de Dany doer de saudade. É a casa da porta vermelha, a casa em Bravos. Assim que aquele pensamento atravessou seu espírito, Sor Willem entrou na casa, apoiando-se pesadamente em sua bengala.
Princesinha, aqui está – ele disse em sua voz áspera e bondosa. – Venha, venha até mim senhora, está em casa agora, está a salvo agora – sua grande mão enrugada estendeu-se para ela, suave como couro velho, e Dany quis pegá-la e beijá-la, desejou isso mais do que já tinha desejado qualquer outra coisa na vida. O pé avançou, e então pensou: Ele está morto, está morto, o querido velho urso, morreu há muito tempo. Recuou e fugiu.
Esta visão é decifrada pela própria Daenerys. Porém, é a primeira vez que temos uma descrição do interior da casa da porta vermelha. A casa representa a sensação de pertencimento que Daenerys busca desde criança. Por isto quase cedeu à tentação vendo a miragem.
Por fim, um grande par de portas de bronze surgiu à sua esquerda, mais grandiosas do que as outras. Abriram-se quando se aproximou, e teve de parar e olhar. Para além delas estendia-se um cavernoso salão de pedra, o maior que alguma vez vira. Os crânios de dragões mortos miravam-na das paredes. Num trono elevado cheio de farpas, sentava-se um velho com ricos trajes, de olhos escuros e longos cabelos cinza-prateados.
Que ele seja rei de ossos esturricados e carne assada – disse para um homem que estava embaixo. – Que seja rei de cinzas – Drogon guinchou, enterrando as garras em seda e pele, mas o rei em seu trono não o ouviu, e Dany seguiu adiante.
Há certo consenso que esta visão representa Aerys antes de ser morto por Jaime, ordenando a Rossart que tocasse fogo em Porto Real com fogovivo.
Seu primeiro pensamento, na vez seguinte em que parou, foi Viserys, mas um segundo olhar fez Dany mudar de ideia. O homem tinha os cabelos do irmão, mas era mais alto, e seus olhos eram de um tom escuro de índigo, e não lilases.
Aegon – ele disse para uma mulher que amamentava um recém-nascido numa grande cama de madeira. – Que nome seria melhor para um rei?
Fará uma canção para ele? – a mulher perguntou.
Ele já tem uma canção. É o príncipe que foi prometido, e é sua a canção de gelo e fogo – ergueu o olhar quando disse aquilo, e seus olhos encontraram os de Dany, e pareceu que a via ali em pé através da porta. – Terá de haver mais um – ele disse, embora Dany não soubesse dizer se estava falando para ela ou para a mulher na cama. – O dragão tem três cabeças – dirigiu-se ao banco da janela, pegou uma harpa e seus dedos correram com leveza sobre as cordas prateadas. Uma doce tristeza encheu o quarto enquanto homem, esposa e bebê se desvaneciam como a neblina da manhã, deixando para trás apenas a música a fim de apressá-la.
As pessoas nesta visão são Rhaegar, Elia e o bebê Aegon, como o próprio GRRM confirmou.
É a primeira vez que a canção de gelo e fogo é mencionada, mas pelo que vimos, ela é uma espécie de canção profética que Rhaegar conhecia e atribuía a seu própri filho. Como sabemos via meistre Aemon que Rhaegar acreditava que era o príncipe que foi prometido, mas depois passou a acreditar que fosse seu filho Aegon, é muito provável que esta canção trate sobre o príncipe que foi prometido.
A menção ao número três para a cabeça dos dragões sugere que Rhaegar acreditava que precisava de um terceiro filho. Como seus filhos já se chamavam Aegon e Rhaenys, é teorizado que ele estaria tentado gerar uma nova filha, a quem daria o nome de Visenya. Muitos leitores encaram que era isto que ele tinha em mente quando raptou Lyanna Stark (que, por ironia, lhe deu um filho homem – Jon Snow).
Para além das portas encontrava-se um grande salão e um esplendor de feiticeiros. [...]
Esta visão dos Imortais é uma referência à idealização da aparência dos imortais. Magos poderosos que alcançaram a vida eterna costumam ser representados como belos e vistosos, mas a visão de Martin sobre as pessoas que procuram ter o poder de escapar da morte é mais parecida com a que vem a seguir: pessoas em putrefação.
Viserys gritou quando ouro derretido escorreu por sua cabeça e encheu sua boca. Um senhor alto, com pele de cobre e cabelo louro-prateado, ergueu-se sob um estandarte com um garanhão fogoso, tendo uma cidade incendiada como fundo. Rubis escorreram como gotas de sangue do peito de um príncipe moribundo, e ele caiu de joelhos na água, e com o seu último suspiro murmurou um nome de mulher…
Aqui há Viserys e Rhaegar morrendo (murmurando o nome de Lyanna), mas também há uma visão de uma realidade alternativa em que Rhaego tomava uma cidade, uma realização da profecia do Dosh Khaleen sobre o Garanhão que montou o mundo.
Mãe de dragões, filha da morte…
Aqui a aposta é a de que se refere ao fato de Daenerys ter nascido à custa da vida de sua mãe, assim como quase toda sua família morreu antes de ela nascer.
Brilhando como o pôr do sol, uma espada vermelha foi erguida na mão de um rei de olhos azuis que não projetava sombra. Um dragão de pano oscilou em mastros por cima de uma multidão exultante. De uma torre fumegante, um grande animal de pedra levantou voo, exalando fogo de sombras. …
O rei sem sombra de olhos azuis com a espada vermelha seria uma referência à Stannis. O dragão de pano exaltada pela multidão seria uma premonição sobre a aceitação da legitimidade de fAegon. O grande animal de pedra seria mais uma profecia falha, sobre a capacidade de Melisandre de acordar dragões da pedra – porém, há quem diga que seria uma alusão à escamagris contraída por Jon Connington.
Mãe de dragões, matadora de mentiras…
Os leitores acreditam que aqui os Imortais afirmavam que Daenerys seria quem desfaria os impostores acima.
Sua prata trotou pela grama, dirigindo-se a um riacho sombrio sob um mar de estrelas. Um cadáver ergueu-se à proa de um navio, de olhos brilhantes na face morta, lábios cinzentos sorrindo tristemente. Uma flor azul cresceu de uma fenda numa muralha de gelo e encheu o ar de doçura…
As visões acima parecem fazer referência à primeira noite de Daenerys com Drogo, enquanto a última parece uma referência à Jon Snow crescendo na Muralha. O fato da flor exalar doçura parece um indicativo de que ele e Daenerys terão um envolvimento romântico. Por esta razão, o cadáver na proa do navio sorrindo (“joy”) tristemente (“grey”), seria um indicativo de que Daenerys pode ter algum envolvimento com alguém da família Greyjoy, possivelmente Victarion já que ele parece estar marcado para morrer (especialmente com sua mão fumegante).
Mãe de dragões, noiva do fogo…
Alguns leitores acreditam que seria uma referência a Drogo ter sido cremado e a Jon ter uma mão queimada. Outros acreditam que seja uma referência a Daenerys ser uma noiva do fogo, a procura de um noivo do gelo.
E as visões vieram, cada vez mais rápidas, uma após a outra, até parecer que o próprio ar tinha ganhado vida. Sombras rodopiaram e dançaram dentro de uma tenda, elásticas e terríveis.
As sombras na tenda de Mirri Maz Durr, sem dúvida.
Uma menininha correu descalça para uma grande casa com uma porta vermelha.
Daenerys criança.
Mirri Maz Duur guinchou entre as chamas, com um dragão irrompendo de sua testa.
Mirri Maz Durr teria dado vida aos dragões.
Atrás de um cavalo prateado, o cadáver ensanguentado de um homem nu foi arrastado aos solavancos.
O cadáver do vendedor de vinhos que pretendia envenenar Daenerys.
Um leão branco correu por pastos mais altos do que um homem.
O hrakkar que Drogo matou.
À sombra da Mãe das Montanhas, uma fileira de velhas nuas saiu de um grande lago e ajoelhou-se tremendo diante dela, com a cabeça cinzenta inclinada.
Daenerys será reconhecida como o Garanhão que Monta o Mundo.
Dez mil escravos ergueram mãos manchadas de sangue enquanto ela passava por eles a galope em sua prata, correndo como o vento. “Mãe!”, gritaram. “Mãe, mãe!” Estendiam as mãos para ela, tocavam-na, puxavam seu manto, a barra de sua saia, seu pé, sua perna, seu seio. Desejavam-na, necessitavam dela, do fogo, da vida, e Dany arquejou e abriu os braços para se entregar a eles…
Escravos libertos de Yunkai, mas na visão eles a estão agarrando e então Daenerys entende que são os imortais que a estão puxando, tentando tirar seu poder e dragões.
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2020.06.19 13:35 cucutz PORTUGUESE FEATURE FILMS AVAILABLE ON STREAMING

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2020.05.23 05:04 altovaliriano Os Fantoches de Gelo e Fogo (Parte 2)

Texto em inglês: https://asoiaf.westeros.org/index.php?/topic/134726-the-puppets-of-ice-and-fire/
Autor: KingMonkey
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Dunk teve a sensação mais estranha, como se já tivesse vivido tudo aquilo antes.
(O Cavaleiro Misterioso)
Há mais ecos. Quantos? Eu não sei. Às vezes os ecos parecem bastante claros, em outros momentos são bem mais fracos. Alguns deles podem ser relevantes, outros podem ser simplesmente ressonâncias do grande evento filtrando o momento e deixando sua marca em eventos menores. Alguns desses ecos podem ser produto do reconhecimento de padrões em minha mente, agora que estou tão preparado para procurá-los. Não estou certo sobre todos eles. Entretanto, eu ficaria muito surpreso se nenhum deles fosse intencional. Quase certamente há ecos que ainda não notei. Antes que comece a cavar a procura, vou explorar mais alguns que eu já vi.

O Cavaleiro Andante

Em O Cavaleiro Andante, temos outro baio puro-sangue, montado por Aerion. Ali estão outros três guardas-reais, com suas capas brancas e mais imagens fantasmagóricas: "Na extremidade norte do campo, uma coluna de cavaleiros veio trotando da névoa do rio. Os três membros da Guarda Real vinham primeiro, como fantasmas em suas cintilantes armaduras de esmalte branco, com longos mantos brancos esvoaçando pelas costas.. "
Dunk vê uma estrela cadente e a torna parte de seu brasão, uma reminiscência do brasão da estrela cadente de Arthur Dayne, e nos é dada uma descrição interessante de seu escudo: "A estrela cadente era uma pincelada de tinta brilhante através do céu de carvalho", semelhante a " Uma tempestade de pétalas de rosa soprou através de um céu riscado de sangue”.
Os três (embora não estejam sozinhos) lutam contra sete, e a causa da luta é um cavaleiro que não renuncia a seus votos, custe o que custar. O número três surge novamente no número de mortos no julgamento de 7 contra 7. É um pouco forçado, eu admito, mas talvez possamos entender o fato de que todos os homens que lutam ao lado da Guarda Real são membros da mesma família, portanto, pelo menos em termos de casas com um único representante, pode ser visto como sete. contra três.
No final, o escudeiro Egg de Dunk é revelado como um dragão secreto, e Duncan fala sobre ir para as montanhas vermelhas de Dorne.

A Espada Juramentada

Eu só passei o olho em A Espada Juramentada, mas também vi alguns elementos conhecidos lá. Há uma torre, parcialmente arruinada há muito tempo. Há uma senhora que é extraordinariamente marcial. Há um confronto em que três enfrentam trinta e três, mas há sete cavaleiros entre os trinta e três. Um truque padrão do GRRM, ele não nos mostra esse número diretamente - “Mais cavaleiros vieram na seuqência, meia dúzia deles”, mas já tínhamos um cavaleiro [Sor Lucas]. Dunk sonha em cavar túmulos perto das montanhas vermelhas de Dorne, e embora o número de túmulos seja onze, o número realmente mencionado é oito: “Tem mais covas para cavar, pateta. Oito para eles, uma para mim, uma para o velho Sor Inútil e a última para seu garoto careca”. Há outra cavalo baio puro-sangue, que Lady Rohanne tenta oferecer a Duncan.

O Cavaleiro Misterioso

Como em O Cavaleiro Andante, essa história gira em torno de um sonho. No primeiro, o sonhador é Daeron, no segundo é Daemon II. Ambos são sonhos de dragão. O primeiro vê a morte de um dragão, oo último vê o nascimento de um. Daemon, apelidado de John, o Violinista. Também sonhou com Duncan, em uma capa branca. Um sonho que se realizou, haja vista que Duncan acabaria se tornando o lorde comandante da Guarda Real. "Sonhei com isso. Com esse castelo pálido, você, um dragão irrompendo de um ovo" Pode ser que o sonho fosse, na verdade, sobre Solarestival, mas Daemon acreditava que era sobre Alvasparedes, que ele descreve como parecendo ser "feito de neve" (Um gigante em um castelo de neve?) Ou branco como a casca de um ovo, talvez. Um bom castelo para despertar dragões da pedra.
Dunk entra nas listas de Alvasparedes com um escudo sem seu brasão normal. Sua estrela cadente não está nessa história, mas há outro cavaleiro da estrela cadente: Sor Glendon Flowers, que afirma ser filho de Sor Quentyn "Bola de Fogo" Ball.
Os combates acontecem de manhã e não de tarde, mas ainda há vermelho no céu: " Em algum lugar a leste, um raio irrompeu pelo céu rosa-claro". Alguns parágrafos antes, temos " Relâmpagos reluziam azuis e brancos...". Mais uma vez, algo azul no céu vermelho.
Sor Maynard Plumm (aparentemente um agente de Corvo de Sangue, se não o próprio Corvo de Sangue disfarçado) tenta convencer Dunk a fugir com Egg. Dunk é o futuro Lorde Comandante da Guarda Real, e ele responde à sugestão de fugir com um herdeiro de Targaryen da mesma maneira que Sor Gerold Hightower respondeu na Torre da Alegria: de que ele é obrigado pela honra a não fugir .
Quando Corvo de Sangue chega para terminar a rebelião antes de começar, temos "Um exército aparecera do lado de fora do castelo, saindo das brumas da manhã [...] liderados por três cavaleiros da Guarda Real". Mais imagens oníricas na névoa e três guarda reais novamente. O exército é acompanhado por Danelle Lothstan, outra mulher com tendências marciais, e mais uma vez vemos o morcego de Harrenhal que Whent carregava.
Não há pira, mas os homens de Corvo de Sangue queimam o estandarte Blackfyre de Daemon, que estranhamente "queimou por muito tempo, mandando para o ar uma nuvem de fumaçaretorcida que podia ser vista a quilômetros dali".
Corvo de Sangue fala sobre Alvasparedes, que ele pretende "colocá-la abaixo pedra por pedra", assim como Ned fez com a Torre da Alegria.
Os eventos terminam com o nascimento simbólico de um dragão, ou assim Corvo de Sangue nos diz: " Daemon sonhou que um dragão nasceria em Alvasparedes, e aí está. O tolo só errou a cor".

A Queda de Winterfell

Estou bastante icerto sobre este caso em A Fúria dos Reis, capítulo 66, mas há alguns pontos que me fazem querer inclui-lo entre os possíveis ecos.
Há uma discussão fora dos muros antes da luta, e uma jovem donzela mantida refém do lado de dentro (Beth Cassel). Ficamos com a frase " Os seus dezessete podiam matar três, quatro, cinco vezes esse número de homens ", que tem um eco fraco de sete contra três, e quando Ramsay intervém, ele deixa cair o corpo de três líderes, Rodrick Cassel, Leobald Tallheart e Cley. Cerwin, nos portões. Ramsay é encontrado por três no castelo também, Theon, Lorren Negro e Meistre Luwin. Theon diz: "Não fugirei", como os guardas reais, que não fogem. A cena se passa à noite, quando "o sol estava baixo, a oeste, pintando os campos e as casas com um clarão vermelho" e há um detalhe estranho " Os corvos chegaram na penumbra azul" - uma cor estranha para detalhes soltos, reflexos de " Uma tempestade de pétalas de rosa soprou através de um céu riscado de sangue". A coluna de homens de Ramsey apareceu " saída da fumaça". Mais iconografia de fumaça/sombra. Temos até outro Cassel morrendo. Esses ecos são duros para a Casa Cassel.
A cena termina com a destruição de Winterfell, assim como a tenda foi queimada ou a Torre da Alegria foi demolida. O cavalo de Theon está pegando fogo, " saindo aos coices dos estábulos que ardiam, com a crina em chamas, relinchando, empinando-se… ", o que é semelhante à visão de Dany na pira funerária de " Viu um cavalo, um grande garanhão cinzento retratado na fumaça, com uma auréola de chama azul no lugar da crina".
Isso pode ajudar a explicar um mistério no próximo capítulo de Bran, ACoK capítulo 69. " A fumaça e as cinzas enevoavam seus olhos, e no céu viu uma grande serpente alada cujo rugido era um rio de chamas. Descobriu os dentes, mas a serpente desapareceu". Essa frase intrigou muitos leitores e deu origem a muita especulação. Se a queda de Winterfell ecoou os eventos na tenda, que levaram ao nascimento de dragões, podemos especular que o que Verão viu foi um eco mágico do nascimento de um dragão também. Um pouco antes, em A Fúria dos Reis capítulo 28, Meistre Luwin disse a Bran que " Talvez a magia um dia tenha sido uma força poderosa no mundo, mas já não o é. O pouco que resta não é mais do que o fiapo de fumaça que permanece no ar depois de um grande incêndio se extinguir, e até isso está se desvanecendo".

Os Sete de Bran

Um que também é muito incerto, mas com uma frase interessante. Hodor, Coldhands, Jojen, Meera, Bran, Summer e Leaf lutam contra as criaturas do lado de fora da caverna do Corvo de Três Olhos em Dança dos Dragões, capítulo 13. Esses são os sete, embora eles lutem contra mais de três. Alguns dos inimigos têm mantos. Há sombras e névoa pálida. "Seus olhos brilhavam como claras estrelas azuis" lembram " azul como os olhos da morte". Não temos muita coisa, mas há o seguinte: "Verão rosnava e mordia, enquanto dançava ao redor da mais próxima, uma grande ruína de homem envolta em um turbilhão de chamas.”

A Torre dos Crabb

As jornadas de Brienne of Tarth pelas Terras Fluviais em uma missão para resgatar uma donzela Stark tem paralelos da busca de Eddard Stark para resgatar uma donzela Stark. Em Festim dos Corvos, capítulo 20, Brienne tem um confronto em uma torre há muito caída, Os Murmúrios.
Nos Murmúrios, Brienne luta contra Pyg, Shagwell e Timeon. Esses três podem ser vistos como uma versão distorcida e barata dos três guardas reais na Torre da Alegria. Pyg é um animal menos majestoso que o "velho touro", Sor Gerold Hightower. Timeon é um dornês, como Sor Arthur Dayne, mas é o oposto da natureza cavalheiresca de Dayne. Shagwell é um bobo da corte psicótico sempre fazendo piadas sombrias, enquanto a única coisa que sabemos sobre Sor Oswell Whent é que ele era conhecido por "seu humor negro".
Assim como ocorreu na Torre da Alegria, há uma discussão antes da luta, mas, embora a Guarda Real tenha deixado claro que não iria fugir pelo mar estreito, é exatamente isso que os três malditos saltimbancos estão tentando fazer.
Brienne só tem dois homens consigo quando defronta os três, Podrick e Lesto Dick. No entanto, este é outro sete oculto. Sor Creighton Longbough, Sor Illifer, o Sem-Vintém, Sor Shadrich de Vale Sombrio e Sor Hyle Hunt também eram seus companheiros, mas ela os deixou para trás.
Brienne partiu em sua jornada com um escudo com o brasão dos Lothston, o mesmo morcego de Harrenhal que estava no elmo e brasão de Whent na Torre da Alegria. No entanto, no momento em que ela chega à torre há muito caída, ela provindenciou que seu escudo fosse repintado com o brasão de Duncan, o Alto, que incluia uma estrela cadente como a de Dayne. Ela é indicada a um pintor perto de uma taverna chamada Sete Espadas, batizada em virtude de sete guarda reais.

O ritual do gelo?

Considerando-se o foco em mantos e guardas reais, certamente devemos esperar que haja uma cena com três capas pretas em algum lugar. Talvez com três capas pretas em vez de brancas poderíamos esperar uma inversão: um ritual de gelo em vez de um ritual de fogo.
Existe a possibilidade de termos visto isso logo no início. De volta ao prólogo da A Guerra dos Tronos, vimos três mantos pretos em uma patrulha. Aqui, somos informados de que "nada queima como o frio". Sor Waymar Royce diz "não haverá fogo", as mesmas palavras repetidas momentos depois por Gared. Poderia ser essa a inversão, do ritual de gelo, que estamos procurando?
" O céu sem nuvens tomou um profundo tom de púrpura, a cor de uma velha mancha escura" poderia ser o equivalente gelado da iconografia de sangue/céu que vimos em outras passagens. Temos as oito mortes nos oito Selvagens mortos que os patrulheiros encontram. Temos imagens sombrias: " Sombras pálidas que deslizavam pela floresta. Virou a cabeça, viu de relance uma sombra branca na escuridão." Estranhamente, só consegui contar seis Outros, não sete - a menos que Royce conte para os dois times, depois de morto. “Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo” parece combinar com "azul como os olhos da morte". Sobre a espada de Dayne, Alvorada, nos contam que " A lâmina era pálida como vidro leitoso, viva de luz". Da mesma forma, o líder Outros aqui tem uma "espada pálida", "viva de luar". [...]
“Uma vez e outra, as espadas encontraram-se”, mas depois que o Outro tira sangue, “O golpe do Outro foi quase displicente” e a espada de Royce se despedaça. Quando Royce cai, os Outros se juntam "como que em resposta a um sinal". Poderia ser outro ritual de sacrifício de sangue que fortalece as lâminas dos Outros?
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Arquimeistre Rigney escreveu um dia que a história é uma roda, pois a natureza do homem é fundamentalmente imutável. O que aconteceu antes irá forçosamente voltar a acontecer, ele disse.
(AFFC, A Filha da lula Gigante) [...]

Observações e especulações

Eu disse no começo que isso é mais observação do que teoria. Tenho muitas idéias que derivam desse conjunto de observações, mas nenhuma teoria firme para extrair de tudo isso. Portanto, não apresentarei uma conclusão para este ensaio, mas sim algumas observações e especulações adicionais que, espero, inflamarão as suas. Apresento tudo isso na esperança de que alguns de vocês possam entender mais do que eu tenho entendido até agora. Espero que desencadeie algumas discussões realmente boas.
1- Muitos desses eventos dizem respeito ao nascimento de dragões. Vaufreixo viu Egg revelado como um dragão, enquanto Alvasparedes era sobre um dragão nascido da pedra. Verão viu a imagem de um dragão saindo das chamas de Winterfell. Cersei perguntou sobre as crianças meio dragão que ela teria com Rhaegar. O filho meio dragão de Dany acabou por ser literalmente meio dragão e, quando ela terminou o ritual, seus três ovos eclodiram em dragões mais literais. Acho que isso nos dá uma boa razão para suspeitar que um meio-dragão também nasceu na Torre da Alegria.
2- Há um forte rastro de sangue mágico percorrendo esses ecos. Cersei tem que se desfazer de um pouco de seu sangue, os homens de Jaime são obrigados a matar os de Ned para enviar uma mensagem, Lewin rasteja para a árvore coração para morrer, repetindo acidentalmente a antiga tradição de sacrifício de sangue em um represeiro que Bran testemunha em suas visões. O mais óbvio para o sacrifício de sangue é, claro, o ritual na tenda. Eu me pergunto se isso não realiza a ideia do sacrifício de “dois reis para acordar o dragão”. A princípio, pode parecer que Rhaego morrendo antes de Drogo contradiz “O pai primeiro e depois o filho, para que ambos os reis morram”, mas se o espírito de Rhaego entrou no corpo de Drogo, então, sem dúvida, ambos estão vivendo como rei na hora da morte. Uma alternativa poderia ser que isso é como a questão dos dragões e do gênero, um caso de interpretação incorreta. Ninguém realmente precisa ser coroado rei para ter sangue do rei, então talvez qualquer pai e filho da realeza satisfaça.
Com isso em mente, pode ser que a Torre da Alegria represente uma versão interrompida do mesmo ritual. Rhaegar morreu no Tridente e seu corpo foi queimado. Para completar o ritual então, devemos esperar ver seu filho queimado também. Há uma boa razão para pensar que isso está prestes a acontecer, com Melissandre queimando o corpo de Jon na Muralha. Haverá outra eclosão quando o ritual iniciado na Torre da Alegria for concluído? “Mate o menino...”
3- Há um maegi na tenda de Cersei, bem como havia na de Drogo. Há um meistre na queima de Winterfell e na Fortaleza de Maegor. Também pode haver uma figura semelhante em Alvasparedes. Isso é completamente especulativo, é claro, mas há uma tropa de anões que aparentemente são agentes de Corvo de Sangue que roubam o ovo do dragão. Um desses anões poderia ter sido o Fantasma do Coração Alto? Howland Reed, com seu treinamento de vidente verde, pode ter desempenhado um papel semelhante na Torre da Alegria. Outra possibilidade intrigante é que o Fantasma pode ter sido trazido para a Torre da Alegria das Terras Fluviais com Lyanna. Quando Arya encontra o Fantasma no Coração Alto, o Fantasma já sabe quem ela é, mas reage com consternação ao vê-la de perto. Talvez seja porque a aparência de Arya lembrava a de Lyanna? Isso poderia responder perfeitamente à pergunta de quem estava cuidando de Lyanna e quem eram “eles” que encontraram Ned com Lyanna, quando apenas Howland havia sobrevivido.
4- Solarestival pode ter sido outro desses eventos. Temos muito poucos detalhes, mas sabemos que pelo menos um guarda real estava lá, Duncan, o Alto, que parece estar envolvido nesses ecos de alguma forma. Após a morte de Duncan em Solarestival, o comando da Guarda Real passou para Sor Gerold Hightower, descrito em O Mundo de Gelo e Fogo como o novo jovem comandante. É razoável especular que Dunk não foi a única fatalidade da guarda real ali, ou podemos esperar que uma guarda real mais velho ocupasse o lugar de Dunk. Será que haviam três lá? Havia sete ovos, talvez como os sete que enfrentavam os três. Temos um presente de bruxa da floresta e um castelo queimado até o chão. Da canção de Jenny, temos “
No alto dos salões dos reis que partiram, Jenny dançava com os seus fantasmas...“. O que pode trazer à mente as sombras dançando na tenda. Temos a morte de um rei e o nascimento de um dragão, Rhaegar. Podemos especular que Duncan, o Alto, o pobre Dunk, o Pateta, apesar de ter vivido mais desses ecos do que qualquer um, atrapalhou os dragões de eclodirem ao resgatar Rhaegar.
O que sabemos sobre Solarestival é que a intenção de Jaehaerys era cumprir uma profecia sobre a criação de dragões, e isso por si só se encaixa no simbolismo que temos aqui. Sabemos que Rhaegar tinha motivos para acreditar que ele era o príncipe nascido em meio a sal e fumaça por causa de Solarestival, então ele achou importante. Obviamente, isso é algo altamente especulativo, mas se descobrirmos que havia três guardas reais em Solarestival, reservo-me no direito de dizer “eu avisei”!
5- A idéia de Targaryens bebendo fogovivo para se tornar dragões sempre pareceu plenamente louca. Talvez eles soubessem mais do que nós, e estavam tentando se tornar o homem em chamas, que cavalga no cavalo de fogo?
6- Me pergunto se o garanhão vermelho é um símbolo do cavalo-em-chamas. Dizem-nos que os dothraki acreditam que as estrelas são cavalos de fogo. É interessante considerar que um dragão também é um cavalo de fogo. Pode ser que em algum sistema totêmico, o advento dos cavaleiros de dragão Targaryen significasse que o dragão veio substituir o cavalo de fogo.
7- Há muito simbolismo animal envolvido, frequentemente repetido em vários desses eventos. Gostaria de saber se isso representa algum panteão antigo de divindades animistas: O Urso, o Javali, o Veado, o Lobo, o Morcego, o Touro, o cavalo em chamas / homem em chamas (cavalo e cavaleiro em chamas?
8- O aviso de GRRM sobre o sonho febril na Torre da Alegria, de que não devemos interpretar muito literalmente, é interessante, pois pode refletir o GRRM nos alertando que o que vimos não é a realidade mundana que vimos em outros momentos.
9- A semelhança entre o seqüestro do irmão de Jaime e o seqüestro da irmã de Ned pode ser motivo para pensar que Lyanna foi sequestrada na Estalagem da Encruzilhada. Isso criaria uma simetria interessante de eventos, já que o Vau Rubi, onde Rhaegar morreu, está ali próximo.
10- Existem sobreposições e diferenças, mas podemos começar a considerar uma lista de sinais que parecem ser compartilhados por vários exemplos diferentes:
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2020.05.18 04:46 altovaliriano Jon Snow (Parte 6)

Esta é a última parte da série de textos sobre Jon Snow.
Os capítulos de Jon Snow em A Dança dos Dragões são marcados por escolhas que afetarão milhares de pessoas. Na condição de Lorde Comandante da Patrulha da Noite, o rapaz sabe que não pode deixar para pensar depois nas consequências de seus atos, pois não é ele quem vai ter que arcar com as consequências de seus atos, mas toda a irmandade.
Em razão disto, Jon escolhe ser um líder objetivo, independente e frugal. É assim que ele entende que um homem adulto deve se comportar. “Mate o menino e deixe o homem nascer”. Mas não há como culparmos Jon por isso. Todos os homens que lhe instruíram sobre a vida tinham estas caracterísitcas.
Eddard Stark, Meistre Luwin, Aemon Targaryen, Jeor Mormont e, em menor medida, Mance Rayder. Todos eles eram homens com um rol de princípios claros, conhecidos por todos ao seu redor. Igualmente tendiam a ter suas próprias opiniões e a tomar decisões a despeito da vontade dos demais. E também eram homens simples, cuja aparência por vezes enganava seu real status.
Quando encontramos Jon depois de ele ter tomado posse no cargo, nenhuma mudança real parece ter acontecido. Stannis está chamando de bastardo em sua cara. Godry Farring chama-o de rapaz e o desafia. Por outro lado, desde o primeiro capítulo de Samwell em O Festim dos Corvos ficamos sabendo que o Lorde Comandante se instalou nos antigos aposentos de Donal Noye, lugar de onde não saiu nem mesmo depois que Stannis deixou aposentos vazios na Torre do Rei vazia ao partir.
A frugalidade de Jon, porém, é uma mistura de partes iguais de sua criação e idade. Jon não só quer fingir ter o ‘desapego das formas e privilégio do conteúdo’ que vem naturalmente com a maturidade (“mate o menino e deixe o homem nascer”). Snow também quer provar àqueles ao seu redor que o poder não lhe subiu à cabeça.
Ainda que não convenha ao Lorde Comandante se portar como um rei ou um lorde de verdade, existem diversos recursos simbólicos na tomada do poder que ajudam um Lorde Comandante a governar seus iguais. Como disse Ben Plumm a Daenerys, “O homem que quer ser o rei dos coelhos deve estar pronto para usar um par de orelhas de abano” (ADWD, Daenerys I), o que é apenas uma versão de uma lição política muito antiga em nosso mundo:
“o vulgo sempre se deixa levar pelas aparências e pelos resultados, e no mundo não existe senão o vulgo“
(MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe)
Portanto, as aparências de poder são uma ferramenta legítima de um governante, que deve saber quando fazer uso delas, sem se deixar afetar pelo apego às origens. A meu ver, Melisandre é que m faz a melhor análise da situação de Jon:
Snow decidira continuar vivendo atrás do arsenal, em um par de cômodos modestos previamente ocupados pelo último ferreiro da Patrulha. Talvez não se achasse digno da Torre do Rei, ou talvez não se importasse. Isso era um erro, a falsa humildade da juventude que, em si, era um tipo de orgulho. Nunca foi sábio para um governante evitar as armadilhas do poder, pois o poder flui em quantidades não pequenas de tais armadilhas.
(ADWD, Melisandre)
Estes pensamentos revelam que Melisandre tem uma visão política do mundo muito mais fundada na realidade do que seu fanatismo religioso deixa transparecer. Entretanto, a frugalidade-vaidade de Jon, que ela condenou, parece ser o aspecto mais inofensivo deste seu atributo. Há um pouco dessa sobriedade também na forma como Jon governa a Patrulha com objetividade. Curiosamente, é esta combinação que faz com que Jon não dê crédito a Melisandre.
No começo do livro, Aemon já indicava a Jon que Melisandre provavelmente se enganava ao interpretar a profecia de Azor Ahai e que a magia na espada de Stannis era espetáculo ao invés de poder. Dessa forma, Jon já iniciava sua jornada em dúvida sobre Melisandre. A feiticeira usa Ygritte, Fantasma, Mance e Arya para tentar espantar as desconfianças de Jon. Mas bastou ela errar uma de suas previsões, para que a razão ditasse que Jon não lhe desse mais créditos.
E Jon assim fez com dureza:
– Todas as suas perguntas serão respondidas. Olhe para os céus, Lorde Snow. E, quando tiver suas respostas, envie para mim. O inverno está quase sobre nós. Sou sua única esperança.
– A esperança de um tolo. – Jon virou-se e a deixou.
(ADWD, Jon XIII)
Quando Bowen Marsh colocou Jon à par da situação dos estoques da Patrulha, Jon deu mais ouvidos ao Intendente do que a seus olhos. Uma conduta sábia. Mas não foi tão sábio não perceber a jogada do Intendente. Sabendo que Jon queria alimentar os Selvagens e da natureza objetiva e frugal de Jon, Marsh primeiro apresentou o problema para depois vender uma solução.
A sugestão de Marsh: a comida somente daria para todos por um longo período se eles racionassem. Jon mostrou ao leitor que sabia que esta medida o faria impopular entre os irmãos negros, porém, diante de como Bowen colocou a questão, não parecia haver outra solução. Alguém duvida que o Intendente se valeu dessa decisão de Jon para angariar aliados na sua oposição? Alguém pode dizer que confia 100% nas estimativas que Marsh passou a Jon?
O Lorde Comandante, porém, preferiu não ouvir uma segunda opinião. O que deveria soar estranho para o leitor, haja vista que a objetividade de Jon faz com que ele e Marsh passem um livro inteiro em discordância. Ainda mais quando Marsh usa o mesmo argumento da comida quando Jon começa a trazer recrutas de Vila Toupeira.
Entretanto, o mais danoso atributo de Jon enquanto Lorde Comandante é sua independência postiça. Não por acaso Martin fez com que Jon fosse eleito por ação de Samwell. Caso Jon tivesse ele mesmo costurado os acordos para impedir que Slynt fosse eleito, muito provavelmente Jon não teria a falsa impressão de que poderia governar sem aliados próximos de si. No cargo, Jon acreditava que poderia ir preenchendo os cargos vagos por merecimento (como fez com Couros e Cetim).
Muito provavelmente, Jon pensava que seus amigos seriam sua maior fraqueza. Por isso manda embora Samwell e todos os colegas mais próximos, que o resgataram quando ele tentou desertar em A Guerra dos Tronos (Grenn, Pyp, Sapo e Halder). Ele até mesmo mandou embora Dywen, que era um porta-voz de Jon entre os Patrulheiros. Martin espertamente disfarçou essa dispensa de Dywen no meio da manobra de Jon para se livrar de Alliser Thorne. Mas, vejam , sem Dywen por perto, os patrulheiros ficariam á mercê de Bowen, que já tinha o apoio dos construtores e intendentes.
Quando não colocou seus aliados em posições estratégicas, Jon privilegiou seus opositores em detrimento de seus aliados. Aliás, manter as figuras como Marsh e Yarwick nos cargos, mesmo achando-os incapazes, fez com que Jon me lembrasse uma versão invertida de Cersei e seu pequeno conselho. Em Porto Real, a Rainha não ouvia conselhos de verdade de seus bajuladores sem talento. Em Castelo Negro, o Lorde Comandante não ouvia conselhos de verdade de seus opositores sem talento.
Com efeito, a quantidade de vezes em que Jon enfrenta seu “pequeno conselho” chega aos limites do ridículo. São tantas vezes que eu comecei a suspeitar que Martin não está querendo que vejamos uma tensão crescente. Afinal, Jon é bem-sucedido contra quase todas as investidas de Bowen Marsh, Othel yarwick e Septão Cellador. Como demonstrei no texto passado, não havia necessidade de Jon gerar tanta insatisfação na Patrulha. O motim seria crível de qualquer modo assim que ele desertasse.
A verdade é que eu penso que Martin estava ganhando tempo com esta série de debates. Como ele sabia que Jon seria assassinado, ele precisava prepara muito o terreno para o que sucederia à morte de Jon. Mas as sementes que seriam plantadas neste terreno seriam as decisões polêmicas de Jon, GRRM devia sentir que era necessário que a Patrulha respondesse negativamente a cada uma dessas ‘reformas’ para que a situação parecesse verossímil ao leitor.
Por outro lado, a oposição constante fazia crescer a dependência do Lorde Comandante pelo apoio dos Selvagens, o que criava um óbvio ciclo vicioso. Jon teve que confiar cegamente em Val para achar Tormund, deu uma senhoria a Sigorn através do casamento com Alys Karstark e tomou conselhos apenas de Tormund no assunto da carta de Ramsay.
O caso de Val, na verdade, é muito curioso. Martin foi sorrateiro ao representa-la tão disposta a ajudar Jon. Ela já havia sido oferecida como esposa a Jon por Stannis e durante o livro vemos o quanto ela tem química com Jon... até que ela entra em pânico assassino ao conhecer Shireen. Mas tudo isso só acontece quando Jon está em dívida com Val. Dessa forma, GRRM coloca o Lorde Comandante novamente em desvantagem e dependência.
Quanto ao casamento de Sigorn e Alys, o caso é mais sutil. Já havia fortes indícios que seria uma questão de tempo até que Sigorn ganhasse algum poder político, mas ninguém nunca se perguntou por que os noivos, ambos adoradores dos velhos deuses, foram casados por Melisandre?
Parece lógico à primeira vista que simplesmente seja uma imposição externa, da Rainha Selyse. Porém, é dito que Septão Cellador tentou realizar a cerimônia, revelando que não houve sequer debate sobre o assunto. Os adoradores da Fé dos Sete devem ter se sentido mais desagradados do que se a cerimônia fosse realizada perante um árvore-coração.
Falemos então de Tormund. No penúltimo capítulo de Dança, Jon teve um sonho em que estava defendendo a Muralha sozinho contra os Outros. Isso era um reflexo do isolamento que sentia. Logo depois, Tormund apareceu com seus quatro mil selvagens para passar sob a Muralha. Ou seja, Jon só encontrou com o velho conhecido quando o isolamento de Jon na Muralha já o atingia em nível subconsciente.
Temos que admitir que a simpatia e bom humor de Tormund foram um bálsamo bem-vindo a Jon. A forma como Tormund cooperou também facilitou Jon no convencimento dos homens dos Clãs das Montanhas de que a Patrulha e o Povo Livre estavam na mesma página quanto à trégua. Entretanto, o alívio deve ter sido grande demais para Jon.
Quando a carta de Ramsay chegou a Castelo Negro, Jon se recordou que Melisandre previra sua chegada e pedira que ele viesse falar com ela sobre o assunto. Depois de ter lido a carta no Salão dos Escudos, Jon se arrependeu de não ter ido conversar com Selyse antes do anúncio, pois não era adequado que ela fosse a última a saber da morte de Stannis. Por que ele não pensou nisso antes? Por que estava com Tormund quando a carta chegou.
A sensação de intimidade (e até um pouco de carência) devem ter feito com que Jon perdesse a prudência e adquirisse um indevido senso de urgência. De fato, não havia nada que justificasse sua deserção imediata. Ao invés de procurar Melisandre ou avisar Selyse, Jon passou duas horas refazendo seus planos com o amigão Tormund. Planos os quais Martin nos sonegou ao suprimir a conversa.
Alguém tem dúvida que Tormund não é o conselheiro mais indicado para este tipo de situação? Que dificilmente ele perceberia as nuances do conteúdo da carta como Melisandre afirmava ser capaz de decifrar? Cadê “mate o menino e deixe o homem nascer” nessa horas? Em lugar nenhum. Jon não pensou nisso nenhuma vez. Tal qual não pensou quando lidava com Janos Slynt. Na verdade, eu penso que Jon só não foi morto no próprio Salão dos Escudos porque naquele momento “os selvagens suplantavam os corvos em cinco para um” (ADWD, Jon XIII).
Porém, precisamos falar um pouco mal dos motineiros. O que eles estavam pensando quando resolveram usar o incidente entre Sor Patrek e Wun Wun para atacar Jon quando “homens saíam aos montes das fortalezas e torres ao redor. Nortenhos, povo livre, homens da rainha”? talvez Jon e Marsh se pareçam muito. Talvez ambos sejam pessoas demasiado passionais para lidar com a política da Muralha às vésperas da Longa Noite.
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Para concluir eu tenho uma pergunta: Quem foram os autores da terceira e a quarta facada em Jon? Alf e Lew Mão esquerda?
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2020.04.21 03:59 CasaGolden Hodor Cavalo – Eddard XV, A Guerra dos Tronos

O Rei morreu e a Mão foi enterrada
Após fracassar no plano de tomar a regência pra si e convocar Stannis Baratheon para tomar seu lugar como novo Rei, Ned Stark foi jogado nas celas negras da Fortaleza Vermelha, terceiro piso do subsolo do castelo de Maegor. Na total escuridão, não lhe dão comida, balde para as necessidades da natureza, leite de papoula para dor e muito menos cuidam dos curativos da perna quebrada. O velho lobo pragueja a todos que contribuíram para a sua desgraça, mas acima de tudo, ele culpa a si mesmo.
“Maldizia-os a todos: Mindinho, Janos Slynt e seus homens, a rainha, o Regicida, Pycelle, Varys e Sor Barristan, até Lorde Renly, do próprio sangue de Robert, que fugira quando era mais necessário. Mas, no fim das contas, culpava-se a si mesmo.
– Estúpido – gritou para a escuridão –, três vezes maldito, cego e estúpido. (Eddard XV, AGOT)
Quando todos os risos morreram
Começando a perder a sanidade, memórias vívidas de seu passado jovem retornam. Ele lembra de Robert quanto este estava na flor da juventude e a quem amava como um irmão. Recorda do grande Torneio de Harrenhal que foi realizado no Ano da Falsa Primavera quando Jaime Lannister, o Jovem Leão, se juntou a Guarda Real; se lembra quando o príncipe Rhaegar Targaryen, campeão nas justas, depositou a guirlanda de Rainha do Amor e da Beleza no colo de Lyanna Stark, humilhando sua esposa Elia Martell e causando choque em todos os presentes.
Ned Stark estendeu a mão para agarrar a coroa de flores, mas sob as pétalas azul-claras estavam escondidos espinhos. Sentiu-os penetrar-lhe a pele, aguçados e cruéis, viu o lento fio de sangue correr por seus dedos e acordou, tremendo, na escuridão.
Prometa-me, Ned, sussurrara a irmã de sua cama de sangue. Ela adorava o odor de rosas de inverno.
– Que os deuses me salvem – chorou Ned. – Estou enlouquecendo.
Os deuses não se dignaram a responder. (Eddard XV, AGOT)
Castelos de Esperança
Ned Stark fica imaginando as maneiras que ele poderia ser salvo daquelas condições,
"Os irmãos de Robert andavam pelo mundo, recrutando exércitos em Pedra do Dragão e em Ponta Tempestade. Alyn e Harwin regressariam a Porto Real com o resto de sua guarda depois de tratarem de Sor Gregor. Catelyn rebelaria o Norte quando as notícias lhe chegassem, e os senhores do rio, da montanha e do Vale se juntariam a ela." (Eddard XV, AGOT)
A visita do Mago
Quando menos esperava, o Stark recebe uma visita inusitada, trata-se de Varys, o aranha, com um disfarce de carcereiro que ele usa há anos para visitar as celas sem ser descoberto. Varys diz que protegeu Robert dos inimigos, mas não conseguiu proteger dos amigos. O eunuco pergunta o que levou Eddard a fazer decisões ruins como contar a Cersei sobre o incesto e recusar a oferta de Renly, o que deixa o prisioneiro chocado. Varys também atualiza as notícias do mundo. Por fim, Ned Stark é avisado da visita de Cersei Lannister, que irá oferecer a ele vestir o negro, desde que confesse sua traição. Ned recusa de primeira, dizendo que sua vida não é muito importante, mas Varys diz que é melhor ele pensar a respeito, não antes de alfinetar o lobo sobre seus jogos de Lorde.
Se isso for verdade, Lorde Eddard, diga-me… por que são sempre os inocentes a sofrer mais, quando vocês, os grandes senhores, jogam o seu jogo dos tronos? Pense sobre isso, se quiser, enquanto espera a rainha. Mas guarde também um pensamento: o visitante seguinte poderá trazer pão, queijo e leite de papoula para as suas dores… ou a cabeça de Sansa. A escolha, meu caro senhor Mão, é inteiramente sua. (Eddard XV, AGOT)
How I Met Your Mother
Quando Varys diz que Ned poderia passar o resto da vida na Muralha com seu irmão Benjen e seu filho ilegítimo, o Eddard tem outra grande pontada de lamentação.
Pensar em Jon encheu Ned com um sentimento de vergonha e uma mágoa profunda demais para ser expressa em palavras. Se ao menos pudesse voltar a vê-lo, sentar-se e falar com ele… (Eddard XV, AGOT)
As meninas comentaram que Ned, naquele momento em especifico, sente o peso de se passar por pai de Jon Snow todos aqueles anos, escondendo a verdade sobre sua mãe e seu pai. Mikannn comentou inclusive que isso poderia lembrar um pouco da cena da série em que Ned se despede do Jon dizendo: "Na próxima vez que nos vermos, falaremos sobre sua mãe."
Comentários
“É um capítulo muito especial pra mim. É o Ned refletindo sobre as escolhas que ele fez em vida.”
“É um capítulo de fechamento. O doido é que quando você lê, não parece que é de fechamento, é ele fazendo uma escolha, ele vai confessar e no próximo capítulo você vê o desdobramento disso.”
“É, o capítulo da uma certa esperança, coisa que o George R.R. Martin adora fazer, e depois você fica mais chateado ainda. Então talvez isso seja preparação de terreno pras próximas mortes, quando um personagem fica refletindo muito, talvez ele vá morrer. (Mikannn e Flávia, 13min 21seg)
“Ele tá sendo enterrado de uma maneira bem simbólica, quase como se tivesse sido enterrado vivo. Ele não pode comer, não pode ver luz, ele ganha um pouquinho de água pra ele permanecer vivo suficiente pra continuar sendo enterrado.” (Flávia, 15min 47seg)
Elas também comentaram que o fato do Varys saber de coisas que não deveria e usar disfarces muito bem feitos é um sinal de que ele é uma pessoa muito perigosa.
Mikannn e Flávia acharam Ned um pouco ingênuo a respeito de acreditar que a Catelyn com o Tyrion tudo ia se resolver normalmente, além de acreditar que Beric, Thoros e seus homens conseguiram matar Gregor CLegane. Carol defendeu Ned dizendo que em uma situação daquelas é de se esperar que alguém se agarre com força em todas as possibilidades de esperança.

Perguntas
Um ouvinte perguntou se as meninas acham que no livro Os Ventos do Inverno a questão dos Outros será resolvida e em um Sonho de Primavera seria Westeros pós-Outros resolvendo a briga pelo Trono de Ferro. Como aconteceu na série, em que derrotaram os Outros antes e depois resolveram a questão do trono.
Mikannn acha que no TWOW será estabelecido a questão dos Outros, um lance de "o inverno chegou e vamos ver o que fazer nesse reino fudido", e daí esse conflito e todos os outros só iriam se resolver em ADOS.
Eu pessoalmente acho que vai ser mais ou menos isso também.
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2020.04.09 23:08 HoBaLoy A Carta que Aegon, o Conquistador recebeu de Dorne

Nesta oportunidade discutiremos o conteúdo da carta que Nymor Martell, filho da Rã Meria enviou a Aegon, o Conquistador.
Trata-se de um mistério e mais uma vez especulativo como Martin mesmo quer que façamos. A sugestão de tal tema fora feita por u/altovaliriano.
Vale lembrar que a Primeira Guerra Dornesa rendeu diversas baixas e atentados tanto contra o Rei Aegon quanto a Rainha Visenya.
Lembrando que as principais baixas tinham sido a própria Rainha Rhaenys e seu dragão Meraxes que acabaram por tornar tudo mais caótico e sanguinário.
Os reinos (A Campina e as Terras da Tempestade) com divisão territorial com Dorne também vinham sofrendo com diversos ataques dos senhores dorneses.
O trecho que trata disso é o final de um capítulo de Fogo e Sangue Vol. 1, conforme narrado a seguir:
O rei estava cansado da guerra, todos concordavam, mas conceder a paz aos dorneses sem submissão seria equivalente a dizer que Rhaenys, sua amada irmã, havia morrido em vão, que todo o sangue, todas as mortes, de nada serviram. Os senhores em seu pequeno conselho o alertaram ainda que uma paz assim poderia ser vista como sinal de fraqueza e talvez incentivasse novas rebeliões, que então precisariam ser reprimidas. Aegon sabia que a Campina, as terras da tempestade e a marca haviam sofrido terrivelmente durante o conflito e não perdoariam, nem esqueceriam. Até em Porto Real, o rei não se atrevia a permitir que os dorneses saíssem do Aegonforte sem uma potente escolta, por receio de que o povo da cidade os despedaçasse. Por todos esses motivos, afirmou o grande meistre Lucan mais tarde, o rei estava prestes a recusar as propostas de Dorne e continuar com a guerra.
Foi nesse momento que a princesa Deria entregou ao rei uma carta selada de seu pai.
— Apenas para seus olhos, Sua Graça.
O rei Aegon leu as palavras do príncipe Nymor diante de toda a corte, impassível e calado, sentado no Trono de Ferro. Depois, quando se levantou, dizem que pingava sangue de sua mão. Ele queimou a carta e nunca mais falou dela, mas, naquela noite, montou em Balerion e voou sobre as águas da Torrente da Água Negra até a montanha fumegante de Pedra do Dragão. Quando voltou na manhã seguinte, Aegon Targaryen aceitou os termos oferecidos por Nymor. Pouco depois, assinou um tratado de paz eterna com Dorne.
Até hoje, ninguém sabe dizer com certeza o que havia na carta de Deria. Há quem diga que era um simples apelo de um pai para outro, palavras sinceras que comoveram o coração do rei Aegon. Outros insistem que era uma lista de todos os senhores e cavaleiros nobres que haviam perdido a vida durante a guerra. Certos septões chegaram até a sugerir que a missiva estava enfeitiçada, que a Rã Amarela a escrevera antes de morrer, com um frasco do sangue da própria rainha Rhaenys, para que o rei fosse incapaz de resistir à maligna magia.
O grande meistre Clegg, que foi a Porto Real vinte anos depois, concluiu que Dorne já não tinha mais forças para lutar. Movido pelo desespero, sugeriu Clegg, o príncipe Nymor talvez tenha ameaçado, caso a paz fosse rejeitada, contratar os Homens sem Rosto de Braavos para matar o filho e herdeiro do rei Aegon com a rainha Rhaenys, o pequeno Aenys, na época com apenas seis anos. Talvez fosse isso… mas ninguém jamais saberá de fato.
E assim se encerrou a Primeira Guerra Dornesa (4-13 DC).
A Rã Amarela de Dorne realizara o que Harren, o Negro, os dois reis e Torrhen Stark não conseguiram; ela derrotara Aegon Targaryen e seus dragões. Contudo, ao norte das Montanhas Vermelhas, suas táticas lhe renderam apenas escárnio. Entre os senhores e os cavaleiros nos reinos de Aegon, “coragem dornesa” se tornou um termo debochado para covardia. “A rã pula para dentro da toca quando ameaçada”, registrou um escriba. Outro disse: “Meria lutou como uma mulher, com mentiras, trapaças e bruxarias”. A “vitória” dornesa (se é que pode ser chamada de vitória) foi vista como desonrosa, e os sobreviventes do conflito e os filhos e irmãos dos que haviam perecido prometeram uns aos outros que ainda chegaria o dia do acerto de contas.
A vingança deles precisaria esperar outra geração, e a acessão de um rei mais jovem e sanguinário. Embora Aegon, o Conquistador, viesse a ocupar o Trono de Ferro por mais vinte e quatro anos, o conflito dornês foi sua última guerra.
Sobre a carta que Deria Martell entregou a Aegon, há alguns pontos interessantes, todos pontuados por u/altovaliriano.
Primeiro, ela somente entregou a carta (que já estava escrita e selada) quando Aegon estava a ponto de recusar a oferta de paz. Isso parece combinar com a famosa cautela dos Martell da era pré-Nymeria (vide TWOIAF, Dorne: A Chegada dos Ândalos).
Segundo, é a recomendação “apenas para seus olhos” que ela faz a Aegon. À princípio parece que os dorneses querem se preservar, mas talvez tenha sido uma forma de preservar o próprio Aegon. Outros olhos poderiam te-lo forçado a agir contra a própria vontade. Como dito, muitos senhores tiveram baixas na guerra e o próprio povo do Reino não apreciava os dorneses, seguindo o que é dito a seguir.
Terceiro, a especulação de que a carta seria uma lista dos senhores e cavaleiros mortos na guerra contra Dorne. Mesmo que seja impossível determinar a verdade dessa especulação, há aqui um dado objetivo: como muita gente morreu na guerra, esse tipo de especulação parece indicar que a carta ou era longa ou era escrita de forma compacta, em estrofes (como uma lista, um poema, ou uma canção).
Interessante notar mais alguns pontos que estão marcados na passagem do livro transcrita.
“...dizem que pingava sangue de sua mão”. O que isso queria dizer? Era literal? Se fosse, o que continha tal carta? Algum tipo de veneno ou ela fora escrita com sangue?
O segundo ponto é que o tal tratado com Dorne foi de paz eterna. Isso nunca fora notado por mim. Pois se notarmos esse tratado foi violado dezenas de vezes, não só pelo próprio "Reino de Westeros" como também pelos Reinos contíguos. Além dos próprios dorneses terem violado tal tratado tantas vezes. De qualquer forma, por que um tratado de paz ETERNA? Isso realmente nos leva a especular fortemente o que continha tal carta para tanto.
Quais são os pensamentos, especulações e informações adicionais que acreditam que valha a pena comentarmos?
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2020.03.28 03:40 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 5

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53134866390
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6

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Novamente, eu ergo montanhas sobre montículos nesta parte e na próxima, presumindo que tudo o que fazem os homens do norte em Winterfell, especialmente Lorde Manderly, é suspeito.

O Norte: Homens Stark

Wyman Manderly, um Operador Sutil

Anteriormente, eu teorizei que Manderly poderia saber sobre Robb ter escolhido Jon para sucedê-lo como Rei do Norte de Robett Glover, que por sua vez ouve as notícias de seu irmão mais velho Galbart, desapareceu no Gargalo com Maege Mormont, ambos testemunhas do decreto de Robb (ASOS, Catelyn V). No entanto, Manderly jurou se declarar por Stannis caso Davos traga Rickon e Cão Felpudo de volta de Skagos? Rickon não seria redundante se Manderly pretendesse reconhecer Jon como seu rei?
A promessa de Manderly a Davos não é tão hermética quanto parece, para começar.
– [Wex] sabe para onde [Osha e Rickon] foram – Lorde Wyman disse.
Davos entendeu.
– Você quer o menino.
– Roose Bolton tem a filha de Lorde Eddard. Para impedi-lo, Porto Branco precisa ter o filho de Ned... e o lobo gigante. O lobo provará que o menino é quem dizemos que é, se Forte do Pavor tentar negar. Este é meu prêmio, Lorde Davos. Contrabandeie-me meu senhor suserano, e eu tomarei Stannis Baratheon como meu rei.
(ADWD, Davos IV)
Em primeiro lugar, observe que Manderly não especifica Rickon pelo nome, mas diz "suserano", deixando Davos concluir pelo contexto qual dos filhos de Ned ele quer dizer. Mesmo que ele não saiba nada sobre Jon, ele fica sabendo por Wex que Bran também sobreviveu ao saque de Winterfell. Sendo irmão mais novo, Rickon não pode ser Lorde de Winterfell antes de Bran, que não é desqualificado por sua deficiência (ou ser uma árvore!) E, até onde sabemos, não abdicou ou morreu. Então, com essas complicações, quem é o suserano de Manderly?
Em segundo lugar, Manderly não fala em nome de Porto Branco, mas em seu próprio nome. O que acontecerá com seu acordo com Davos, que não foi jurado aos deuses antigos ou aos novos, se Manderly morrer e seu filho, Wylis, o suceder como senhor? Manderly deliberadamente provoca os Freys em Winterfell às vias de fato durante o último POV de Theon. Sobre a morte de Pequeno Walder, ele comenta: “Embora talvez isso tenha sido uma bênção. Se vivesse, teria crescido para ser um Frey”. Especula-se que Manderly não espera voltar de Winterfell vivo, assim como os homens do clã que marcham com Stannis preferem morrer banhados em sangue Bolton do que para as adversidades do inverno (ADWD, O Prêmio do Rei). A palavra que Lorde Wyman deu a Davos, sobre a qual Wylis pode negar conhecimento com sinceridade, é nula e sem efeito?
O Norte está prestes a enfrentar o pior inverno de muitas gerações, com um gelado apocalipse zumbi pra completar, após a morte de milhares de homens na Guerra dos Cinco Reis, fortalezas e colheitas arruinadas pela ocupação inimiga, sem expectativas de ajuda do Trono de Ferro, absortos como os sulistas estão em seus jogos de poder. Não é hora para os garotos-senhores, que são a ruína de qualquer casa, mesmo segundo Roose Bolton (ADWD, Fedor III). No entanto, se Jon for rei, certamente não faria mal para ele ter um herdeiro, já que é improvável que ele traga o seu próprio, pois jurou não tomar esposa ou ter filhos.
Manderly é capaz de tais truques? De tal traição? Todo o incidente das tortas de Frey sugere isso, em minha opinião.
[Davos] esperava ouvir Lorde Wyman falar, E agora eu me declaro pelo Rei Stannis, mas, em vez disso, o homem gordo sorriu um estranho sorriso cintilante e disse:
– Agora tenho um casamento para assistir. Sou gordo demais para subir em um cavalo, como qualquer homem com olhos pode ver claramente. [...]. Meu corpo tornou-se uma prisão mais lúgubre do que a Toca do Lobo. Mesmo assim, preciso ir para Winterfell. Roose Bolton me quer de joelhos, e sob o veludo da cortesia mostra a cota de malha de ferro. Preciso ir de barcaça e de liteira, cercado por uma centena de cavaleiros e por meus bons amigos das Gêmeas. Os Frey vieram pelo mar. Não têm cavalos com eles, então devo presentear cada um deles com um palafrém como presente de convidado. Os anfitriões ainda dão presentes de convidados no Sul?
– Alguns dão, meu senhor. No dia da partida dos convidados.
– Talvez você entenda, então.
(ADWD, Davos IV)
Manderly não tem escrúpulos em observar cuidadosamente a literalidade das leis da hospitalidade, mas violar seu espírito. Ele faz gestos amigáveis aos Freys e os mata assim que seus presentes de convidado o libertam de suas obrigações de anfitrião.
O Senhor de Porto Branco fornecera a comida e a bebida, [...]. Os convidados do casamento se fartaram em [...] três grandes tortas de casamento [...]. Ramsay cortou as fatias com sua cimitarra, e Wyman Manderly serviu pessoalmente, oferecendo as primeiras porções fumegantes para Roose Bolton e sua gorda esposa Frey, as seguintes para Sor Hosteen e Sor Aenys, filhos de Walder Frey.
– A melhor torta que já provaram, meus senhores – o gordo senhor declarou. – Empurrem tudo para baixo com um dourado da Árvore e apreciem cada pedaço. Eu sei que vou.
Fiel à sua palavra, Manderly devorou seis porções, duas de cada uma das três tortas […]
O Senhor de Porto Branco era a imagem perfeita do gordo feliz, gargalhando, sorrindo, brincando com os outros senhores e batendo em suas costas, pedindo aos músicos esta ou aquela canção.
– Nos dê A noite que terminou, cantor – gritou. – A noiva gostará desta, eu sei. Ou cante para nós os feitos do bravo jovem Danny Flint, e nos faça chorar. – Ao olhá-lo, era possível pensar que era ele o recém-casado.
– Está bêbado – disse Theon. [...] Lorde Manderly estava tão bêbado que pediu quatro homens fortes para ajudá-lo a sair do salão.
– Devíamos ouvir uma canção sobre o Rato Cozinheiro – ele murmurou, enquanto passava cambaleando por Theon, apoiado em seus cavaleiros. – Cantor, dê-nos uma canção sobre o Rato Cozinheiro.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
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O Cozinheiro Ratazana tinha feito com o filho do rei ândalo um grande empadão com cebolas, cenouras, cogumelos, montes de pimenta e sal, uma fatia de bacon e um escuro vinho tinto de Dorne. Depois, serviu-o ao pai dele, que elogiou o sabor e pediu para repetir. Mais tarde, os deuses transformaram o cozinheiro numa monstruosa ratazana branca que só podia comer os próprios filhos. Desde então, vagueava por Fortenoite, devorando os filhos, mas sua fome ainda não estava saciada.
– Não foi por assassinato que os deuses o amaldiçoaram – dizia a Velha Ama – nem por servir ao rei ândalo o filho num empadão. Um homem tem direito à vingança. Mas matou um hóspede sob o seu teto, e isso os deuses não podem perdoar.
(ASOS, Bran IV)
No banquete de casamento, Manderly zomba maliciosamente de seus inimigos bem diante de suas caras, brincando com a ignorância do que ele fez. Além disso, ao fornecer a comida e a bebida, Lorde Wyman garante que ele e seus co-conspiradores não violem o direito de hóspede, que é uma forma de confiança mútua entre anfitrião e hóspede. De qualquer forma, ele tem alguma margem de manobra, porque provavelmente ainda considera Winterfell a casa dos Starks. Os deuses não puniriam mais intensamente Manderly por matar Boltons e Freys do que a Roose por enforcar as duas dúzias de posseiros encontrados no castelo, quando ali chegaram (ADWD, O Príncipe de Winterfell).
No entanto, o subterfúgio de Manderly não para por aí. Ele faz conluio com Mance Rayder e suas esposas de lança. Eles se encontraram na estrada, e Mance diz a Manderly que ele procura um caminho para Winterfell para roubar a noiva de Ramsay em nome de Jon Snow, o irmão dela. Sendo os vassalos mais meridionais dos Stark, tanto geográfica quanto historicamente, os Manderlys não sofrem tanto com ataques selvagens quanto, por exemplo, os Umbers e estariam melhor dispostos a ter o Povo Livre como aliados.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão. Lorde Manderly trouxera músicos de Porto Branco, mas nenhum era cantor, então, quando Abel apareceu nos portões com um alaúde e seis mulheres, fora mais do que bem-vindo.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Que coincidência que Lorde Manderly, que sempre pensa em tudo, não trouxe cantores para as festividades! Estranho, porque no banquete da colheita em Winterfell, alguns livros atrás, ele tem músicos e um cantor em sua procissão, com um malabarista para completar.
Os músicos de Lorde Wyman tocavam com bravura e bem, mas a harpa, a rabeca e a trompa foram em breve afogadas por uma maré de conversas e risos, o tinir de taças e pratos, e os rosnados de cães que lutavam pelos restos. O cantor cantava boas canções, Lanças de Ferro, O Incêndio dos Navios e O Urso e a Bela Donzela, mas só Hodor parecia estar ouvindo. [...]
(ACOK, Bran III)
Eu não acredito em tais coincidências. Manderly – que já decidiu assassinar Jared, Symond e Rhaegar Frey no momento em que conversa com Davos – provavelmente planeja prepará-los em tortas, servi-los aos seus parentes e pedir uma música sobre o Rato Cozinheiro. O que – a menos que ele queira cantar a música – exigiria um ou dois bardos.
Mance não é o único em Winterfell com quem Manderly tem um acordo prévio. Antes do mesmo banquete da colheita, Manderly levanta a idéia de construir uma frota de navios de guerra para Bran, Ser Rodrik e Meistre Luwin.
Além de uma casa de cunhagem, Lorde Manderly também propôs construir uma frota de guerra para Robb.
– Há centenas de anos que não temos força no mar, desde que Brandon, o Incendiário, tocou fogo nos navios do pai. Concedam-me o ouro necessário, e ainda este ano porei para flutuar galés em número suficiente para tomar tanto Pedra do Dragão como Porto Real.
(ACOK, Bran II)
Sor Rodrik e Meistre Luwin não se comprometem inicialmente, prometendo apenas conversar com Robb sobre o assunto, mas Sor Rodrik logo tem uma idéia.
Hother [Umber, Terror das Rameiras] queria navios. [...]
Sor Rodrik puxou as suíças:
– Vocês têm florestas de pinheiros altos e velhos carvalhos. Lorde Manderly tem construtores navais e marinheiros com fartura. Juntos, deveriam ser capazes de pôr na água dracares em número suficiente para defender as costas de ambos.
– Manderly? – Mors Umber [Papa Corvos] fungou. – Esse grande saco bamboleante de banha? [...]
– Ele é gordo – admitiu Sor Rodrik –, mas não é bobo. Irá trabalhar com ele, caso contrário o rei ficará sabendo o por quê. E , para espanto de Bran, os truculentos Umber concordaram em fazer o que ele ordenava, embora não sem resmungos.
(ACOK, Bran II)
Em A Dança dos Dragões, a frota está construída.
Passo do Castelo era uma rua com degraus, um largo caminho de pedra branca que levava da Toca do Lobo, pela água, até Castelo Novo, em sua colina. Sereias de mármore, com vasilhames de óleo de baleia queimando aninhados nos braços, iluminavam o percurso enquanto Davos subia. Quando alcançou o topo, virou-se para olhar para trás. De onde estava, podia ver os portos. Ambos. Atrás do quebra-mar, o porto interno estava repleto de galés de guerra. Davos contou vinte e três. Lorde Wyman era gordo, mas não era negligente, ao que parecia.
(ADWD, Davos II)
E não há a menor sugestão de que Roose saiba alguma coisa sobre isso. Ou seja, Terror das Rameiras ainda não lhe disse: “Fico pensando o que o Lorde Lampréia fez com toda a madeira que cortamos para ele. Deveríamos ter construído galés de guerra juntos”. Uma explicação seria que, apesar de Terror das Rameiras ter tomado partido dos Boltons e Papa Corvos o de Stannis, os Umbers ainda estão de fato trabalhando com Manderly.
Uma vez em Winterfell, Manderly tem nova oportunidade de conspirar.
[Roose:] "Alguém está matando meus homens." [...]
– Temos que olhar para Manderly – murmurou Sor Aeny s Frey. – Lorde Wyman não tem amor por nenhum de nós.
[Roger] Ryswell não estava convencido.
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
– Não afirmo que Lorde Wyman agiu por conta.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Ah- ha! Lord Manderly tem feito reuniões secretas pró-Stark sob o disfarce de visitar a privada? XD
Bem, talvez não (risadas). Falando sério, nessa mesma cena, Frey ressalta que Manderly chegou a Winterfell com trezentos homens, um terço dos quais são cavaleiros. Ele pode empregar seus funcionários de confiança para passar mensagens, bem como usar suas conexões já estabelecidas com os selvagens e os Umbers (embora os primeiros tenham quase certeza de ter segundas intenções). A lista completa de Casas que compareceram ao casamento, excluindo-se a Senhora Dustin e seu séquito, é a seguinte:
Estandartes estavam pendurados nas torres quadradas, batendo com o vento; o homem esfolado de Forte do Pavor, o machado de batalha dos Cerwyn, os pinheiros dos Tallhart, o tritão dos Manderly, as chaves cruzadas do velho Lorde Locke, o gigante dos Umber, a mão de pedra dos Flint e o alce dos Hornwood. Dos Stout, listras bifurcadas castanhoavermelhadas e douradas; dos Slate, um campo cinza com duas bordas estreitas brancas. Quatro cabeças de cavalo proclamavam os quatro Ryswell dos Regatos; uma cinza, uma negra, uma dourada e uma marrom. A brincadeira era que os Ryswell não conseguiam concordar nem sobre as cores de suas armas. Acima deles, pairava o veado-e-leão do garoto que se sentava no Trono de Ferro, a milhares de quilômetros de distância.
(ADWD, Fedor III)
Manderly e os Lockes estão em contato desde antes da chegada de Davos em White Harbor. Há um Locke na corte de Manderly, identificável por seu brasão, embora não tenha nome e, portanto, tenha parentesco incerto com Lorde Locke. Esse homem não está contra Roose, mas acha que Ramsay é um psicopata e prefere não vê-lo governar o norte. Mais uma vez, Ramsay é um grande fardo para a Casa Bolton. Um que Manderly e sua facção podem explorar:
[Frey:] Qualquer que seja o nome, ele logo estará casado com Arya Stark. Se você quer ser fiel à promessa, faça aliança com ele, pois ele será o Senhor de Winterfell.
[Wylla:] – Ele jamais será meu senhor! Ele obrigou a Senhora Hornwood a se casar com ele, então a trancou em um calabouço e a fez comer seus dedos.
Um murmúrio tomou conta da Corte do Tritão.
– A donzela diz a verdade – declarou um homem atarracado, em branco e púrpura, cujo manto era preso por um par de chaves de bronze cruzadas. – Roose Bolton é frio e astuto, sim, mas um homem pode lidar com Roose. Todos conhecemos piores. Mas esse filho bastardo dele... dizem que é louco e cruel, um monstro.
(Davos III, ADWD)
Os Hornwoods, é claro, têm boas razões para odiar Ramsay por ter torturado e assassinado sua Senhora viúva. Eles, assim como os Cerwyns e Tallharts, têm outros pontos para acertar com pai e filho, no entanto. Ramsay traiçoeiramente matou seus homens junto com Sor Rodrik no saque a Winterfell. Entre os mortos apresentados a Theon estão o herdeiro de Lord Cerwyn, Cley, e o irmão de lorde Tallhart, Leobald. Como se isso não bastasse, foram novamente homens de Hornwood, Cerwyn e Tallhart que Roose entregou aos Lannisters e Tyrells em Valdocaso. Sor Helman Tallhart, mestre da Praça de Torrhen, foi morto nessa batalha.
Por fim, uma coluna de homens a cavalo apareceu, saída da fumaça que pairava no ar. À cabeça vinha um cavaleiro com uma armadura escura. Seu elmo arredondado brilhava num vermelho lúgubre, e um manto rosa-claro caía de seus ombros. Parou o cavalo junto ao portão principal, e um de seus homens gritou para que o castelo se abrisse.
– São amigos ou inimigos? – berrou-lhes Lorren Negro.
– Traria um inimigo tão bons presentes? – O Elmo Vermelho fez um sinal com a mão, e três cadáveres foram despejados à frente dos portões. Um archote foi brandido por cima dos corpos, para que os defensores no topo das muralhas pudessem ver o rosto dos mortos.
– O velho castelão – disse Lorren Negro.
– Com Leobald Tallhart e Cley Cerwyn – o jovem senhor fora atingido no olho por uma flecha, e Sor Rodrik perdera o braço esquerdo, do cotovelo para baixo.
(Theon VI, ACOK)
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[Varys:] Ontem de madrugada, o nosso bravo Lorde Randyll apanhou Robett Glover nos arredores de Valdocaso e encurralou-o contra o mar. As perdas foram pesadas de ambos os lados, mas no fim os nossos leais homens prevaleceram. Dizem que Sor Helman Tallhart está morto, bem como mais de mil homens. Robett Glover volta a Harrenhal comos sobreviventes, em sangrenta desordem, sem sonhar que irá encontrar atravessados no caminho o valente Sor Gregor e seus bravos.
(Tyrion III, ASOS)
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Os portões de Valdocaso estavam fechados e trancados. [...]Quando a aurora rebentou, os guardas apareceram nos baluartes. Os agricultores subiram para seus carros e sacudiram as rédeas. Brienne também montou […]
Os guardas mandavam as carroças passar quase sem olhar [...] [O capitão] fez um gesto para os guardas. – Deixem-na passar, rapazes. É uma garota.
O portão abria-se para uma praça de mercado, onde aqueles que tinham entrado antes dela descarregavam [...] Outros vendiam armas e armaduras, e muito barato, a julgar pelos preços que gritavam quando ela passava. Os saqueadores chegaram com as gralhas pretas depois de todas as batalhas. [...]Também se arranjava roupa: botas de couro, mantos de peles, sobretudos manchados com rasgões suspeitos. Conhecia muitos dos símbolos. O punho coberto de cota de malha [Glover], o alce [Hornwood], o sol branco [Karstark], o machado de lâmina dupla [Cerwyn], todos eram símbolos do Norte.
(AFFC, Brienne II)
Infelizmente para os Boltons, se os Hornwoods, Cerwyns e Tallharts ainda não perceberam quem é responsável por seus infortúnios, Manderly pode informa-los (e certamente o fará).
Davos tentou se lembrar das histórias que ouvira.
– Winterfell foi capturado por Theon Greyjoy, que fora protegido de Lorde Stark. Ele condenou os dois filhos mais jovens de Stark à morte e colocou suas cabeças sobre as muralhas do castelo. Quando os nortenhos vieram derrubá-lo, passou o castelo inteiro pela espada, até a última criança, antes de ser morto pelo bastardo de Lorde Bolton.
– Não morto – disse Glover. – Capturado e levado para Forte do Pavor. O Bastardo vem esfolando-o.
Lorde Wyman assentiu.
– A história que você ouviu é a que todos nós escutamos, tão cheia de mentiras quanto um pudim de passas. Foi o Bastardo de Bolton quem passou Winterfell pela espada... Ramsay Snow, ele se chamava então, antes do rei menino torná-lo um Bolton. [...], não verdadeiramente, mas pensam que precisamos fingir acreditar, ou morreremos. Roose Bolton mente sobre sua participação no Casamento Vermelho, e seu bastardo mente sobre a queda de Winterfell.
(Davos IV, ADWD)
Até os pequenos habitantes de Porto Real não têm problemas em apontar os culpados por trás do Casamento Vermelho. Não é preciso ser um gênio para descobrir que Roose e Tywin estavam em conluio quando Roose milagrosamente sobreviveu ao massacre nas Gêmeas para ser nomeado Protetor do Norte pelo Trono de Ferro, com uma nova esposa de Frey ao seu lado. E então os Bolton têm a ousadia de trazer dois mil Freys para o norte, hospedando-os em Winterfell.
– Os senhores podem não saber – disse Qyburn –, mas nas tabernas e casas de pasto da cidade, há quem sugira que a coroa pode ter sido de algum modo cúmplice do crime de Lorde Walder.
Os outros conselheiros fitaram-no com incerteza.
– Refere-se ao Casamento Vermelho? – perguntou Aurane Waters.
– Crime? – disse Sor Harys. Pycelle pigarreou ruidosamente. Lorde Gyles tossiu.
– Aqueles pardais são particularmente diretos – preveniu Qyburn. – O Casamento Vermelho foi uma afronta a todas as leis dos deuses e dos homens, ela dizem, e os que tiveram uma participação no caso estão condenados.
(Cersei IV, AFFC)
Manderly provavelmente ouve a verdade sobre o saque de Winterfell via Wex, mas um jovem homem de ferro mudo não é a única testemunha viva do delito de Ramsay. Sobreviventes da batalha que ocorreu do lado de fora dos portões de Winterfell se juntaram à marcha de Stannis (ADWD, Jon VII), possivelmente a mando dos Mormonts. Da mesma forma, Robett Glover é um sobrevivente de Valdocaso e poderia facilmente alegar que Roose fora responsável por essa farsa, haja vista a indiferença deste último pela captura de Bosque Profundo.
No Vau Rubi, o atraso de Roose em atravessar o rio custa ao Norte outros dois mil homens – incluindo Norreys, Lockes e Wylis Manderly, que foram capturados – quando Gregor Clegane o alcança (ASOS, Catelyn VI). Com a traição dos Bolton exposta, Valdocaso e o Vau Rubi parecem repentinamente movimentos calculados da parte de Roose para sangrar seus companheiros nortenhos.
Mais importante ainda, Manderly traz para Winterfell boas novas dos Starks. Qualquer que seja o filho de Ned, Manderly pode fazer a única coisa que Roose sabe que fará as casas do norte o abandonarem em massa.
[Roose to Ramsay:] Parecemos fortes neste momento, sim. Temos amigos poderosos nos Lannister e nos Frey e o apoio relutante de grande parte do Norte... mas imagine o que vai acontecer quando um dos filhos de Ned Stark aparecer?
(ADWD, Fedor III)
A Senhora Dustin também.
No palanque, Lorde Wy man Manderly sentava-se entre dois de seus cavaleiros de Porto Branco, levando mingau com uma colher até seu rosto gordo. Não parecia estar apreciando nem um décimo do que saboreara comendo as tortas de porco no casamento. Em outro canto, Harwood Stout, de um braço só, conversava calmamente com o cadavérico Terrordas-Rameiras Umber.
(ADWD, O vira-casaca)
Segundo a teoria, Terror das Rameiras retransmite as palavras de Manderly, iniciando uma nova rodada no telefone sem fio. Stout é juramentado à Senhora Dustin e hospeda desde cedo Ramsay em sua fortaleza, sem dúvida infeliz ao ver as preciosas reservas de inverno de seu povo esvaziadas para apaziguar a vaidade mesquinha de Ramsay. Sem falar que Ramsay não faz nada para impedir que suas cadelas matem um dos cães de caça de Stout. (ADWD, Fedor III)
O poder dos Bolton no norte repousa sobre um leito de mentiras e ardis, que mal flutua no mar de ressentimento nortenho, e Manderly tem os meios e a vontade de perfurar essa frágil fundação. O que Manderly tem a dizer a Senhora Dustin? E qual a reação dela? Bem, isso é assunto para outro dia.
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2020.03.06 03:56 altovaliriano A glorificação da guerra e o sonho de Dunk

Em uma “segunda de SSM”, eu tratei sobre uma entrevista que o jornal britânico The Guardian fez com Martin. No final do artigo, o jornalista relata que perguntou a Martin qual era sua cena favorita nos livros e recebeu uma resposta inesperada:
Com isso em mente, ele tem uma cena favorita em que sentiu a escrita realmente acertou em cheio? Eu perguntei plenamente esperando que ele mencionaria um dos momentos mais famosos, como o Casamento Vermelho, por exemplo, ou a morte chocante de Ned Stark no primeiro livro.
Houve uma longa pausa antes que a resposta surpreendente chegasse. “Lembro que houve um discurso que um septão [a versão westerosi de um padre] faz a Brienne sobre homens quebrados e como eles se quebram. Eu sempre fiquei muito satisfeito em ter escrito aquilo”.
O discurso em questão é um pesado e longo monólogo do Septão Meribald dá em O Festim dos Corvos, no 5º capítulo de Brienne. Podrick pergunta se desertores e foras-da-lei de equivalem e Brienne responde laconicamente, mas Septão Meribald dá um resposta longa sobre como os desertores são o resultado da destruição que a guerra dos nobres causa na vida dos plebeus.
A quem conhece um pouco do pensamento de GRRM, a resposta ao jornalista apenas parece refletir sua posição pessoal anti-guerra que permeia toda sua obra, desde a primeira história que vendeu profissionalmente, “O Herói”. Em As Crônicas de Gelo e Fogo, o autor expõe o tempo todo as consequências catastróficas da guerra, tanto para o lado vitorioso quanto para o perdedor.
Inclusive, existe um longo e excelente texto escrito por um expert em armas nucleares que demonstra como Martin se inspirou nestes dispositivos de destruição em massa para criar os dragões de seu mundo e todo o jogo político ao redor de quem vai dominá-los. O fato de alguém conseguir puxar tantos paralelos entre armas nucleares e dragões dá uma pista do tom antiguerra de ASOIAF, além de mostrar o quanto ser baby-boomer influencia na visão de mundo de GRRM.
Como era natural de se esperar, os contos de Dunk e Egg não escapam a este tipo de abordagem. Porém, aqui Martin preferiu manifestar o tema de forma onírica.
Em um recente tópico aqui no valiria, eu tentei explorar as razões que fizeram com que GRRM nos contasse sobre a viagem de Dunk e Egg à Dorne, quando ele parece ter mudado de ideia sobre qual seria o enredo da história sucessora de O Cavaleiro Andante.
Dentre várias razões que apontei para a manutenção da jornada dornesa nos flashbacks de Dunk, eu especulei que a história da morte de Castanha serve como mote para o sonho de Dunk, pois essa história revela como inocentes podem morrer por decisões estúpidas de seus senhores. Mas eu gostaria de acrescentar que inocentes e votos de cavaleiro também morrem quando cavaleiros põem o cumprimento dos deveres para com seus senhores acima de proteger os fracos.
Este é o sentido do sonho de Dunk, emanado do sentimento anti-guerra de Martin, conforme analisarei a seguir.

Um cavaleiro antes de uma espada juramentada

De fato, desde o primeiro treinamento dos plebeus que obedeceram ao chamado de Sor Eustace para a guerra contra a Rohanne fica claro que eles não teriam qualquer chance contra os cavaleiros da viúva.
Quando Dunk afirma que a necessidade de mandar todos a morte por um disputa tão pequena é uma escolha que não cabe a eles, Egg responde com uma alegoria à lição de Sor Arlan, de não dar nomes a cavalos para evitar sofrer quando eles morrem:
– Isso não é você nem sou eu quem vai dizer – Dunk respondeu. – É dever de todos eles ir para a guerra quando Sor Eustace os convoca... e morrer, se necessário.
– Então não devíamos ter dado nomes para eles, sor. Isso só vai tornar a dor mais difícil para nós quando morrerem.
(A Espada Juramentada)
De fato, é incrível a quantidade de parágrafos que GRRM leva descrevendo o processo de “batismo” dos camponeses que tinham nomes iguais. A princípio, eu não entendi porque Martin achou que isso era importante, até que eu comecei a decodificar o sonho de Dunk.
Essencialmente, o que aconteceu com Castanha nas areias de Dorne é o mesmo que está acontecendo em Pousoveloz antes de Dunk começar a pensar em uma saída pacífica para o impasse entre Osgrey e Webber. O sonho é a forma como Dunk, um homem de lealdade inquestionável e raciocínio lento, começa a perceber as consequências da obediência cega que tem prestado a Sor Eustace.

O Prólogo de um sonho

Antes de passarmos à análise do sonho, um pequeno parágrafo precisa ser examinado. Quando Dunk se deita para dormir, ele lembra dos eventos do torneio de Vaufreixo, especialmente das tragédias que ocorreram naquele dia:
Supostamente, estrelas cadentes traziam boa sorte, então ele pediu para Tanselle pintar uma em seu escudo. Mas Vaufreixo trouxera tudo menos sorte para ele. Antes que o torneio acabasse, ele quase perdera uma mão e um pé, e três bons homens perderam a vida. Ganhei um escudeiro, no entanto. Egg estava comigo quando deixei Vaufreixo. E essa foi a única coisa boa de tudo o que aconteceu.
Esperava que nenhuma estrela caísse naquela noite.
(A Espada Juramentada)
Estes pensamentos antes do sonho provavelmente é o que desperta a memória de Dunk e faz com que Baelor e Valarr surjam em seu sonho. Contudo, Dunk cita que três pessoas morreram naquele dia, mas Valarr não era era uma delas.
Essa distinção é importante para entendermos como o subconsciente de Dunk parece estar funcionando durante o sonho. Como veremos a seguir.

Decodificando

Vamos analisar o sonho na íntegra.
Havia montanhas vermelhas a distância e areias brancas sob seus pés. Dunk estava cavando, enfiando uma pá no solo seco e quente e jogando a fina areia branca por sobre os ombros. Estava fazendo um buraco. Um túmulo, pensou, um túmulo para a esperança. Um trio de cavaleiros dorneses estava parado observando e zombando dele em voz baixa. Mais além, comerciantes esperavam com suas mulas, carroças e trenós de areia. Queriam ir embora, mas não partiriam até que ele enterrasse Castanha. Ele não deixaria seu velho amigo para as cobras, escorpiões e cães da areia.
Aqui Martin estabelece a cena, mas eu quero comentar especificamente as partes em negrito.
Aqueles que lembrarem do que realmente aconteceu no enterro de Castanha, devem desde já estranhar os comerciantes esperando Dunk enterrar o cavalo.
Eu não entendi a parte do túmulo à esperança quando li a primeira vez. Mas agora que sabemos que Castanha está sendo usada como alegoria às vítimas das guerras caprichosas dos nobres e à lealdade cega de seus cavaleiros, seu significado fica evidente.
Dunk está pessoalmente cavando um túmulo para os mais fracos, as pessoas que um cavaleiro jura proteger. As pessoas que viram valor nele quando ele enfrentou Aerion por Tanselle. E ao virar as costas para elas, Dunk se torna um cavaleiro hipócrita, como os demais.
Quanto aos três cavaleiros dorneses, a seguir veremos que eles não são os cavaleiros dorneses que estavam com Dunk, mas Sor Arlan, Baelor Quebralanças e Valarr. Martin preferiu apresenta-los aos poucos durante o sonho, por isso suas identidades não são reveladas nesse momento.
Por outro lado, quem lembrar dos detalhes do enterro de Castanha, saberá que não foi assim que os cavaleiros dorneses se portaram.
O castrado morrera de sede, na longa travessia entre o Passo do Príncipe e Vaith, com Egg em suas costas. Suas patas dianteiras pareciam ter se dobrado sob ele e o cavalo ajoelhou, rolou de lado e morreu. Sua carcaça estava ao lado do buraco. Já estava dura. Logo começaria a feder.
Esta realmente parece ter sido a forma como Castanha morreu. Mesmo que valha a pena debater se Martin não está criando um paralelo entre a sede que matou o cavalo e a seca que levaria a morte dos plebeus, me parece que essa parte só está aí para estabelecer o pano de fundo do acontecimento.
Dunk chorava enquanto cavava, para diversão dos cavaleiros dorneses.
Água é preciosa para se desperdiçar – um deles disse. – Não devia desperdiçá-la, sor.
O outro riu e disse:
– Por que está chorando? Era só um cavalo, e bem feio.
Castanha, Dunk pensou enquanto cavava, o nome dele era Castanha, e ele me levou nas costas por anos e nunca empacou ou mordeu. O velho castrado parecia uma coisa lamentável ao lado dos corcéis de areia lustrosos que os dorneses cavalgavam, com suas cabeças elegantes, pescoços longos e crinas se agitando, mas Castanha dera tudo o que podia dar.
É notável perceber que dois dos “cavaleiros” dão mais valor a água do que a Castanha, assim como Eustace (e Rohanne) do que a vida dos plebeus. Contudo, estes “cavaleiros” montam cavalos melhores do que um velho castrado, indicando que eles são de uma estirpe acima da pequena nobreza (como veremos a seguir).
– Chorando por um castrado de costas arqueadas? – Sor Arlan disse, em sua voz de velho. – Ora, rapaz, você nunca chorou por mim, que o colocou sobre as costas dele. – Deu uma risadinha, para mostrar que não queria causar mal com a censura. – Esse é Dunk, o pateta, cabeça-dura como uma muralha de castelo.
– Ele não derrubou lágrimas por mim tampouco – disse Baelor Quebra-Lança, do túmulo. – Embora eu fosse seu príncipe, a esperança de Westeros. Os deuses nunca pretenderam que eu morresse tão jovem.
– Meu pai tinha só trinta e nove anos – lembrou o Príncipe Valarr. – Tinha tudo para ser um grande rei, o maior desde Aegon, o Dragão. – Olhou para Dunk com frios olhos azuis. – Por que os deuses o levariam e deixariam você? – O Jovem Príncipe tinha o cabelo castanho-claro do pai, mas uma mecha loura-prateada o atravessava.
Vocês estão mortos, Dunk queria gritar, vocês três estão mortos, por que não me deixam em paz? Sor Arlan morrera de um resfriado, o Príncipe Baelor, de um golpe dado pelo irmão durante o julgamento de sete de Dunk, e seu filho Valarr, durante a Grande Praga daPrimavera. Não tenho culpa por esse. Estávamos em Dorne, nem mesmo ficamos sabendo.
Sor Arlan é o terceiro cavaleiro, mas o primeiro que vimos ser revelado. Depois, Baelor e, por fim, Valarr. Isso ocorre porque foi nesta ordem que eles morreram, e é a ordem inversa de suas idades.
Enquanto a fala de Valarr é uma repetição quase idêntica do último diálogo entre Dunk e o príncipe (até mesmo as descrições), as falas de Sor Arlan e Baelor se concentram no fato de que Dunk não havia chorado a morte deles, mas agora chorava a morte de um cavalo.
A razão para isso é porque Dunk não foi responsável pelas mortes de nenhum dos três, nem mesmo a de Baelor Quebralanças (ao menos não totalmente). Mas ele foi responsável pela morte de Castanha.
No caso de Valarr, o próprio Dunk não vê culpa sua.
Sor Arlan morreu de um resfriado e os pensamentos de Dunk foram de que “ele teve uma vida longa” e “Devia estar mais perto dos sessenta do que dos cinquenta anos, e quantos homens podem dizer isso? Pelo menos vivera para ver outra primavera” (O Cavaleiro Andante). Portanto, salvo por sentimentalismo, Dunk não havia porque achar que tinha culpa na morte do velho.
Já o Príncipe Baelor entrou no Julgamento dos Setes por conta própria, sem que Dunk sequer cogitasse convidá-lo e para a total surpresa dos Targaryen na equipe dos acusadores. Então, objetivamente não há culpa real de Dunk. Ele não tinha uma escolha real.
Entretanto, mesmo que Dunk sinta-se a culpado, ele sabe que só poderia ser responsável por uma parcela. De fato, como o próprio cavaleiro admite, ele divide o fardo com Maekar: “Você o acertou com a maça, senhor, mas foi por mim que o Príncipe Baelor morreu. Então eu o matei tanto quanto o senhor” (O Cavaleiro Andante).
Contudo, Castanha morreu exclusivamente porque Dunk estava caprichosamente correndo atrás de uma mulher em uma das regiões mais inóspitas dos Sete Reinos.
– Você é louco – o velho disse para ele. – Não vamos cavar nenhum buraco para você quando se matar com essa tolice. Nas areias profundas, um homem deve estocar sua água.
Vá embora, Sor Duncan – Valarr disse. – Vá embora.
A mensagem aqui é bem direta: sacrificar os plebeus em nome do dever como espada juramentada era teimosia inútil, uma “guerra estúpida” como alegara Egg, pois ninguém realmente ligaria se ele morresse ou vivesse.
Egg o ajudava a cavar. O garoto não tinha pá, só as mãos, e a areia voltava para o túmulo tão rápido quanto eles a tiravam. Era como tentar cavar um buraco no mar. Tenho que continuar cavando, Dunk disse a si mesmo, embora suas costas e ombros doessem com o esforço. Tenho que enterrá-lo profundo o bastante para que os cães de areia não o encontrem. Tenho que...
– ... morrer? – perguntou Grande Rob, o simplório, do fundo do túmulo. Deitado ali, tão quieto e frio, com uma ferida vermelha irregular escancarando sua barriga, ele não parecia tão grande.
Dunk parou e o encarou.
– Você não está morto. Você está dormindo no porão. – Olhou para Sor Arlan, em busca de ajuda. – Diga para ele, sor – pediu. – Diga para ele sair do túmulo.
A primeira menção a Egg no sonho é como ajudante de Dunk na missão inútil, o que reflete a última discussão que teve com o escudeiro, na qual conseguiu sua obediência na base da rispidez.
Porém, no meio da tarefa, há a primeira indicação clara de que o ocorrido com Castanha serve de alegoria à situação atual, na qual Dunk está colocando inocentes em perigo ao convoca-los, treiná-los e ficar em negação sobre suas chances.
Até mesmo Sor Bennis, o Marrom, está mais desperto para isto do que Dunk. É claro que o cavaleiro marrom não queria mais trabalho, porém suas atitudes estavam mais voltadas a evitar um banho de sangue do que as tomadas por Dunk.
Com efeito, o cavaleiro não só era contrário a levar a notícia da represa a Sor Eustace, como também não se enganava quanto às chances dos camponeses que estava treinando.
Dunk estava em tamanha negação, que mesmo ao ver Grande Rob mortalmente ferido no buraco em que estava cavando, virtualmente perguntando a Dunk “Tenho que morrer?”, o cavaleiro ainda pediu auxílio a Sor Arlan, seu carinhoso mentor, aquele que lhe ensinou sobre os deveres de uma espada juramentada, que atestasse que nada de errado estava ocorrendo.
Só que não era Sor Arlan de Centarbor que estava parado perto dele, mas Sor Bennis do Escudo Marrom. O cavaleiro marrom só gargalhou.
– Dunk, pateta – disse –, destripar é algo lento, certamente. Mas nunca conheci um homem que viveu com as entranhas penduradas. – Uma espuma vermelha borbulhou em seus lábios. Ele se virou e cuspiu, e as areias brancas beberam tudo.
Buco estava parado atrás dele com uma flecha no olho, chorando lentas lágrimas vermelhas. E lá estava Wat Molhado também, a cabeça cortada quase na metade, com o velho Lem e Pate olho-vermelho e todo o resto. Todos tinham mastigado folhamarga com Bennis, Dunk pensou de início, mas então percebeu que era sangue escorrendo por suas bocas. Mortos, pensou, todos mortos, e o cavaleiro marrom zurrava.
– Sim, melhor se manter ocupado. Tem mais covas para cavar, pateta. Oito para eles, uma para mim, uma para o velho Sor Inútil e a última para seu garoto careca.
Porém, no lugar de Sor Arlan estava Sor Bennis. Isto é o sinal de que não havia lição de honra a ser aprendida, só a realidade nua e crua finalmente se mostrando a Dunk.
Todos morreriam na guerra e tudo seria absorvido e justificado por ela. Até mesmo pessoas que Dunk julgava estarem fora do alcance do conflito, como Egg.
A pá escorregou das mãos de Dunk.
– Egg – gritou –, fuja! Temos que fugir! – Mas as areias escorregavam sob seus pés. Quando o garoto tentou se precipitar para fora do buraco, tudo desmoronou. Dunk viu as areias cobrirem Egg, enterrando-o enquanto ele abria a boca para gritar. Tentou abrir caminho até o escudeiro, mas as areias erguiam-se por todos os lados, puxando-o para o túmulo, enchendo sua boca, seu nariz, seus olhos...
Apesar da alegoria, o sonho aqui mostra bem claramente que a indolência de Dunk levaria todos para dentro do túmulo que Dunk estava escavando para aqueles que morreram porque ele fechou os olhos.
A mensagem anti-guerra que parece estar subjacente aqui é a de que o cumprimento cego do dever não absolve ninguém da responsabilidade pelos mortos, e o conflito atinge a todos indiscriminadamente. E as consequências nefastas da guerra estão por todo nas terras Osgrey. Seja nas vilas ou nas amoreiras.

O epílogo de um sonho

Para finalizar, é preciso analisar o que realmente aconteceu durante o enterro de Castanha.
A primeira coisa a entender é que Dunk não chorou e não houve enterro nenhum:
Nunca chorei. Posso ter tido vontade, mas nunca chorei. Ele tentara enterrar o cavalo também, mas os dorneses não esperaram.
Porém, a lição que Dunk ouviu de um dos cavaleiros dorneses era relativa ao ciclo da vida e a aceitação de que os animais carniceiros que viriam cear da carne de Castanha estavam protegendo a sua própria prole:
– Cães de areia precisam alimentar seus filhotes – um dos cavaleiros dorneses dissera para ele enquanto o ajudava a tirar a sela e os arreios do castrado. – A carne dele vai alimentar os cães ou as areias. Em um ano, seus ossos estarão totalmente limpos. Isso é Dorne, meu amigo.
A partir desta mensagem é que Dunk, já acordado, faz uma nova reflexão sobre as eventuais mortes dos plebeus. Porém, nem mesmo nesta nova meditação Dunk é capaz de achar significado algum para que os novos soldados de Osgrey percam suas vidas:
Ao lembrar-se daquilo, Dunk não pôde deixar de se perguntar quem se alimentaria das carnes de Wat, Wat e Wat. Talvez haja peixes xadrezes no Riacho Xadrez.
Encerrada a questão no plano onírico e no plano racional, não surpreende que Dunk tenha, logo depois do treinamento, perguntando a Sor Osgrey por uma alternativa.
Uma espada juramentada deve serviço e obediência ao seu suserano, mas isso é loucura.

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2020.02.29 03:57 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 1

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/52681254060
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6
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[...] Agradecimentos aos usuários, especialmente tze , do fóruns do Westeros.org, que montaram essa teoria. Os tópicos originais podem ser lidos aqui e aqui .

O norte se lembra

Entre os momentos mais memoráveis e impressionantes da ADWD, estão os nortenhos que expressando eternos amor e lealdade aos Starks, apesar de a casa parecer estar à beira da extinção - herdeiros mortos, desaparecidos ou em cativeiro; sua sede ancestral em ruínas e ocupada por inimigos.
Lyanna Mormont, de dez anos, rejeita categoricamente Stannis Baratheon como seu rei.
– A Ilha dos Ursos não reconhece nenhum rei que não o Rei do Norte, cujo nome é STARK. [...]
(Jon I, ADWD)
Wylla Manderly, uma garota com menos de quinze anos, acha insuportáveis as mentiras traiçoeiras dos Frey e as denuncia ao ouvidos de toda a corte de seu avô.
– Mil anos antes da Conquista, foi feita uma promessa, e votos foram jurados na Toca do Lobo, diante dos velhos deuses e dos novos. Quando estávamos feridos e sem amigos, expulsos de nossas casas e com nossas vidas em perigo, os lobos nos acolheram, nos alimentaram e nos protegeram contra nossos inimigos. Esta cidade foi construída sobre as terras que eles nos deram. Em troca, juramos que seríamos sempre homens deles. Homens dos Stark!
(Davos III, ADWD)
Os homens do clã das montanhas do norte enfrentam a morte em razão do inverno e da espada, às centenas fazendo uma marcha árdua até Winterfell, apenas para tentar salvar a filha de Ned Stark.
- [...] O inverno está quase sobre nós, rapaz. E o inverno é a morte. Eu prefiro que meus homens morram lutando pela garotinha de Ned do que sozinhos e famintos na neve, chorando lágrimas que vão congelar em suas bochechas. Ninguém canta canções sobre homens que morrem assim. Quanto a mim, estou velho. Este será meu último inverno. Deixe que me banhe em sangue Bolton antes de morrer. Quero senti-lo espirrar em meu rosto quando enterrar meu machado em um crânio Bolton. Quero lamber o sangue dele de meus lábios e morrer com o gosto na boca..
(ADWD, O prêmio do rei)
E, é claro, Wyman Manderly, que foi corajoso a ponto de assar seus inimigos em tortas de Frey e servi-las aos usurpadores Boltons em um banquete de casamento.
- [...] Inimigos e falsos amigos estão ao meu redor, Lorde Davos. Infestaram minha cidade como baratas, e à noite posso senti-los rastejando sobre mim. – Os dedos do homem gordo se dobraram fechando o punho, e todos os seus queixos tremiam. – Meu filho Wendel foi para as Gêmeas como convidado. Comeu o pão e o sal de Lorde Walder e pendurou sua espada na parede para banquetear com amigos. E eles o assassinaram. Assassinaram, eu digo, e que os Frey se engasguem com suas fábulas. Bebi com Jared, brinquei com Symond, prometi para Rhaegar a mão da minha amada neta... mas nunca pense que isso significa que me esqueci. O Norte se lembra, Lorde Davos. O Norte se lembra, e a farsa está quase no fim.
(ADWD, Davos IV)
É tudo terrivelmente inspirador. E ao perceber o jogo de Manderly, ao ver quão profundo é o ódio pelos Boltons e Freys, alguns começaram a se perguntar se não há mais. Assim nasceu a Grande Conspiração Nortenha. No final da Dança dos Dragões, quase todas as casas do norte estão secretamente conspirando juntas para recolocar os Starks no poder, jogando Stannis e os Boltons uns contra os outros com o bônus de matar muitos e muitos Freys. Além do mais, especula-se que os conspiradores não querem apenas um Stark em Winterfell, mas um rei no Norte novamente. E os nortenhos já chegaram a um acordo sobre cuja cabeça a coroa de Robb deve enfeitar, embora ainda não tenham informado o bastardo sortudo.
Jon Stark, rei do inverno
Lembremos que há dois livros e quinze anos atrás Robb provavelmente legitimou Jon e nomeou seu meio-irmão rei no norte, caso ele morresse sem filhos.
[Robb:] “Um rei precisa ter um herdeiro. Se morrer em minha próxima batalha, o reino não pode morrer comigo. Pela lei, Sansa é a seguinte na linha de sucessão, portanto, Winterfell e o Norte devem passar para ela. – A boca dele comprimiu-se. – Para ela, e para o senhor seu esposo. Tyrion Lannister. Não posso permitir que isso aconteça. Não permitirei. Esse anão não pode nunca possuir o Norte.
– Não – concordou Catelyn. – Tem de nomear outro herdeiro, até o momento em que Jeyne lhe dê um filho. – Refletiu por um momento.
– O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray com certeza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
– Mãe. – Havia certa rispidez no tom de Robb. – Está se esquecendo. Meu pai teve quatro filhos homens.
Catelyn não tinha se esquecido; não quis encarar o fato, mas ali estava.
– Um Snow não é umStark.
– Jon é mais Stark do que um fidalgo qualquer do Vale que nunca sequer pôs os olhos em Winterfell.
– Jon é um irmão da Patrulha da Noite, e jurou não tomar esposa nem possuir terras. Aqueles que vestem o negro servem para a vida.
– O mesmo acontece com os cavaleiros da Guarda Real. Isso não impediu os Lannister de arrancar o manto branco de Sor Barristan Selmy e de Sor Boros Blount quando deixaram de ter utilidade para eles. Se eu enviar à patrulha uma centena de homens para o lugar de Jon, aposto que vão encontrar alguma maneira de libertá-lo de seus votos.
Ele está decidido a fazer isso. Catelyn sabia como o filho podia ser teimoso.
– Um bastardo não pode herdar.
– É verdade, a menos que seja legitimado por decreto real – disse Robb. [...]
– [...] Já pensou em suas irmãs? E os direitos delas? Concordo que não podemos permitir que o Norte passe para o Duende, mas e Arya? Por lei, ela vem depois de Sansa... sua própria irmã, legítima...
– ... e morta. Ninguém viu ou ouviu falar de Arya desde que cortaram a cabeça do pai. Por que você mente para si mesma? Arya partiu, assim como Bran e Rickon, e matarão também Sansa assim que o anão conseguir dela um filho. Jon é o único irmão que me resta. Se eu morrer sem descendência, quero que ele me suceda como Rei no Norte. Tive a esperança de que apoiasse a minha escolha.
– Não posso – disse ela. – Em tudo o mais, Robb. Em tudo. Mas não nessa... nessa loucura. Não me peça isso.
– Não tenho de pedir. Sou o rei. – Robb virou-se e afastou-se, com Vento Cinzento saltando de cima da tumba e pulando atrás dele.
(ASOS, Catelyn V)
Agora, os advogados do diabo argumentaram que Robb talvez mudou de idéia sobre nomear Jon como seu herdeiro após essa conversa com Catelyn, a qual o lembra (não resumidamente) de sua confiança indevida em Theon, outro que ele considerava um irmão. Além disso, os Lannister dificilmente parecem adequados como modelo de como liberar alguém de seus votos honrosamente, e o Norte geralmente tem a Patrulha da Noite em uma estima muito mais alta do que o resto de Westeros.
Por outro lado, imagino que a disposição dos senhores do norte de isentar Jon das antigas leis e tradições seja diretamente proporcional ao quanto eles desprezam cogitar um filho de Sansa com Tyrion, um filho da falsa Arya com Ramsay , ou um senhor aleatório do Vale que herdou Winterfell e a lealdade deles. Acho que o que todos podemos concorda é com a chegada de um fogaréu mais quente que a Peridção de Valíria, [risadas]. Além do que, existe um precedente para um conselho de nobres liberar um meistre de seus votos – o qual é muito semelhante ao juramento da Patrulha no que concerne a celibato, neutralidade política e serviço vitalício - com a bênção de um oficial religioso reconhecido.
[Mormont:] Você sabe que podia ter sido rei?
Jon foi pego de surpresa.
– Ele contou-me que o pai foi rei, mas não… Julguei que talvez fosse um filho mais novo.
– E era. [...]– Aemon estava às voltas com seus livros quando o mais velho dos seus tios, herdeiro da coroa, foi morto num acidente de torneio. Deixou dois filhos, mas seguiram-no para a sepultura não muito tempo depois, durante a Grande Peste da Primavera. O Rei Daeron também foi levado, e por isso a coroa passou para o segundo filho de Daeron, Aerys. [...] Aemon fez seus votos e deixou a Cidadela para servir na corte de algum fidalguinho… até que seu real tio morreu sem deixar descendência. O Trono de Ferro passou para o último dos quatro filhos do Rei Daeron. Esse era Maekar, pai de Aemon. [...]Menos de um ano depois [Aerion morrer bebendo fogovivo], Rei Maekar morreu em batalha contra um lorde fora da lei.
Jon não era completamente ignorante em relação à história do reino; seu meistre tinha se assegurado disso.
– Esse foi o ano do Grande Conselho – ele completou. – Os senhores passaram por cima do filho pequeno do Príncipe Aerion e da filha do Príncipe Daeron e deram a coroa a Aegon [V, o Improvável].
– Sim e não. Primeiro, ofereceram-na, discretamente, a Aemon. E ele, também discretamente, a recusou. Disselhes que os deuses queriam que servisse, não que governasse. Que tinha prestado um juramento e não o quebraria, apesar de o próprio Alto Septão ter se oferecido para absolvê-lo [...]
(ACOK, Jon I)
Os vassalos leais de Robb poderiam concebivelmente fazer o mesmo por Jon, pois afirmam que o Norte é um reino independente. O fato de Jon ter feito seus votos aos deuses antigos é uma complicação ou um obstáculo a menos para se preocupar. Bran e Corvo de Sangue, que têm algum interesse em ver Jon ser coroado rei, sem dúvida ficariam felizes em fornecer um sinal aos nortenhos, se é isso que eles ou Jon exigem.
Tudo isso à parte, o tom de Robb em suas respostas às objeções de Catelyn me parece sugerir que ele já se decidiu. Ele vai nomear Jon seu herdeiro não importa o que a sua mãe ou qualquer outra pessoa tenha a dizer dele. Robb reconhecendo formalmente Jon um verdadeiro filho de Eddard Stark, digno de Winterfell, também tem a vantagem de finalmente resolver um arco de personagem iniciado por Jon em A Tormenta de Espadas quando Stannis se oferece para legitimá-lo.
Tinham treinado juntos [ Jon e Robb] todas as manhãs, desde que tiveram idade suficiente para andar; Snow e Stark, rodopiando e golpeando-se pelos pátios de Winterfell, gritando e rindo, e às vezes chorando quando ninguém estava vendo. Quando lutavam não eram garotinhos, e sim cavaleiros e poderosos heróis. “Eu sou o Príncipe Aemon, o Cavaleiro do Dragão”, gritava Jon, e Robb gritava em resposta: “Bem, eu sou Florian, o Bobo”. Ou então Robb dizia: “Eu sou o Jovem Dragão”, e Jon respondia: “Eu sou Sor Ryam Redwyne”.
Naquela manhã tinha sido ele quem gritou primeiro.
– Eu sou o Senhor de Winterfell – gritou, como gritara cem vezes antes. Mas daquela vez, daquela vez, Robb respondeu:
– Você não pode ser Senhor de Winterfell, é um bastardo. A senhora minha mãe diz que nunca poderá ser Senhor de Winterfell.
Achava que tinha esquecido isso.
(ASOS, Jon XII)
Nem o desejo de Jon por Winterfell nem sua vergonha e culpa por desejar mal (ainda que obliquamente) a seus amados irmãos diminuíram em Dança dos Dragões.
Naquela noite, sonhou […]
Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
– Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
No entanto, não muito diferente de Theon, o que Jon realmente procura é uma afirmação de que ele é um Stark, apesar de seu nascimento bastardo, em minha opinião. O último desejo de Robb ser que Jon o suceda como Rei do Norte atenderia a essa necessidade (mesmo que Jon se recuse como fez com Stannis) enquanto cria um enredo de “herdeiro de Winterfell” que deve atrair Davos e Rickon, bem como Sansa e Mindinho, consolidando muitas subtramas.
Apenas dois fatores podem efetivamente anular a pretensão de Jon sobre Winterfell, em minha opinião: 1) Jeyne Westerling estar grávida do filho e herdeiro de Robb. 2) Os que testemunharam o decreto de Robb estão mortos ou impedidos de divulgar as notícias.
Por um tempo, a primeira opção era uma teoria de certa reputação, baseada em uma discrepância nas avaliações de Catelyn e Jaime sobre os quadris de Jeyne. O Peixe Negro teria supostamente contrabandeado Jeyne de Correrrio, ajudado por Eleyna Westerling, que teria fingido ser sua irmã. Desde então, um relato de fãs ligeiramente apócrifo pegou GRRM admitindo que as diferentes descrições são simplesmente um erro. Talvez ainda mais danoso seja a gravidez de Talisa criada para a série de TV e a subsequente morte no Casamento Vermelho. Embora Talisa não seja Jeyne, o papel que seu casamento com Robb desempenha é semelhante, de modo que David Benioff e DB Weiss mostraram que estão cientes das teorias populares dos fãs e não estão acima de provocar os leitores dos livros, como fizeram com a fala de Cersei em “Valar Dohaeris ”(GoT s03e01) sobre os rumores de Tyrion ter perdido o nariz. A morte violenta de Talisa - esfaqueada repetidamente no bebê, por assim dizer - pode ser o modo que D&D acharam de matar especulações futuras sobre Jeyne, sendo assim encarado com frequência.
Eu nunca gostei muito da teoria de Jeyne Westerling, francamente. Qualquer filho de Jeyne poderia ser nada mais que um rei fantoche, incapaz de governar em seu próprio direito por anos, e faria Rickon tão supérfluo que todo mundo provavelmente deveria parar de se preocupar em lembrar que ele também é um Stark. Portanto, não tenho escrúpulos em tratar Jeyne como um instrumento do enredo usado por GRRM para se livrar de Robb e em não incluí-la em discussões adicionais sobre a perspectiva política do Norte.
Quanto a este último ponto, os senhores presentes para testemunhar o decreto de Robb foram os seguintes: Grande Jon Umber, Galbart Glover, Maege Mormont, Edmure Tully e Jason Mallister (Catelyn V, ASOS). Todos ainda vivem, mas o Grande Jon é refém dos Freys e Lannisters para garantir o bom comportamento de seus parentes, e Mallister é um prisioneiro em seu próprio castelo, por cortesia de Walder Negro (Jaime VI, AFFC). Lorde Galbart e Lady Maege? Edmure? Bem, que tipo de coisas interessantes eles têm feito desde o A Tormenta de Espada será o assunto dos próximos posts.
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2020.02.14 03:37 altovaliriano A Grande Praga que não vimos

O intervalo de tempo entre O Cavaleiro Andante e A Espada juramentada é preenchido marcado por um evento: A Grande Praga de Primavera. Assim como as aventuras de Dunk & Egg em Dorne, este evento é apenas lembrado pelas personagens. Somente vemos suas consequências.
A razão pela qual Martin pulou a aventura de Dunk e Egg em Dorne e Vilavelha será assunto para outro post. Entretanto, é notável que a Grande Praga de Primavera seria o pano de fundo para esta história abandonada e, ao contrário das aventuras em Dorne, o que GRRM nos contou sobre a Grande Praga é exatamente o que ficaríamos sabendo de qualquer modo.
Com efeito, Dorne e o Vale foram as únicas regiões intocadas pela Praga (pois seus governantes fecharam as fronteiras regionais e portos), de modo que fica óbvio que, assim como nós leitores, Dunk e Egg não viram vivenciaram a Grande Praga de Primavera, só ouviram falar dela e viram suas consequências. Assim, nada mudou para o leitor.
Então, o quê há de tão importante na Grande Praga que fez com que Martin não a suprimisse? Bem, a história da epidemia afetou toda Westeros de forma significativa, bem como estabeleceu alguns parâmetros interessantes para a história tanto dos contos de Dunk & Egg quanto das Crônicas.
Examinemos.

Nem sangue de dragão salva

Todos sabemos que, no universo das Crônicas, existe a crença de que aqueles do sangue da Antiga Valíria não adoecem:
– Sou o sangue do dragão – Dany lhe recordou. – Alguma vez já viu um dragão com o fluxo? – Viserys sempre afirmara que os Targaryen eram imunes às pestilências que afligiam as pessoas comuns e, tanto quanto ela podia dizer, era verdade. Conseguia se lembrar de estar com frio, com fome e com medo, mas nunca doente.
(ADWD, Daenerys VI)
A princesa Daenerys havia sido Targaryen pelos dois lados, o puro sangue da Antiga Valíria corria em suas veias, e as pessoas de ascendência valiriana não eram como as outras. Os Targaryen tinham olhos violeta e cabelos cor de ouro e prata, dominavam os céus com dragões, as doutrinas da Fé e as proibições contra o incesto não se aplicavam a eles... e eles não adoeciam.
(F&B, O longo reinado Jaehaerys e Alysanne: política, progênie e provação)
A parte interessante desta crença é a de que elas apareceram somente depois de que a Espada Juramentada nos informou que a Grande Praga de Primavera havia levado a morte, entre muitos outros, o Rei Daeron II Targaryen, o príncipe Valarr Targaryen e o príncipe Matarys Targaryen. Este conto foi lançado em 2003, enquanto que A Dança dos Dragões somente foi lançado em 2011.
Pelo depoimento de Daenerys, contudo, não podemos simplesmente relegar a resistência Targaryen a doenças a condição de mito. Na verdade, é mais prudente ler com atenção e notar que os Targaryen não seriam afetados por doenças comuns. Dessa forma, temos indícios para acreditar que a Grande Praga de Primavera não era um doença ordinária, mas de natureza mágica, como o escamagris.

Governantes e rebeldes inesperados

A Espada Juramentada foi responsável pela invenção de Corvo de Sangue (e de Açoamargo). Elio Garcia afirma que havia perguntado a GRRM se ele já sabia desde o início que o Corvo de Três Olhos era Brynden Rivers e que Martin respondeu que não, que apenas tinha em mente que haveria um laço entre o Corvo de Três Olhos e os Targaryen.
E quando Corvo de Sangue nos é apresentado, ele já é Mão do Rei, lealista Targaryen, “herói” de guerra e a maior pedra no sapato dos Blackfyre. Entretanto, sua ascensão política a Chefe de Governo somente porque a Grande Praga de Primavera leva Aerys I ao trono com a morte dos filhos de Baelor Quebralanças.
Como sabemos que Egg chegaria em algum momento de sua vida ao trono, é fácil entender que todos os herdeiros de Daeron II precisam ser eliminados até o fim da histórias de Dunk e Egg. Portanto, a ascensão de Aerys deveria ser algo já programado.
Entretanto, como ficamos sabendo no conto seguinte de Dunk e Egg, O Cavaleiro Misterioso, também morreram os reféns tomados pelo Trono de Ferro para garantir o bom comportamento dos apoiadores de Daemon Blackfyre, o que deu espaço para que a Segunda Rebelião Blackfyre surgesse.
Vale indicar que uma das “reféns” que morreram na Primavera foi a filha de Sor Eustace Osgrey , Alysanne, o que poderia dar substância à minha suspeita de que Eustace, no futuro, morrerá participando da Terceira Rebelião Blackfyre. O problema é que, em algum momento de sua estadia em Porto Real, Alysanne se tornou uma irmã silenciosa, algo que Eustace havia presenciado em algum momento antes de 211 DC:
Alysanne tinha sete anos quando a levaram para Porto Real, e vinte quando morreu, uma irmã silenciosa. Fui uma vez a Porto Real, para vê-la, e ela sequer falou comigo, seu próprio pai.
(A Espada Juramentada)
Portanto, Eustace há muito tempo já não teria motivos para temer apoiar uma rebelião contra Aerys. Muito antes da Segunda Rebelião.

Laboratório de fogovivo

A Grande Praga de Primavera matou 40% da população de Porto Real. Lá foi o lugar onde a doença fez mais vítimas. Em A Espada Juramentada, Septão Sefton explica o que foi feito com todos os cadáveres:
[...] Tantos morriam tão rapidamente que não havia tempo para enterrá-los. Em vez disso, eram empilhados no Poço dos Dragões e, quando os montes de cadáveres alcançavam três metros, Lorde Rivers ordenou que os piromantes os queimassem. A luz das fogueiras refletia nas janelas, como acontecia outrora, quando os dragões vivos ainda se aninhavam sob a cúpula. À noite, era possível ver o brilho por toda a cidade, o brilho verde-escuro do fogovivo. O verde ainda me assombra até os dias de hoje.
Meistre Yandel também nos dá detalhes:
[...] Cadáveres eram empilhados nas ruínas do Fosso dos Dragões até atingirem três metros de altura, e, no fim, Sangue de Corvo pediu para os piromantes queimarem os corpos onde estavam. [...]
(TWOIAF, Os Reis Targaryen: Daeron II)
Corvo de Sangue ter ordenado a queima de milhares de cadáveres no Fosso do Dragão é algo que me parece GRRM estabelecendo a possibilidade logística da ocorrência de uma nova conspiração do fogovivo, como aquela que se teoriza que Cersei executará. Leia a parte 1 e parte 2 de minha análise sobre o assunto.
Porém, uma coisa que não considerei em minhas análise e que pode vir a calhar para aumentar a tragédia foi a forma como o fogovivo, ainda que submetido a um incêndio controlado de apenas cadáveres inanimados, logrou se espalhar por boa parte da cidade:
– [...] Não se reconhece a cidade desde a primavera. Os incêndios a mudaram. Um quarto das casas se foi e outro quarto está vazio. Os ratos se foram também. Essa é a coisa mais estranha. Nunca pensei em ver a cidade sem ratos.
(A Espada Juramentada)
[...] Um quarto da cidade pegou fogo com eles [os cadáveres], mas não havia mais nada a ser feito.
(TWOIAF, Os Reis Targaryen: Daeron II)
Essa informação dá a dimensão de quanta destruição a suposta conspiração do fogovivo 2.0 poderá causar a Porto Real, sem falar na elevação da possibilidade de que os estoques da substância espalhadas pela cidade promovam uma reação em cadeia.

Com quantos paus se faz uma epidemia

Sendo a primeira grande epidemia da história de Westeros com que tivemos contato, é notório que Martin tenha tentando estabelecer alguns parâmetros para seu poder de contágio. Assim é descrita a expansão da Praga:
Dizem que a primavera foi ruim em Lannisporto, e pior em Vilavelha, mas em Porto Real matou quatro a cada dez. [...] A Grande Praga da Primavera nunca chegou a Dorne, talvez porque os dorneses tenham fechado suas fronteiras e seus portos, assim como o Vale de Arryn, que também foi poupado.
(A Espada Juramentada)
[...] Mas então a Grande Praga da Primavera varreu os Sete Reinos, afetando todos, exceto o Vale e Dorne, onde as fronteiras e passagens nas montanhas foram fechadas. O pior golpe de todos foi em Porto Real. [...]
(TWOIAF, Os Reis Targaryen: Daeron II)
Embora Martin tenha citado expressamente Lannisporto e Vilavelha como casos acentuados, não podemos descartar que a Praga tenha alcançado Porto Branco, Salinas, Valdocaso, Atalaia Leste do Mar, etc. Inclusive, Martin pode ter deixado de citar esses locais de propósito.
Isso porque, nas Crônicas, estamos assistindo à chegada de Jon Connington carregando a pestilência do Escamagris à Westeros ainda na sua forma contagiosa. Muitos teorizam que a doença de Jon pode desencadear uma epidemia em Westeros e, devido a dificuldade de viagem por solo durante o inverno, as viagens a navio devem se tornar mais atraentes.
Com isso, pode ser que vejamos o escamagris se tornar uma doença portuária que se espalharia de forma semelhante à Grande Praga de Primavera. Se estas estimativas estiverem certas, pode ser que Martin estivesse usando a Grande Praga de Primavera em A Espada Juramentada como ensaio logístico para a epidemia de escamagris que veremos em As Crônicas de Gelo e Fogo.

O que acham? Tem algum outro aspecto da Grande Praga de Primavera que acham relevante para a trama?
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2020.02.05 19:51 altovaliriano Aço valiriano nascido do ferro

No capítulo de Aeron Greyjoy em Os Ventos do Inverno, ficamos sabendo que Euron Olho de Corvo adquiriu durante o exílio uma peça de armadura inexistente nos Sete Reinos:
Euron Olho de Corvo estava em pé no convés do Silêncio, vestido em uma armadura negra de escamas como nada que Aeron houvesse visto antes. Era escura como fumaça, mas Euron a vestia tão facilmente como se fosse a mais fina seda. As escamas eram contornadas com ouro vermelho, e cintilavam e brilhavam quando se mexiam. Padrões podiam ser vistos dentro do metal, espirais e glifos e símbolos arcanos dobrados no aço.
Aço valiriano, soube o Cabelo-Molhado. A armadura dele é de aço valiriano. Em todos os Sete Reinos, nenhum homem possuía uma veste de aço valiriano. Coisas como essa haviam sido conhecidas 400 anos antes, nos dias antes da Perdição, mas mesmo então, teriam custado um reino.
Euron não mentiu. Ele esteve em Valíria. Não era surpresa que ele era louco.
(TWOW, O Abandonado)
Sem que Euron fale coisa alguma sobre a armadura que está vestindo, Aeron começa a tirar conclusões. Consequentemente, o fandom começou também a tirar conclusões quando o capítulo surgiu em 2016.
Como era a primeira menção a uma armadura de aço valiriano em toda a história de Westeros (até onde sabemos, nem Aegon, o Conquistador, tinha uma), muitos viram aí a confirmação de que Olho de Corvo havia realmente visitado Valíria.
Entretanto, nós já temos evidências de que Euron está mentindo (ou ao menos não está contando toda a verdade). Quando Olho de Corvo se gabou de ter caminhado sobre Valíria bastou que um dos mais cultos homens das Ilhas de Ferro levantasse dúvidas sobre suas palavras para que Euron ficasse sem reação:
Um sorriso brincou nos lábios azuis de Euron.
– Eu sou a tempestade, senhor. A primeira e a última. Levei Silêncio em viagens mais longas do que esta, e em viagens muito mais perigosas. Esquece-se? Naveguei pelo Mar Fumegante e vi Valíria.
Todos os presentes sabiam que a Destruição ainda reinava em Valíria. Ali, o próprio mar fervia e fumegava, e a terra fora invadida por demônios. Dizia-se que qualquer marinheiro que sequer vislumbrasse as montanhas de fogo de Valíria erguendo-se acima das ondas sofreria em breve uma morte terrível, e, no entanto, Olho de Corvo estivera lá e regressara.
– Ah, viu? – perguntou o Leitor, muito suavemente.
O sorriso azul de Euron eclipsou-se.
– Leitor – Euron falou em meio ao silêncio –, faria melhor se mantivesse o nariz em seus livros.
Victarion conseguia sentir o constrangimento no salão.
(AFFC, O Pirata)
Por outro lado, Euron declarou que o Atador de Dragões teria vindo de Valíria:
Aquele berrante que ouviram encontrei entre as ruínas fumegantes daquilo que foi Valíria, por onde nenhum homem, exceto eu, se atreveu a caminhar.
(AFFC, O Capitão de Ferro)
... entretanto, o aplicativo oficial para smartphone (uma fonte semi-canônica) afirma que, na verdade, Euron roubou o berrante dos magos qarthenos [warlocks, no original em inglês] que mantem como escravos:
Os magos liderados por Pyat Pree tentar encontrar e vingarem-se de Daenerys, mas seu navio é tomado por Euron Greyjoy, que rouba deles o suposto berrante valiriano atador de dragões e os toma como escravos.
(APP, Qarth – tradução minha)
Por esta razão, a armadura de aço valiriano também poderia ser algo que Euron roubou dos warlocks de Pyat Pree.
Não consigo entender, entretanto, porque Euron não a teria usado durante a assembleia de homens livres ou durante o banquete em Escudorrobles, haja vista que isso aumentaria seu status e poderia dar mais crédito a sua história de que andou sobre Valíria. Talvez Euron achasse que isso ela poderia despertar a cobiça dos outros homens de ferro e temeu por sua segurança em meio a tantos piratas. Vai saber.
Porém, retornando à questão da origem, Qarth e Valíria não são as únicas possibilidades de origem da armadura. “O Mundo de Gelo e Fogo” abriu bastante as possibilidades quando tratou das Ilhas do Verão e de Sothoryos.
Com efeito, Yandel cita as ilhas do Verão como importadores de metais de Valíria:
[...] em menos de meio século, um próspero comércio crescera entre as Ilhas do Verão e a Cidade Franca de Valíria. As ilhas precisavam de ferro, estanho e outros metais, mas eram ricas em pedras preciosas (esmeraldas, rubis e safiras, além de pérolas de muitos tipos), especiarias (noz-moscada, canela, pimenta), e madeiras de lei. Uma moda se desenvolveu entre os senhores de dragões, que queriam macacos, primatas, filhotes de onça e papagaios. Teca, ébano, mogno, pau roxo, mahoe azul, cardos, aratanhas, amagodouros, marfim rosa e outras madeiras raras e preciosas também tinham muita demanda, juntamente com vinho de palma, frutas e penas.
(TWOIAF, Além das Cidades Livres: as ilhas do Verão)
Este pequeno detalhe evidencia que as Ilhas do Verão, neste intenso comércio com a Cidade Franca, pode ter adquirido muitos artefatos preciosos. E temos indicação de que Euron pode ter saqueado a capital e levado este bens consigo, assumindo que ele seja o novo Rei Corsário das notícias que chegam a Westeros:
Um novo rei corsário ascendera nas Ilhas Basilisco e atacara a Vila das Árvores Altas
(AFFC, A Fazedora de Rainhas)
Entretanto, há duas complicações aqui. A primeira é o valor da armadura. Aeron estima que tal armadura deve ser quase inestimável, custando um reino inteiro. Outro problema é que os Ilhéus do Verão são conhecidos por serem um povo pacífico.
Mas essas duas complicações podem ser respondidas com informações dadas por outras fontes.
A questão do preço deve ser relativizada. Aeron está estimando seu valor nos tempos após a Perdição de Valíria. Ainda que Martin afirme que artefatos de aço valiriano fossem caras mesmo antes da Perdição, o preço atual é astronômico.
A questão da pacificidade dos Ilhéus do Verão pode encontrar a resposta nos chamados “Anos da Vergonha” ou no período imediatamente posterior, das Guerras lideradas por Xanda Qo:
Os valirianos ofereciam ouro por escravos também. Naquela época, como agora, os ilhéus do Verão eram um povo bonito, alto, forte, gracioso e rápido em aprender. Essas qualidades atraíam piratas e traficantes de escravos de Valíria, das Ilhas Basilisco e da Velha Ghis. Muita aflição se seguiu quando esses saqueadores chegaram às aldeias pacíficas para levar seus habitantes para a escravidão. Por um tempo, os príncipes das ilhas auxiliaram esse comércio, vendendo inimigos capturados e rivais para os traficantes.
As histórias entalhadas nas Árvores Falantes nos contam que esses ―Anos da Vergonha‖ duraram grande parte de dois séculos, até que uma guerreira chamada Xanda Qo, princesa do Vale da Lótus Doce (que fora escravizada por um tempo), uniu todas as ilhas sob seu governo e colocou um fim nisso.
Como o ferro era escasso e caro nas ilhas, as armaduras eram pouco conhecidas, e as lanças longas de arremesso e as curtas de apunhalar tradicionais entre os ilhéus do Verão provaram ter pouco valor contra as espadas e machados de aço dos traficantes de escravos. Então Xanda Qo armou seus marinheiros com arcos compridos de amagodouro, uma madeira encontrada apenas em Jhala e em Omboru. Esses grandes arcos eram muito superiores aos arcos recurvados de chifres e tendões que os traficantes usavam, e podiam atirar uma flecha de um metro,com força suficiente para perfurar a cota de malha, o couro cozido, e até mesmo uma boa placa de aço.
(TWOIAF, Além das Cidades Livres: as ilhas do Verão)
Vê-se no trecho acima que traficantes de escravos alimentaram guerras internas entre os nativos das ilhas, que posteriormente se uniram sob o comando de Xanda para guerrar contra os próprios traficantes. Então, existiram períodos de guerra intensa nas Ilhas, sendo que a questão das armaduras foram muito citadas.
Assim, algumas possibilidades se abrem para que uma armadura de Aço Valiriano tenha chegado às Ilhas:
  1. Explicação mediana: Um traficante nativo das ilhas pode ter enriquecido o suficiente para comprar uma (ou ter recebido de presente de seu parceiro comercial valiriano) e ter uma vantagem colossal sobre os inimigos;
  2. Explicação fraca: Xanda Qo pode ter adquirido junto a valirianos sem ligação com o comércio de escravos para poder enfrentar os saqueadores;
  3. Explicação mais sólida: Diante do poder dos arcos dos ilhéus de Xanda, algum valiriano mais ousado pode ter preferido usar uma armadura que resistisse às suas felchas, mas acabou morto de outro modo e sua armadura foi saqueada pelos ilhéus do verão.
Outro lugar de onde Euron poderia ter encontrado a armadura de aço valiriano seria em Sothoryos, em alguma antiga colônia valiriana. As chances em Zamettar seriam consideravelmente maiores, haja vista que foi a colônia valiriana mais duradoura no continente:
A Cidade Franca de Valíria estabeleceu colônias três vezes na Ponta Basilisco: a primeira foi destruída pelos Homens Tigrados, a segunda foi perdida para a praga, e a terceira foi abandonada quando os senhores de dragões capturaram Zamettar na Quarta Guerra Ghiscari.
[...]
Colônias estabelecidas aqui murcham e morrem; só Zamettar perdurou por mais que uma geração, e hoje até aquela anteriormente grande cidade é uma ruína assombrada, lentamente sendo reivindicada pela selva. Traficantes de escravos, mercadores e caçadores de tesouros visitaram Sothoros ao longo dos séculos, mas só o mais ousado deles já se aventurou além de suas guarnições costeiras e enclaves para explorar os mistérios do vasto interior do continente. Aqueles que ousaram se aventurar dentro do verde nunca mais foram vistos.
[...]
riquezas escondidas entre as selvas, pântanos e taciturnos rios banhados pelo sol do sul, sem dúvida, mas, para cada homem que encontra ouro, pérolas ou especiarias preciosas, há uma centena que encontra apenas a morte. Os corsários das Ilhas Basilisco atacam esses assentamentos, levando cativos que serão mantidos confinados em Garra ou na Ilha das Lágrimas antes de serem vendidos para os mercados de carne da Baía dos Escravos, ou para as casas de prazer e jardins de prazer de Lys.
(TWOIAF, Além das Cidades Livres, Sothoros)
Se assumirmos que Euron é realmente o rei corsário ascendera nas Ilhas Basilisco, devemos analisar que tanto as Ilhas Basilisco quanto Sothoryos eram locais onde alguém poderia encontrar antigos artefatos valirianos abandonados. A cidade de Gogossos, por exemplo, era especialmente antiga e prosperou muito depois da perdição, o que indica que suas riquezas em “escravos e feitiçaria” podem ter relação com antigos segredos valirianos (como o aço valiriano):
Fundada pelo Antigo Império de Ghis, foi conhecida como Gorgai por quase dois séculos (talvez quatro; há certa disputa), até que os senhores de dragões de Valíria a capturaram durante a Terceira Guerra Ghiscari e a renomearam como Gogossos.
Qualquer que fosse o nome, era um lugar perverso. Os senhores dos dragões mandaram seus piores criminosos para a Ilha das Lágrimas para uma vida de trabalhos forçados. Nos calabouços de Gogossos, torturadores concebiam novos tormentos. Nas arenas de carne, feitiçaria de sangue do tipo mais negro era praticada, enquanto animais eram cruzados com escravas para dar à luz crianças deformadas meio-humanas. A infâmia de Gogossos sobreviveu até à Perdição.
Durante o Século de Sangue, essa cidade negra ficou rica e poderosa. Alguns a chamavam de Décima Cidade Livre, mas sua riqueza era construída com escravos e feitiçaria. Seus mercados de escravos se tornaram tão notórios quanto os das antigas cidades ghiscari na Baía dos Escravos. Dizem que setenta e sete anos depois da Perdição de Valíria, no entanto, seu fedor alcançou as narinas dos deuses, e uma terrível praga emergiu dos poços de escravos em Gogossos.
(TWOIAF, Além das Cidades Livres: As ilhas Basilisco)
Meistre Yandel continua narrando como mesmo depois desta praga (Morte Vermelha), os corsários eventualmente retornaram a Gogossos, de modo que Euron pode ter sido um deles no passado recente das Crônicas de Gelo e Fogo. A partir de lá, Olho de Corvo poderia ter encontrado sua cota de escamas em meios às ruínas das colônias valirianas tanto nas ilhas, quanto em Sothoryos.

O que vocês acham? Têm algum palpite de outra forma que Euron poderia ter empregado para adquirir a armadura? Acreditam que ele a conseguiu andando pelas ruínas de Valíria?
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2020.01.29 20:01 altovaliriano Consequências da Conspiração do Fogovivo 2.0

No post anterior, apresentei a teoria que defende que Cersei se valerá dos estoques de fogovivo de Aerys para causar uma tragédia em Porto Real, na qual eliminará a maior parte de seus inimigos. Está aberto à debate se a tragédia envolverá explosões ou apenas incêndios, ou se o local será no Septo de Baelor (como na série da HBO), Fosso dos Dragões ou em diversas localidades ao mesmo tempo.
Em essência, a ideia da teoria e do que se viu na série de TV é a mesma: eliminação rápida e eficaz dos inimigos a fim de que Cersei retorne ao poder. Na adaptação da HBO, o plano deu certo. Afinal, ninguém pode alegar que Cersei sofreu qualquer represália pelo massacre. Mas as coisas não parecem tão auspiciosas para Cersei nos livros.
Eu proponho aqui especular para descobrirmos o que está reservado para Cersei caso a conspiração do fogovivo 2.0 ocorra de fato.

Ataque direto à Fé e ao Alto Septão

Um atentado em um julgamento onde estejam presentes muitos representantes da Fé dos Sete e, entre eles, o Alto Septão não é algo ordinário.
Antes da Guerra dos Cinco Reis, não temos nenhum caso de Septão morto por ordem da família real. O primeiro caso que sabemos foi justamente o assassinato que Cersei secretamente encomendou a Osney Kettleblack (pelo qual ela está sendo julgada). O segundo caso seria nesta conspiração, em que o ataque seria transparente e flagrante.
Sendo a Fé dos Sete a principal religião dos Sete Reinos, os Fiéis deverão se sentir atacados caso o Septo de Baelor seja incendiado ou o corpo da Fé seja assassinado. É claro há uma chance que a revolta seja pequena se a cúpula da Fé em Porto Real for assassinada de uma vez. O povo da cidade é pragmático e não tenderá imediatamente a se envolver em disputa entre instituições de poder (ainda mais se um lado for totalmente dizimado).
Entretanto, a tendência é que Cersei ganhe inimigos externos (em Vilavelha, por exemplo) e comece a praticar políticas cruéis contra o povo da cidade que lhe atirou lama e sujeira em sua caminhada de expiação. Desse modo, não é difícil prever que a chamem de “bruxa” ou “demônio” e que surjam pregadores tão entusiasmados como O Pastor, da Dança dos Dragões, propondo abertamente a derrubada da Rainha Regente e liderando massas enfurecidas.
Por outro lado, os fiéis que se tornarem inimigos externos de Cersei podem promover uma peregrinação de forças armadas para os portões de Porto Real a fim de retomar a cidade da profana rainha tirana.

Ataque a Margaery Tyrell

Caso Margaery seja uma das vítimas do fogovivo, parte do povo de Porto Real poderá amaldiçoar Cersei. Margaery era muito amada antes da acusações contra ela virem a tona e continua sendo amada mesmo depois delas:
Sor Osfryd hesitou. – Uma multidão está se juntando diante da porta do Septo de Baelor.
– Que tipo de multidão? – qualquer coisa inesperada a deixava desconfiada. Lembrou-se do que Lorde Waters dissera sobre os tumultos. Não pensei no modo como os plebeus poderiam reagir a isso. Margaery tem sido seu animalzinho de estimação. – Quantas pessoas?
– Umas cem, mais ou menos. Gritam para que o Alto Septão liberte a pequena rainha. Podemos correr com eles, se quiser.
– Não. Deixe-os gritar até ficarem roucos, isso não fará o pardal mudar de ideia. Ele só dá ouvidos aos deuses – havia certa ironia em Sua Alta Santidade ter uma multidão irada acampada à sua porta, visto que fora exatamente uma multidão dessas que lhe entregara a coroa de cristal.
(AFFC, Cersei X)
A ironia citada por Cersei é um dado relevante, pois aponta para como Margaery era amada. Se é correta a análise da Rainha Lannister, a mesma multidão que amava o Alto Pardal amava ainda mais a pequena rainha.
Assim, o impacto sobre os Portorrealenses com a perda de Margaery pode ser maior do que a perda com a cúpula do clero.

Fama de mecenas e praticante de feitiçaria

Na verdade, esta será uma fama merecida. Caso a verdade do que está acontecendo nas celas negras vire de conhecimento público, todos poderão ver como Cersei está patrocinando com afinco os experimentos necromânticos de Qyburn.
Por outro lado, caso também se descubra a verdade sobre Robert Strong, a própria Cersei pode ser acusada de praticar magia negra. Tudo isso só dobraria os efeitos nefastos de ela ter dizimado a cúpula da fé (vide acima).
Dando um pouco de asas à especulação, é até capaz que o povo passe a atribuir a Cersei as mortes de Kevan e Pycelle. Ela estava trancada em seu quarto, dormindo acompanhada de noviças e sua porta estava vigiada por guardas reais. Porém, uma vez que passe a ser acusada da prática de magia negra, é capaz de inventarem que ela utilizou de algum artifício para mata-los a distância e abrir caminho de volta ao trono.

Quem poderia se aproveitar disto

Toda esta má fama pode ser facilmente capitalizada por Aegon Targaryen com a ajuda interna de Varys.
O príncipe que retornou dos mortos planeja seguir para Porto Real e deve tentar tomar a cidade via cerco. Mas tudo isso pode ser facilitado se Varys começar a espalhar boatos e levantar as massas contra Cersei, tal qual Larys Strong (supostamente) fez durante a Dança dos Dragões.
É possível que Cersei resista se trancando na Fortaleza de Maegor ou seja presa imediatamente. A partir de, então, o destino dela ficaria obscuro demais para especulações.

Quem mais será prejudicado

Caso Cersei se mostre particularmente sanguinária, a má fama que ela construiu pode prejudicar a futura campanha de Daenerys em Westeros. Como sentar no Trono de Ferro é o objetivo da garota, remover Aegon (ou outro pretendente) do assento é uma prioridade.
Contudo, Daenerys já carrega consigo diversas má famas conquistadas em Essos que estão aos poucos se espalhando para o oeste, inclusive alguns ligados a feitiçarias:
E Livros, o esperto espadachim volantino que sempre parecia estar com o nariz enfiado em algum pergaminho farelento, achava que a rainha dragão era assassina e louca.
– O khal matou o irmão dela para que ela fosse rainha. Então ela matou o khal para se tornar khaleesi. Ela pratica sacrifício de sangue, mente com tanta facilidade quanto respira, se volta contra ela mesma por um capricho. Rompe tréguas, tortura enviados... o pai dela era louco também. Isso corre no sangue.
Isso corre no sangue. O Rei Aerys II era louco, toda Westeros sabia disso.
(ADWD, O Soprado pelo Vento)
Some-se a isso que Daenerys está abraçando o cruel lema de sua família e que seus exército fatalmente serão visto como bárbaros pelo westerosis, mas especialmente pelos portorrealenses, que já consideravam os homens dos Clãs das Montanhas da Lua de Tyrion como selvagens abomináveis.

O que acham? Tem mais algum palpite sobre as consequências da conspiração do fogovivo?
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2019.12.27 22:27 ssantorini Aventuras no interior da África e uma tentativa de circunavegação feita pelos fenícios, contadas por Heródoto

XXXII — Eis, entretanto, o que pude saber de alguns Cireneus: Tendo ido consultar, segundo me afirmaram, o oráculo de Ámon, entabularam palestra com Etearco, que governava o país. Insensivelmente, a conversa recaiu sobre as nascentes do Nilo, e pretendeu-se que elas eram desconhecidas. Etearco contou-lhes, então, que certo dia alguns Nasamões chegaram à sua corte (Os Nasamões são um povo da Líbia, habitando a Sirta e uma pequena região a leste da Sirta).
Perguntando-lhes o soberano se tinham qualquer coisa de novo a contar acerca dos desertos da Líbia, responderam-lhe que entre as famílias mais poderosas do país, alguns jovens em idade viril e cheios de ardor imaginaram, em meio a outras extravagâncias, escolher por sorteio cinco dentre eles para uma excursão de reconhecimento aos desertos da Líbia, em que deviam penetrar além dos limites já explorados. Toda a costa da Líbia banhada pelo mar setentrional, desde o Egito ao promontório Solos, onde termina essa terceira parte do mundo, é ocupada pelos Líbios e por diversas nações líbias, com exceção da parte que ali possuem os Gregos e os Fenícios; mas no interior, para lá da costa e dos povos litorâneos, existe uma região onde abundam animais ferozes; e mais além, uma extensão deserta, coberta de areia. Os jovens aventureiros, enviados pelos companheiros com boas provisões de água e de víveres, percorreram primeiramente os países habitados, alcançando depois a região cheia de animais ferozes. Dali continuaram jornadeando para oeste, através dos desertos, descobrindo, após longa caminhada por uma região bastante arenosa, uma planície coberta de árvores frutíferas. Aproximando-se, colheram alguns frutos e puseram-se a comê-los. Nesse momento, uns homenzinhos, de estatura abaixo da mediana caíram sobre eles e os subjugaram. Os jovens Nasamões não lhes entendiam a língua, o mesmo acontecendo com os seus captores. Estes levaram-nos através de pântanos até uma cidade onde todos os habitantes eram negros e da mesma estatura dos que os conduziam. Um grande rio, onde havia grande número de crocodilos, corria de oeste para leste ao longo da cidade.
XXXIII — Contentei-me em reproduzir até aqui a narrativa de Etearco. O príncipe acrescentou, entretanto, segundo afirmam os Cireneus, que os Nasamões voltaram à pátria e que os homens no meio dos quais haviam estado eram
todos feiticeiros. Quanto ao rio que passava pela cidade, Etearco supunha tratar-se do Nilo (...)

(...)
XLII — Os que descreveram a Líbia, a Ásia e a Europa e lhes determinaram os limites, mostraram-se entendidos no assunto, indicando-lhes as justas proporções. Realmente, a Europa quase iguala em comprimento as outras duas; mas não me parece que lhes possa ser comparada em largura. A Líbia mostra ser envolvida pelo mar, exceto do lado em que confina com a Ásia. Necao, rei do Egito, foi o primeiro, ao que sabemos, a provar isso. Quando renunciou à idéia de abrir o canal que deveria conduzir as águas do Nilo ao golfo Arábico, escolheu experimentados navegadores fenícios e, embarcando-os em seus navios, deu-lhes instruções para que, na volta da viagem que iam fazer, passassem pelas colunas de Hércules, no mar setentrional, regressando dessa maneira ao Egito. Os Fenícios, embarcando no mar da Eritréia, navegaram pelo mar Austral. No Outono, desembarcaram na Líbia, no ponto onde se achavam, e semearam o trigo. Chegada a época da messe, colheram o trigo e fizeram-se novamente ao mar. Depois de dois anos de navegação dobraram as colunas de Hércules e regressaram ao Egito. Contaram, ao chegar, que navegando em torno da Líbia tinham o sol à sua direita, o que não me parece crível(3), embora a muitos possa parecer. Foi assim, pois, que a Líbia tornou-se conhecida pela primeira vez.
XLIII — Contam os Cartagineses que, algum tempo antes dessa aventura, Sataspes, filho de Teáspis, da raça dos Aquemênidas, recebera ordem de fazer a circunavegação da Líbia, não conseguindo, porém, levar a bom termo o empreendimento. Desanimado pela extensão do percurso e aterrorizado com os desertos encontrados pela costa, regressou pelo mesmo itinerário, sem haver completado a tarefa imposta pela mãe.
Sataspes havia violado uma jovem, filha de Zópiro, que era, por sua vez, filho de Megabizo. Estando em vias de ser crucificado por esse crime, por ordem de Xerxes, sua mãe, irmã de Dario, implorou o perdão para ele, prometendo puni-lo de maneira ainda mais rigorosa do que a pena imposta, isto é, forçando-o a realizar a circunavegação da Líbia até o golfo Arábico. Xerxes concedeu o indulto com essa condição. Sataspes dirigiu-se ao Egito, obteve um navio e marinheiros do país, e embarcando, rumou para as colunas de Hércules. Atravessando-as, dobrou o promontório Soloeis e velejou para o sul; mas, depois de haver consumido vários meses na travessia de vasta extensão oceânica, vendo que ainda lhe restava um percurso maior a vencer, tratou de regressar, ganhando o Egito novamente, de onde se dirigiu para a corte de Xerxes. Ali chegando, contou ter visto, à beira dos mares longínquos que percorrera, homenzinhos vestidos com folhas de palmeira, que abandonaram suas aldeias para se refugiarem nas montanhas logo que perceberam o navio; e que desembarcando nessas aldeias nenhum mal haviam feito, contentando-se em lançar mão do gado que teve ao seu alcance. Acrescentou que não completara a circunavegação da Líbia porque seu navio não pudera avançar mais. Xerxes, persuadido de não estar ele dizendo a verdade, manteve sua sentença por não haver ele realizado até o fim a prova imposta, mandando crucificá-lo. Um eunuco de Sataspes, logo que soube da morte do amo refugiou-se em Samos com grandes riquezas, das quais se apoderou um habitante dessa ilha. Não ignoro o seu nome, mas não desejo revelá-lo.

Fonte: Histórias de Heródoto, Livro V
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2019.10.19 00:34 altovaliriano O crânio entregue aos Martell não era o de Gregor Clegane

Tyrion prometeu a Doran Martell justiça pelas mortes de Elia e filhos. Tywin seguiu com a promessa por medo de que Dorne se junte a Stannis. Com a confissão de Gregor durante o julgamento por combate, Tywin decide que Clegane deveria morrer pela espada de Illyn Payne e não do veneno. Assim, Pycelle tenta inutilmente salvar Clegane.
Tywin morre sem que o trabalho de Pycelle dê frutos, então recai sob Cersei determinar o que seria feito. Ela encarrega Qyburn de examinar Clegane. Qyburn a convence a deixar que ele faça experimentos com Clegane nas Celas Negras e Cersei concorda. Quando Gregor morre, Qyburn prepara sua cabeça para ser entregue aos Martell.
O que chega à dorne é apenas um crânio. Qyburn afirmou que usou escaravelhos (ou besouros, se preferirem) para comer a carne e pôs o crânio em uma arca forrada com ébano e prata com feltro. Apesar de o crânio ser imenso (o maior que Areo Hotah já vira), as serpentes de Areia suspeitam de sua identidade.
Esta teoria sugere que o crânio, como suspeitam as Serpentes, não pertencia a Gregor Clegane, mas era uma das cabeças entregues a Cersei por pessoas desejando a recompensa que a rainha regente oferecia pela cabeça Tyrion.
Durante Festim dos Corvos, Cersei recebe 7 cabeças que os coletores da recompensa afirmavam ser de Tyrion:
  1. Sem descrição (Cersei IV);
  2. Uma criança feia (Cersei IV);
  3. Um anão (Cersei IV) - supostamente o anão septão visto em Brienne II;
  4. [desconhecido]
  5. [desconhecido]
  6. [desconhecido]
  7. Um anão morto pelo Tyroshi (Cersei VIII).
Não há informações sobre o tamanho da cabeça nº 3. Já a cabeça nº 7 estava em uma arca "suficientemente grande", compatível com a "cabeça grotescamente grande para alguém tão pequeno e atrofiado" que Tyrion tinha. E da cabeça nº 1 não sabemos nada.
Porém, as cabeças 3 e 7 surgiram depois de Cersei já ter ordenando que Qyburn preparasse o crânio de Gregor para enviar a Dorne. Assim, somente nos restas a cabeça nº 1, da qual não temos informações.
E por quê não poderíamos acreditar que é simplesmente a cabeça do Montanha?
Primeiro porque isso implicaria em Sor Robert Strong não ter uma cabeça ou ter a cabeça de outra pessoa. Não é um argumento forte, haja vista que uma visão de Bran no primeiro livro pode funcionar como um prenúncio (foreshadow) de que isso ocorreria:
[...] Sobre ambas erguia-se um gigante numa armadura de pedra, mas, quando abriu a viseira, nada havia lá dentro exceto escuridão e um espesso sangue negro.
(AGOT, Bran III)
Como as veias de Gregor haviam se tornado "negras dos pés à cabeça", muitos interpretam que essa visão correspondia ao Montanha e que ele não teria nada dentro do elmo. Mas este é o problema de interpretar-se visões: muitos significados são possíveis. E, segundo Ghorgan da Velha Ghis, "a profecia sempre arranca seu pau a dentada".
O segundo argumento é que besouros foram usados para limpar a carne e os besouros não morreram. Isso é especialmente importante pois sabemos que Pycelle disse que larvas e sanguessugas não aguentaram o veneno:
– A carne gangrena e as feridas soltam pus – disse Pycelle ao conselho. – Nem mesmo as larvas querem tocar naquela imundície. [...] Quando o sangrei, todas as sanguessugas morreram. Senhores, tenho de saber qual foi a maligna substância que o Príncipe Oberyn usou na lança.
(ASOS, Jaime IX)
Portanto, é possível que os besouros também não aguentariam e isso aponta para o fato de que a cabeça sendo preparada seria outra, ainda que tão grande quanto a do montanha.
O terceiro argumento sou eu que estou inventando agora, nunca vi em nenhum outro lugar: As farsas com as cabeças falsa parece se aprimorar com o tempo.
Como Cersei não matou o primeiro malandro que tentou passar a perna nela com uma cabeça falsa, os falsários só foram aprimorando com o tempo, observem: 1) a sétima cabeça veio com o nariz cortada, pois a terceira foi rejeitada porque tinha nariz. 2) a terceira cabeça era de um anão, pois a segunda foi rejeitada porque era apenas uma criança feia.
E o que isso nos diz sobre a primeira cabeça? Eu suponho que isso nos diz que ela era grande demais para Tyrion e não era deformada, já que a seguinte foi de uma criança (portanto, menor) e feia (portanto, com aspecto pior).
Outros leitores, partindo de premissas diferentes, dizem simplesmente que alguém entregou a Cersei o crânio de um gigante. Eu duvido. Até porque acho que um gigante teria um crânio inequivocamente maior que o de um ser humano. Já o crânio de uma criança de gigantes...
De todo modo, independentemente da identidade da primeira cabeça, esta teoria defende ser dessa pessoa o crânio que agora está em Lançassolar.
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2019.07.19 09:21 altovaliriano Como Jon Snow poderia ser legítimo?

Assumindo que a esta altura a série da HBO já tenha polido as dúvidas sobre os pais de Jon Snow serem Rhaegar e Lyanna, resta uma pergunta: Jon é filho legítimo ou não?
Claro, a HBO simplesmente casou Rhaegar e Lyanna, e resolveu seu problema de forma sumária. Mas há pouca evidência de que podemos contar com que o mesmo tipo de simplicidade venha da parte de George R. R. Martin. Não está fora do reino das possibilidades que um septão ambulante como Septão Meribald estivesse passando pelo Passo do Príncipe e tenha realizado uma cerimônia para casar o Príncipe de Pedra do Dragão e uma Stark do Norte e que a notícia não tenha se espalhado. É apenas estranho.
Por outro lado, o Príncipe já era casado. Que septão do reino não saberia disso? A anulação secreta de seu casamento pelo Alto Septão em Game of Thrones não parece viável em ASOIAF. Outra: os produtores de GoT adoram revelar que a referência veio de GRRM quando usam algo que estará nos futuros, mas nada falaram nesse sentido sobre a anulação do casamento de Elia e Rhaegar ou sobre o casamento de Lyanna e Rhaegar. Portanto, é provável que sejam cânones separados.
Então Jon Snow será bastardo nos livros? Talvez.
Fora seguir os passos da série, acredito que os livros poderiam buscar um caminho alternativo: Rhaegar e Lyanna se casaram em um rito religioso fora da Fé dos Sete. O mais simples seria seguirem um dos ritos relacionados com suas próprias ascendências, ou seja, o rito dos velhos deuses ou o rito valiriano.
O primeiro foi aquele pelo qual "Arya" (Jeyne Poole) se casou com Ramsay. O segundo foi aquele pelo qual Visenya casou seu filho Maegor com Alys Harroway (Fogo & Sangue, Os Filhos do Dragão). O problema com o primeiro é que requer um represeiro, o que talvez estivesse fora de alcance nas Montanhas Vermelhas de Dorne. O problema com o segundo é saber se alguém conhecia o rito (como Rhaegar era dado à leitura, é possível que soubesse) ou se havia alguém qualificado para realizar (talvez só possa ser realizado por outro descendente valiriano, o que possivelmente não havia nas proximidades da Torre da Alegria).
Mas há uma terceira via: Sacerdotes Vermelhos de R'hllor. Ficamos sabendo por Obara que há Templos de R'hllor em Dorne (AFFC, O Capitão dos Guardas). O rito do Deus Flamejante é aquele pelo qual Melisandre casa Sigorn com Alys Karstark (ADWD, Jon X). Além do mais, seria irônico, pois os noivos teriam escolhido uma religião neutra para se casar, a qual veio a calhar ser a fé que mais manifestou ter poderes mágicos reais durante os livros.
Outra ironia seria que Jon Snow somente seria um herdeiro legítimo aos olhos de Melisandre e seus asseclas. É o tipo tão repleto de idiossincrasias e contradições que me parece um pouco mais com o modo como GRRM escreve sua história do que a solução apresentada pela HBO.
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2019.01.29 17:46 Conmebosta 200 conto para quem está com problemas financeiros

001O Rei Sapo ou Henrique de Ferro
002Gato e rato em companhia
003A protegida de Maria
004A história do jovem em busca de saber o que é o medo
005O lobo e as sete crianças
006O fiel João
007O bom negócio
008O músico maravilhoso
009Os doze irmãos
010Gentalha
011Irmãozinho e irmãzinha (O gamo encantado)
012Rapunzel
013Os três homenzinhos na floresta
014As três fiandeiras
015Joãozinho e Margarida (Hansel e Gretel)
016As três folhas da serpente
017A serpente branca
018A palhinha, a brasa e o feijão
019O pescador e sua mulher
020O pequeno alfaiate valente
021Cinderela
022O enigma
023O ratinho, o passarinho e a linguiça
024A Senhora Holle (Dona Flocos de Neve)
025Os sete corvos
026Chapeuzinho Vermelho
027Os músicos da cidade de Bremen
028O osso cantador
029Os três cabelos de ouro do Diabo
030O piolho e a pulga
031A moça sem mãos
032João, o sensato
033As três linguagens
034Elsie, a sensata
035O alfaiate no Paraíso
036Mesinha põe-te, burro de ouro e bordão sai-do-saco
037O Pequeno Polegar
038O casamento de Dona Raposa
039Os gnomos (Histórias de anões)
040O noivo salteador
041O Senhor Korbes
042O senhor compadre
043Dona Trude
044Comadre Morte
045A viagem do Pequeno Polegar
046O estranho pássaro
047A amoreira
048O velho Sultão
049Os seis cisnes
050Rosicler (A Bela Adormecida no Bosque)
051Pássaro-achado
052O rei Barba de Tordo
053Branca de Neve
054A mochila, o chapeuzinho e a corneta
055Rumpelstilzinho
056O querido Rolando
057O pássaro de ouro
058O cão e o pardal
059Frederico e Catarina
060Os dois irmãos
061O camponesinho
062A rainha das abelhas
063As três plumas
064O ganso de ouro
065Pele de bicho
066A noiva do coelhinho
067Os doze caçadores
068O ladrão e seu mestre
069Jorinda e Jorindo
070Os três irmãos afortunados
071Os seis que tudo conseguiam
072O lobo e o homem
073O lobo e a raposa
074A raposa e a comadre
075A raposa e o gato
076O cravo
077Margarida, a espertalhona
078O avô e o netinho
079A ondina
080A morte da franguinha
081O Irmão Folgazão
082João Jogatudo
083João, o felizardo
084O casamento de João
085Os filhos de ouro
086A raposa e os gansos
087O pobre e o rico
088Uma andorinha que canta e pula
089A pastorinha de gansos
090O jovem gigante
091O gnomo
092O rei da Montanha Dourada
093O corvo
094A camponesinha sagaz
095O velho Hildebrand
096Os três passarinhos
097A Agua da Vida
098O doutor Sabetudo
099O espirito na garrafa
100O fuliginoso irmão do diabo
101Pele de urso
102O urso e a carriça
103O mingau doce
104Os espertalhões
105Contos de rãs
106O pobre moço do moinho e a gatinha
107Os dois companheiros de viagem
108João-Ouriço
109A mortalha do menino
110O judeu no meio dos espinhos
111O caçador habilitado
112O mangual do céu
113O príncipe e a princesa
114O alfaiatinho intrépido
115A luz do sol o revelara
116A luz azul
117O menino teimoso
118Os três cirurgiões
119Os sete suábios
120Os três empregados
121O príncipe sem medo
122A alface magica
123A velha do bosque
124Os três irmãos
125O diabo e sua avó
126Fernando fiel e Fernando infiel
127O fogão de ferro
128A fiandeira preguiçosa
129Os quatro irmãos habilidosos
130Olhinho, Doisolhinhos, Trêsolhinhos
131A bela Catarina e Poldo Pif Paf
132A raposa e o cavalo
133Os sapatos estragados
134Os seis criados
135A noiva branca e a noiva preta
136João de Ferro
137As três princesas pretas
138Nicolau e seus três filhos
139A donzela de Brakel
140As comadres
141O cordeirinho e o peixinho
142A montanha Simeli
143O vagamundo
144O burrinho
145O filho ingrato
146O nabo
147O fogo rejuvenescedor
148Os animais do Senhor e os do Diabo
149A trave do galo
150A velha mendiga
151Os três preguiçosos
151aOs doze criados preguiçosos
152O pastorzinho
153As moedas caídas do céu
154As moedas roubadas
155A escolha da noiva
156A desperdiçada
157O pardal e seus quatro filhos
158No país do Arco-da-Velha
159Lengalenga de mentiras
160Adivinhação
161Branca-de-Neve e Rosa-Vermelha
162O criado esperto
163O esquife de vidro
164Henrique, o preguiçoso
165O Grifo
166João o destemido
167O camponesinho no Céu
168A magra Elisa
169A casa na floresta
170Como se repartem alegrias e sofrimentos
171A carriça (Rei da capoeira)
172A solha
173A pega e o alcaravão
174O mocho
175A lua
176O termo da vida
177Os mensageiros da morte
178Nariz-de-Palmo-e-Meio
179A guardadora de gansos no regato
180Os filhos de Eva
181A ondina do lago
182Os presentes do povo pequenino
183O gigante e o alfaiate
184O prego
185O pobre rapaz na sepultura
186A verdadeira noiva
187A lebre e o ouriço
188O fuso, a lançadeira e a agulha
189O camponês e o diabo
190As migalhas sobre a mesa
191O ouriço do mar
192O ladrão mestre
193Tamborzinho
194A espiga de trigo
195Os guardas da sepultura
196O velho Rink Rank
197A bola de cristal
198A donzela Malvina
199As botas de búfalo
200A chave de ouro
Nem sei o que falar do que eu fiz
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2018.04.18 19:24 BeardyPan Não quero mais lutar

Boa tarde gente. Então... Pode ser q seja meio longo e chato, mas vou tentar resumir minha pobre situação.
Bom, um pouquinho sobre mim Tenho 25 anos, homem, formado em Ciências da computação, em um emprego que odeio, sem muitos amigos, nerd, habilidades sociais inexistentes e pra completar, uma personalidade que muitos simplesmente vão achar.. Chata... Mas, o que me traz aqui não são essas coisas, mas sim essas aqui: nunca tive namorada.
Eu sei que muitos vão dizer que isso não importa, que cada um tem seu tempo, que não eh pra ser estressar com isso, mas sinceramente... Importa sim.
Pra mim, em especial, importa muito. E eu aprendi isso nos últimos 2 anos da minha vida. Sempre acreditei que se eu tivesse alguém, minha vida iria começar a andar pra frente, mas nunca tendo ninguém, não tinha como saber ao certo. Até que eu conheci ela.
Como nossa história eh absurdamente longa, eu vou resumir ela no seguinte. Nós conhecemos na faculdade, ela tinha namorado (elas sempre tem, pqp...). Descobri que ela era infeliz, ajudei ela, ela descobriu que eu era incrível, um legítimo príncipe encantado. Nos aproximamos cada dia mais, mas ela nunca teve a força ou sei lá o que pra terminar com o namorado. Eu resisti por muitos meses, mas eventualmente não aguentei e comecei a ceder prós meus sentimentos e instintos, e acabamos nos aproximando muito. O mais longe que chegamos foi beijar, que fique claro. Eventualmente ela começou a ficar distante, e uma hora veio a merda. Ela queria ser apenas amiga. Chorei tanto que o nível do mar chegou a subir uns bons metros. Continuei a insistir nela, infelizmente eu me apaixonei e não consegui mais viver sem ela. A esse ponto, nos 2 havíamos nos formado, então eu não encontrei mais ela, apenas conversamos por texto. Um belo dia, o desgraçado roubou o telefone dela e viu que tava de papo comigo, ficou puto e obrigou ela a me excluir da vida. E ela fez... Eu insisti tanto pra ela não fazer isso que deve ter ficado tão chato q ela falou comigo só pra mim parar de encher o saco. Brinks, ela ainda tinha sentimentos por mim, tanto que não esconde isso. Hoje, a gente vive entre tapas e beijos, eu não aguento mais ficar longe dela, e ela insiste pra mim esperar ela resolver a vida dela, sendo que não resolveu em sei lá, deve fazer mais de 1 ano agora...
Toda essa merda me fez pensar. Eu descobri q eh verdade aquilo q eu imaginava. O que eu preciso eh de amor. Mas pra descobrir isso eu paguei o preço, um afeto que não acaba pela mulher q não faz o que precisa pra ficar comigo...
Eu não sei o que fazer. Pensar com razão eh muito simples "parte pra outra" "exclui ela da tua vida" "vai num psicólogo" etcetcetc. Mas não eh a minha razão que tem problema, eh o coração. E aquele que disse pra racionalizar com ele eh por que ainda não tentou hahah.
Eu considero cada dia mais terminar com minha vida. Ela não vale a pena, mesmo.
Eu só queria que ela pudesse parar com toda essa merda, e cumprir a montanha de promessas que ela fez pra mim quando chorava nos meus braços.. ;(
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2018.03.12 04:47 CobraFumante1272 Looking for insights of cubelocks players at this season

Post your cubelock deck so we can discuss here... There is mine ### Legend CubeLock PS : Its on Portuguese just copy the deck to have the full info

Classe: Bruxo

Formato: Padrão

Ano do Mamute

2x (1) Bibliotecário Kobold

2x (1) Mestre das Misturas

2x (1) Pacto Sombrio

2x (2) Agoureiro

2x (2) Profanar

1x (3) Príncipe Taldaram

2x (4) Ametista Mágica Inferior

2x (4) Fogo do Inferno

1x (4) Quebra-feitiço

1x (5) Caveira dos Man'ari

2x (5) Cubo Carnívoro

2x (5) Demonarca

2x (5) Lacaio Possuído

1x (6) Sifão da Alma

2x (9) Senhor do Caos

1x (10) Gul'dan, o Furtassangue

1x (10) N'Zoth, o Corruptor

2x (12) Gigante da Montanha

AAECAcn1AgbyBcwI4KwCl9MCneIC2+kCDIoB9wS2B+EH3sQC58sC8tAC+NACiNICi+EC/OUC6OcCAA==
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As primeiras montanhas-russas foram inspiradas pelos escorregadores de gelo russos do século 18 8: 17 A montanha-russa mais antiga ainda em funcionamento tem mais de 100 anos. 9:30 This feature is not available right now. Please try again later. Gravado da fita VHS. - Dublagem clássica do VHS & de quando era exibido no (SBT) Quando o assassinato de uma jovem apresenta similaridades com um caso ocorrido há uma década, o novo chefe de polícia precisa acabar com o silêncio que impera na cidade. Outras séries ... SINÒPSE: Lili Heiser, uma instrutora de patins de um hotel nas montanhas se apaixona pelo jovem Rudolph sem saber que ele é um príncipe . MONTANHA ENCANTADA desenhos animados em portugues filmes para crianças Um excelente filme de animação que conta a história de um rapaz chamado Mudal qu... Galera estou vendendo conta do mega.nz... Se esta precisando de uma conta premium ilimitado é aqui: https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1073978403-conta-... Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube. Alexandr Borodin Príncipe Igor - Danças Polovetsianas Allegro Encerramento da classe de regência do Festival Música nas Montanhas. Acredito que 90% ou mais dos Santomenses são conhece por completo a zona Ocidental de São Tomé.. Um lugar de uma beleza exuberante.. Um encontro único com a natureza. Volta a Ilha de São ...