História do Género em África

Breve História da Monarquia em Portugal, à luz das recomendações da Europa

2018.10.03 23:27 OhFazFavor Breve História da Monarquia em Portugal, à luz das recomendações da Europa

1140 Afonso Henriques, homem branco e machista, espetou um par de estalos na mãe, e decidiu ser independente. Este facto na altura não foi escandaloso porque todas as mulheres eram oprimidas, mesmo as rainhas.
Quase um século depois, Dom Dinis, um puto branco privilegiado a quem lhe tinham dado como presente o Algarve, numa demonstração cabal de como os 1% mandam nisto tudo, decidiu explorar a mão de obra disponível para mandar construir barcos.
Não há registos de greves, mas devem ter acontecido, porque as condições de trabalho eram horríveis, e nem electricidade havia. Um documento encontrado em Leiria, até agora ligado ao PCP, na realidade é um panfleto onde se lê claramente "Dom Dinis Não!" e "Descentralização Já!"
É em 1350 que se dá um evento que deveria ser o único a ser celebrado ainda hoje, respeitante a este período histórico: o nascimento de Brites de Almeida, um nome em si mesmo de género neutro, e um exemplo para todxs xs feministas.
Brites de Almeida foi a primeira Capaz, um ser que matou de desgosto os seus pais por não corresponder aos ideias de beleza, nem ao estilo de vida, forçados pelo patriarcado da altura ao género forçadamente assumido feminino. Foi um corpo de mão cheia, com 6 dedos em cada mão, ossuda, boca muito rasgada, e cabelos crespos, todo um ideal de beleza para qualquer feminista que se preze. Foi feirante, matou um amante com a sua espada, foi vendida a um muçulmano, mas conseguiu escapar fixando-se em Aljubarrota como empreendedora no sector da panificação, sendo que está estabelecido que recebeu o apoio do programa ALJ1380 a fundo perdido, fruto de uma amizade com um conde local.
Em 1385 após ter encontrado sete Castelhanos dentro do seu forno a lenha, cozeu-os lentamente, enquanto gritava "Estou farta até à cona de castelhanos". Tomou-lhe o gosto, juntou-se como umas amigas e fundou o movimento feminista "Capazes". Naquele dia não só Brites de Almeida fundou o primeiro movimento feminista mundial, como inventou também a receita para o pão com chouriço castelhano. O seu grupo de feministas era implacável tendo muitas vezes fingindo que não percebia que os homens que perseguiam eram inocentes, ou Portugueses, para os matar na mesma. Infelizmente o patriarcado anulou a revolta através da sua força opressora, e só no século XX é que Portugal viria a renovar este grupo fundamental ao desenvolvimento da sociedade Portuguesa.
1380 A situação política está complicada: a filha de Dom Fernando tinha sido oprimida e obrigada a casar com um espanhol, que pensa que é o dono disto tudo, o primeiro numa longa geração de homens brancos que tomaram como sua esta visão da sociedade.
Por outro lado, Dom João Mestre de Avis anda a conspirar com a burguesia de Lisboa e Porto, numa demonstração de nacionalismo exacerbado de quem quer novamente oprimir uma mulher, pisca o olho à Inglaterra e rodeia-se de judeus sefarditas.
Lança um programa de casting, para escolher quem iria liderar o exército Português contra Castela (note-se que não havia uma única mulher na lista de candidatos, o que gerou muita celeuma na altura).O escolhido acabou por ser Nuno Álvares Pereira. cujo género não podemos assumir.
Dom João, através do recurso à violência, e não ao diálogo, oprime violentamente os Castelhanos, cujo rei frustrado com a derrota foi de volta para o seu castelo e deu uma carga de porrada na mulher, sendo que temos que concluir que era Benfiquista.
Dom João adiciona um "I" ao nome, e decide que a solução para o país é ir oprimir para outras freguesias. Avança com a "Expansão Marítima" que na realidade deve ser considerada a "Opressão Marítima", sem qualquer consideração pela natureza ou pelos peixes do mar.
No final do século XV já eram milhares de povos oprimidos pelos Portugueses, liderados por Dom João II. Numa demonstração de ignorância profunda, e desprezo pela diversidade, e com a conivência da igreja branca e patriarcal, divide-se o mundo em dois, em Tordesilhas.
Vasco da Gama chega à Índia em 1498, oprime tudo o que encontra à sua frente, e começa a exploração macro-económica das populações oprimidas, numa visão neo-liberal capitalista radical do mundo. Começa aqui a praga do gosto pelos produtos alimentares exóticos.
Não satisfeitos com a opressão sobre os Africanos e Indianos, o Império opressor faz as malas e mete-se a caminho do Oriente, onde oprime os Japoneses, e apropria-se culturalmente de uma série de hábitos indígenas.
Mas a opressão não é apenas externa. Com a morte de Dom João II, a nobreza dá uma de Hitler e começa a expulsar os judeus do país, e acaba com a pseudo-meritocracia vigente, para dar lugar ao compadrio e ao negócio imediato, algo que perdurou até aos dias de hoje.
O reinado de Dom Sebastião, cujo género devemos assumir através da escultura de Manuel Cargaleiro em Lagos - chegando à conclusão que Portugal teve o primeiro rei andrógeno da história mundial - encerra este período negro da nossa história.
De referir que tal como nos dias de hoje existem rumores que o atleta Cristiano Ronaldo vai a Marrocos para encontros com outros homens, é um facto histórico que Dom Sebastião foi mesmo fodido pelos marroquinos em Alcácer Quibir. Seguem-se 60 anos de opressão Espanhola.
Mas por esta altura já tínhamos tornado a escravatura uma ciência, e não se compreende como o tribunal dos direitos humanos nunca nos levou ao banco dos réus, mostrando que os poderosos são protegidos pelos poderosos, e quem se lixa é o mexilhão.
Com a ajuda da França e da Inglaterra lá conseguimos recuperar a nossa independência, mas nada seria o mesmo e a vontade de oprimir continuava presente, mas os responsáveis pelo nosso país, tal como hoje, eram péssimos a gerir as finanças públicas. Resumindo, deu merda.
Em 1755 um terramoto dá cabo do país tendo sido sentido em Lisboa, os Franceses invadem o país porque também querem oprimir um bocadinho (sendo um exemplo de que na altura já existia um sistema de quotas para a igualdade).
Em 1822 o Brasil torna-se independente, mas sem ouro, e os que lá ficam a mandar continuam a oprimir, não porque querem mas porque foram condicionados pelo Império Português a fazê-lo. O opressão e exploração pelo capital continua até aos dias de hoje.
Nesta altura Portugal é um país opressor e oprimido, mas muito mais opressor, não haja ilusões. A Inglaterra quer oprimir mais, faz um ultimatum, Dom Carlos é assassinado e assim acaba a monarquia em 1910.
A escravatura foi o momento mais negro deste período histórico. Para sustentar esta informação podemos recorrer aos inquéritos de satisfação realizados pelo trono Português na chegada dos escravos ao Brasil.
Estes inquéritos, que nada mais eram do que uma tentativa de tornar mais eficiente o transporte dos escravos disfarçado de preocupação pelo bem estar dos mesmos, mostram as condições terríveis de transporte na altura:
96% dos inquiridos queixavam-se que o espaço para as pernas era muito reduzido.
82% queixavam-se que a oferta de alimentação era muito escassa e não havia opção vegetariana.
97% queixavam-se da demora no embarque e o tempo despendido na viagem
32% Não sabiam ou não respondiam
O resultado destes inquéritos mostram que o transporte de escravos, desde África para o Brasil, eram organizados pelo equivalente da Ryan Air na altura com partida desde o aeroporto de Lisboa.
O facto de não existirem quaisquer relatos sobre violência doméstica, opressão da comunidade LGBTX, e lutas pela igualdade de género, leva-nos a concluir que o regime tinha uma máquina opressora bastante eficaz que calou toda e qualquer oposição.
Qualquer imprecisão histórica deverá ter em conta que o revisionismo não se compadece com os factos.
Edit: gramática Edit 2: Adicionei o segmento da padeira de Aljubarrota, depois de inspirado pelo jcopta
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